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A rotina de quem vive no Conjunto Henrique Sapori, em Ribeirão das Neves, tem sido marcada pela insegurança. Com a chegada do período chuvoso, moradores denunciam que a falta de infraestrutura básica, especialmente de sistemas de drenagem adequados, transformou o medo em um vizinho constante.
Registros feitos pela comunidade mostram a força das águas. Em episódios recentes, a enxurrada que desce pelas ruas íngremes do bairro atingiu o nível de derrubar muros de arrimo e comprometer a estrutura de residências. Em um dos casos mais graves, a força da água rompeu redes de esgoto e afetou a estabilidade de uma ponte que serve de ligação para os moradores.

A reportagem acompanhou o drama de famílias que perderam móveis e eletrodomésticos. "A gente não consegue dormir. Fico o tempo todo monitorando a previsão do tempo no celular. Se começa a fechar o tempo, o coração já acelera", desabafou uma moradora à equipe do MG1.

O Problema da Drenagem


A principal reclamação recai sobre a ausência de bocas de lobo e galerias pluviais capazes de suportar o volume de água que desce das partes mais altas da região. Sem ter para onde escoar, a água invade as casas, trazendo lama e mau cheiro. Em alguns pontos, a erosão já começou a "comer" o asfalto, criando crateras que dificultam o acesso de veículos de emergência e do transporte público.

Resposta das Autoridades


A Defesa Civil do município tem sido acionada para realizar vistorias e interditar imóveis que apresentam risco iminente de desabamento. No entanto, os moradores cobram uma solução definitiva por parte da Prefeitura de Ribeirão das Neves, alegando que intervenções paliativas não são suficientes para garantir a segurança no longo prazo.

Até o momento, o poder público municipal tem sido questionado sobre o cronograma de obras de drenagem para o Conjunto Henrique Sapori. Enquanto os investimentos não chegam, a orientação para quem vive em áreas de risco é manter a vigilância e, ao menor sinal de rachaduras ou movimentação de terra, abandonar o imóvel imediatamente e acionar o Corpo de Bombeiros (193).

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O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) instituiu, nesta terça-feira (17/3), ações-piloto que utilizam biometria e reconhecimento facial para modernizar a fiscalização de penas e garantir a identificação civil de detentos. A iniciativa ocorre na Comarca de Ribeirão das Neves e é fruto de uma cooperação estratégica entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A Portaria Conjunta nº 1790/PR/2026 oficializa a implementação de dois sistemas principais:

Saref (Sistema de Apresentação Remota por Reconhecimento Facial): Permite que sentenciados dos regimes aberto e semiaberto, além de pessoas em livramento condicional ou liberdade provisória, apresentem-se à Justiça via celular. A ferramenta utiliza geolocalização e reconhecimento facial, eliminando a necessidade de deslocamento até o fórum.

Anic (Ação Nacional de Identificação Civil): Foca na regularização documental da população carcerária, cruzando dados biométricos com a base nacional do TSE (que possui mais de 160 milhões de cadastros) para garantir que o apenado tenha acesso a direitos fundamentais e cidadania.

Durante a solenidade no Gabinete da Presidência, o desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior, presidente do TJMG, destacou que a identificação é um pilar da segurança e da ressocialização. "Pessoas vulnerabilizadas, hoje afastadas da sociedade, jamais serão resgatadas sem atenção a direitos básicos como a identificação civil", afirmou.

O corregedor-geral de Justiça, desembargador Estevão Lucchesi de Carvalho, reforçou que a inovação reduz custos operacionais e mitiga o estigma dos apenados, enquanto o desembargador José Luiz de Moura Faleiros, superintendente do GMF, pontuou que o projeto equilibra o rigor necessário à execução penal com o respeito à dignidade humana.

Contexto Nacional
As ações estão alinhadas ao Plano Pena Justa e à Resolução nº 306/2019 do CNJ, que buscam enfrentar o estado de coisas inconstitucional nas prisões brasileiras. Representando o STF e o CNJ, o juiz auxiliar Ricardo Alexandre da Silva Costa classificou a iniciativa mineira como um modelo de "construção consensuada" para solucionar problemas históricos do sistema prisional.

A implementação da Anic faz parte de um esforço nacional iniciado em 2023, que já soma 1,5 milhão de ações de identificação no país. Com a centralização de dados, o Judiciário ganha maior confiabilidade nas informações, evitando erros judiciais e otimizando a gestão das unidades prisionais.

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Suspeito de matar uma mulher e duas adolescentes em BH foi indiciado nesta segunda-feira (9).

Uma sobrevivente da chacina que terminou com duas adolescentes e uma mulher mortas em uma padaria de Ribeirão das Neves, no dia 4 de fevereiro, disse ter implorado para que o atirador não a baleasse e ter se escondido logo em seguida.
"Ele veio atrás de mim e eu implorei. Falei com ele, moço, pelo amor de Deus, eu não, eu não e abaixei. Aí ele, eu não sei se ele tentou atirar, não sei se não tinha bala", contou Ana Júlia.
Ana Júlia Fernandes trabalhava na padaria do pai quando Magno Ribeiro da Silva entrou e começou a atirar. A jovem ficou frente a frente com o assassino. A irmã dela, Emanuely Geovanna Rodrigues Seabra, de 14 anos, também estava na padaria e foi morta por Magno.
"Quando ele atirou na minha irmã, eu estava à frente dele e ele com a arma assim. Aí ele olhou para mim e eu fui diretamente para o balcão", explicou Ana.

