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Um episódio de extrema violência doméstica mobilizou as autoridades em Ribeirão das Neves nesta terça-feira (14). Um homem de 24 anos foi preso após agredir a namorada, de 23, e incendiar a residência da família da vítima utilizando combustível. O crime, motivado por ciúmes e comportamento obsessivo, causou graves danos materiais e chocou a comunidade local.
De acordo com informações da Polícia Militar, o incêndio foi o ápice de uma série de agressões físicas ocorridas ao longo do dia. Após o conflito, o agressor utilizou gasolina para dar início às chamas, que se espalharam rapidamente pelo imóvel.

Por sorte, no momento em que o fogo tomou proporções maiores, a vítima e sua mãe não estavam mais dentro da casa. Apesar das perdas materiais significativas e do trauma, não houve registro de feridos graves.
O relacionamento, que teve início em 2020, era marcado por instabilidade e medo. A vítima relatou que o companheiro já demonstrava um histórico de agressividade e ameaças constantes contra ela e seus familiares. O suspeito, inclusive, já possui passagens pela polícia.
Após o ataque, o homem foi localizado e detido pelas autoridades. Ele foi encaminhado à delegacia e deve responder pelos seguintes crimes:

Tentativa de Feminicídio
Incêndio Criminoso (por expor a vida e o patrimônio de terceiros a perigo)
Violência Doméstica (conforme a Lei Maria da Penha)

⚠️ CANAIS DE AJUDA E DENÚNCIA

O portal RibeiraoDasNeves.net reforça que a violência contra a mulher deve ser denunciada imediatamente. Não se cale.
Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (acolhimento e orientações).
Ligue 190: Polícia Militar (situações de emergência e risco iminente).

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Familiares da passageira, Irani Gomes da Silva moradora de Ribeirão das Neves de 68 anos, romperam o silêncio para cobrar justiça e denunciar a falta de amparo por parte dos envolvidos no acidenteocorrido na última quarta-feira (08/04).

A colisão transversal vitimou fatalmente Paulo, que conduzia a motocicleta Suzuki e faleceu no local, e sua amiga, a passageira nevense, que retornava do centro da cidade para casa no momento do acidente.
Embora tenha sido resgatada com vida pelo Corpo de Bombeiros, a moradora de Neves não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu a caminho do Hospital Municipal de Três Marias. "Tive que contar para a minha filha de 7 anos que a avó dela morreu. Vivi apenas 25 anos com a minha mãe", desabafou a filha da vítima em áudio enviado à nossa redação.

Informações apuradas revelam que o veículo Chevrolet Onix (V1), que invadiu a contramão, prestava serviços para uma empresa de transporte por aplicativo local chamada Rota Online, sediada em Três Marias.

A família das vítimas relata um cenário de completo abandono:
Falta de Suporte: Segundo os parentes, a empresa Rota Online não ofereceu qualquer assistência, inclusive para as despesas de sepultamento.
Silêncio do Condutor: O motorista do Onix, identificado apenas como Caio, não teria entrado em contato com as famílias para prestar condolências ou auxílio.
Indignação com a Liberação: Os familiares questionam o fato de o condutor não ter sido detido e de o veículo ter sido liberado ao proprietário logo após a perícia.

Outro ponto de crítica levantado pelos familiares foi a atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo os relatos, a equipe teria demorado mais de dois dias para liberar o boletim de ocorrência (BAT), atrasando o acesso da família aos detalhes oficiais que comprovam que o fator determinante do acidente foi, de fato, a invasão de pista por parte do automóvel.

O portal ribeiraodasneves.net seguirá acompanhando o caso, cobrando posicionamentos oficiais da empresa Rota Online da cidade de Três Marias e das autoridades judiciárias sobre o andamento das investigações.

O espaço segue aberto para a manifestação dos citados.

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O Parque Ecológico de Neves se prepara para receber mais uma tarde de movimento e inclusão social. Nesta sexta-feira, dia 17 de abril, o Instituto Origem realiza uma nova edição de suas oficinas de skate e basquete, projeto que busca utilizar o esporte como alavanca de transformação para jovens da região.
A iniciativa, que já faz parte do calendário semanal da cidade, acontece sempre às sextas-feiras, unindo a prática esportiva ao desenvolvimento de competências que vão muito além das quadras e pistas.

O Instituto Origem, uma ONG sem fins lucrativos, atua na premissa de que o esporte é um pilar fundamental para promover a inclusão social e fortalecer valores éticos. Segundo os organizadores, as oficinas são desenhadas para abrir portas e gerar novas perspectivas de futuro, impactando positivamente a realidade dos participantes através da disciplina e do convívio comunitário.
Um dos diferenciais do projeto é a preocupação com a democratização do acesso. Para garantir que a distância não seja um obstáculo, o Instituto disponibilizará transporte gratuito para os alunos.

Ponto de Partida: Sede do Instituto Origem.
Destino: Parque Ecológico de Neves.
Foco: Segurança, conforto e tranquilidade para os jovens e seus responsáveis.

