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Polícia

A Justiça de Minas Gerais agendou a audiência de instrução de Magno Ribeiro da Silva, de 30 anos, réu confesso pelo assassinato de três mulheres no interior de uma padaria no bairro Lagoa, em Ribeirão das Neves. O ataque, que chocou os moradores do município no início deste ano, resultou no indiciamento do acusado por triplo feminicídio consumado e uma tentativa de feminicídio.

Durante a sessão judicial, que ocorrerá no Fórum de Ribeirão das Neves na próxima quinta-feira (18/6) a partir das 8h30, serão ouvidas as testemunhas de acusação, de defesa e a sobrevivente que conseguiu escapar da abordagem. Após os depoimentos, o magistrado responsável pelo caso definirá se o réu será levado a júri popular. Magno permanece detido sob regime de prisão preventiva.

O crime no bairro Lagoa


A tragédia ocorreu no dia 4 de fevereiro, quando o agressor invadiu o estabelecimento comercial utilizando capacete e touca ninja. Em apenas 33 segundos, ele efetuou disparos sequenciais que tiraram as vidas de duas funcionárias — as adolescentes Nathielly Kamilly Fernandes Faria, de 16 anos, e Emanuely Geovanna Rodrigues Seabra, de 14 anos (filha do proprietário da padaria) — além de uma cliente, Ione Ferreira Costa, de 56 anos.

Antes de fugir do local numa moto, o criminoso ainda apontou a arma para uma terceira funcionária. Ao perceber que as munições haviam acabado ou que o armamento falhara, ele ironizou a situação com gestos de deboche e retirou-se do comércio.

Motivação e reviravolta nas investigações


A conclusão do inquérito conduzido pela delegacia local apontou que o atirador agiu motivado por uma "baixa tolerância à rejeição" e distúrbios possivelmente agravados pelo uso excessivo de jogos eletrônicos de tiro. O caso em Ribeirão das Neves também ficou marcado por uma reviravolta inicial. Horas após as mortes, a Polícia Militar chegou a apreender erradamente um adolescente de 17 anos, ex-namorado de uma das vítimas. Contudo, o avanço das diligências da Polícia Civil comprovou a total inocência do jovem e levou à identificação e prisão de Magno em Belo Horizonte, com quem foi apreendida a arma artesanal utilizada na chacina. Para compreender melhor os detalhes desta investigação e as declarações dadas pelas autoridades logo após a detenção do acusado, pode assistir a esta reportagem em vídeo sobre a prisão do suspeito, que explica como a polícia descartou a participação do adolescente e localizou o verdadeiro autor do crime.

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Oito réus foram pronunciados pela morte de um homem e duas crianças em Ribeirão das Neves, na Grande BH; caso ocorreu em maio de 2024

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu nessa quarta-feira (13) o júri popular para os réus do caso conhecido como "chacina de Ribeirão das Neves".

A decisão aconteceu após atuação do Ministério Público (MPMG), por meio da 9ª Promotoria de Justiça de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O órgão manifestou preocupação com a imparcialidade dos jurados por conta da forte repercussão do caso na cidade e com a segurança dos réus. Por conta disso, o Ministério Público pediu para que o júri popular seja realizado em outra comarca.

Entre os motivos citados para a preocupação com a segurança dos réus está o perfil dos grupos envolvidos no conflito que originou o crime. Além disso, a promotora de Justiça Clarissa Gobbo destacou problemas na infraestrutura física do Fórum de Ribeirão das Neves

"Sequer foi possível acomodar todos os advogados no plenário, além de os familiares das vítimas não terem possibilidade de acompanhar o julgamento por pura falta de espaço na plateia, que seria ocupada exclusivamente pelas bancadas das defesas. Isso interfere em um dos pilares do Tribunal do Júri", afirmou.

A 1ª Vara Criminal de Ribeirão das Neves concedeu uma liminar e suspendeu o processo até que seja decidido onde será realizado o júri popular.

Inicialmente, o julgamento seria realizado em 13 de abril deste ano, mas foi adiado após pedido das defesas. A justificativa é que um dos réus estava com tuberculose e não compareceu à sessão.

Relembre o crime
A chacina ocorreu durante a festa de aniversário de 9 anos de Heitor Felipe, no dia 23 de maio de 2024, por volta das 19h, em um sítio no bairro Areias, em Ribeirão das Neves, na Grande BH.

Também foram mortos, Felipe Júnior Moreira Lima (pai da criança), de 26 anos, e Laysa Emanuele Pereira de Oliveira (prima), de 11.

As investigações apontaram que os réus atuavam no tráfico de drogas no Morro Alto, em Vespasiano, onde morava Felipe, o principal alvo dos criminosos. Ele era um ex-parceiro dos criminosos e tinha tido um desentendimento com os traficantes que queriam retomar o controle de pontos de venda de entorpecentes.

Yago Pereira de Souza Reis;
Ivone Silva de Almeida;
Pedro Paulo Ferreira Lima (“Paulinho Satan");
Fabiano Alves Campos;
Marcelo Alves Rodrigues (“Tio Gordo”);
Leandro Roberto da Silva ("Berola");
Flávio Celso da Silva ("Alemão");
Agnes Danrlei Santos Nascimento (“Biscoito").

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Uma ação conjunta entre as polícias Civil (PCMG) e Militar (PMMG) resultou na prisão preventiva de um homem de 32 anos no último sábado (5). O suspeito, localizado no município de Ribeirão das Neves, é investigado por perseguir e ameaçar uma adolescente de 15 anos em uma unidade de acolhimento na capital.

