Grito dos Excluídos tenta chamar atenção das autoridades para questões importantes do município
Grito dos Excluídos tenta chamar atenção das autoridades para questões importantes do município
A Prefeitura Municipal de Ribeirão das Neves realiza, na próxima quarta-feira (1º), das 8:30h às 13h, no Auditório Interno do 40º Batalhão de Polícia Militar de Minas Gerais - Rodovia LMG 806, o Seminário Comemorativo dos 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente.
O seminário tem como objetivo proporcionar a rede de enfrentamento à violência sexual infanto-juvenil de Ribeirão das Neves, reflexões sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, que no dia 13 de julho desse ano, completou 20 anos de existência e também falar dos desafios e serem vencidos pela rede.
A programação traz a participação especial da profª Maria Amélia Giovanetti, Coordenadora de Formação do PAIR Minas. Durante o seminário serão apresentados também os membros da Comissão Operativa Local do PAIR, Programa de Ações Integradas e Referências,- COL - e do trabalho realizado pelos seus integrantes. Serão apresentados ainda os novos conselheiros tutelares da cidade, empossados no dia 24 de agosto. Como trabalho final, será apresentado o diagnóstico sobre a violência sexual infanto-juvenil no município.
O evento é uma iniciativa do PAIR - Programa de Ações Integradas e Referências de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-juvenil no Território Brasileiro - do governo federal, em funcionamento desde o ano de 2009, na Secretaria Municipal de Assistência Social da Prefeitura, tendo o apoio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Ribeirão das Neves - CMDCA/RN.
PMRN
Sessenta famílias da Comunidade Bom Jesus, no bairro Florença, em Ribeirão das Neves, já começaram a receber obras do Melhorias Habitacionais, uma ação do Projeto Estruturador Lares Geraes - Habitação Popular. Em um plano piloto, é executado reboco, pintura interna e externa, pisos e revestimento em moradias de famílias de baixa renda. O projeto é executado pela Prefeitura de Ribeirão das Neves, mas recebe recursos da ordem de R$ 330 mil do Governo de Minas, e tem a Cohab/MG como a responsável pelo diagnóstico das melhorias a serem feitas em cada moradia e pela aprovação da obra.
O município de Ribeirão das Neves foi escolhido, em 2008, por apresentar o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A comunidade Bom Jesus, por sua vez, é formada por famílias carentes, reassentadas após uma enchente ocorrida em 1996.
Uma das beneficiadas pelo projeto foi Adete Maria Alves. Ela, que vive com o marido e duas filhas, conta como sua vida mudou. “Agora melhorou muito, ficou mais fácil de limpar a casa. Eu não teria condições de fazer as melhorias”. Depois de 14 anos, Adete finalmente poderá se recuperar de uma asma provocada pela quantidade de poeira que o antigo piso gerava.
Quem também já recebeu as obras do projeto foi Ângela Maria Resende Silva. Aposentada e viúva, ela mora com o irmão, o filho, a nora e o neto. Na casa de Ângela, foram feitos chapisco, reboco e pintura. “Estou muito feliz. Sem essa obra eu não teria condições de fazer nada”, conta à Agência Minas.
Segundo as engenheiras da Cohab/MG, Adélia Maia, e da Prefeitura de Ribeirão das Neves, Nice Marçal, a segunda fase do Melhorias Habitacionais seguirá atendendo às mesmas 60 famílias com outras obras. Lavatório e porta serão colocados nos banheiros e pias na cozinha, além da construção de muros.
Para a engenheira da Cohab/MG, o sucesso do projeto piloto é o indicador para que o Governo de Minas avalie a possibilidade de liberação de mais recursos para o restante da comunidade que conta com 400 famílias.
Há 2 anos, o CVT Henfil, em Ribeirão das Neves, vem realizando esse trabalho no Centro de Atenção Psicossocial, especializado no tratamento de dependentes químicos e no Núcleo de Atenção Psicossocial, com a realização de cursos de informática e música. Mais de 60 pessoas já foram beneficiadas.
Buscando aprimorar o trabalho na área de saúde mental, o CVT participou de três eventos no mês de maio. Na primeira quinzena, de 06 a 08, esteve presente no I Simpósio Sulamericano de Políticas Sobre Drogas - Crack e Cenários Urbanos, e nos dias 13, 14 e 15 participou da IV Conferência Estadual de Saúde Mental Intersetorial, ambos em Belo Horizonte. A última ação foi a Caminha da Luta Antimanicomial, realizada no dia 18, dedicado ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial.
