Investigações revelam que o suspeito, de 33 anos, utilizava o disfarce de comerciante para ganhar a confiança das vítimas antes de iniciar as agressões.
Uma operação da Polícia Civil resultou na prisão de um homem de 33 anos nesta quinta-feira (9), em Ribeirão das Neves. O indivíduo é acusado de cometer crimes de estupro e importunação sexual contra, pelo menos, duas adolescentes e uma jovem da cidade.
De acordo com as autoridades, o suspeito agia de forma calculada. Ele apresentava-se inicialmente como um comerciante local, utilizando essa fachada para se aproximar das vítimas sem despertar suspeitas. O que começava com diálogos aparentemente profissionais ou inofensivos evoluía rapidamente para o envio de mensagens de cariz sexual e ameaças graves.
As investigações apontam que o assédio escalava para atos de violência física e psicológica, criando um ambiente de medo e constante sofrimento para as vítimas e seus familiares.
O homem já é um velho conhecido das forças de segurança. Segundo a Polícia Civil, ele possui um extenso histórico criminal, com passagens por tráfico de drogas e roubo. Além disso, o suspeito já tinha sido alvo de uma denúncia anterior por estupro, o que reforça a sua periculosidade.
A notícia da prisão foi recebida com alívio pelos moradores de Ribeirão das Neves, mas as autoridades locais mantêm o alerta. A orientação da Polícia Civil é que mulheres e jovens da região procurem imediatamente a delegacia caso identifiquem abordagens semelhantes ou comportamentos suspeitos.
O acusado encontra-se detido e permanece à disposição da Justiça, onde responderá pelos crimes de estupro e importunação sexual.
A Prefeitura de Ribeirão das Neves enfrenta um prazo decisivo para encerrar uma disputa judicial que já se arrasta por 14 anos. Até a próxima segunda-feira, 13 de abril, o município deve apresentar seu parecer oficial sobre uma proposta de acordo que visa indenizar 16 núcleos familiares cujas residências foram demolidas pela administração municipal em dezembro de 2012.
A proposta, formalizada em audiência no dia 25 de fevereiro, prevê o pagamento de um valor base de R$ 50 mil por família. Com a devida correção monetária após mais de uma década de espera, o montante final pode ultrapassar R$ 100 mil por núcleo familiar.
A aceitação do acordo pela gestão do prefeito Túlio Raposo (PP) permitiria a homologação imediata pela Justiça e o início dos pagamentos. Por outro lado, o silêncio ou a recusa da prefeitura farão com que a ação judicial prossiga, expondo o município ao risco de condenações ainda maiores por danos morais e materiais.
O caso remonta ao período natalino de 2012, quando famílias da região do bairro Veneza foram surpreendidas pela demolição de suas casas. Na ocasião, a prefeitura alegou risco de deslizamento, mas as remoções ocorreram sob graves irregularidades apontadas pela assessoria jurídica das famílias:
- Ausência de laudo técnico: Não havia comprovação pericial de risco iminente no momento da demolição.
- Falta de aviso prévio: As famílias moravam há décadas no local e não tiveram oportunidade de defesa ou tempo para organizar a saída.
- Desamparo social: A prefeitura não ofereceu indenização imediata, reassentamento ou sequer aluguel social após derrubar as estruturas
O processo chegou ao estágio atual após o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) anular decisões anteriores que eram desfavoráveis às famílias, determinando que o caso voltasse à estaca zero. Com a redistribuição para um novo magistrado, abriu-se a oportunidade para a tentativa de conciliação inédita
O Coletivo Margarida Alves (CMA), que presta assistência jurídica gratuita ao grupo desde o início do conflito, vê a proposta como uma vitória da luta pelos direitos humanos. Em nota, a organização reforça que a demolição abrupta fere a dignidade da pessoa humana e espera que o município reconheça o dever de reparar o dano causado.
A decisão final agora depende exclusivamente da gestão municipal. Caso aceite os termos, a prefeitura poderá encerrar um dos capítulos mais sensíveis da história habitacional recente de Ribeirão das Neves.
