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Cidade

Em uma sessão que se estendeu pela madrugada, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/2023, de autoria do governador Romeu Zema (Novo). A medida é crucial para o Executivo, pois elimina a exigência de consulta popular (referendo) para a privatização da Copasa.

O texto avançou com 52 votos favoráveis e 18 contrários, após quase 10 horas de intenso embate e manobras regimentais da bancada de oposição, que tentou adiar a votação.

Tensão e Protestos no Plenário

O plenário e as galerias da Assembleia foram tomados por servidores da Copasa e representantes de movimentos sociais que protestavam contra a proposta. Gritos de ordem como “Quem votar, não vai voltar” ecoaram das tribunas. A sessão, iniciada por volta das 18h, foi marcada por sucessivos requerimentos e pedidos de suspensão por parte da oposição, que buscava retardar o avanço do texto.

Próximos Passos e Aceleração do Governo

O projeto agora retorna à Comissão Especial para a elaboração de um novo parecer e será submetido à votação em segundo turno, para o qual é necessário o mesmo quórum qualificado (48 votos). O intervalo mínimo entre as votações é de três dias.

A PEC 24/2023 é vista pelo Governo como a peça-chave para destravar a privatização da Copasa e viabilizar a adesão de Minas Gerais ao Programa de Pleno Pagamento de Débitos dos Estados (Propag), que visa renegociar parte da dívida estadual, estimada em R$ 172 bilhões.

A oposição já anunciou que não descarta recorrer à Justiça, inclusive ao Supremo Tribunal Federal (STF), caso a PEC avance para o segundo turno, alegando inconstitucionalidade na tentativa de retirar o direito de consulta popular.

A proposta aprovada restringe-se às empresas de saneamento Copasa e sua subsidiária Copanor. A exigência de referendo popular para a desestatização de estatais mineiras havia sido incluída na Constituição estadual durante a gestão Itamar Franco, como reação às privatizações da década de 90.

Deputados estaduais que votaram a favor da PEC do referendo:

Adalclever Lopes (PSD)
Adriano Alvarenga (PP)
Alencar da Silveira Jr. (PDT)
Amanda Teixeira Dias (PL)
Antônio Carlos Arantes (PL)
Arlen Santiago (Avante)
Arnaldo Silva (União)
Betinho Pinto Coelho (PV)
Bim da Ambulância (Avante)
Bosco (Cidadania)
Bruno Engler (PL)
Carlos Henrique (Republicanos)
Carol Caram (Avante)
Cássio Soares (PSD)
Charles Santos (Republicanos)
Chiara Biondini (PP)
Coronel Henrique (PL)
Delegada Sheila (PL)
Delegado Christiano Xavier (PSD)
Doorgal Andrada (PRD)
Doutor Paulo (PRD)
Doutor Wilson Batista (PSD)
Dr. Mauricio (Novo)
Duarte Bechir (PSD)
Enes Cândido (Republicanos)
Gil Pereira (PSD)
Grego (PMN)
Gustavo Santana (PL)
Gustavo Valadares (PSD)
Ione Pinheiro (União)
João Magalhães (MDB)
Leandro Genaro (PSD)
Leonídio Bouças (PSDB)
Lincoln Drummond (PL)
Lud Falcão (Pode)
Maria Clara Marra (PSDB)
Marli Ribeiro (PL)
Mauro Tramonte (Republicanos)
Nayara Rocha (PP)
Neilando Pimenta (PSB)
Noraldino Júnior (PSC)
Oscar Teixeira (PP)
Professor Wendel Mesquita (Solidariedade)
Rafael Martins (PSD)
Raul Belém (Cidadania)
Roberto Andrade (PRD)
Rodrigo Lopes (União)
Thiago Cota (PDT)
Tito Torres (PSD)
Vitorio Junior (PP)
Zé Guilherme (PP)
Zé Laviola (Novo)


Deputados estaduais que votaram contra a PEC do referendo:

Ana Paula Siqueira (Rede)
Andréia de Jesus (PT)
Beatriz Cerqueira (PT)
Bella Gonçalves (Psol)
Betão (PT)
Celinho do Sinttrocel (PCdoB)
Cristiano Silveira (PT)
Doutor Jean Freire (PT)
Eduardo Azevedo (PL)
Hely Tarquínio (PV)
Leleco Pimentel (PT)
Leninha (PT)
Lohanna (PV)
Luizinho (PT)
Marquinho Lemos (PT)
Professor Cleiton (PV)
Ricardo Campos (PT)
Ulysses Gomes (PT)


Deputados que não estavam presentes na votação:

Caporezzo (PL)
Elismar Prado (PSD)
João Vítor Xavier (Cidadania - licenciado)
Lucas Lasmar (Rede)
Mário Henrique Caixa (PV)
Sargento Rodrigues (PL)

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Aberto o período de inscrições para o Edital de Chamamento e Seleção de Ensaios Científicos para a publicação na Coletânea: “Ribeirão das Neves: Pesquisa, Cultura e Novos Tempos” - 2ª Edição

A Coletânea “Ribeirão das Neves: Pesquisa, Cultura e Novos Tempos”, em seu Edital 01/2025, visa o chamado público de artigos e ensaios de cunho científico/acadêmico, produzidos prioritariamente por pesquisadoras e pesquisadores habitantes do Município de Ribeirão das Neves, ou com comprovada linha de atuação e pesquisa sobre a Cidade, que estejam dentro da temática exigida pelo Edital.

O objetivo é reunir até 10 (dez) estudos e pesquisas sobre as dimensões socioculturais e a atuação dos atores sociais e suas relações, com foco específico de pesquisas realizadas dentro e a respeito do território identitário do Município de Ribeirão das Neves, em uma publicação lançada em português e divulgada em todo o território brasileiro, incentivando a produção científica local. Também serão aceitos pesquisas que construam uma relação ampla entre os municípios correspondentes a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) desde que com devido foco, também, para o município de Ribeirão das Neves.

As inscrições e publicação serão gratuitas, sendo realizadas entre os dias 13 à 31 de outubro de 2025, via formulário virtual específico. O edital pode ser conferido no link: https://bit.ly/rbpesquisaecultura2edicao

Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Para conferir a 1ª Edição da Coletânea acesse: https://bit.ly/ribpesquisaculturaenovostempos

Este Projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (Lei nº 14.399/2022), através do Edital Nº 113/2024 - de Fomento à Cultura - Ribeirão das Neves/MG, contemplado via Termo de Execução Cultural número 023/2024.

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O Nantes, time da região do bairro Veneza, é o grande campeão da Série A de Ribeirão das Neves 2025. O título foi conquistado neste domingo, 12 de outubro, após uma final emocionante contra o Cerâmica, no Estádio Ailton de Oliveira.

A partida terminou empatada em 0 a 0 no tempo regulamentar, levando a decisão para os pênaltis, onde o Nantes levou a melhor e garantiu o troféu da competição.

Com a conquista, o Nantes garante vaga na tradicional Copa Itatiaia, que será disputada no final do ano. O título coroa a campanha sólida da equipe e reforça o protagonismo do futebol amador da região.

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Ribeirão das Neves agora tem um número oficial que materializa a desigualdade social na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH): a cidade registra uma renda mensal domiciliar per capita de R$ 1.127 por pessoa. O dado, extraído do Censo Demográfico 2022 do IBGE, coloca o município em uma posição de forte contraste com seus vizinhos metropolitanos, consolidando-o como uma cidade de baixa renda.
A diferença do rendimento por pessoa entre Ribeirão das Neves e os municípios líderes do ranking estadual é um dos mais fortes indicadores de polarização econômica em Minas Gerais.
A cidade de Nova Lima, por exemplo, tem um rendimento mensal domiciliar per capita (Censo 2022 - IBGE) de R$ 4.299,91 (Renda 3,8 vezes maior); enquanto Belo Horizonte tem o rendimento de R$ 2.748,85.

