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Segurança

Em matéria publicada pelo jornal O Tempo, reportagem revela o descumprimento de lei federal no estado; no município nevense, atendimento especializado encerra às 18h30 e aos sábados e domingos.

Uma reportagem investigativa publicada pelo jornal O Tempo acendeu o alerta sobre a vulnerabilidade enfrentada por mulheres vítimas de violência em Minas Gerais. Apesar de uma lei federal aprovada em 2023 determinar o funcionamento ininterrupto, 24 horas por dia e sete dias por semana, de todas as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), Minas Gerais possui apenas uma unidade com atendimento 24h — localizada na capital, Belo Horizonte.

A realidade das outras 69 unidades do estado reflete o cenário de Ribeirão das Neves. No município, a Deam local — situada na Rua Luiza Augusta Guimarães, 150, no Bairro São Pedro — funciona apenas em horário administrativo, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 12h e das 14h às 18h30.

Acolhimento interrompido no momento de maior risco
Especialistas ouvidas pelo jornal O Tempo destacam que o encerramento do expediente no início da noite e o fechamento aos fins de semana deixam as vítimas sem a devida assistência justamente no período em que a maior parte dos crimes ocorre. Segundo análises jurídicas, o pico das agressões domésticas acontece durante as madrugadas e nos fins de semana, quando o agressor costuma estar em casa.

Quando a Deam de Ribeirão das Neves está de portas fechadas, as nevenses que sofrem violência doméstica ou tentativas de feminicídio precisam se deslocar para delegacias plantonistas comuns. Nesses locais, a falta de escuta qualificada e de equipes preparadas para lidar com o trauma pode resultar em revitimização, além de provocar longas horas de espera por atendimento.

A reportagem do jornal O Tempo aponta que o principal entrave para a expansão do horário das Deams é o déficit de pessoal na Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Uma comissão de aprovados no concurso de delegados cobra a nomeação de candidatos para suprir as vacâncias na corporação e garantir a abertura contínua das unidades locais.

Enquanto a estrutura física das delegacias especializadas não opera em regime integral no interior e na Região Metropolitana de Belo Horizonte, os indicadores de violência permanecem preocupantes. Em Minas Gerais, 80 feminicídios foram consumados até setembro deste ano. Especialistas cobram do governo estadual um plano de expansão exequível para garantir que a proteção às mulheres seja contínua em cidades como Ribeirão das Neves.

Onde buscar ajuda fora do horário de expediente

Caso a violência ocorra fora do horário de funcionamento da Deam nevense, o atendimento emergencial e o registro de ocorrências podem ser acionados por meio de:

Polícia Militar (Emergência): Ligue 190
Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180
Disque-Denúncia Unificado: Ligue 181
Delegacia Virtual de Minas Gerais: Para registro online de ameaças, lesões corporais, vias de fato e descumprimento de medidas protetivas.
DELEGACIA ESPECIALIZADA DE ATENDIMENTO A MULHER - RIBEIRAO DAS NEVES LUIZA AUGUSTA GUIMARAES, 150, SAO PEDRO, RIBEIRAO DAS NEVES, 33.805-550 CRISTIANE GASPARI
Segunda a sexta-feira 08:30 às 12:00 - 14:00 às 18:30 horas

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Paulo Henrique Vertejo Moraes, de 44 anos, foi encontrado enforcado em cela. Dois detentos confessaram a autoria do crime aos policiais penais, mas não revelaram a motivação.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o assassinato do detento Paulo Henrique Vertejo Moraes, de 44 anos, ocorrido no último sábado (3) na Penitenciária José Maria Alckmin, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Inicialmente, a vítima foi encontrada enforcada dentro de uma das celas do complexo prisional, o que levantou a suspeita inicial de autoextermínio. No entanto, durante as primeiras apurações dos policiais penais de plantão, a hipótese de suicídio foi descartada após dois outros presidiários, de 34 e 22 anos, assumirem a autoria do homicídio.

Até o momento, os suspeitos não prestaram esclarecimentos sobre a motivação da execução nem sobre como o crime foi arquitetado.

O local passou por perícia técnica da Polícia Civil e o corpo do presidiário foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte para exames necroscópicos. A Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e as autoridades policiais acompanham os procedimentos administrativos e criminais para a apuração dos fatos.

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Vítima foi localizada em Ribeirão das Neves após desaparecer de casa, em Venda Nova; família pede a prisão dos suspeitos e relata ameaças após o caso
Uma jovem, de 22 anos, diagnosticada com autismo e deficiência intelectual, foi encontrada em Ribeirão das Neves após desaparecer de casa, em Venda Nova.
Segundo a mãe, a filha teria sido atraída por um jovem, de 23 anos, por meio de um aplicativo de mensagens e, posteriormente, abusada.
A mãe percebeu o desaparecimento e acionou a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).
Com o auxílio de imagens de câmeras de segurança, os militares conseguiram acompanhar o deslocamento da jovem até Ribeirão das Neves, onde ela foi localizada.
O jovem apontado como suspeito e outras pessoas envolvidas no caso foram encaminhados à delegacia para prestar depoimento, mas acabaram liberados.
A família pede que os envolvidos sejam presos e relata preocupação com supostas ameaças feitas pelo suspeito após o episódio.

