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Saúde

A Prefeitura de Ribeirão das Neves, através da Secretaria Municipal de Saúde, está a intensificar as ações de imunização itinerante com o projeto Vacimóvel. O objetivo principal da iniciativa é percorrer pontos estratégicos e os bairros onde as Estratégias de Saúde da Família (ESFs) não dispõem de salas de vacinação fixas, garantindo o acesso facilitado de toda a população aos imunizantes.

A carrinha de vacinação móvel atende todas as faixas etárias de crianças a idosos, disponibilizando as doses previstas no Calendário Nacional de Imunização e em campanhas sazonais vigentes, como a proteção contra a Gripe (Influenza).

Dinâmica de atendimento
O serviço itinerante opera geralmente de segunda a sexta-feira, em horários específicos, posicionando-se próximo a centros comerciais, praças, corporações ou unidades básicas selecionadas pela coordenação de saúde do município. Esta estratégia visa, sobretudo, alcançar cidadãos que encontram dificuldades em deslocar-se às Unidades Básicas de Saúde (UBS) durante o horário de expediente comercial.

📅 Cronograma de Atendimento (Julho)
A unidade móvel de saúde estará disponível nos seguintes locais e datas:

Terça-feira (07/07): Bairro Vale das Acácias

Local: Rua Alameda dos Eucaliptos, nº 137.

Quarta-feira (08/07): Bairro San Marino

Local: Rua Três, nº 747.

Quinta-feira (09/07): Bairro Jardim Alvorada

Local: Rua Diamantina, nº 32.

Sexta-feira (10/07): Bairro Cruzeiro

Local: Rua Olavo Bilac, nº 60.

Serviço:
O que levar: Cartão de vacina, documento de identidade e CPF.
Realização: Secretaria de Saúde / Prefeitura de Ribeirão das Neves.

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Saúde

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) lançou o JudSaúde, uma plataforma digital que reúne informações oficiais sobre saúde pública, medicamentos, tratamentos, tecnologias em saúde e judicialização. O objetivo é ampliar o acesso a conteúdos confiáveis para cidadãos, profissionais da saúde, gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) e integrantes do sistema de Justiça.

O portal concentra, em um único ambiente virtual, notas técnicas, protocolos, normativas e orientações que auxiliam na tomada de decisões relacionadas à assistência em saúde e aos processos judiciais envolvendo o SUS.

A judicialização da saúde ocorre quando o cidadão recorre à Justiça para obter medicamentos, exames, procedimentos ou tratamentos que não fazem parte da lista padronizada do SUS ou que não estão disponíveis na rede pública. Embora seja um direito garantido, essas decisões também impactam o planejamento da assistência e a gestão dos recursos da saúde.

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, a plataforma fortalece a transparência e aprimora a integração entre a área da saúde e o sistema de Justiça.

"O portal amplia o acesso de gestores e profissionais às normas e aos fluxos assistenciais, especialmente os relacionados à judicialização. A plataforma integra informações sobre tecnologias em saúde, evidências científicas e políticas públicas, contribuindo para decisões mais qualificadas e processos mais eficientes", afirmou o secretário.

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Saúde

Plataforma estadual vai conectar sistemas, reduzir retrabalho e apoiar decisões mais rápidas e seguras na rede pública

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), está implementando a Rede Mineira de Dados em Saúde (RMDS), plataforma criada para integrar informações da saúde pública no estado e melhorar o acompanhamento dos usuários da rede pública.

A iniciativa enfrenta um desafio antigo, a dificuldade de comunicação entre sistemas diferentes. Hoje, Minas Gerais tem mais de 2.700 instalações de softwares de saúde nos 853 municípios. Muitas funcionam com linguagens e formatos distintos, o que dificulta o compartilhamento de informações entre os serviços.

Na prática, exames, consultas, procedimentos e atendimentos feitos em unidades diferentes nem sempre ficam disponíveis para todos os profissionais que acompanham o paciente. Com a RMDS, a expectativa é diminuir desperdícios e ampliar a capacidade de resposta da saúde pública.

Segundo o assessor-chefe de Tecnologia e Informação da SES-MG, Rafael Matos Paiva, a RMDS foi pensada para fazer esses sistemas “conversarem” entre si. “A Rede é um projeto inovador do Governo de Minas para enfrentar um dos maiores desafios da saúde pública hoje, que é a fragmentação dos dados”, afirma.

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Mutirão de exames especializados acontece no pátio da Prefeitura até o fim do mês; pacientes que aguardam atendimento devem ficar atentos às ligações de agendamento.