Enquanto Nova Lima lidera o país com a maior renda per capita, impulsionada por setores de alto valor agregado e concentração de condomínios de luxo, o morador de Ribeirão das Neves vive com R$ 3.172,91 a menos por mês em sua renda domiciliar.
O valor de R$ 1.127,00 também se encontra bem abaixo da média do estado de Minas Gerais (R$ 1.611,89) e da média nacional (R$ 1.638,06), evidenciando as dificuldades econômicas estruturais da população nevense.

A realidade da baixa renda em Ribeirão das Neves é indissociável dos problemas de mobilidade urbana. O município já havia sido apontado como a cidade da RMBH com a maior proporção de trabalhadores que gastam mais de duas horas no deslocamento diário.
Custos Ocultos: A baixa renda força muitos moradores a buscar empregos em outras cidades (como Belo Horizonte e Contagem), o que, por sua vez, resulta em altos custos de tempo e transporte.
Tempo Perdido: Com cerca de 31% dos trabalhadores gastando de uma a duas horas no trajeto para o trabalho, o baixo rendimento se torna ainda mais oneroso, pois o tempo que poderia ser dedicado à qualificação, família ou descanso é consumido no deslocamento.
A combinação de uma renda per capita extremamente baixa com a dificuldade de acesso ao trabalho e serviços resume a dinâmica da desigualdade metropolitana: os moradores de Ribeirão das Neves arcam com os maiores custos de tempo e dinheiro para sustentar a força de trabalho da Grande BH, enquanto o dinheiro gerado se concentra nos núcleos de serviços e moradia de alto padrão, como Belo Horizonte e Nova Lima.
O cenário atual desafia o poder público a investir na atração de empregos de qualidade para Ribeirão das Neves, reduzindo a necessidade de deslocamento e elevando o padrão de vida da população.

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Dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE, revelam que a cidade é a campeã metropolitana em tempo de trajeto extremo. Mais de 30% dos trabalhadores levam, no mínimo, uma hora para chegar ao emprego.
Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), se destaca no cenário de deslocamento diário, mas por um motivo preocupante. De acordo com os dados detalhados do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município concentra a maior proporção de trabalhadores que gastam mais de duas horas no trajeto de casa para o trabalho em toda a RMBH.

A análise aponta que 4,14% da população ocupada nevense enfrenta essa maratona de ida e volta, somando tempo perdido que compromete diretamente a qualidade de vida e o tempo dedicado à família e ao lazer.

O Custo da Distância: Uma Hora de Viagem é a Realidade para a Maioria
Ao analisar o tempo total de deslocamento, a pesquisa do IBGE traça um panorama desafiador para os moradores de Ribeirão das Neves:

Tempo de Deslocamento  - Proporção dos Trabalhadores de Ribeirão das Neves
Mais de 1 hora até 2 horas                          31%
Mais de meia hora até 1 hora                      30%
Mais de 15 minutos até meia hora               20%
De 6 minutos até 15 minutos                      10%
Até 5 minutos                                            4%
Mais de 2 horas até 4 horas                         4%

Os dados revelam que a maior concentração de trabalhadores, um total de 31%, gasta entre uma e duas horas no deslocamento. Somando-se a essa parcela o grupo que leva entre meia hora e uma hora (30%), constata-se que 61% da força de trabalho da cidade gasta mais de 30 minutos para chegar ao seu principal local de ocupação.
Em comparação, a maioria dos trabalhadores brasileiros (67% no total do país) leva até meia hora no trajeto. Em Ribeirão das Neves, o cenário é o oposto: a maior parte passa esse tempo apenas para superar os limites da primeira meia hora de viagem.


