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Pela segunda vez em menos de 30 dias, carcaça de animal é deixada em via pública na Rua José Maria de Menezes, gerando riscos à saúde e indignação na comunidade.
A tranquilidade dos moradores do bairro Paraíso das Piabas, no distrito de Justinópolis, tem dado lugar ao medo e à revolta.
O motivo é macabro e recorrente: o descarte irregular de carcaças de cavalos em plena via pública, especificamente na altura do número 780 da Rua José Maria de Menezes, próximo ao conhecido "monte de oração".
O caso mais recente foi registrado nesta semana, marcando a segunda ocorrência de mesma natureza em um intervalo inferior a um mês. Segundo relatos de moradores que preferem não se identificar, o crime ambiental parece ocorrer de forma estratégica, aproveitando momentos de menor movimentação na rua.
A presença dos animais mortos em estado de decomposição atrai vetores de doenças, como moscas e urubus, além de exalar um odor insuportável que invade as residências próximas. Sem saber a causa da morte dos animais, a população teme a proliferação de zoonoses e a contaminação do solo.

"É uma falta de respeito absoluta. Além do risco sanitário, estamos falando de um animal que pode ter sofrido maus-tratos. É um crime ambiental escancarado diante dos nossos olhos", afirma um morador da região.

A comunidade relata que esta não é a primeira tentativa de buscar auxílio junto aos órgãos competentes. Denúncias anteriores já teriam sido formalizadas, mas, até o fechamento desta edição, nenhuma providência efetiva foi tomada para identificar os responsáveis ou para realizar a limpeza profilática do local de forma definitiva.
O abandono de carcaças de animais em áreas urbanas configura crime ambiental e infração sanitária gravíssima. Os moradores exigem que a Prefeitura de Ribeirão das Neves e o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) atuem não apenas na retirada do animal, mas em uma investigação que identifique quem está utilizando a região como "descarte", para que medidas punitivas sejam aplicadas.

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Moto bateu na traseira de caminhão no km 513

Um motociclista morreu em um acidente envolvendo um caminhão na tarde desta segunda-feira (9), na BR-040, em Ribeirão das Neves.
A colisão ocorreu no sentido Norte da rodovia.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a motocicleta bateu na traseira do caminhão. O condutor da moto não resistiu aos ferimentos, e o óbito foi constatado ainda no local. A perícia da Polícia Civil foi acionada para apurar as circunstâncias do acidente.
Conforme a concessionária Via Cristais, responsável pelo trecho, o acidente provocou lentidão de aproximadamente seis quilômetros. Uma faixa no km 513 da BR-040 precisou ser interditada.
Uma Unidade de Suporte Avançado (USA) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada para a ocorrência. A rodovia foi totalmente liberada por volta das 20h, após a conclusão dos trabalhos de atendimento, perícia e remoção dos veículos.

As causas do acidente seguem sob investigação.

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Uma operação do Corpo de Bombeiros (CBMMG) mobilizou militares na noite deste sábado (7) para resgatar uma fêmea de Dogue Alemão, soterrada após um deslizamento de terra provocado pelas fortes chuvas que atingiram o bairro. O animal, que está em estágio avançado de gestação, foi encontrado pela tutora sob escombros e lama ao retornar do trabalho.

Segundo a corporação, o cenário era crítico. Devido ao porte físico da raça e ao peso adicional da gravidez, a cadela apresentava severa dificuldade respiratória e mobilidade reduzida. O soterramento ocorreu em um ponto de difícil acesso, onde a instabilidade do terreno oferecia risco iminente de novos desabamentos.

"Havia o perigo real de asfixia ou esmagamento caso o barranco cedesse novamente durante a retirada", informou a equipe de socorro.

Após um trabalho minucioso para estabilizar a área e liberar o animal, os bombeiros confirmaram que a pet não sofreu ferimentos visíveis. Apesar do trauma, ela foi entregue à proprietária em boas condições de saúde, permanecendo sob observação devido ao estado gestacional.

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O assassinato brutal de três mulheres dentro de uma padaria em Ribeirão das Neves não foi apenas um episódio de violência isolada; foi o ápice de uma crise de gênero que coloca Minas Gerais como o segundo estado com maior índice de feminicídios no Brasil. Somente em 2025, 139 mineiras perderam a vida pelo simples fato de serem mulheres. Em Neves, o crime recente escancarou uma ferida que a política local preferiu ignorar.

Durante a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026, a discussão sobre a proteção à mulher ganhou contornos dramáticos. A vereadora Marcela Menezes Costa (PT) apresentou a Emenda 006-C/2025, que propunha elevar o orçamento destinado ao combate à violência contra a mulher de simbólicos R$ 100 mil para R$ 1 milhão anuais.

A proposta previa que o recurso fosse utilizado para:

Acolhimento e abrigo de mulheres sob ameaça;
Atendimento psicológico especializado;
Campanhas de prevenção em escolas;
Fortalecimento da rede de proteção.