Com o objetivo de ampliar o acesso a exames de alta complexidade e reduzir o tempo de espera na rede pública, a Carreta da Saúde já está estacionada em Ribeirão das Neves. O mutirão de atendimentos especializados terá início nesta quinta-feira, 2 de julho, e se estenderá até o dia 30 de julho, funcionando diretamente no pátio da sede da Prefeitura.

O foco principal desta etapa do programa é a realização de tomografias computadorizadas, um exame essencial para diagnósticos precisos que costuma registrar alta demanda no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa busca descentralizar o atendimento e aproximar os serviços especializados dos moradores do município, evitando grandes deslocamentos para outras cidades da Região Metropolitana.

Como funcionará o agendamento

A Secretaria Municipal de Saúde informou que os atendimentos serão realizados exclusivamente de forma programada para evitar filas e aglomerações no local. O fluxo de marcação seguirá dois critérios:
Para quem já está na fila de espera: Os pacientes que já possuem pedido médico cadastrado no sistema de regulação municipal devem ficar atentos ao telefone. A equipe da Prefeitura entrará em contato direto para informar o dia e o horário do exame.
Para quem ainda não iniciou o processo: Os moradores que necessitam do exame, mas ainda não estão na fila oficial, devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. O atendimento inicial na UBS é o passo obrigatório para que o médico faça a avaliação e insira a solicitação no sistema.

O projeto chega a Ribeirão das Neves, após indicação da Deputada Estadual Andréia de Jesus (PT).

Serviço:

O que: Mutirão de Tomografias – Carreta da Saúde
Período: De 2 a 30 de julho de 2026
Local: Pátio da Prefeitura de Ribeirão das Neves
Como acessar: Via ligação da Prefeitura (para quem já está na fila) ou encaminhamento pela UBS do bairro.

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Saúde

A Prefeitura de Ribeirão das Neves inaugura, nesta sexta-feira (26), a nova unidade da Estratégia Saúde da Família (ESF) no bairro Viena, na região de Justinópolis. De acordo com a administração municipal, a estrutura foi projetada para atender cerca de 4 mil famílias referenciadas na localidade, atuando na atenção básica de saúde.
A unidade terá capacidade para realizar mais de 6 mil atendimentos mensais. A estrutura conta com consultórios para atendimento médico, consultório odontológico, sala de vacinação, farmácia comunitária e serviços gerais de atenção primária, voltados para consultas de rotina, prevenção e acompanhamento contínuo dos moradores.

A inauguração faz parte do cronograma de entregas da Secretaria Municipal de Saúde para descentralizar o atendimento na região. Nos últimos meses, o município também abriu as Unidades Básicas de Referência (UBRs) Campos Silveira, João Francisco Torres e Raimundo Firmo, além da Policlínica Digital e da Clínica da Mulher.
O evento oficial de entrega da nova ESF acontece a partir das 18h30.

Serviço

Evento: Inauguração da ESF Viena
Data: Sexta-feira, 26 de junho de 2026
Horário: 18h30
Local: Avenida João Luis Pinto, 746, Bairro Viena – Justinópolis, Ribeirão das Neves

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Saúde

O mês de junho é mundialmente marcado pela campanha de conscientização e combate à violência contra a pessoa idosa. No entanto, para além das campanhas institucionais, a realidade vivida por muitos cidadãos da terceira idade em Ribeirão das Neves evidencia um cenário de extrema vulnerabilidade e a urgência por políticas públicas que funcionem na prática. Recentemente, um caso no bairro Sevilha B comoveu a comunidade e acendeu o alerta para a necessidade de fiscalização e suporte efetivo por parte dos órgãos competentes.

Uma denúncia trazida por uma internauta e especialista em saúde do idoso expõe a situação de Cláudio, um homem de apenas 62 anos que, após receber alta hospitalar devido a um quadro de desidratação, desnutrição e epilepsia, foi deixado acamado e sem assistência familiar em sua residência.

Diante do abandono familiar, a sobrevivência e os cuidados básicos de Cláudio têm dependido exclusivamente da mobilização e do revezamento de vizinhos e amigos. São eles que se dividem para oferecer alimentação, banho e higiene pessoal. Contudo, os moradores relatam que a rede de apoio comunitário chegou ao limite, visto que a maioria trabalha em tempo integral e o idoso necessita de monitoramento contínuo e administração de medicamentos cujas receitas não foram localizadas.