Na semana em que é celebrado o Dia Mundial da Saúde, Ribeirão das Neves intensifica as ações de cuidado com a população e promove mais uma grande mobilização de prevenção. Neste sábado, dia 11, a cidade realiza o Dia D da vacinação contra a gripe, com uma estrutura especial preparada para ampliar a imunização dos grupos prioritários. Até o momento, 6.040 doses já foram aplicadas no município e a expectativa é aumentar esse número ao longo do fim de semana.
Vacimóvel, postos volantes, drive-thru de imunização, salas de vacina abertas, são diversas possibilidades para facilitar o acesso e garantir que ninguém fique de fora desse grande dia de mobilização. Na Praça Central de Neves, a vacinação será sobre rodas, com o Vacimóvel estacionado das 9h às 16h para atender a população.
Na Praça de Justinópolis, em frente à Paróquia Nossa Senhora da Piedade, a imunização acontece no formato drive-thru, também das 9h às 16h, oferecendo mais comodidade para quem prefere se vacinar sem sair do carro.
Já nos bairros Franciscadriângela, Belvedere, Monte Verde e Porto Seguro, serão montados pontos volantes para ampliar ainda mais o alcance da campanha. As equipes estarão na Rua Berilo, 65, no Franciscadriângela, na Avenida Manoel Luciano Pio, 252, no Belvedere, ambos na região do Veneza. Já no Monte Verde, região Central, a equipe estará na Rua Adotivo José Ferreira, 185 e no bairro Porto Seguro, no estacionamento do Supermercado Mart Minas, na Avenida Vereador João de Oliveira Michete, 101, também no centro.
Além desses pontos, todas as unidades de saúde do município também estarão funcionando para atendimento ao público. Para se vacinar, é necessário apresentar documento de identificação com foto, CPF ou Cartão SUS, além do cartão de vacina.
A Secretaria Municipal de Saúde destaca que a vacinação é a forma mais eficaz de prevenir casos graves e internações por Influenza, sendo fundamental para proteger não apenas quem recebe a dose, mas toda a população. A orientação é que os grupos prioritários aproveitem a oportunidade e compareçam a um dos pontos de vacinação para garantir a proteção antes da chegada do período mais frio do ano.
Em meio ao debate sobre o fortalecimento da segurança pública municipal, Ribeirão das Neves consolida sua posição institucional ao figurar na lista oficial da Polícia Federal (PF) de cidades com o Termo de Adesão (TAD) em vigor. O documento é o pilar jurídico que autoriza o porte de arma funcional para os integrantes da Guarda Civil Municipal (GCM), garantindo que a corporação atue dentro dos mais rigorosos padrões de fiscalização federal.
Para manter o armamento de seu efetivo, o município de Ribeirão das Neves precisa cumprir uma série de exigências estabelecidas pelo Estatuto do Desarmamento e pelo Decreto nº 11.615/2023. A Polícia Federal atua como órgão regulador, sendo responsável por:
Auditoria de Treinamento: Validar se os guardas nevenses possuem aptidão psicológica e técnica atualizadas.
Fiscalização de Logística: Garantir que o armazenamento de armas e munições na cidade siga normas rígidas de segurança para evitar extravios.
Controle Funcional: Emitir e renovar o porte de arma apenas para servidores com vínculo ativo e conduta ilibada.
Estrutura Independente
Um dos requisitos fundamentais que colocam Ribeirão das Neves nesta lista é a manutenção de órgãos de controle interno. Conforme a Lei nº 13.022/2014, o município deve manter Corregedoria e Ouvidoria próprias e independentes, assegurando que qualquer desvio de conduta seja apurado com autonomia, sem interferência política direta.
Autonomia e Investimento Municipal
É importante destacar que a presença no grupo de cidades autorizadas pela PF exige investimento constante da Prefeitura. Diferente das forças estaduais, o custeio de armamento, munição, logística e, principalmente, o treinamento continuado do efetivo nevense é de responsabilidade integral do tesouro municipal.