Para viabilizar o valor, a emenda sugeria o remanejamento de verbas do projeto "Mais Asfalto Novo", da Secretaria de Obras. No entanto, o argumento de que "a proteção à vida deve ter prioridade imediata sobre obras que podem ser reprogramadas" não convenceu a maioria dos parlamentares.
Por 13 votos a 3, a base governista rejeitou a ampliação do orçamento, seguindo a orientação da Prefeitura de priorizar a infraestrutura urbana. Com a decisão, a cidade que protagoniza cenas de horror como o triplo feminicídio em plena luz do dia, continuará destinando apenas R$ 100 mil por ano — valor considerado insuficiente por especialistas para manter qualquer política pública de impacto real.

🚫 Votaram CONTRA a verba de R$ 1 milhão para mulheres (Mantiveram o dinheiro no asfalto):
Weberson Diretor, Luiz da Regional, Marcelo de Jesus, Mazinho da Quadra, Diney Duarte, Renato Diretor, Pastor Dário, Ilânio Miranda, Ramon Filho do Girico, Carrerinha, Bebeto e Estevão do Ranchim.

✅ Votaram A FAVOR da verba para proteção à mulher:
Marcela Menezes, Giovani Sacolão e Isabella Guimarães.

O bloqueio ao projeto revela que, na política nevense, a vida das mulheres ainda não ocupa o centro do orçamento público. O feminicídio é o resultado final de um sistema que falha em agir preventivamente. Ao negar recursos para o acolhimento, o poder público retira a saída de emergência de mulheres que estão, hoje, sendo ameaçadas dentro de suas casas.

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O Executivo Municipal de Ribeirão das Neves protocolou na Câmara de Vereadores o Projeto de Lei nº 005/2026, que solicita autorização para a desafetação e venda, mediante leilão, de 24 terrenos pertencentes ao município. A proposta, assinada pelo prefeito Túlio Raposo, visa transformar bens de uso comum ou especial em "bens dominicais", permitindo que sejam repassados à iniciativa privada.

A soma das áreas disponibilizadas chega a 286.342,55 metros quadrados. Entre os locais listados, destacam-se terrenos em regiões do Justinópolis, Jardim Verona, Vale das Acácias e uma área expressiva de mais de 77 mil m² no bairro Cidade Neviana, próximo à BR-040.

O que diz o Projeto de Lei?

De acordo com a justificativa enviada pelo prefeito (Mensagem 005/2026), a venda desses imóveis tem como objetivo:
Gestão de Custos: Eliminar gastos do erário com vigilância e manutenção de áreas que hoje estão ociosas ou subutilizadas.
Prevenção de Ocupações: Evitar que terrenos vazios sejam alvo de ocupações irregulares, o que geraria novos encargos para a administração.
Incremento de Receita: Os valores arrecadados no leilão seriam revertidos ao Tesouro Municipal para investimentos em áreas prioritárias como saúde, educação e infraestrutura.
Arrecadação Tributária: Uma vez nas mãos da iniciativa privada, esses terrenos passam a gerar arrecadação de IPTU e ITBI, aumentando o fluxo de caixa contínuo da prefeitura.

Destaques da Lista de Terrenos

A lista anexa ao projeto revela áreas de diferentes perfis e localizações estratégicas:
Cidade Neviana: Uma área de 77.722,14 m² localizada no encontro da BR-040 com a LMG-806, considerada uma zona de desenvolvimento estratégico.
Jardim Verona: Terreno com 49.264,77 m².
Barcelona: Área de 27.091,08 m².
Vale das Acácias: Terreno de 26.690,00 m² na Alameda dos Jacarandás.

A venda de patrimônio público é sempre um tema sensível e deve ser acompanhada de perto pela população por dois motivos principais:

1. O Conceito de Desafetação vs. Déficit Habitacional:
A "desafetação" retira a destinação pública de um bem. Em uma cidade marcada pela ausência de uma política habitacional robusta e por um déficit de moradia alarmante, a venda desses ativos gera polêmica. Áreas que poderiam ser destinadas a projetos de interesse social, escolas ou postos de saúde são entregues ao mercado, priorizando o equilíbrio fiscal em detrimento da função social da terra.

2. Transparência no Uso do Recurso:
O PL estabelece que o produto da venda será destinado conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O desafio para o Legislativo e para a sociedade civil será fiscalizar se esse recurso, proveniente de um patrimônio imobiliário (bem permanente), será de fato reinvestido em melhorias estruturantes ou se servirá apenas para cobrir despesas de custeio da máquina pública.
Próximos Passos

O projeto provavelmente será votada na Câmara Municipal de Ribeirão das Neves nesta terça-feira, 10 de fevereiro, depois de passar pelas comissões. O leilão, caso aprovado, poderá ser presencial ou eletrônico, seguindo a Nova Lei de Licitações (Lei 14.133/2021).

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