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Educação

Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) revelam queda drástica no orçamento destinado à manutenção das escolas estaduais entre 2024 e 2025; docentes relatam abandono e fazem apelos.

Uma redução drástica no orçamento destinado ao custeio e manutenção das escolas estaduais de Minas Gerais está colocando em risco a segurança de estudantes e funcionários. Dados oficiais obtidos com exclusividade pela reportagem, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), revelam que a verba despencou de R$ 931,1 milhões em 2024 para R$ 519,1 milhões em 2025 — uma retração severa de R$ 412 milhões em apenas um ano.

O impacto desse corte orçamentário já é sentido na ponta. Sem recursos para reparos estruturais, diversas instituições de ensino da rede estadual enfrentam graves problemas de infraestrutura, incluindo a falta de autos de vistoria e sistemas adequados de prevenção a incêndios. A escassez de recursos tem empurrado a comunidade escolar para uma situação limite, onde professores e diretores se veem obrigados a pedir ajuda externa para garantir o funcionamento básico das salas de aula.

Estruturas em xeque e o fantasma do incêndio
O montante cortado pelo governo estadual era destinado prioritariamente aos recursos de manutenção e pequenos reparos das escolas (o chamado "caixa escolar"). Com menos da metade da verba em relação ao ano anterior, gestores relatam dificuldades para renovar equipamentos obrigatórios de segurança, como extintores de incêndio, além de realizar a manutenção da rede elétrica — frequentemente sobrecarregada em prédios antigos.

Docentes ouvidos pela reportagem, que preferiram não se identificar por medo de represálias, afirmam que a situação é de "calamidade silenciosa". Em algumas unidades, fiações expostas e infiltrações dividem espaço com os estudantes.

"Estamos trabalhando com o coração na mão. Sabemos que a estrutura está precária, mas não há dinheiro para o básico. Já vimos episódios de curtos-circuitos em salas de aula", desabafou uma professora da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Docentes apelam por doações
Diante do caixa praticamente zerado para despesas do dia a dia, profissionais da educação têm recorrido a vaquinhas virtuais, doações de pais de alunos e campanhas solidárias para comprar desde materiais pedagógicos básicos até lâmpadas, ventiladores e produtos de limpeza.

Sindicatos e representantes da categoria apontam que o corte de R$ 412 milhões asfixia a gestão das escolas, transferindo para os servidores e para a comunidade uma responsabilidade que deveria ser do Estado. A falta de repasses regulares tem gerado indignação, especialmente diante de cobranças por melhorias nos índices educacionais enquanto a integridade física de alunos e professores é negligenciada.

O que diz o governo
Questionada sobre a redução dos valores apontados via LAI, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) argumenta que o orçamento cumpre os mínimos constitucionais e que a destinação de verbas para grandes reformas ou reconstruções emergenciais segue linhas de financiamento distintas. Segundo o governo, a descentralização dos recursos permite que os diretores priorizem os gastos mais urgentes, afirmando que a pasta permanece aberta para avaliar demandas específicas de infraestrutura caso as escolas formalizem os pedidos de socorro orçamentário.

Para a comunidade escolar, no entanto, a conta do corte bilionário já chegou, e o clima dentro das salas de aula é de constante alerta.

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O anúncio da implantação de um Colégio Tiradentes em Ribeirão das Neves pode não se concretizar da forma como foi apresentado pelo Governo de Minas. Durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG) afirmou que as escolas divulgadas pelo governador Mateus Simões para receberem unidades do modelo militar ainda passam por avaliações técnicas e não foram definidas de forma definitiva.

Entre as instituições anunciadas está a Escola Estadual Nossa Senhora das Neves, apontada pelo governo, em maio, como futura sede do Colégio Tiradentes no município. Na ocasião, Ribeirão das Neves foi incluída no pacote de expansão da rede militarizada da Polícia Militar de Minas Gerais.

No entanto, segundo a superintendente de Organização Escolar da SEE-MG, Simone Emerick, a escolha das unidades foi baseada inicialmente em estudos sobre ocupação de vagas e demanda escolar. Ela ressaltou que a proposta ainda depende de análises sobre a redistribuição de alunos, profissionais e estrutura necessária para a conversão das escolas.

