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Política

A rede varejista Eletrozema, pertencente à família do ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, recebeu cerca de R$ 23 milhões em benefícios fiscais relacionados ao ICMS entre 2019 e 2025, período em que ele comandou o governo mineiro. As informações foram divulgadas pelo Poder360 com base em dados da Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais.

Segundo o levantamento, os incentivos foram concedidos por meio de regimes especiais de tributação, mecanismos utilizados pelo Estado para estimular atividades econômicas e investimentos empresariais. Os valores foram distribuídos ao longo dos últimos anos e beneficiaram empresas do grupo controlado pela família Zema.

Em nota, Romeu Zema afirmou que a Eletrozema possui regime especial de tributação desde 2008, mais de uma década antes de sua chegada ao governo estadual. O ex-governador também declarou que os benefícios fiscais seguem critérios técnicos e legais aplicados a diversas empresas instaladas em Minas Gerais.

Dados da Receita Federal indicam que a Eletrozema tem como presidente Romero Zema, irmão do ex-governador. Ricardo Zema Neto, sobrinho de Romeu Zema, integra a diretoria da companhia.

A divulgação dos benefícios fiscais ocorre em meio ao debate sobre transparência na concessão de incentivos tributários e possíveis conflitos de interesse envolvendo agentes públicos e empresas ligadas a seus familiares. Especialistas destacam que a legalidade dos incentivos depende do cumprimento das normas estaduais e da observância dos princípios da administração pública.

O caso ganhou repercussão política por envolver uma empresa vinculada à família de um dos principais nomes do partido Novo e pré-candidato à disputa presidencial de 2026. Até o momento, não há indicação de irregularidade formal na concessão dos benefícios apontados no levantamento.

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A Prefeitura de Ribeirão das Neves oficializou uma importante mudança no primeiro escalão do governo municipal. Após nove anos sob a condução da ex-deputada estadual Gláucia Brandão, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania terá uma nova titular: a assistente social Vanusa Pereira Santos.

A transição encerra um ciclo de quase uma década de Gláucia Brandão à frente da pasta, período marcado pela estruturação de políticas públicas de proteção social, fortalecimento de vínculos familiares e ampliação do atendimento socioassistencial no município.

Quem é a nova secretária?

Nascida e criada em Ribeirão das Neves, Vanusa Pereira Santos possui uma trajetória consolidada na administração pública local e formação técnica alinhada aos desafios da pasta.
Formação: Graduada em Serviço Social e pós-graduada em Gestão Pública.
Experiência na Saúde: Atuou por 15 anos na Secretaria Municipal de Saúde, ocupando o cargo de secretária adjunta da pasta durante seis anos
Outras atuações: Acumula experiência na iniciativa privada e na coordenação de projetos sociais junto ao Governo do Estado de Minas Gerais.

De acordo com a nota oficial emitida pelo Executivo, a troca de comando faz parte de um processo planejado para garantir a continuidade e o fortalecimento das ações de promoção da cidadania e assistência social na cidade. A gestão reforçou o compromisso com o atendimento humanizado e a cobertura de vulnerabilidades em todas as regiões de Neves.

A administração municipal também manifestou agradecimento público à dedicação de Gláucia Brandão ao longo dos últimos anos, destacando seu papel na consolidação da rede de assistência social do município.

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A tarde desta terça-feira (5) foi marcada por momentos de tensão no plenário da Câmara Municipal de Ribeirão das Neves.
O que deveria ser uma sessão ordinária transformou-se em um caso de polícia, resultando na detenção de um cidadão após um intenso bate-boca com o vereador Ramon Filho do Girico.

A confusão teve início durante o uso da palavra pelo parlamentar. O morador, Douglas Lima, que acompanhava a sessão, interrompeu o discurso de Ramon para questionar a atuação do Legislativo em relação à saúde pública na cidade.
Segundo o relato do denunciante, ele teria chamado o vereador de "moleque" e o acusado de omissão na fiscalização das unidades de saúde.
Diante das ofensas, o vereador Ramon Filho do Girico deu voz de prisão ao morador por segundo ele "desacato à autoridade".
O parlamentar acionou a Polícia Militar e conduziu o homem pessoalmente à delegacia para a formalização da ocorrência.
Ramon justificou a medida como necessária para manter a ordem e o respeito ao regimento interno da Casa e à Constituição Federal.

Divergências: O que aconteceu na UPA Justinópolis?

O conflito entre as partes teve origem no dia anterior, segunda-feira (4), na UPA Justinópolis, mas as versões sobre o que ocorreu na unidade de saúde são conflitantes:
De acordo com o vereador o homem detido esteve envolvido em um ato de vandalismo na UPA, que teria resultado na destruição da porta da unidade de saúde.
O vereador alegou ainda que o suspeito utiliza redes sociais para fins políticos, apoiando candidatos específicos, e que teria ido à Câmara apenas para "fazer graça" antes de proferir as ofensas.
Por outro lado, Douglas afirma que sua presença na UPA foi motivada por uma "fiscalização cidadã".
Segundo ele, a unidade apresentava problemas estruturais e demora excessiva, citando o caso de uma adolescente de 16 anos com cólica renal que aguardava atendimento em estado de sofrimento.
O morador nega veementemente qualquer ato de depredação ao patrimônio público e alega que os parlamentares estão tentando silenciar críticas legítimas sobre a crise na saúde.