Nesta segunda-feira (9), o investigado foi indiciado pela polícia por três feminicídios e uma tentativa de feminicídio. A investigação concluiu que o suspeito matou duas funcionárias, uma cliente e atirou em outra mulher.
O inquérito apontou que o suspeito demonstrava dificuldade em lidar com rejeições e já tinha registros de ameaças e perseguições contra mulheres.

Relembre o caso

Três pessoas morreram após serem atingidas por disparos de arma de fogo dentro de uma padaria de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no início de fevereiro. Ainda de acordo com a PM, o atirador usava touca e capacete no momento do crime.
Duas adolescentes e uma mulher foram mortas a tiros. Entre as vítimas, estão Ione Ferreira Costa, de 56 anos, que era cliente da padaria e foi assassinada com dois tiros nas costas; Emanuely, de 14 anos, era filha do dono da padaria e trabalhava ao lado da irmã Ana Júlia e Nathielly Kamilly Fernandes Faria, de 16 anos, que também trabalha na padaria.

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Vítima levou cinco tiros, sendo três no rosto

Um homem de 27 anos foi morto a tiros na madrugada desta terça-feira (3/3), em Ribeirão das Neves.
O crime ocorreu por volta de 1h30, no bairro Havaí.
Militares informaram que receberam denúncia de que havia um homem caído após disparos de arma de fogo.
No local, a equipe encontrou a vítima em um beco conhecido como ponto de tráfico de drogas.
Segundo relato de um amigo da vítima, ele manteve contato com o rapaz nas proximidades da Vila Bispo de Maura.
Na ocasião, a vítima estava acompanhada de outro homem, e ambos estavam em uma motocicleta.
De acordo com a testemunha, os dois disseram que iriam até outro ponto de venda de drogas porque, na Bispo de Maura, estava “lombrado”. Pouco tempo depois, apenas o homem que acompanhava a vítima retornou e informou que “Nem”, apelido da vítima, havia sido morto nas proximidades de um escadão no bairro Cátia.
Familiares foram até o local e reconheceram o corpo. Conforme a perícia, a vítima foi atingida por aproximadamente cinco disparos, sendo três no rosto, um no tórax e um no pescoço. O amigo afirmou não conhecer o homem que estava com a vítima. Não foram localizadas câmeras de segurança na área.
A motocicleta da vítima foi removida para um pátio credenciado por estar com a documentação atrasada. O corpo foi encaminhado ao IML. Segundo a polícia, o homem tinha registros anteriores por tráfico de drogas, roubo, porte ilegal de arma, receptação e uso e consumo de entorpecentes. O caso será investigado pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ribeirão das Neves.

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O homem apontado como principal suspeito do triplo homicídio ocorrido em uma padaria em Ribeirão das Neves, era frequentador do estabelecimento e morava e trabalhava ao lado do local.
Segundo a Polícia Civil, ele não possui condenações anteriores nem histórico de prisão, mas tem diversos registros policiais por ameaça, perseguição e ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha.
O crime aconteceu na noite do dia 4 e vitimou três mulheres, entre elas menores de idade. A Polícia Militar foi acionada por volta das 20h40 e, ao chegar ao local, encontrou duas vítimas já sem vida dentro da padaria. Uma terceira mulher foi socorrida pelo Samu, mas também morreu. O local foi isolado para os trabalhos da perícia
Inicialmente, um adolescente chegou a ser apreendido como suspeito, após relatos e contradições identificadas no momento da abordagem. No entanto, com o avanço das investigações, um segundo suspeito maior de idade, foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, diversos elementos encontrados com ele, como capacete, motocicleta e a arma apreendida, apresentam características compatíveis com os fatos investigados tanto na padaria quanto em uma tentativa de homicídio registrada no dia seguinte em uma oficina mecânica na mesma região.
A polícia informou que ainda não crava a autoria do triplo homicídio, mas considera o homem preso um “grande suspeito”. A prisão em flagrante foi ratificada e houve representação pela prisão preventiva no âmbito das investigações sobre as mortes.
A motivação do crime segue sob apuração. Segundo a Polícia Civil, existem linhas investigativas em andamento, que incluem hipóteses de natureza passional ou patrimonial, mas nenhuma delas foi confirmada até o momento. A corporação afirma que novas diligências e perícias ainda estão em curso e que a qualificação final do crime dependerá da conclusão do inquérito.

Relembre o caso

Testemunhas relataram que o autor do crime usava uma touca e um capacete quando entrou no local, que fica no bairro Lagoa, e atirou contra as vítimas. A jovem, de 17 anos, estava no caixa no momento do ataque e foi atingida por dois tiros: um na cabeça e outro no braço. Já a mulher, cliente da padaria, levou dois tiros nas costas.
Emanuely Geovanna, de 14 anos, foi encaminhada em estado grave ao Hospital em Risoleta Neves, em Venda Nova, mas morreu na unidade de saúde. Ela sofreu deu entrada com perfurações na cabeça, no braço direito e na perna.
Ana Júlia, irmã de Emanuely, a estava no local e presenciou o ataque. Em depoimento, ela relatou que o atirador seguiu em sua direção após disparar contra as primeiras vítimas. Ela disse que pediu para não ser morta e que, nesse momento, ele teria feito um gesto de deboche, colocando os polegares nas bochechas e mostrando a língua. Na sequência, fugiu de moto.
Segundo o registro policial, testemunhas relataram que o autor seria o ex-namorado de Nathielly e que ele teria discutido com a vítima por ciúmes antes do ataque. As outras duas vítimas teriam tentado intervir para defender a jovem, momento em que ele teria começado a atirar.

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