Panorama Regional
Ribeirão das Neves faz parte de um grupo de apenas 22 municípios mineiros (dentre os 853 do estado) que possuem o termo de adesão ativo. Na Região Metropolitana, a cidade compartilha este status com vizinhos como Belo Horizonte, Contagem, Betim e Santa Luzia, o que reforça a integração das guardas da Grande BH sob o mesmo padrão de exigência técnica.
A lei não existe dentro da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG)." O desabafo é da investigadora aposentada Jaqueline Rodrigues, de 50 anos, que relata ter se tornado alvo de retaliações institucionais após denunciar crimes de assédio sexual ocorridos há seis anos. Enquanto o acusado segue na ativa, Jaqueline foi afastada sob diagnósticos psiquiátricos que ela classifica como estratégia de silenciamento.
Condenação e Impunidade
O investigador Geraldo Modesto Brum foi condenado em duas instâncias a um ano e dois meses de reclusão, em regime aberto, por importunação sexual. No entanto, enquanto recorre ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ele permanece exercendo suas funções na instituição.
Em contrapartida, Jaqueline Rodrigues não faz mais parte do quadro ativo. Após denunciar os episódios ocorridos em 2020 — que incluíram manobras perigosas em viatura e agressões físicas de cunho sexual em delegacias —, ela afirma ter passado a sofrer perseguição interna. O desgaste culminou em uma aposentadoria por invalidez em 2025, sob o diagnóstico de “transtorno de personalidade delirante”.
"Me aposentaram como se tudo fosse um delírio, como se os crimes que denunciei — e que geraram condenação — não tivessem acontecido", afirma a ex-policial. Atualmente, ela responde a mais de 30 procedimentos administrativos e criminais, incluindo um processo para sua expulsão definitiva (PAD).
Laudos e Histórico de Abusos
Um laudo do Centro de Referência Municipal em Saúde do Trabalhador (Cerest), emitido em março de 2026, contradiz a tese de "delírio". O documento confirma que Jaqueline sofre de depressão, ansiedade e estresse pós-traumático diretamente relacionados ao ambiente de trabalho.
A investigação interna da Corregedoria revelou que o acusado era conhecido pelo apelido de "touch screen", devido ao hábito de tocar e abraçar colegas de forma indesejada. Relatos de outras servidoras indicam que ele já havia sido alvo de queixas semelhantes em Ribeirão das Neves, mas, na ocasião, teria sido apenas transferido para Belo Horizonte sem registros formais de punição.
O "Efeito Rafaela Drummond"
O caso de Jaqueline ecoa a tragédia de Rafaela Drummond, escrivã que tirou a própria vida em 2023 após denunciar assédios e sobrecarga. Embora a "Lei Rafaela Drummond" tenha sido sancionada para proteger servidores, o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sindipol) alerta para a subnotificação. Segundo a entidade, apenas 40% dos casos são formalizados devido ao medo de retaliação.
Posicionamento das Partes
Polícia Civil: Em nota, a instituição afirmou que a Corregedoria atua com autonomia e legalidade. Informou que a aposentadoria seguiu critérios médicos e que não comenta processos administrativos em andamento.
Defesa de Geraldo Brum: O advogado Thiago Sellera confirmou que seu cliente segue em exercício, destacando que não há decisão definitiva (trânsito em julgado). A defesa nega condenações relativas ao período em que o policial atuou em Ribeirão das Neves e acredita na reversão da sentença atual no STJ.
A Secretaria Municipal de Educação anunciou a abertura de inscrições para profissionais da rede interessados em atuar no Núcleo de Apoio Psicopedagógico Infantojuvenil Ludmilla Patrícia Martins (NAPPI). As vagas são destinadas a professores e pedagogos efetivos que desejam compor a equipe multidisciplinar de acompanhamento especializado durante o ano de 2026.
As atividades ocorrerão de forma temporária, entre 4 de maio e 22 de dezembro, com foco no atendimento aos estudantes das regionais Justinópolis e Veneza.
Requisitos para Participação
Para se candidatar às funções no núcleo, o servidor deve cumprir os seguintes critérios:
Ser professor ou pedagogo pertencente ao quadro efetivo da rede municipal;
Possuir especialização lato sensu em Psicopedagogia (Institucional ou Clínica).