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Ribeirão das Neves registrou três mortes em intervenções da Polícia Militar entre janeiro e julho de 2026. O número coloca o município entre as cidades mineiras com registros desse tipo de ocorrência no período, segundo levantamento divulgado pelo Metrópoles nesta segunda-feira (21).

A reportagem do portal, assinada pela jornalista Larissa Ricci, utiliza dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Em todo o estado, foram contabilizadas 110 mortes em intervenções da Polícia Militar nos primeiros sete meses de 2026.

No levantamento, Ribeirão das Neves aparece ao lado de Poté, Montes Claros e Esmeraldas, que também registraram três mortes cada entre janeiro e julho deste ano. Belo Horizonte concentrou o maior número absoluto, com 17 ocorrências, seguida por Contagem, com 11.

Além dos números de 2026, o levantamento do Metrópoles mostra que Ribeirão das Neves esteve entre os municípios com maiores taxas de mortes em ações policiais em 2025.

Naquele ano, o município registrou uma taxa de 3,7 mortes por 100 mil habitantes, ficando atrás de Araguari, que apresentou cerca de 9,7, e de Esmeraldas, com 7,5, entre as cidades destacadas pela reportagem.

Em números absolutos, Belo Horizonte teve o maior registro em 2025, com 33 mortes, de um total de 205 ocorrências envolvendo intervenções da Polícia Militar em Minas Gerais.

De acordo com os dados apresentados pelo Metrópoles, Minas Gerais registrou 133 mortes em intervenções da Polícia Militar em 2023. O número subiu para 205 em 2025, representando crescimento de 54,1% em dois anos.

Para o pesquisador em Segurança Pública Jorge Tassi, ouvido pela reportagem, a dinâmica está relacionada, entre outros fatores, à atuação do crime organizado e à disputa por territórios. Segundo ele, municípios do entorno de Belo Horizonte podem acompanhar parte da dinâmica da capital devido à circulação de renda, cargas e atividades econômicas na região.

A reportagem também ouviu a Comissão de Direitos Humanos da OAB-MG, que apontou impactos desproporcionais sobre a população negra, jovem e periférica.

Em nota citada pelo Metrópoles, a Polícia Militar de Minas Gerais afirmou possuir uma das menores taxas do país de mortes decorrentes de intervenções de agentes do Estado, com base em dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A corporação também informou que ocorrências com resultado letal são acompanhadas por procedimentos de Polícia Judiciária Militar e pela Corregedoria, além de outros órgãos de fiscalização externa.

Os dados utilizados na reportagem são referentes às mortes registradas em intervenções de agentes de segurança. No caso da PMMG, a Sejusp considera ocorrências envolvendo policiais da ativa, estejam eles em serviço, de folga ou atuando em razão da função.

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O medo da violência faz parte da rotina de grande parte da população, mas afeta as mulheres de forma desproporcional. Segundo o estudo “Segurança das Mulheres: Percepção da Sociedade Brasileira sobre Violência”, oito em cada dez mulheres no país (78%) afirmam já ter sido vítimas de pelo menos um tipo de violência. O impacto dessa realidade reflete-se na busca por proteção: 98% das brasileiras adotam estratégias diárias para tentar reduzir os riscos.

Realizado pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, com o apoio da Uber, o levantamento mostra como a sensação constante de insegurança limita as escolhas femininas em áreas centrais da vida, como trabalho, estudo, lazer e mobilidade urbana. A apresentação dos dados ocorre nesta quarta-feira (16), durante o painel (In)segurança das Mulheres e Mobilidade, no 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A percepção de vulnerabilidade atinge quase a totalidade do público feminino. Entre as participantes, 94% declararam sentir insegurança no cotidiano, índice superior ao registrado entre os homens (84%). Quando o foco se volta para a circulação nas ruas e no transporte, o temor permanece elevado para ambos os sexos, atingindo 94% das mulheres e 90% dos homens.

Para a realização da pesquisa, foram ouvidas 1,5 mil pessoas com 16 anos ou mais em todas as regiões do Brasil. As entrevistas digitais foram conduzidas entre os dias 22 e 30 de abril de 2026, e o estudo possui margem de erro de 2,8 pontos percentuais.