Histórico de abuso e Perseguição
O caso é acompanhado pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), que instaurou inquérito no início de maio após denúncias de ameaças. De acordo com as investigações, o histórico de violência começou anos atrás: o homem teria engravidado a vítima quando ela tinha apenas 13 anos.

Atualmente, a adolescente vive no abrigo com o filho, de um ano de idade. Segundo relatos colhidos pela polícia, o homem frequentava as imediações do local e chegava a intimidar não apenas a jovem, mas também os funcionários da instituição.

Desdobramentos
Após ser detido em solo nevense, o suspeito foi conduzido à delegacia e, posteriormente, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para a completa elucidação dos fatos e apuração de outros possíveis crimes envolvidos no histórico do autor.

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A morte prematura de Bernardo Amorim Calixto Santos, de apenas 11 anos, ocorrida no último sábado (9), causou profunda comoção em Ribeirão das Neves. O menino era morador do bairro São Miguel, na região de Justinópolis, onde a família reside. O velório e o sepultamento ocorreram sob forte clima de tristeza e consternação.

Bernardo, apaixonado por futebol, acompanhava o pai, Mauricílio Calixto Gomes, em uma partida no Estádio Municipal Inácio de Carvalho, em São José da Lapa. Segundo familiares, o passeio era uma tradição: o garoto sempre estava presente nos jogos do Colorado, time amador integrado pelo pai.

O que deveria ser um sábado típico de lazer terminou em tragédia. Após o apito final, enquanto os jogadores guardavam os materiais e as crianças brincavam no gramado, o acidente aconteceu. Testemunhas relatam que no local havia duas traves móveis que estariam soltas, sem a devida fixação.

Embora a dinâmica exata do acidente ainda dependa de perícia, a principal suspeita é de que Bernardo tenha se apoiado ou se pendurado na estrutura metálica, que tombou sobre ele. O impacto causou um grave traumatismo craniano.

“Ele já estava caído, ensanguentado. Foi um desespero. Todo mundo saiu correndo para tentar ajudar”, relatou um familiar emocionado. O menino chegou a ser socorrido e levado a uma unidade de pronto atendimento da região, mas, apesar dos esforços da equipe médica, não resistiu aos ferimentos.

A comunidade esportiva de Ribeirão das Neves e São José da Lapa manifestou solidariedade à família Calixto nas redes sociais, lamentando a perda do jovem torcedor do Colorado.

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Caso ocorreu na manhã deste sábado (9) na Rua Antônio Ferreira Louro, no bairro Sevilha (1ª Seção)

Uma mulher encontrou o corpo de um homem no portão de sua casa na manhã deste sábado (9) em Ribeirão das Neves.
O caso aconteceu na Rua Antônio Ferreira Louro, no bairro Sevilha (1ª Seção).

A dona do imóvel ligou para a Polícia Militar (PMMG). A perícia da Polícia Civil (PCMG) foi acionada e identificou que a vítima faleceu aos 48 anos. O corpo foi removido do local por um rabecão.

Em entrevista à Itatiaia, a proprietária do imóvel afirmou que conhecia o homem "de vista". Ela relatou acreditar que o crime foi cometido em outro lugar e os autores abandonaram o cadáver no local.

A testemunha disse que não escutou nenhum barulho durante a madrugada e que "ninguém sabe de nada".

"Eu até nem deixei os meus meninos saírem pra fora para não ver o corpo, porque é uma situação muito triste. Depois, a gente viu os familiares chegando bem abalados", detalhou a mulher.

Outra testemunha, que acompanhou os trabalhos dos policiais, conversou com a reportagem e destacou que o homem estava "muito machucado na cabeça". "Assustou todo mundo, todos os moradores", acrescentou.

Informações preliminares registradas pela PMMG confirmam que o cadáver apresentava sinais de violência. O registro da ocorrência ainda estava em andamento até a publicação desta reportagem.

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Uma operação policial realizada nesta terça-feira resultou na prisão de Clinton da Silva Hudson em Ribeirão das Neves. Apontado como uma liderança estratégica do Comando Vermelho, Hudson é investigado por coordenar a expansão da facção criminosa carioca no estado de Minas Gerais, com foco principal na cidade de Itabirito, na Região Central.
O histórico criminal do detido impressiona as autoridades pela extensão e recorrência. Clinton soma 42 passagens pela polícia, acumulando registros por crimes diversos ao longo de sua trajetória no sistema prisional e investigativo. A captura em solo nevense é considerada um golpe importante na estrutura logística do grupo, que tentava consolidar novos pontos de influência em municípios mineiros.
A prisão ocorreu após um monitoramento detalhado das movimentações do suspeito. Embora a base de atuação atribuída a ele fosse Itabirito, a presença de Hudson em Ribeirão das Neves acendeu o alerta das forças de segurança sobre possíveis conexões e esconderijos na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Após a detenção, o investigado foi encaminhado para a delegacia, onde permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue apurando se a permanência dele em Ribeirão das Neves estava ligada ao estabelecimento de novas rotas para a organização criminosa ou se o município servia apenas como ponto de refúgio temporário para evitar o cerco policial em outras regiões do estado.

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Os artigos publicados são de inteira responsabilidade de seus autores. As opiniões neles emitidas não exprimem, necessariamente, o ponto de vista do RibeiraoDasNeves.net.

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