A declaração aumenta a incerteza entre estudantes, pais e servidores da Escola Estadual Nossa Senhora das Neves, que seguem sem informações concretas sobre o futuro da unidade. Durante a audiência, representantes da comunidade escolar criticaram a falta de diálogo e cobraram maior transparência no processo.

Outro ponto levantado é que o modelo dos Colégios Tiradentes não oferece modalidades como Educação de Jovens e Adultos (EJA), ensino técnico e ensino em tempo integral. A possível substituição de escolas estaduais que oferecem esses serviços tem gerado preocupação entre educadores e parlamentares.

Também foi esclarecido que não existe garantia legal de que 50% das vagas serão destinadas à comunidade civil, como chegou a ser divulgado pelo governo. Segundo representantes da Polícia Militar, a ocupação das vagas segue critérios de prioridade para dependentes de militares e servidores da corporação, sendo as vagas remanescentes destinadas à população por meio de sorteio.

Atualmente, Ribeirão das Neves não possui nenhuma unidade do Colégio Tiradentes. Com a nova posição da Secretaria de Educação, a implantação do modelo na cidade permanece em análise e sem confirmação oficial.

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Moradores de Ribeirão das Neves que buscam uma oportunidade de qualificação profissional e geração de renda já podem se inscrever no curso de Costura Criativa, oferecido pelo programa Capacita Neves.
A iniciativa da Prefeitura visa capacitar os participantes na confecção de bolsas e acessórios, incentivando o empreendedorismo local.
As aulas serão realizadas duas vezes por semana, no período da manhã, das 8h às 12h, na unidade do Capacita Neves localizada no distrito de Justinópolis.
O curso foi estruturado para atender tanto iniciantes que desejam aprender um novo ofício quanto pessoas que buscam aprimorar suas habilidades manuais e dar os primeiros passos rumo à independência financeira.

Inscrições e Informações
As vagas são limitadas e os interessados em participar devem realizar a inscrição de forma online.
O link para o formulário de cadastro está disponível na biografia das redes sociais oficiais da @prefeituradeneves.
O Capacita Neves reforça que o curso é uma oportunidade para os moradores investirem no próprio desenvolvimento, transformando talento em potencial de negócios na região.

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A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) iniciou nesta segunda-feira, 15 de junho, as inscrições para o Processo Seletivo Seriado 2026. O prazo para os candidatos se inscreverem vai até as 17h do dia 22 de julho, exclusivamente pelo site da Diretoria de Processos Seletivos e Concursos Públicos (Copeve). A taxa de inscrição está fixada em R$ 150 por etapa.

O vestibular seriado, implementado para preencher 30% das vagas de graduação da universidade (ficando os 70% restantes destinados ao Sisu), permite a avaliação dos estudantes ao longo dos três anos do Ensino Médio.

Isenção da taxa de inscrição
Os candidatos interessados em solicitar a isenção do pagamento da taxa têm entre os dias 15 e 24 de junho para realizar o pedido e enviar a documentação comprobatória. O edital prevê:

Isenção total: Para candidatos de famílias de baixa renda inscritos no CadÚnico.

Isenção parcial (50%): Para estudantes oriundos de escolas públicas.

O resultado dos pedidos de isenção será divulgado no dia 6 de julho.

Aplicação das provas e etapas simultâneas
As avaliações serão aplicadas nos dias 12 e 13 de dezembro de 2026. Nesta edição, os candidatos podem inscrever-se em dois ciclos distintos, desde que cumpram os pré-requisitos:

12 de dezembro: Prova da 2ª etapa do ciclo 2025–2027 (exclusiva para quem concluiu a 1ª etapa em 2025).

13 de dezembro: Prova da 1ª etapa do ciclo 2026–2028 (destinada a novos ingressantes, estudantes ou egressos do Ensino Médio e da EJA).

Caso o candidato tenha feito a primeira etapa no ano passado, poderá realizar duas inscrições separadas em 2026 e participar de ambos os ciclos simultaneamente.

Estrutura do exame e locais de prova
As provas têm como referência a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), contendo questões objetivas e discursivas interdisciplinares. Para os inscritos na 1ª etapa do novo ciclo, o edital exige a leitura de obras específicas, incluindo o livro O Quinze, de Rachel de Queiroz, Ideias para adiar o fim do mundo, de Ailton Krenak, e o álbum musical Txai, de Milton Nascimento.

