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Cidade

Em relatos contundentes, a comunidade denuncia o estado de calamidade da via na rua 3 do bairro Landi (2ª seção), que hoje se encontra praticamente intransitável, impedindo o acesso de veículos e serviços essenciais. A situação da Rua 3 ultrapassa o problema estético ou de infraestrutura básica; trata-se de um isolamento forçado. Segundo os moradores, a via está em condições tão precárias que:
Serviços de entrega e aplicativos não conseguem acessar as residências.

Motoboys e motoristas de carros evitam o local pelo risco de danos ou atolamentos.

A coleta de lixo é inexistente, obrigando a comunidade a buscar alternativas improvisadas para o descarte de resíduos.

O agravante humano torna o quadro ainda mais urgente: estima-se que 90% da população local seja composta por idosos e crianças. Em caso de emergência médica, a dificuldade de acesso de uma ambulância pode ser a diferença entre a vida e a morte.

De acordo com os relatos, a via existe há quatro décadas sem nunca ter recebido pavimentação ou melhorias significativas. O sentimento predominante é de injustiça tributária. "Nossos impostos estão pagos", afirma uma moradora, questionando por que vias que já possuem calçamento recebem novo asfalto enquanto as ruas de terra do Landi permanecem esquecidas.

A indignação também se volta contra a Câmara Municipal. Moradores afirmam que vereadores e assessores têm pleno conhecimento do problema. No entanto, as cobranças presenciais e digitais são respondidas com promessas vagas de que "vão olhar", sem que nenhuma máquina ou equipe de obras tenha sido enviada ao local.

A Prefeitura de Ribeirão das Neves, por meio da Secretaria Municipal de Obras, informa que a rua 3, no bairro Landi - 2ª na região de Justinópolis, foi incluída no planejamento de serviços para a realização de ações paliativas, visando melhorar as condições do local e facilitar o acesso da população.

Além das ações emergenciais, o município realiza continuamente estudos técnicos para a inclusão de vias em futuros projetos de pavimentação, considerando critérios técnicos e a necessidade de intervenções estruturais mais complexas, como obras de drenagem.

A Prefeitura em nota, respondeu: "em relação à limpeza urbana, a coleta de lixo domiciliar é realizada na região. Nos locais onde o caminhão não tem acesso, caçambas são disponibilizadas em pontos estratégicos, garantindo que os moradores possam fazer o descarte adequado dos resíduos.

A Prefeitura reforça que está sempre em busca de recursos e parcerias para viabilizar obras estruturantes, garantindo soluções e melhorias na mobilidade e na qualidade de vida da população nevense".

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Uma operação do Corpo de Bombeiros (CBMMG) mobilizou militares na noite deste sábado (7) para resgatar uma fêmea de Dogue Alemão, soterrada após um deslizamento de terra provocado pelas fortes chuvas que atingiram o bairro. O animal, que está em estágio avançado de gestação, foi encontrado pela tutora sob escombros e lama ao retornar do trabalho.

Segundo a corporação, o cenário era crítico. Devido ao porte físico da raça e ao peso adicional da gravidez, a cadela apresentava severa dificuldade respiratória e mobilidade reduzida. O soterramento ocorreu em um ponto de difícil acesso, onde a instabilidade do terreno oferecia risco iminente de novos desabamentos.

"Havia o perigo real de asfixia ou esmagamento caso o barranco cedesse novamente durante a retirada", informou a equipe de socorro.

Após um trabalho minucioso para estabilizar a área e liberar o animal, os bombeiros confirmaram que a pet não sofreu ferimentos visíveis. Apesar do trauma, ela foi entregue à proprietária em boas condições de saúde, permanecendo sob observação devido ao estado gestacional.

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O assassinato brutal de três mulheres dentro de uma padaria em Ribeirão das Neves não foi apenas um episódio de violência isolada; foi o ápice de uma crise de gênero que coloca Minas Gerais como o segundo estado com maior índice de feminicídios no Brasil. Somente em 2025, 139 mineiras perderam a vida pelo simples fato de serem mulheres. Em Neves, o crime recente escancarou uma ferida que a política local preferiu ignorar.