Inscrições e Prazos
O processo seletivo será realizado exclusivamente de forma online. O prazo é curto: os interessados devem preencher o formulário eletrônico entre os dias 9 e 13 de abril de 2026.
Link para inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdKBVxP9rv53-jMDtUcf1HIeZ7w91PNbxflo9uVfzfPsL3oQQ/viewform
Sobre o NAPPI
O Núcleo desempenha um papel fundamental na rede municipal ao oferecer suporte especializado para crianças e adolescentes que enfrentam dificuldades no processo de aprendizagem. A iniciativa visa fortalecer o vínculo entre o desenvolvimento pedagógico e o bem-estar psicossocial dos alunos, garantindo uma educação mais inclusiva e atenta às necessidades individuais.
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) avançou nos trâmites internos para a realização de um novo concurso público destinado ao cargo de Soldado. De acordo com fontes ligadas à cúpula da corporação e ao Governo do Estado, a previsão é que o certame ofereça 2.500 vagas para recomposição do efetivo operacional em diversas regiões de Minas Gerais.
Estrutura e Remuneração
Atualmente, a remuneração para o cargo de Soldado de 2ª Classe (durante o período de formação) é de R$ 4.360,83. Além do soldo, os aprovados terão direito a benefícios como assistência médica, psicológica e odontológica, além de abono fardamento.
O concurso é aguardado com grande expectativa, dado o déficit de pessoal e a necessidade de reforço no policiamento preventivo. A fase atual é de planejamento e movimentação administrativa, o que precede a escolha da banca organizadora e a posterior publicação do edital.
Embora a expectativa de vagas já circule nos bastidores, o cronograma oficial, incluindo o período de inscrições e as datas das provas, só será confirmado mediante publicação no Diário Oficial do Estado (DOE).
Especialistas em segurança pública e preparação para concursos advertem que o candidato não deve aguardar a saída do documento oficial para iniciar os estudos. A preparação antecipada, tanto na parte teórica quanto no condicionamento físico (essencial para o TAF - Teste de Aptidão Física), é o diferencial para a aprovação em um dos concursos mais concorridos do estado.
A escritora e pesquisadora mineira Geysiane Andrade convida o público para o lançamento de seu primeiro livro de poesia, "Deságua", publicado pela editora Confraria do Vento. Fruto de uma profunda imersão nas raízes de sua terra natal, a obra celebra a memória e a identidade mineira em eventos que acontecerão no Sesc Palladium, em Belo Horizonte, e no CECON, em Piracema.
Sobre a Obra e a Pesquisa
"Deságua" nasceu de uma pesquisa de doutorado em Escrita Criativa, concluída em 2024 na PUCRS (Porto Alegre). A obra foi construída a partir de mais de 70 entrevistas com moradores e ex-moradores de Piracema, transformando depoimentos e vivências em paisagens poéticas que transitam entre o espaço físico e a subjetividade da memória.
O projeto multidisciplinar, que une literatura, ensaio e artes visuais, já deu origem à exposição itinerante “Deságua: paisagens poéticas de Piracema”, que circulou com sucesso por Porto Alegre e Minas Gerais. Agora, o projeto chega ao seu momento de maturação literária com o lançamento oficial do livro, consolidando o diálogo entre o território e a sensibilidade poética.
Os objetivos centrais do projeto são fortalecer a memória e a cultura de Piracema, preservar a oralidade e as tradições mineiras, e democratizar o acesso à literatura e à poesia na região e na capital.
Trajetória da Autora
Nascida em Piracema e radicada em Belo Horizonte, Geysiane Andrade é Doutora e Mestra em Letras (Escrita Criativa) e publicitária com 18 anos de experiência. Dedicada à pesquisa da memória e dos processos criativos, já organizou antologias e é autora do livro infantojuvenil "Bia e Leo em: se essa praça fosse minha". Seus poemas, contos e ensaios integram diversas revistas e antologias literárias.
