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Polícia

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) expediu nesta terça-feira (14) um alvará de soltura para o empresário envolvido no acidente de trânsito que matou um motociclista em Belo Horizonte.
O caso ocorreu na madrugada desse domingo (12) na rodovia MGC-356 no Belvedere, na Região Centro-Sul de BH. O suspeito foi identificado como Luis Henrique Rodrigues Pierazolli, de 45 anos.
A vítima é o motociclista de aplicativo Danilo Pereira Marinho, de 25.
Um adolescente, de 16 anos, estava na garupa da moto, ficou ferido e foi socorrido em estado grave para o Hospital João XXIII. Além do empresário, outros dois homens estavam na caminhonete.
Em seu depoimento à Polícia Civil (PCMG), Luis Henrique confessou ter consumido bebida alcoólica antes do episódio. Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar (PMMG), ele apresentava sinais visíveis de embriaguez.
O alvará de soltura foi expedido após o empresário passar por audiência de custódia. A juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto determinou o pagamento de uma fiança de R$ 48.630, o equivalente a trinta salários mínimos.
Além disso, o investigado teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa e terá que cumprir recolhimento domiciliar noturno durante os dias úteis e integral aos sábados, domingos e feriados.

Luis Henrique havia sido detido em flagrante pela PMMG, e teve a prisão ratificada pela PCMG pelo crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor, qualificado pela influência de álcool ou substância psicoativa.
A defesa de Luis Henrique Rodrigues Pierazolli, não respondeu a respeito.

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A lei não existe dentro da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG)." O desabafo é da investigadora aposentada Jaqueline Rodrigues, de 50 anos, que relata ter se tornado alvo de retaliações institucionais após denunciar crimes de assédio sexual ocorridos há seis anos. Enquanto o acusado segue na ativa, Jaqueline foi afastada sob diagnósticos psiquiátricos que ela classifica como estratégia de silenciamento.

Condenação e Impunidade
O investigador Geraldo Modesto Brum foi condenado em duas instâncias a um ano e dois meses de reclusão, em regime aberto, por importunação sexual. No entanto, enquanto recorre ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ele permanece exercendo suas funções na instituição.

Em contrapartida, Jaqueline Rodrigues não faz mais parte do quadro ativo. Após denunciar os episódios ocorridos em 2020 — que incluíram manobras perigosas em viatura e agressões físicas de cunho sexual em delegacias —, ela afirma ter passado a sofrer perseguição interna. O desgaste culminou em uma aposentadoria por invalidez em 2025, sob o diagnóstico de “transtorno de personalidade delirante”.

"Me aposentaram como se tudo fosse um delírio, como se os crimes que denunciei — e que geraram condenação — não tivessem acontecido", afirma a ex-policial. Atualmente, ela responde a mais de 30 procedimentos administrativos e criminais, incluindo um processo para sua expulsão definitiva (PAD).

Laudos e Histórico de Abusos
Um laudo do Centro de Referência Municipal em Saúde do Trabalhador (Cerest), emitido em março de 2026, contradiz a tese de "delírio". O documento confirma que Jaqueline sofre de depressão, ansiedade e estresse pós-traumático diretamente relacionados ao ambiente de trabalho.

A investigação interna da Corregedoria revelou que o acusado era conhecido pelo apelido de "touch screen", devido ao hábito de tocar e abraçar colegas de forma indesejada. Relatos de outras servidoras indicam que ele já havia sido alvo de queixas semelhantes em Ribeirão das Neves, mas, na ocasião, teria sido apenas transferido para Belo Horizonte sem registros formais de punição.

O "Efeito Rafaela Drummond"
O caso de Jaqueline ecoa a tragédia de Rafaela Drummond, escrivã que tirou a própria vida em 2023 após denunciar assédios e sobrecarga. Embora a "Lei Rafaela Drummond" tenha sido sancionada para proteger servidores, o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sindipol) alerta para a subnotificação. Segundo a entidade, apenas 40% dos casos são formalizados devido ao medo de retaliação.

Posicionamento das Partes
Polícia Civil: Em nota, a instituição afirmou que a Corregedoria atua com autonomia e legalidade. Informou que a aposentadoria seguiu critérios médicos e que não comenta processos administrativos em andamento.

Defesa de Geraldo Brum: O advogado Thiago Sellera confirmou que seu cliente segue em exercício, destacando que não há decisão definitiva (trânsito em julgado). A defesa nega condenações relativas ao período em que o policial atuou em Ribeirão das Neves e acredita na reversão da sentença atual no STJ.