O CVT de Ribeirão das Neves é uma unidade da Rede de Formação Profissional Orientada pelo Mercado, projeto do Governo de Minas, coordenado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes - MG), com apoio da Prefeitura Municipal. O objetivo da Rede é ampliar a capacitação local e regional; combater a exclusão digital e social; gerar emprego e renda; e contribuir para a melhoria de vida da população a partir da capacitação profissional.
Em 2009, a Rede se consolidou com a conclusão da implantação de 571 unidades interligadas em banda larga, representadas por 84 CVTs e 487 Telecentros, totalizando o investimento de R$ 90 milhões de recursos, provenientes do Governo de Minas e do Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio de emendas parlamentares. Hoje, a Rede conta 4.5 mil microcomputadores conectados, colocando Minas Gerais como o estado a possuir o maior programa de inclusão digital e social do País. Aproximadamente 400 mil alunos já foram certificados em cursos presenciais e a distância, nas áreas comportamentais, gerenciais e profissionalizantes.
www.inclusaodigital.mg.gov.br
A Secretaria Municipal de Educação de Ribeirão das Neves está com inscrições abertas,até o dia 17 de maio, para o "Projovem Urbano", projeto direcionado aos jovens com idade entre 18 e 29 anos, que não concluíram o ensino fundamental. O ProJovem Urbano tem como finalidade primeira proporcionar formação integral aos jovens, por meio de uma efetiva associação entre Formação Básica, para elevação da escolaridade, tendo em vista a conclusão do ensino fundamental; Qualificação Profissional, com certificação de formação inicial; e Participação Cidadã, com a promoção de experiência de atuação social na comunidade.
Nessa perspectiva, o Programa tem como finalidades específicas a re-inserção dos jovens no processo de escolarização, a identificação de oportunidades potenciais de trabalho e a capacitação dos jovens para o mundo do trabalho, a participação dos jovens em ações coletivas de interesse público, a inclusão digital como instrumento de inserção produtiva e de comunicação e a ampliação do acesso dos jovens à cultura.
O Projovem é um programa do Governo Federal, ligado à Secretaria Geral da Presidência da República e Secretaria Nacional da Juventude e Coordenação do Projovem Urbano e tem como objetivo promover ações de cidadania voltadas a jovens, que por diferentes fatores, foram excluídos do processo educacional, de modo a reduzir a exposição desses jovens a situações de risco, desigualdades, discriminações e outras vulnerabilidades sociais.
O curso tem duração de 18 meses e carga horária de 2000 horas, dividida em: 1.560 presenciais (1092h Ensino Fundamental/ 390h Qualificação Profissional/ 78h Participação Cidadão/ 440h não presenciais. Como incentivo, o jovem recebe uma bolsa de R$ 100,000 (Cem Reais), durante 20 meses, mas com o condicionamento de ter 75% da freqüência. As aulas começam no dia 6 de abril.
A meta de Ribeirão das Neves é atender 800 alunos, divididos em 4 núcleos, que funcionarão nas escolas municipais Ester Nogueira Gurgel, rua Francisco Augusto Vieira, 612, Sevilha A; Liliane Marchezane Gomes, rua Santo Antônio,85, São Miguel - Justinópolis; Maria da Cruz Resende, rua Maria Adelaide, 496, Veneza e Maria Vieira Barbosa, rua Principal, 96, Santa Paula. As inscrições estão sendo feitas nas escolas onde ocorrerá o projeto.
Moradores de comunidades carentes e com altos índices de criminalidade, como a Pedreira Prado Lopes, o Taquaril, Morro das Pedras, Veneza e Vila Cemig, estão entre os autores das fotos que compõem a mostra “Reflito o Conflito”, aberta na noite dessa terça-feira (23), no Museu de Artes e Ofícios (MAO). A iniciativa é fruto da parceria do programa Mediação de Conflitos com o grupo Coletivo Agnitio e tem como finalidade provocar reflexões sobre o tema “conflito”.
