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Reportagem do Balanço Geral MG flagra montanhas de detritos em importante via da cidade; moradores reclamam da falta de fiscalização e do risco de doenças.
O que deveria ser uma via de escoamento e trânsito para os moradores de Ribeirão das Neves transformou-se em um cenário de descaso ambiental. A Avenida Perimetral tornou-se alvo preferencial de descarte irregular de lixo e entulho, gerando uma série de transtornos para quem vive ou trafega pela região.

A denúncia, exibida nesta quarta-feira (18) pelo programa Balanço Geral MG, da Record Minas, revela a gravidade da situação. Ao longo da avenida, é possível encontrar de tudo: restos de materiais de construção, móveis velhos, lixo doméstico e até carcaças que atraem urubus e animais peçonhentos.

Um problema crônico
De acordo com a reportagem, o acúmulo de lixo não é um fato isolado, mas um problema recorrente que parece desafiar o poder público. Moradores locais relatam que, mesmo quando a prefeitura realiza a limpeza, em poucos dias o local volta a ser utilizado como "bota-fora" por pessoas e empresas que agem na calada da noite.

A situação é agravada pelo período chuvoso. O lixo acumulado obstrui bueiros e canaletas, aumentando o risco de alagamentos e transformando os focos de entulho em criadouros ideais para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya.

Insegurança e mobilidade reduzida
Além do mau cheiro insuportável e do risco sanitário, o descarte irregular invade a pista e as calçadas, forçando pedestres a caminharem pelo meio da rua, dividindo espaço com carros e ônibus. "É um desrespeito total. A gente paga imposto e tem que conviver com esse lixão na porta de casa", desabafou um morador à equipe de reportagem.

O que dizem as autoridades
Historicamente, situações como a da Avenida Perimetral em Ribeirão das Neves esbarram na dificuldade de fiscalização. A prefeitura costuma alegar que mantém cronogramas de limpeza, mas reforça que o descarte irregular é crime ambiental passível de multa.

No entanto, para a população, as medidas educativas não têm surtido efeito. Eles cobram a instalação de câmeras de monitoramento, cercamento de áreas críticas e uma punição mais severa para quem utiliza a via pública como depósito de lixo.

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Pela segunda vez em menos de 30 dias, carcaça de animal é deixada em via pública na Rua José Maria de Menezes, gerando riscos à saúde e indignação na comunidade.
A tranquilidade dos moradores do bairro Paraíso das Piabas, no distrito de Justinópolis, tem dado lugar ao medo e à revolta.
O motivo é macabro e recorrente: o descarte irregular de carcaças de cavalos em plena via pública, especificamente na altura do número 780 da Rua José Maria de Menezes, próximo ao conhecido "monte de oração".
O caso mais recente foi registrado nesta semana, marcando a segunda ocorrência de mesma natureza em um intervalo inferior a um mês. Segundo relatos de moradores que preferem não se identificar, o crime ambiental parece ocorrer de forma estratégica, aproveitando momentos de menor movimentação na rua.
A presença dos animais mortos em estado de decomposição atrai vetores de doenças, como moscas e urubus, além de exalar um odor insuportável que invade as residências próximas. Sem saber a causa da morte dos animais, a população teme a proliferação de zoonoses e a contaminação do solo.

"É uma falta de respeito absoluta. Além do risco sanitário, estamos falando de um animal que pode ter sofrido maus-tratos. É um crime ambiental escancarado diante dos nossos olhos", afirma um morador da região.

A comunidade relata que esta não é a primeira tentativa de buscar auxílio junto aos órgãos competentes. Denúncias anteriores já teriam sido formalizadas, mas, até o fechamento desta edição, nenhuma providência efetiva foi tomada para identificar os responsáveis ou para realizar a limpeza profilática do local de forma definitiva.
O abandono de carcaças de animais em áreas urbanas configura crime ambiental e infração sanitária gravíssima. Os moradores exigem que a Prefeitura de Ribeirão das Neves e o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) atuem não apenas na retirada do animal, mas em uma investigação que identifique quem está utilizando a região como "descarte", para que medidas punitivas sejam aplicadas.