Serviço: Oficinas de Skate e Basquete
Data: 17/04 (Sexta-feira)
Horário: 14h30
Local: Parque Ecológico de Neves
Realização: Instituto Origem

As atividades reforçam o papel do Parque Ecológico como um espaço vivo de convivência e cidadania, provando que, com o incentivo certo, o lazer pode ser o primeiro passo para grandes mudanças de vida.

 

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Em uma cerimônia marcada pela emoção e pela garantia de direitos, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Ribeirão das Neves promoveu, no último dia 8 de abril, mais um mutirão de conversão de união estável em casamento. O evento, realizado no auditório da Cidade dos Meninos São Vicente de Paulo, contou com o apoio da 3ª Vice-Presidência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).


Ao todo, 43 casais residentes no município participaram da ação. Para a oficialização, os noivos precisavam ser maiores de 18 anos e comprovar a convivência mútua.
O mutirão foi conduzido pelo juiz coordenador do Cejusc, Eduardo Monção Nascimento, que ofereceu orientação jurídica sobre os regimes de bens. Segundo o magistrado, a iniciativa vai além do rito civil:


“O cidadão busca a regularização jurídica, mas também a oportunidade de externar publicamente seu afeto. É a realização de um sonho de difícil acesso transformado em realidade”, afirmou o juiz.

Entre os participantes, histórias de diferentes gerações se cruzaram. Lúcia Francisca da Costa e Geraldo Inácio de Freitas, juntos há 50 anos e pais de sete filhos, celebraram a facilidade do processo. "Está sendo sensacional, ajuda demais as pessoas. Só tenho a agradecer", declarou Lúcia.
Já para o casal Bárbara Marques Sales e Deivison Lopes, a agilidade foi o ponto alto: "As questões burocráticas foram muito tranquilas, amamos tudo", comentaram. A economia também foi destacada por Mayara Mariana e Anderson Santos: "Facilita demais a vida, tivemos muita economia".
O superintendente da Cidade dos Meninos, Edson Nunes, celebrou a parceria com o Judiciário, ressaltando que o evento cumpre a missão social da entidade na comarca.

A ação contou com o esforço conjunto de diversos órgãos, incluindo:
Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG);
Cartórios de Registro Civil de Ribeirão das Neves;
OAB-MG (Subseção Ribeirão das Neves).

Com a regularização, os casais passam a usufruir plenamente de direitos civis, como herança, inclusão em planos de saúde e previdência, além de fortalecerem os vínculos formais da estrutura familiar.
Fonte: tjmg.br

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A Prefeitura de Ribeirão das Neves enfrenta um prazo decisivo para encerrar uma disputa judicial que já se arrasta por 14 anos. Até a próxima segunda-feira, 13 de abril, o município deve apresentar seu parecer oficial sobre uma proposta de acordo que visa indenizar 16 núcleos familiares cujas residências foram demolidas pela administração municipal em dezembro de 2012.
A proposta, formalizada em audiência no dia 25 de fevereiro, prevê o pagamento de um valor base de R$ 50 mil por família. Com a devida correção monetária após mais de uma década de espera, o montante final pode ultrapassar R$ 100 mil por núcleo familiar.
A aceitação do acordo pela gestão do prefeito Túlio Raposo (PP) permitiria a homologação imediata pela Justiça e o início dos pagamentos. Por outro lado, o silêncio ou a recusa da prefeitura farão com que a ação judicial prossiga, expondo o município ao risco de condenações ainda maiores por danos morais e materiais.
O caso remonta ao período natalino de 2012, quando famílias da região do bairro Veneza foram surpreendidas pela demolição de suas casas. Na ocasião, a prefeitura alegou risco de deslizamento, mas as remoções ocorreram sob graves irregularidades apontadas pela assessoria jurídica das famílias:

- Ausência de laudo técnico: Não havia comprovação pericial de risco iminente no momento da demolição.
- Falta de aviso prévio: As famílias moravam há décadas no local e não tiveram oportunidade de defesa ou tempo para organizar a saída.
- Desamparo social: A prefeitura não ofereceu indenização imediata, reassentamento ou sequer aluguel social após derrubar as estruturas

O processo chegou ao estágio atual após o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) anular decisões anteriores que eram desfavoráveis às famílias, determinando que o caso voltasse à estaca zero. Com a redistribuição para um novo magistrado, abriu-se a oportunidade para a tentativa de conciliação inédita
O Coletivo Margarida Alves (CMA), que presta assistência jurídica gratuita ao grupo desde o início do conflito, vê a proposta como uma vitória da luta pelos direitos humanos. Em nota, a organização reforça que a demolição abrupta fere a dignidade da pessoa humana e espera que o município reconheça o dever de reparar o dano causado.
A decisão final agora depende exclusivamente da gestão municipal. Caso aceite os termos, a prefeitura poderá encerrar um dos capítulos mais sensíveis da história habitacional recente de Ribeirão das Neves.

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Os artigos publicados são de inteira responsabilidade de seus autores. As opiniões neles emitidas não exprimem, necessariamente, o ponto de vista do RibeiraoDasNeves.net.

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