Os dados revelam que a maior concentração de trabalhadores, um total de 31%, gasta entre uma e duas horas no deslocamento. Somando-se a essa parcela o grupo que leva entre meia hora e uma hora (30%), constata-se que 61% da força de trabalho da cidade gasta mais de 30 minutos para chegar ao seu principal local de ocupação.
Em comparação, a maioria dos trabalhadores brasileiros (67% no total do país) leva até meia hora no trajeto. Em Ribeirão das Neves, o cenário é o oposto: a maior parte passa esse tempo apenas para superar os limites da primeira meia hora de viagem.
Os números do Censo 2022 reforçam a necessidade de investimentos urgentes em infraestrutura de transporte e logística na Região Metropolitana, visando reduzir o tempo perdido no trânsito e mitigar o impacto do deslocamento na rotina e no bem-estar dos cidadãos. O alto índice de tempo extremo (acima de duas horas) coloca a mobilidade urbana como um dos principais desafios sociais para o futuro da cidade.

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Período considera que cidadãos destinem 30% da renda mensal para esse fim, percentual usado em cálculos da Febraban sobre endividamento. Proposta do Governo do Brasil prevê redução de até 80% no custo da CNH
O cidadão mineiro que pretende tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) precisa trabalhar, em média, cinco meses. O cálculo, feito pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), se baseia em critério de referência utilizado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em estudos sobre o endividamento das famílias no Brasil. O primeiro do ranking é o Acre, com demora superior a 8 meses, seguido de Bahia, Amazonas, Maranhão e Pernambuco.


Segundo a Febraban, comprometer cerca de 30% da renda mensal com um objetivo específico – como pagar uma dívida ou financiar um bem – é o limite considerado saudável para manter o orçamento equilibrado. Acima disso, a situação financeira pode ficar mais apertada e aumentar o risco de inadimplência.


Em Minas Gerais, o valor da CNH A+B é de R$ 2.998,97 e a renda média per capita fica em R$ 2.001. Comprometendo-se 30% dessa renda, tem-se R$ 600,30 por mês para juntar até conseguir dar entrada no processo de obtenção da habilitação. Dessa forma, um mineiro levaria cinco meses para conseguir o dinheiro necessário.

DESIGUALDADE – O cálculo reflete não somente o esforço que os brasileiros têm que fazer para conseguir a primeira habilitação, mas a desigualdade regional. O Distrito Federal, por exemplo, lidera tanto em renda média per capita (R$ 3.444) quanto em número de condutores habilitados, com aproximadamente 5 mil por 10 mil habitantes, além de exigir menos tempo de comprometimento do orçamento para o processo, cerca de 2 meses. Já estados do Norte e Nordeste, como Maranhão, Piauí e Amazonas, registram os menores números de habilitados, entre 1 mil e 2 mil a cada 10 mil habitantes, têm renda média inferior a R$ 1,5 mil e maior tempo para conseguir pagar a CNH.

CNH MAIS ACESSÍVEL – O processo atual para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação pode superar R$ 4,4 mil e leva quase um ano para ser concluído, o que empurra inúmeros brasileiros para um cenário excludente e perigoso: atualmente 20 milhões de pessoas dirigem sem CNH.
O projeto do Governo do Brasil, por meio do Ministério dos Transportes, busca exatamente isso: reduzir desigualdades e ampliar o acesso à habilitação, com uma redução de até 80% no custo para obtenção da carteira nas categorias A (motocicletas) e B (veículos de passeio).

COMO BARATEAR – Hoje, a maior parte do que o candidato gasta para obter o documento – cerca de 80% do total do valor – corresponde às aulas oferecidas pelas autoescolas.
Com o novo modelo, o cidadão terá a liberdade de escolher onde e como fazer essas aulas preparatórias, que poderão ser realizadas tanto nas autoescolas quanto em curso teórico oferecido gratuitamente pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). A parte prática poderá ser feita com instrutores autônomos devidamente credenciados pelos Detrans, porém não haverá obrigatoriedade de carga horária mínima, como ocorre atualmente.


PARTICIPAÇÃO POPULAR – Toda a população, o setor produtivo e as entidades envolvidas podem contribuir com sugestões para a construção do projeto pela plataforma Participa + Brasil. O prazo se encerra no dia 2 de novembro.

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Os artigos publicados são de inteira responsabilidade de seus autores. As opiniões neles emitidas não exprimem, necessariamente, o ponto de vista do RibeiraoDasNeves.net.

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