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Moto bateu na traseira de caminhão no km 513

Um motociclista morreu em um acidente envolvendo um caminhão na tarde desta segunda-feira (9), na BR-040, em Ribeirão das Neves.
A colisão ocorreu no sentido Norte da rodovia.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a motocicleta bateu na traseira do caminhão. O condutor da moto não resistiu aos ferimentos, e o óbito foi constatado ainda no local. A perícia da Polícia Civil foi acionada para apurar as circunstâncias do acidente.
Conforme a concessionária Via Cristais, responsável pelo trecho, o acidente provocou lentidão de aproximadamente seis quilômetros. Uma faixa no km 513 da BR-040 precisou ser interditada.
Uma Unidade de Suporte Avançado (USA) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada para a ocorrência. A rodovia foi totalmente liberada por volta das 20h, após a conclusão dos trabalhos de atendimento, perícia e remoção dos veículos.

As causas do acidente seguem sob investigação.

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Uma operação do Corpo de Bombeiros (CBMMG) mobilizou militares na noite deste sábado (7) para resgatar uma fêmea de Dogue Alemão, soterrada após um deslizamento de terra provocado pelas fortes chuvas que atingiram o bairro. O animal, que está em estágio avançado de gestação, foi encontrado pela tutora sob escombros e lama ao retornar do trabalho.

Segundo a corporação, o cenário era crítico. Devido ao porte físico da raça e ao peso adicional da gravidez, a cadela apresentava severa dificuldade respiratória e mobilidade reduzida. O soterramento ocorreu em um ponto de difícil acesso, onde a instabilidade do terreno oferecia risco iminente de novos desabamentos.

"Havia o perigo real de asfixia ou esmagamento caso o barranco cedesse novamente durante a retirada", informou a equipe de socorro.

Após um trabalho minucioso para estabilizar a área e liberar o animal, os bombeiros confirmaram que a pet não sofreu ferimentos visíveis. Apesar do trauma, ela foi entregue à proprietária em boas condições de saúde, permanecendo sob observação devido ao estado gestacional.

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O assassinato brutal de três mulheres dentro de uma padaria em Ribeirão das Neves não foi apenas um episódio de violência isolada; foi o ápice de uma crise de gênero que coloca Minas Gerais como o segundo estado com maior índice de feminicídios no Brasil. Somente em 2025, 139 mineiras perderam a vida pelo simples fato de serem mulheres. Em Neves, o crime recente escancarou uma ferida que a política local preferiu ignorar.

Durante a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026, a discussão sobre a proteção à mulher ganhou contornos dramáticos. A vereadora Marcela Menezes Costa (PT) apresentou a Emenda 006-C/2025, que propunha elevar o orçamento destinado ao combate à violência contra a mulher de simbólicos R$ 100 mil para R$ 1 milhão anuais.

A proposta previa que o recurso fosse utilizado para:

Acolhimento e abrigo de mulheres sob ameaça;
Atendimento psicológico especializado;
Campanhas de prevenção em escolas;
Fortalecimento da rede de proteção.

Para viabilizar o valor, a emenda sugeria o remanejamento de verbas do projeto "Mais Asfalto Novo", da Secretaria de Obras. No entanto, o argumento de que "a proteção à vida deve ter prioridade imediata sobre obras que podem ser reprogramadas" não convenceu a maioria dos parlamentares.
Por 13 votos a 3, a base governista rejeitou a ampliação do orçamento, seguindo a orientação da Prefeitura de priorizar a infraestrutura urbana. Com a decisão, a cidade que protagoniza cenas de horror como o triplo feminicídio em plena luz do dia, continuará destinando apenas R$ 100 mil por ano — valor considerado insuficiente por especialistas para manter qualquer política pública de impacto real.

🚫 Votaram CONTRA a verba de R$ 1 milhão para mulheres (Mantiveram o dinheiro no asfalto):
Weberson Diretor, Luiz da Regional, Marcelo de Jesus, Mazinho da Quadra, Diney Duarte, Renato Diretor, Pastor Dário, Ilânio Miranda, Ramon Filho do Girico, Carrerinha, Bebeto e Estevão do Ranchim.

✅ Votaram A FAVOR da verba para proteção à mulher:
Marcela Menezes, Giovani Sacolão e Isabella Guimarães.

O bloqueio ao projeto revela que, na política nevense, a vida das mulheres ainda não ocupa o centro do orçamento público. O feminicídio é o resultado final de um sistema que falha em agir preventivamente. Ao negar recursos para o acolhimento, o poder público retira a saída de emergência de mulheres que estão, hoje, sendo ameaçadas dentro de suas casas.

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