"O que a gente quer é que o poder público chegue até ele para retirar ele daqui e levar para um lar onde possa ser cuidado", desabafou uma das vizinhas que lidera a corrente de cuidados.

A comunidade relata ter acionado os canais de denúncia, como o Disque 100 e o 181, além de buscar orientação junto à assistência social, evidenciando o sentimento de desamparo institucional que atinge não apenas este caso, mas diversas famílias em situação semelhante no município.

Especialistas cobram ações contínuas e estruturadas

O cenário caminha lado a lado com as preocupações levantadas por profissionais de gerontologia que atuam em Ribeirão das Neves. Segundo especialistas locais, quando existem ações voltadas para a terceira idade no município, elas costumam ser pontuais ou recreativas, falhando em estruturar uma rede de proteção contínua capaz de absorver demandas de alta complexidade, como o abrigamento de longa permanência, o suporte domiciliar de saúde e o acompanhamento célere de denúncias encaminhadas ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).

O envelhecimento da população nevense impõe novos desafios logísticos e orçamentários. O combate à violência contra o idoso não se restringe apenas à agressão física; ele engloba a negligência, a violência patrimonial, o abandono e a ausência de dignidade no acesso à saúde e ao bem-estar.

O que dizem as autoridades

Procurada para se posicionar sobre a situação relatada no bairro Sevilha B, a Prefeitura de Ribeirão das Neves informou, por meio de nota da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania, que não havia recebido uma notificação formal anterior sobre o caso específico. Contudo, a pasta garantiu que uma visita técnica será realizada de forma imediata para verificar as condições do idoso e avaliar as providências cabíveis no âmbito da assistência social.

O portal continuará acompanhando o desfecho deste caso e trazendo debates sobre a implementação de políticas públicas voltadas à proteção e à garantia dos direitos da pessoa idosa em nossa cidade.

Como denunciar:

Casos de violência, negligência ou abandono contra idosos podem e devem ser denunciados anonimamente pelo Disque 100 (Direitos Humanos), pelo 181 (Disque Denúncia) ou diretamente nos canais de atendimento do CREAS do município.

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A família de Brenda Larissa Maia, que faleceu após buscar atendimento na UPA de Justinópolis, contesta a versão da prefeitura sobre as condições da unidade de saúde. As declarações foram feitas pelo advogado da família, Rodrigo Braga, nesta quarta-feira (10 de junho), logo após a mãe e o irmão da vítima prestarem depoimento à Polícia Civil.

De acordo com a defesa, o principal objetivo dos familiares é esclarecer as circunstâncias do óbito e apurar possíveis falhas na assistência médica prestada no último sábado (6 de junho). "Queremos que seja apurado se houve negligência, omissão ou qualquer outra irregularidade. Se for comprovado crime, que os responsáveis sejam punidos", afirmou Braga.

Vídeos e estrutura precária
O advogado questionou os comunicados oficiais do município, que asseguravam o pleno funcionamento da UPA e um quadro completo de profissionais. Segundo ele, relatos dos parentes e vídeos gravados pela própria paciente antes de morrer revelam um cenário contraditório, com paredes danificadas, salas improvisadas e demora no atendimento. “A prefeitura informou que a unidade funcionava adequadamente. A realidade vista pela família foi outra. Se a estrutura estivesse correta, talvez o desfecho não fosse esse”, declarou.

Investigação e necropsia
A família também recusou a certidão de óbito inicial, que apontava embolia pulmonar, por ter sido emitida sem exames complementares detalhados. Por isso, foi solicitada a intervenção do Instituto Médico Legal (IML) para a realização de uma necropsia, procedimento essencial para determinar a real causa do falecimento.

A investigação da Polícia Civil deverá mapear todo o histórico do atendimento, desde o diagnóstico inicial até a conduta adotada pela equipe de plantão durante o período em que Brenda esteve internada.

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A Prefeitura de Ribeirão das Neves emitiu um posicionamento oficial para contestar as denúncias de falta de profissionais na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Justinópolis. O esclarecimento ocorre após a morte de Brenda Larissa Maia, de 32 anos, que faleceu na unidade de saúde após registrar vídeos em que apontava consultórios vazios e criticava a lentidão no atendimento.

O caso, que gerou forte repercussão, está sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais e gerou a abertura de uma sindicância interna por parte da administração municipal para apurar os fatos.

Versão da Paciente e Manifestação de Familiares
Na madrugada anterior ao óbito, Brenda Larissa, que possuía histórico de cardiopatia e fibromialgia, utilizou o próprio telefone celular para registrar as condições de atendimento na UPA. Nas imagens enviadas a familiares e publicadas em redes sociais, a paciente percorre os corredores da unidade e bate à porta de quatro consultórios que se encontravam sem profissionais no momento da gravação.