Após a voz de prisão no plenário, o indivíduo foi entregue às autoridades policiais e deverá responder nos termos da lei pelo crime de desacato.
O vereador Ramon ressaltou que a imunidade parlamentar e o direito à fala dos representantes eleitos não podem ser violados por "desequilíbrios".
Já o morador sustenta que sua reação foi um desabafo contra o que considera uma falta de assistência à população nevense.

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O governo federal sancionou, com publicação no Diário Oficial desta segunda-feira (4), a nova legislação que altera o Código Penal e eleva as punições para crimes contra o patrimônio. A medida foca em delitos de alta incidência urbana, como o furto de celulares, e na crescente onda de golpes aplicados no ambiente digital.

A reforma jurídica busca modernizar a resposta do Estado frente a novas modalidades criminosas, como as invasões de dispositivos e fraudes bancárias eletrônicas.

O que muda na legislação
As alterações impactam diretamente o tempo de reclusão e a tipificação de certas condutas:

Furto comum: A pena para o furto sem violência, que anteriormente partia de um ano, foi ampliada, podendo chegar a seis anos de reclusão.

Crimes eletrônicos: Delitos como a invasão de contas bancárias e o chamado "golpe do Pix" agora possuem agravantes específicos, com penas que podem atingir os 10 anos de prisão.

Roubo e latrocínio: A pena mínima para o crime de roubo (subtração mediante violência ou grave ameaça) foi elevada de quatro para seis anos. O latrocínio (roubo seguido de morte) e o crime de receptação também tiveram seus dispositivos endurecidos.

Debate sobre eficácia
Embora a sanção seja vista como uma resposta política à sensação de insegurança pública, o tema divide especialistas. Juristas e sociólogos alertam que o aumento isolado das penas não é garantia de redução da criminalidade.

O argumento central é que, sem um investimento paralelo em inteligência policial, celeridade processual e reforma do sistema penitenciário, o endurecimento legal pode resultar apenas em um aumento da densidade carcerária, sem desarticular as organizações criminosas.

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A Câmara dos Deputados aprovou, neste domingo (3), o Projeto de Lei 5.967/2023, que estabelece um teto nacional de 144 horas mensais para a jornada de trabalho de policiais e bombeiros militares. A proposta, que agora segue para análise do Senado Federal, representa um marco na tentativa de padronizar as condições de trabalho das forças de segurança em todo o país.

Além do limite de carga horária, o texto prevê o pagamento obrigatório de horas extras e remuneração em dobro para serviços realizados em feriados.

Fim da disparidade entre estados
Atualmente, a ausência de uma norma federal permite que a jornada varie drasticamente entre as unidades da federação. Em alguns estados, profissionais chegam a cumprir 240 horas mensais.

Em Minas Gerais, a legislação estadual vigente desde 2022 já limita o trabalho a 160 horas por mês. Diante do avanço do projeto federal, o deputado Sargento Rodrigues (PL) já articula propostas para adequar a jornada mineira ao novo teto de 144 horas, caso a lei seja sancionada.

Foco na saúde ocupacional
O projeto tem como objetivo central humanizar a rotina dos militares, reduzindo o estresse ocupacional e os riscos à saúde mental da categoria. Segundo o texto aprovado:

Excepcionalidade: Convocações que excedam o limite mensal serão restritas a casos de calamidade pública, estado de sítio ou intervenção federal.

Compensação: Qualquer atividade além da jornada regular deverá ser devidamente indenizada.

A medida é vista por especialistas em segurança pública como um avanço para a eficiência do policiamento, sob o argumento de que profissionais menos exaustos entregam um serviço de maior qualidade à população.

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O fisioterapeuta e empresário Renato Loffi oficializou o lançamento de sua pré-candidatura ao cargo de deputado estadual para as eleições de 2026. O anúncio ocorreu em evento realizado no último dia 29 de abril, no distrito de Justinópolis, em Ribeirão das Neves.

Loffi, que utiliza sua trajetória pessoal e profissional como base de seu projeto político, apresentou-se como uma alternativa voltada ao cuidado e à inclusão social. Durante o evento, ele destacou sua experiência como empresário e "pai atípico" — termo utilizado por pais de pessoas com deficiência ou condições raras — para embasar suas propostas de gestão pública.

De acordo com o comunicado divulgado pelo pré-candidato, a plataforma política tem como objetivo central a construção de políticas públicas mais humanas e acessíveis em Minas Gerais. Entre as principais bandeiras defendidas por Loffi, destacam-se:

Inclusão Social: Foco em direitos e serviços para pessoas com deficiência e seus familiares.
Saúde Pública: Utilização de sua experiência na fisioterapia para discutir o acesso real a tratamentos e assistência especializada.
Gestão Humana: Propostas voltadas para o que classifica como a defesa de populações em situação de vulnerabilidade.

A movimentação política de Renato Loffi ocorre em um momento de articulação partidária visando o pleito de outubro. Embora a pré-candidatura tenha sido lançada, a definição oficial das siglas e coligações ocorrerá apenas no segundo semestre.

Segundo o cronograma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as convenções partidárias para a oficialização de candidaturas devem ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto de 2026. Até lá, os postulantes aos cargos legislativos seguem em fase de mobilização de bases e apresentação de propostas ao eleitorado mineiro.

A entrada de nomes com o perfil de Loffi no cenário de Ribeirão das Neves reforça a tendência de candidaturas fundamentadas em nichos específicos de atuação social e profissional, especialmente em pautas de saúde e inclusão, que têm ganhado relevância no debate legislativo estadual nos últimos anos.

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