Ao todo são 24 imagens afixadas em 12 totens pretos e emolduradas com vidro, produzidas durante oficinas com os moradores das áreas de alto índice de criminalidade e também do Conjunto Felicidade, Rosaneves e Jardim Metropolitano. De acordo com a coordenadora do programa, Sandra Mara de Araújo Rodrigues, além de proporcionar a capacitação técnica, os encontros viabilizaram também a troca de informações entre os participantes sobre os principais problemas locais.
“A importância do projeto está no fato de que cada comunidade pôde construir um novo olhar sobre si mesma e, a partir dele, articular fatores de proteção. Sob a perspectiva de quem vivencia diretamente os embates, as fotografias propõem a reflexão e a ação para mediar desavenças grandes ou pequenas que surgem no dia a dia”, explica Sandra.
A mostra nasceu como uma resposta às demandas trazidas pelas comunidades. O projeto teve início no ano passado com um seminário de abertura, que teve como sequência as oficinas, realizadas de novembro a fevereiro deste ano. As aulas foram ministradas pelos fotógrafos do grupo Coletivo Agnitio, formado por Henrique Teixeira e Marilene Ribeiro, tendo como convidados ainda os profissionais Daniel Gouveia e Luiza Viana.
Dois eixos
O grupo tem como foco central de suas oficinas a questão do desenvolvimento das identidades dos participantes. Graduado pela Escola de Belas Artes (EBA) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Henrique Teixeira relata que a metodologia utilizada se apóia em uma abordagem que articula dois eixos: o estético, que trabalha o olhar fotográfico, e o antropológico, que ressalta a inserção dos participantes em um contexto cultural.
Cerca de 65 pessoas das oito comunidades participaram do projeto. Segundo Sandra Rodrigues, foram escolhidos moradores que já tinham alguma relação com o programa Mediação de Conflitos. Em cada localidade, pode-se observar um perfil diferente das turmas, no que diz respeito ao gênero e à idade. A moradora da Pedreira Prado Lopes, Valéria Borges Ferreira, de 45 anos, foi uma das alunas da oficina. Ela considera que a grande contribuição do projeto consistiu no despertar de um espírito de comunidade e do desejo de transformação. “Fotografo a Pedreira desde que me entendo por gente. Sempre quis fazer um curso de fotografia, mas nunca tive dinheiro”, conta.
Dinâmica
Em cada localidade foram realizados, em média, oito encontros. Durante as aulas os integrantes trabalharam com a sensibilização estética, a vivência técnica e na confecção de um ensaio fotográfico autoral. Depois de discutirem sobre a arte fotográfica e os problemas das comunidades, os participantes escolheram um tema e saíram a campo para fotografá-lo. A partir dos ensaios, cada comunidade produziu cerca de 1.500 imagens. Todas foram exibidas e discutidas pelos participantes e facilitadores das oficinas, em sessões que duraram, em média, cinco horas. A publicação na internet das 50 fotografias previamente selecionadas possibilitou a escolha de quatro imagens por comunidade e que, após serem impressas, passaram a compor a mostra “Reflito o Conflito”. Todos os participantes têm a chance de mostrar seus trabalhos, no entanto, por meio de apresentação digital.
A exposição é itinerante e poderá ser vista até o dia 7 de maio em espaços culturais de Belo Horizonte e Ribeirão das Neves. Segundo a coordenadora do programa Mediação de Conflitos, Sandra Rodrigues, foram escolhidos locais centrais, como o Museu de Artes e Ofícios e o Museu Abílio Barreto. A intenção é facilitar o acesso dos participantes e do restante dos moradores das comunidades, além de chamar a atenção da população em geral e propor a reflexão.
Bem avaliada pelos realizadores e pelos participantes, a iniciativa também será realizada no interior de Minas Gerais. Em abril, Governador Valadares sediará a próxima edição do projeto.
Serviço
Exposição fotográfica “Reflito o Conflito”
Museu de Artes e Ofícios – 23.03 a 26.03
Museu Histórico Abílio Barreto – 06.04 a 09.04
Mercado da Lagoinha – 13.04 a 16.04
Centro Cultural Alto Vera Cruz – 20.04 a 24.04
Arquivo Público Nonô Carlos (Ribeirão das Neves) – 27.04 a 30.04Salão da Igreja Nossa Senhora das Vitórias (Ribeirão das Neves) – 04.05 a 07.05
Agência Minas
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