De acordo com relatos de testemunhas e familiares, pouco após realizar os registros em vídeo, a paciente sofreu uma piora súbita em seu quadro clínico, vindo a falecer na sequência. A família registrou um boletim de ocorrência e suspeita de negligência médica e omissão de socorro, alegando que a gravidade do estado de saúde da paciente não foi devidamente assistida a tempo.

Resposta Oficial do Município e Investigação
Em nota oficial enviada à imprensa, a Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão das Neves lamentou profundamente o falecimento da paciente, mas rechaçou a hipótese de desfalque na escala de funcionários. Segundo o Executivo municipal, a UPA opera com um quadro completo composto por dez médicos por plantão, assegurando que "não há defasagem de profissionais na unidade".

A administração municipal informou ainda que:

A paciente deu entrada na unidade, passou pela triagem técnica de risco e recebeu o primeiro atendimento médico;

O óbito decorreu de uma parada cardiorrespiratória e, de acordo com o relatório da equipe, foram realizados todos os protocolos técnicos de reanimação, sem sucesso;

Imagens do circuito interno de segurança, prontuários de atendimento e depoimentos do corpo clínico que estava de plantão estão sendo levantados para esclarecer a cronologia dos fatos.

A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais emitidos pelo Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa exata da morte e verificar se houve falha ou omissão na conduta dos profissionais envolvidos.

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Paciente teria ouvido inicialmente que estava apenas com dor muscular

A família da autônoma Brenda Maia, de 32 anos, que morreu após procurar atendimento nesse sábado (6/6) na UPA Justinópolis, em Ribeirão das Neves, questiona as circunstâncias da morte e cobra esclarecimentos sobre o atendimento prestado à paciente. A mulher chegou a gravar um vídeo denunciando a falta de médicos no local horas antes de falecer.

Segundo o irmão dela, em entrevista para o Portal O Tempo, o empresário Hudson Maia, de 39 anos, Brenda tinha histórico de problemas cardíacos e procurou a unidade após sentir dores no peito. Ele relata que a irmã foi atendida inicialmente após a triagem, realizou um eletrocardiograma e permaneceu em observação.

"A médica perguntou o que ela estava sentindo e ela relatou dores no lado esquerdo do peito. Minha irmã explicou que era cardiopata e também tinha fibromialgia. Segundo ela contou para nossa mãe, a médica teria dito que se tratava de uma dor muscular, mas ela insistia que não era isso e que estava sentindo fisgadas no peito", afirmou.

Ainda conforme Hudson, durante a noite o quadro de saúde da irmã teria piorado. Por volta das 22h45, ela precisou receber oxigênio. A família também recebeu mensagens enviadas por Brenda enquanto ela permanecia na unidade.

"Ela mandou mensagem para nossa mãe dizendo que não estava passando bem. Em uma das mensagens, agradeceu por tudo", contou.

Na madrugada deste domingo (7/6), a família foi chamada à unidade de saúde e recebeu a informação de que Brenda havia morrido. Inicialmente, segundo Hudson, um médico informou que a suspeita era de embolia pulmonar e apresentou a documentação para emissão do atestado de óbito.

No entanto, após tomar conhecimento do vídeo gravado pela irmã dentro da UPA denunciando a falta de médicos, Hudson decidiu solicitar que o corpo fosse encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para apuração da causa da morte.
"Eu já estava para assinar os documentos quando minha esposa me ligou falando sobre o vídeo. Então pedi que chamassem o IML para sabermos a real causa da morte", disse.

O irmão afirma ainda ter recebido relatos de pessoas que estavam na unidade sobre os momentos que antecederam a morte. Segundo ele, houve informações desencontradas sobre onde Brenda estava quando passou mal.

Abalada, a família aguarda o resultado dos exames periciais. Para Hudson, o sentimento é de tristeza e revolta.

"Estávamos planejando uma viagem juntos. É uma dor muito grande. Ela deixa uma filha de 5 anos, que é autista. Nós tentamos conversar com ela, mas ela ainda não entendeu o que aconteceu com a mãe", afirmou.

Em nota enviada à reportagem, a Prefeitura de Ribeirão das Neves informou, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que lamenta o ocorrido e determinou a apuração do caso. Porém, não informou a causa da morte da paciente.