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Um caso de violência familiar chocou moradores de Ribeirão das Neves, na noite desta sexta-feira (3). Um homem de 32 anos é suspeito de atacar o próprio pai, de 55, com sete facadas, após vender uma motocicleta elétrica que havia recebido de presente da família.
Segundo informações da Polícia Militar, o presente havia sido dado como uma tentativa de incentivo ao suspeito, que, conforme relatos dos familiares, enfrenta problemas psicológicos e faz uso frequente de drogas. Horas depois de sair com a moto, ele retornou para casa sem o veículo, exaltado e sob suspeita de estar sob efeito de entorpecentes. Ao ser questionado, respondeu de forma agressiva, afirmando que poderia fazer o que quisesse com o bem.
Na tentativa de entender onde a motocicleta havia sido deixada, pai, mãe e filho seguiram de carro até o local indicado pelo suspeito. Durante o trajeto, enquanto estava no banco traseiro, o homem sacou uma faca e passou a golpear o pai repentinamente dentro do veículo. A mãe conseguiu intervir e retirar o agressor do carro, enquanto a vítima, mesmo gravemente ferida, conseguiu dirigir até buscar socorro.
O homem foi levado inicialmente para a UPA de Justinópolis com perfurações no tórax, abdômen e braço esquerdo. Uma das facadas atingiu o pulmão, sendo necessária drenagem de urgência. Em seguida, ele foi transferido em estado grave para o Hospital Risoleta Neves, em Belo Horizonte, mas permaneceu consciente durante o atendimento.
O suspeito fugiu após o crime e, até o momento, não havia sido localizado. O caso deve ser investigado pela Polícia Civil.

 

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Perícia constatou quatro perfurações no corpo da vítima; suspeito fugiu e deixou o celular para trás após o crime

A polícia está à procura de um homem de 28 anos suspeito de assassinar um idoso, de 64, em Ribeirão das Neves, na noite desse sábado (4). O crime aconteceu em um bar, no bairro Jardim Colonial, onde Geovane Pereira da Silva foi morto a facadas.

No boletim de ocorrência, o dono do bar contou que viu o agressor cometendo o crime e, para evitar algo pior, o retirou do estabelecimento. No entanto, a vítima já havia sido atingida e estava caída no chão.

A perícia da Polícia Civil constatou que o idoso estava com um ferimento profundo na lateral do tronco e outros três nas costas. Os policiais apreenderam uma faca que estava na cintura da vítima e também um celular, que seria do suspeito.

De acordo com o proprietário do estabelecimento, os dois envolvidos já tinham um histórico de brigas e agressões. Segundo ele, no ano passado, o suspeito teria dado um soco na vítima e agora, em abril, a vítima teria esfaqueado o suspeito em outro bar. Por isso, a suspeita é de que o homicídio tenha sido motivado por vingança.

Até o fechamento da ocorrência, o suspeito não havia sido encontrado pela polícia.

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Uma tragédia familiar abalou os moradores do bairro San Genaro, em Ribeirão das Neves. Na noite de terça-feira, 31 de março de 2026, um casal foi encontrado morto dentro de uma residência em obras, levantando a suspeita de um crime de feminicídio seguido de suicídio. As vítimas foram identificadas como Maria Lúcia de Oliveira, de 50 anos, e Rerionaldo Gomes Pereira, de 52 anos.

A Polícia Militar foi acionada pelo filho de Maria Lúcia, que estranhou o desaparecimento da mãe durante todo o dia. Ao chegar ao imóvel e não obter resposta, o jovem precisou arrombar o portão. No interior da casa, ele encontrou o corpo da mãe sobre uma cama, com sinais de asfixia, e o do pai no banheiro da residência.

De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito já possuía um histórico criminal grave. Rerionaldo cumpria pena por um feminicídio cometido no ano de 2016 e estava usufruindo do benefício da saída temporária do sistema prisional quando o novo crime ocorreu. O filho do casal relatou aos investigadores que o pai mantinha um comportamento extremamente possessivo e agressivo, monitorando constantemente o celular e os passos da vítima.

A perícia da Polícia Civil esteve no local para coletar evidências que ajudem a entender a dinâmica exata das mortes. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal de Belo Horizonte. O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios, que busca apurar se houve falhas no monitoramento do detento durante o período de liberdade temporária e prestar assistência aos familiares impactados pela violência.

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Um foragido da Justiça, integrante da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), foi detido na última sexta-feira (27) em uma operação coordenada pela Delegacia de Homicídios (DHPP) de Contagem. O alvo, conhecido pelo apelido de "Caos", foi localizado em uma residência discreta na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, com o suporte das autoridades locais.
Atuação e condenações

De acordo com informações obtidas pela reportagem da rádio Itatiaia, o detido é apontado como a principal liderança do tráfico de drogas na Vila Francisco Mariana, em Contagem, exercendo também forte influência em Ribeirão das Neves.
O currículo criminal do indivíduo soma 52 anos de pena, resultantes de condenações por:

Homicídio;
Organização criminosa;
Tráfico de entorpecentes.

Após a abordagem no país vizinho, o homem foi imediatamente extraditado e permanece sob custódia em Ponta Porã (MS), na fronteira com o Paraguai. A previsão é que a transferência para o sistema prisional de Minas Gerais ocorra nos próximos dias, onde deverá cumprir o restante de sua sentença.

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