O Cenário: Piracema, a "Cidade Amiga"
Localizada a cerca de 120 km de Belo Horizonte, Piracema possui aproximadamente 6.700 habitantes. Apesar de enfrentar desafios socioeconômicos e de infraestrutura cultural, a cidade revela uma riqueza ímpar em suas tradições de Congado, Folia de Reis, artesanato e gastronomia. O livro "Deságua" é, para a autora, um retorno a essa "casa", valorizando o povo acolhedor e a "boa prosa" que mantém viva a história local.
Cronograma de Lançamentos
📍 Em Piracema (MG)
Local: CECON – Centro de Convivência (Rua Otávio Pinto de Oliveira, s/n, Centro).
18 de abril (Sábado)
18h30: Bate-papo com a autora. Mediação: Prof.ª Eliziane Arão e Prof.ª Marília Chagas.
19 de abril (Domingo)
15h: Oficina de poesia “[DE] MORAR – um outro olhar sobre a cidade”.
17h: Sarau de poesia “É tempo de desaguar”.
📍 Em Belo Horizonte (MG)
Local: Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro).
26 de abril (Domingo)
15h: Lançamento do livro e bate-papo com a autora.
Mediação: Tailze Melo e Nayara Amorim.
Serviço:
Título: Deságua (Editora Confraria do Vento)
Gênero: Poesia
Autora: Geysiane Andrade
Estamos diante de um verdadeiro colapso mental.
Não sabemos onde estamos, e o mais grave ainda é não termos a mínima ideia de para onde
iremos.
Somos moldados por influências que vem de dentro, ou que vêm de fora.
Desde a década de 80 quando começaram as mudanças de comportamento das famílias, onde
os recém-casados passaram a decidir não ter filhos, ou ter no máximo dois para que a mulher
também pudesse ser provedora, que as gerações nascidas a partir desta época, foram
perdendo a essência do convívio familiar.
Daí em diante, aos três anos de idade, a criança já iria para uma creche, pois os pais não
tinham alternativas, pois ambos trabalhavam. E já nesta idade estas crianças já começaram a
receber influências “vindas de fora”.
Ao atingir os cinco anos, como forma de compensar ausências, e ao mesmo tempo por
competição com o entorno, estas crianças além da escola, eram levadas para Ballet, judô,
Inglês, futebol etc.
Perderam o protagonismo, e aprenderam a seguir determinações impostas pelas vontades dos
pais, e com isto não aprenderam a decidir seu próprio destino, e vivem a maioria, sobre tudo
do que lhes é imposto.
Talvez seja esta a explicação de conteúdos serem expostos na mídia, sem nenhuma
informação que possa elevar nossos conhecimentos, receberem milhões de seguidores.
A partir desta década, modelos de “existência?” passaram a ser incutidos nas mentes destes
jovens de cima para baixo, através das mídias e toda forma de comunicação, sobre tudo nas
escolas. E já acostumados a “seguir”, com pouca disposição ou sem o hábito de discernir,
foram acatando a imposição. Conquistar para a maioria destes, não tem significado.
Hoje, jovens com menos de 40 anos, em sua maioria não tem a destreza de se conectar com a
família, mesmo vivendo debaixo do mesmo teto.
São jovens muito críticos, exigentes, mas sem autonomia. Tendo como refúgio os psicólogos,
psiquiatras e os celulares.
Mas na minha humilde visão, não podemos culpa-los por isso. São vitimas do que lhes foi
imposto desde de sempre. Cresceram aprendendo o que lhes ensinaram, são frutos do que
foram preparados para ser.
Eu que sou pai de jovens enquadrados nestas gerações, me incluo na lista dos desavisados que
caíram na influência vinda de fora, e gastaram suas energias usando seus filhos para torna-los
iguais aos filhos dos outros, quando deveríamos gastar estas energias para torna-los únicos,
autônomos, capacitados, família, mas de acordo com suas aptidões e habilidades.
De modo que já não adianta mais a caça dos culpados. Resta-nos com este aprendizado,
revitalizar a essência chamada família, e através dos nossos netos, resgatar a importância da
influência vinda de dentro, e não as que vêm de fora,
Na verdade, não somos culpados. Somos vitimas do sistema!


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