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A agiotagem tem ganhado novos contornos na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Investigações realizadas ao longo de 2026 apontam para empréstimos com juros elevados, cobranças abusivas, ameaças e episódios de violência. O problema afeta diferentes cidades de de Belo Horizonte, entre elas Ribeirão das Neves, que integra a região metropolitana.
Em alguns casos, devedores relatam receber mensagens ameaçadoras, sofrer perseguições e até ter acesso a vídeos de pessoas sendo agredidas. O material seria utilizado para intimidar quem não consegue quitar os valores cobrados.
Um dos principais casos é investigado pela Polícia Civil por meio da Operação Capital Coativo, deflagrada em maio contra um grupo suspeito de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro. A investigação teve um dos focos em Contagem e aponta mais de 340 possíveis vítimas. Segundo a polícia, pequenos comerciantes e mulheres estavam entre os principais alvos.

Em Belo Horizonte, uma vítima pegou R$ 500 emprestados e chegou a pagar cerca de R$ 1,4 mil. Mesmo assim, continuava sendo cobrada por aproximadamente R$ 5 mil. De acordo com a investigação, os juros chegavam a 40% ao mês.
Uma mulher da Região Metropolitana, que não terá a identidade divulgada por medo de represálias, contou que assumiu uma dívida contraída por um familiar. Segundo ela, o parente havia pegado R$ 5 mil emprestados, mas o débito ultrapassou R$ 40 mil com a cobrança dos juros.
O caso mostra como os efeitos da agiotagem podem atingir também familiares dos devedores. A mulher afirma que passou a ser pressionada pelos cobradores e chegou a desembolsar cerca de R$ 2 mil por mês para tentar reduzir a dívida.
A violência também aparece nas investigações. Em Belo Horizonte, um homem é suspeito de agredir uma mulher durante uma cobrança de R$ 10 mil. As imagens da agressão teriam sido divulgadas nas redes sociais. O investigado também é apurado por possíveis crimes de extorsão, tortura e ameaça.
Com Ribeirão das Neves e outros municípios da Grande BH inseridos na mesma dinâmica metropolitana, as investigações chamam atenção para os riscos enfrentados por pessoas que recorrem a empréstimos informais em momentos de dificuldade financeira. O que começa como uma solução rápida pode resultar em dívidas muito maiores e, em casos extremos, em situações de violência.
Mensagens, áudios, vídeos, comprovantes de pagamento e outros registros podem ajudar nas investigações. Em situações de ameaça ou agressão, a orientação é procurar as autoridades e evitar o confronto direto com os cobradores.

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Jovem de 21 anos é morta a socos e chutes em Ribeirão das Neves; ex-companheiro é o principal suspeito


Ana Beatryz Gomes dos Santos deixa uma filha de um ano. Suspeito fugiu após o crime e segue procurado pela polícia.


Uma jovem de 21 anos foi morta após ser espancada na noite desta segunda-feira (7), no bairro Xangrilá, em Ribeirão das Neves. A perícia técnica apontou que Ana Beatryz Gomes dos Santos sofreu sucessivas lesões na cabeça, compatíveis com socos e chutes. O principal suspeito do feminicídio é o ex-companheiro da vítima, Marco Antônio do Nascimento de Souza, de 24 anos, que fugiu do local e é procurado pelas autoridades.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado por um primo do suspeito, mas a vítima já foi encontrada desacordada e teve o óbito constatado no local. Nenhum objeto utilizado na agressão foi encontrado no imóvel, que foi isolado para os trabalhos periciais. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) André Roquette.

Histórico de conflitos e ameaças

Ana Beatryz e Marco Antônio mantiveram um relacionamento por cerca de quatro anos e tinham uma filha de um ano. A família relata que os dois estavam separados há alguns meses e que o suspeito não aceitava o fim do término, gerando frequentes atritos relacionados também à guarda da criança.
Familiares da vítima cederam à reportagem um vídeo gravado há cerca de um mês, no bairro Tijuco, em Contagem. As imagens mostram o suspeito na porta da casa da jovem, durante a madrugada, com visíveis sinais de embriaguez. Segundo o pai de Ana Beatryz, o ex-companheiro permanecia no local tentando abordá-la de forma intimidatória.
Na noite do crime, testemunhas relataram ter ouvido discussões na residência por volta das 19h30. Um motorista informou ter levado a jovem ao endereço por volta das 20h20 e aguardado por 20 minutos sem notar anormalidades, até ser orientado pela família a deixar o local. Pouco depois, o primo do suspeito foi até a casa e encontrou a vítima caída no chão, momento em que percebeu a fuga de Marco Antônio e acionou a Polícia Militar (PM).

Investigação e proteção à criança

A Polícia Civil abriu inquérito para apurar o caso. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o suspeito ainda não deu entrada no sistema prisional e ninguém foi preso até o momento.
A Prefeitura de Ribeirão das Neves informou que o Conselho Tutelar enviará uma equipe ao endereço nesta terça-feira (8) para avaliar a situação da filha do casal e adotar as medidas necessárias para garantir a proteção e o bem-estar da bebê. O procedimento corre em sigilo.