Durante a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026, a discussão sobre a proteção à mulher ganhou contornos dramáticos. A vereadora Marcela Menezes Costa (PT) apresentou a Emenda 006-C/2025, que propunha elevar o orçamento destinado ao combate à violência contra a mulher de simbólicos R$ 100 mil para R$ 1 milhão anuais.

A proposta previa que o recurso fosse utilizado para:

Acolhimento e abrigo de mulheres sob ameaça;
Atendimento psicológico especializado;
Campanhas de prevenção em escolas;
Fortalecimento da rede de proteção.

Para viabilizar o valor, a emenda sugeria o remanejamento de verbas do projeto "Mais Asfalto Novo", da Secretaria de Obras. No entanto, o argumento de que "a proteção à vida deve ter prioridade imediata sobre obras que podem ser reprogramadas" não convenceu a maioria dos parlamentares.
Por 13 votos a 3, a base governista rejeitou a ampliação do orçamento, seguindo a orientação da Prefeitura de priorizar a infraestrutura urbana. Com a decisão, a cidade que protagoniza cenas de horror como o triplo feminicídio em plena luz do dia, continuará destinando apenas R$ 100 mil por ano — valor considerado insuficiente por especialistas para manter qualquer política pública de impacto real.

🚫 Votaram CONTRA a verba de R$ 1 milhão para mulheres (Mantiveram o dinheiro no asfalto):
Weberson Diretor, Luiz da Regional, Marcelo de Jesus, Mazinho da Quadra, Diney Duarte, Renato Diretor, Pastor Dário, Ilânio Miranda, Ramon Filho do Girico, Carrerinha, Bebeto e Estevão do Ranchim.

✅ Votaram A FAVOR da verba para proteção à mulher:
Marcela Menezes, Giovani Sacolão e Isabella Guimarães.

O bloqueio ao projeto revela que, na política nevense, a vida das mulheres ainda não ocupa o centro do orçamento público. O feminicídio é o resultado final de um sistema que falha em agir preventivamente. Ao negar recursos para o acolhimento, o poder público retira a saída de emergência de mulheres que estão, hoje, sendo ameaçadas dentro de suas casas.

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O Executivo Municipal de Ribeirão das Neves protocolou na Câmara de Vereadores o Projeto de Lei nº 005/2026, que solicita autorização para a desafetação e venda, mediante leilão, de 24 terrenos pertencentes ao município. A proposta, assinada pelo prefeito Túlio Raposo, visa transformar bens de uso comum ou especial em "bens dominicais", permitindo que sejam repassados à iniciativa privada.

A soma das áreas disponibilizadas chega a 286.342,55 metros quadrados. Entre os locais listados, destacam-se terrenos em regiões do Justinópolis, Jardim Verona, Vale das Acácias e uma área expressiva de mais de 77 mil m² no bairro Cidade Neviana, próximo à BR-040.

O que diz o Projeto de Lei?

De acordo com a justificativa enviada pelo prefeito (Mensagem 005/2026), a venda desses imóveis tem como objetivo:
Gestão de Custos: Eliminar gastos do erário com vigilância e manutenção de áreas que hoje estão ociosas ou subutilizadas.
Prevenção de Ocupações: Evitar que terrenos vazios sejam alvo de ocupações irregulares, o que geraria novos encargos para a administração.
Incremento de Receita: Os valores arrecadados no leilão seriam revertidos ao Tesouro Municipal para investimentos em áreas prioritárias como saúde, educação e infraestrutura.
Arrecadação Tributária: Uma vez nas mãos da iniciativa privada, esses terrenos passam a gerar arrecadação de IPTU e ITBI, aumentando o fluxo de caixa contínuo da prefeitura.