Para esta edição, a UFMG expandiu a aplicação dos exames para dez municípios mineiros. As três novas cidades-sede incluídas no cronograma são Pouso Alegre (Sul de Minas), Teófilo Otoni (Vale do Mucuri) e Uberlândia (Triângulo Mineiro).

Cronograma principal do Seriado UFMG 2026
Período de inscrições: 15 de junho a 22 de julho (até as 17h)

Solicitação de isenção da taxa: 15 a 24 de junho

Resultado da isenção: 6 de julho

Data limite para o pagamento do boleto: 23 de julho

Divulgação do Comprovante Definitivo de Inscrição: 23 de novembro

Aplicação das provas: 12 e 13 de dezembro

Prazo final para recursos contra os gabaritos: 16 de dezembro

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A judoca Thaisa Celestino, moradora de Ribeirão das Neves e professora no Projeto Arcanjo Dojô, foi convocada para representar o Brasil no Campeonato Sul-Americano de Veteranos 2026. A competição internacional será realizada entre os dias 12 e 14 de junho em Assunção, no Paraguai.
A atleta acumula resultados expressivos em sua trajetória esportiva. No ano passado, Thaisa conquistou o título de vice-campeã mundial da categoria em Paris, na França, consolidando seu nome no cenário internacional do judô.
A nova oportunidade na seleção brasileira é fruto de anos de dedicação e disciplina, superando inclusive a falta de apoio financeiro e de grandes patrocínios. Toda a preparação e os custos de viagem têm sido viabilizados pelo esforço pessoal da competidora e pela mobilização de sua comunidade.
Além da rotina de treinos de alto rendimento, Thaisa atua diretamente na formação de crianças, jovens e adultos em Ribeirão das Neves por meio das aulas que ministra no Projeto Arcanjo Dojô. No projeto social, ela transmite os valores fundamentais do esporte, como respeito, disciplina, honra e superação.
Para a comunidade local, a participação da professora no torneio continental funciona como um incentivo para os novos alunos. Independentemente do resultado que trouxer do tatame paraguaio, a trajetória da judoca já é celebrada no município como um exemplo de que dedicação e persistência podem superar a escassez de recursos estruturais no esporte amador.

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A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) está com inscrições abertas para um novo ciclo do seu Programa de Aprendizagem Industrial. Realizada em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), a iniciativa oferece 150 vagas para o curso gratuito de Eletricista de Linhas de Redes Aéreas de Distribuição de Energia Elétrica. O objetivo é capacitar jovens para atender à crescente demanda por profissionais qualificados no setor elétrico, com possibilidade real de contratação após a conclusão do treinamento.


Os interessados têm entre os dias 1 e 14 de junho para efetuar a inscrição diretamente pela internet. As aulas combinam teoria e prática com foco na construção, manutenção e operação de redes elétricas, e estão previstas para começar em agosto, com duração total de seis meses.
Para concorrer, os candidatos devem ter entre 18 e 24 anos incompletos e possuir o Ensino Médio completo ou em andamento em escola da rede pública. No momento do cadastro, o estudante precisa optar por apenas um dos municípios polo onde as turmas serão ministradas em Belo Horizonte; Barbacena; Governador Valadares; Montes Claros; Pará de Minas e Uberlândia.


Do total de oportunidades, 114 são destinadas à ampla concorrência via processo seletivo aberto ao público, gerenciado pela plataforma do Instituto Euvaldo Lodi (IEL). As outras 36 vagas restantes são exclusivas para jovens em situação de vulnerabilidade social, por meio de um processo de seleção específico.
Buscando promover a equidade de gênero, a Cemig reservou 50% das vagas do programa para candidatas do sexo feminino. "Essa reserva é fundamental para ampliar a presença feminina em uma área historicamente masculina", destaca Renan Oliveira Villefort, analista de gestão de pessoas da companhia.
Além da qualificação técnica gratuita, os alunos selecionados contarão com uma bolsa de estudos no valor de um salário-mínimo mensal. O pacote de benefícios inclui ainda vale-transporte, vale-refeição, seguro de vida e o recolhimento de 2% do FGTS.


De acordo com a coordenação, o projeto vai além da educação técnica tradicional e funciona como uma importante porta de entrada para o mercado. “O objetivo é capacitar esses jovens no Senai para que possam ser contratados como eletricistas pelas empresas parceiras da Cemig ou pela própria companhia, por meio de concurso público”, conclui Villefort.

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