"Foi determinada pela Secretaria a apuração rigorosa do caso, com o levantamento de todas as informações necessárias para o completo esclarecimento das circunstâncias da ocorrência. Após a apuração será dado encaminhamento nas medidas técnicas e jurídicas cabíveis", informou a administração municipal.

A reportagem procurou a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Até a publicação desta matéria, a instituição não havia retornado o contato.

 

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A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da morte de Brenda Larissa Maia, de 32 anos. O óbito ocorreu na madrugada do último domingo (7) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Acrízio Menezes, localizada no distrito de Justinópolis, em Ribeirão das Neves. Horas antes de falecer, a paciente gravou e publicou vídeos em suas redes sociais denunciando o desfalque de médicos plantonistas na unidade de saúde.
Brenda Larissa, que tratava problemas de saúde como cardiopatia e fibromialgia, deu entrada na UPA de Justinópolis na tarde de sábado (6), queixando-se de severas dores no peito e na região das costas. De acordo com relatos da mãe da vítima, um médico realizou uma avaliação inicial por volta das 19h, mas deixou o plantão em seguida.
Sem assistência médica subsequente e com dores persistentes, a paciente decidiu percorrer os corredores da unidade na madrugada de domingo. Às 1h38, Brenda fez uma transmissão mostrando ao menos quatro consultórios vazios.
"Não temos médico. Eu continuo sentindo dor. Vim lutar pelos direitos dos que estão aqui, que não sou só eu. A UPA está literalmente com todas as salas vazias, porque tem médico de descanso", protestou a paciente em suas redes, onde também marcou autoridades locais cobrando intervenções fiscais.Segundo familiares, uma funcionária da enfermagem justificou o atraso alegando que o médico responsável estava avaliando exames durante o seu horário de jantar. Pouco tempo depois de registrar a denúncia no celular, o quadro de Brenda se agravou drasticamente. Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória e, apesar das manobras de ressuscitação da equipe técnica, não resistiu.
Diante da suspeita de negligência médica e omissão de socorro, a família da paciente registrou um boletim de ocorrência. O corpo de Brenda foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) André Roquette, em Belo Horizonte, que realizará os exames periciais necessários para apontar a causa exata do óbito.
O caso provocou forte comoção entre os moradores de Justinópolis e gerou reações políticas. Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão das Neves lamentou o falecimento e anunciou a abertura de uma sindicância interna. Contudo, a prefeitura contestou a falta de assistência alegando que a UPA contava com o quadro clínico completo em atuação no momento do ocorrido, sustentando que Brenda permaneceu em observação e monitorada pela equipe de saúde.

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Cidade conta com frentes de atendimento pelo SUS para ajudar cidadãos a superarem a dependência do tabaco de forma saudável e assistida.

Dar o primeiro passo para abandonar o cigarro nem sempre é uma tarefa simples, mas os moradores de Ribeirão das Neves que buscam uma vida mais saudável contam com um aliado importante. O município oferece, de forma totalmente gratuita, o Programa de Controle do Tabagismo, uma iniciativa do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada para apoiar cidadãos que desejam interromper o hábito de fumar.

O tratamento é estruturado para atender as necessidades individuais de cada paciente, combinando acompanhamento profissional e suporte terapêutico.

Como funciona o suporte gratuito?

O programa municipal foca em uma abordagem integral da saúde do paciente. O atendimento inclui:

Avaliação Clínica: Diagnóstico inicial para entender o grau de dependência e as condições de saúde do participante.
Abordagem Cognitivo-Comportamental: Sessões de grupo ou individuais coordenadas por profissionais de saúde, focadas em estratégias para lidar com os gatilhos emocionais e a rotina sem o cigarro.
Acompanhamento Médico: Caso haja indicação clínica e necessidade para o alívio dos sintomas de abstinência, os pacientes podem receber suporte terapêutico medicamentoso disponível na rede pública.
Importante: O tabagismo é uma doença crônica e o acompanhamento profissional aumenta significativamente as chances de sucesso na cessação do hábito, garantindo que o processo ocorra de maneira segura.

Como ter acesso ao programa?

Para participar ou obter mais informações sobre as turmas e horários disponíveis, o cidadão deve:
Comparecer à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência.
Apresentar o Cartão do SUS e um documento de identidade.
Solicitar o encaminhamento ou a inscrição no grupo de controle do tabagismo local.
A iniciativa reforça a importância da atenção primária à saúde na prevenção de doenças crônicas associadas ao tabaco, promovendo mais qualidade de vida e bem-estar para a população nevense.

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