Destaques da Lista de Terrenos

A lista anexa ao projeto revela áreas de diferentes perfis e localizações estratégicas:
Cidade Neviana: Uma área de 77.722,14 m² localizada no encontro da BR-040 com a LMG-806, considerada uma zona de desenvolvimento estratégico.
Jardim Verona: Terreno com 49.264,77 m².
Barcelona: Área de 27.091,08 m².
Vale das Acácias: Terreno de 26.690,00 m² na Alameda dos Jacarandás.

A venda de patrimônio público é sempre um tema sensível e deve ser acompanhada de perto pela população por dois motivos principais:

1. O Conceito de Desafetação vs. Déficit Habitacional:
A "desafetação" retira a destinação pública de um bem. Em uma cidade marcada pela ausência de uma política habitacional robusta e por um déficit de moradia alarmante, a venda desses ativos gera polêmica. Áreas que poderiam ser destinadas a projetos de interesse social, escolas ou postos de saúde são entregues ao mercado, priorizando o equilíbrio fiscal em detrimento da função social da terra.

2. Transparência no Uso do Recurso:
O PL estabelece que o produto da venda será destinado conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O desafio para o Legislativo e para a sociedade civil será fiscalizar se esse recurso, proveniente de um patrimônio imobiliário (bem permanente), será de fato reinvestido em melhorias estruturantes ou se servirá apenas para cobrir despesas de custeio da máquina pública.
Próximos Passos

O projeto provavelmente será votada na Câmara Municipal de Ribeirão das Neves nesta terça-feira, 10 de fevereiro, depois de passar pelas comissões. O leilão, caso aprovado, poderá ser presencial ou eletrônico, seguindo a Nova Lei de Licitações (Lei 14.133/2021).

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Com novas funcionalidades no MG App e no Portal MG, estado atinge 93% de digitalização nos processos de trânsito, reduzindo burocracia e idas aos balcões físicos.

O Governo de Minas Gerais deu mais um passo na modernização do atendimento ao condutor. A partir de agora, serviços complexos como o primeiro emplacamento podem ser realizados de forma totalmente on-line via MG App e Portal MG. A medida visa dar agilidade ao cidadão, garantindo segurança jurídica sem a necessidade de deslocamentos presenciais.

A principal novidade é a abertura do primeiro emplacamento digital para pessoas físicas — serviço que antes era restrito a frotistas. O fluxo automatizado centraliza os dados e elimina etapas manuais. Além disso, o pacote de atualizações inclui:

Transferência para Pessoa Jurídica: Agora realizada em módulo específico integrado aos cartórios de notas, reduzindo o uso de papel.

Cancelamentos Facilitados: O cancelamento de comunicado de venda e da ATPVe (Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo) pode ser feito diretamente nos canais digitais, dispensando o reconhecimento de firma.

Ficha de Cadastro 100% Digital: Situações que antes exigiam atendimento presencial — como casos de veículos de coleção, aluguel, comodato, determinação judicial ou isenção de IPVA — agora são resolvidas eletronicamente.

“A digitalização reduz burocracias e oferece mais comodidade à população”, destaca a superintendente de Transformação de Serviços de Trânsito, Caroliny Aparecida Silva de Miranda.

A infraestrutura por trás das mudanças foi desenvolvida pela Prodemge, que integrou os sistemas estaduais às bases nacionais. Segundo Hugo Moreira, supervisor do projeto, a companhia atua como uma "centralizadora tecnológica", garantindo que os dados trafeguem com total rastreabilidade entre o cidadão e os órgãos de controle.

Os números de 2025 reforçam a adesão dos mineiros à tecnologia:

429 mil atendimentos realizados totalmente on-line.

250 mil primeiros emplacamentos de pessoas físicas registrados no ano passado.

350 procedimentos disponíveis atualmente no Portal Cidadão.

A iniciativa é um esforço conjunto entre o Detran-MG, a Seplag-MG e a Prodemge, consolidando Minas como referência em serviços públicos digitais.

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