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Homem de 63 anos chegou a ser atendido, mas não resistiu e morreu dentro da cela onde estava preso

Um homem de 63 anos morreu após passar mal dentro da cela onde estava preso, na manhã desta sexta-feira (4/9), no Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves.

Segundo a direção da unidade prisional, Geraldo Daniel dos Santos apresentou um mal-estar e foi socorrido por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) imediatamente. Apesar dos procedimentos, ele não resistiu.

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o homem tinha uma única passagem pelo sistema prisional. Ele estava preso desde 2024 e havia sido transferido para Ribeirão das Neves em 12 de setembro do ano passado.

A direção da unidade instaurou um procedimento interno para apurar administrativamente as circunstâncias da morte. A Polícia Civil ficará responsável pelas demais apurações e perícias relacionadas ao caso.

 

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Uma tragédia consternou a comunidade escolar de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Emanuelly Lana Martins Soares, de apenas 7 anos, faleceu após passar mal durante o horário da merenda escolar na Escola Municipal Bruna Diniz Patrocínio Alves, localizada no bairro Liberdade.

Embora o socorro médico e o Corpo de Bombeiros tenham sido acionados, o caso gerou fortes controvérsias entre os relatos da Prefeitura de Ribeirão das Neves e a versão apresentada por pessoas próximas à família da criança. Em solidariedade à perda, o município decretou luto oficial de três dias.

Versão oficial e atendimento emergencial


De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) e a Prefeitura de Ribeirão das Neves, a hipótese primária é de que a estudante teria se engasgado enquanto consumia a refeição. Durante a ligação de emergência, os bombeiros orientaram por telefone os funcionários da escola sobre como realizar as manobras de desobstrução das vias aéreas.

Simultaneamente, profissionais da unidade básica de saúde ao lado do colégio foram acionados para prestar apoio imediato antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Segundo a Prefeitura, a ambulância do SAMU chegou em cerca de 15 minutos e realizou manobras de reanimação cardiorrespiratória por mais de 40 minutos, mas a aluna não resistiu e o óbito foi constatado no local.

Em posicionamento técnico, o médico e representante da saúde do município, William Silva, ponderou que o diagnóstico exato da causa da morte depende de laudo pericial da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que já instaurou investigação sobre a ocorrência.

Divergências sobre o acompanhamento de apoio ao TEA

Emanuelly tinha diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 1 de suporte. O ponto de maior conflito no caso reside na presença e na necessidade de auxílio profissional durante o período de refeição:

O que diz a Prefeitura: A secretária municipal de Educação, Dolores Kicila, afirmou em coletiva que Emanuelly possuía acompanhamento para suporte pedagógico por ser uma criança "independente e autônoma" nas tarefas de vida cotidiana. Segundo a gestão, a aluna não exigia profissional exclusivo para a refeição e estava sob supervisão geral de equipe do refeitório. A secretária ressaltou ainda que a profissional de apoio pedagógico da aluna estava presente no colégio e foi quem correu até o posto de saúde vizinho para solicitar socorro.

O que diz a família: Em contrapartida, representações e amigos da família denunciam que a ausência de um acompanhamento direto no momento da alimentação foi determinante para a tragédia. A alegação da família é de que qualquer criança autista deveria contar com auxílio no refeitório para prevenção de engasgos ou imprevistos, atribuindo o ocorrido a uma falha de assistência por parte da gestão pública.

Despedida emocionante e providências administrativas


Sob forte comoção de familiares, amigos e membros da comunidade escolar, o velório de Emanuelly Lana Martins Soares foi realizado nesta quinta-feira (13), entre 9h e 11h, no Memorial Neves, em Ribeirão das Neves.

Em decorrência do trauma e em respeito ao luto coletivo, as atividades da Escola Municipal Bruna Diniz Patrocínio Alves foram suspensas. A Prefeitura informou que abriu uma sindicância administrativa para apurar internamente a conduta dos profissionais e os procedimentos adotados durante o socorro, enquanto aguarda o encerramento do laudo necroscópico da Polícia Civil para sanar as dúvidas sobre as causas exatas do óbito.

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Um levantamento inédito do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelou uma forte discrepância na remuneração das forças policiais de Minas Gerais. Enquanto a Polícia Civil mineira tem a menor média salarial do país, a Polícia Militar do estado figura entre as dez mais bem pagas do Brasil.
Os dados integram o relatório Raio-X das Forças de Segurança, divulgado nesta semana, elaborado com informações oficiais fornecidas pelos próprios governos estaduais.

Polícia Civil de MG na lanterna nacional

Segundo a pesquisa, a Polícia Civil de Minas Gerais registra a menor remuneração média bruta nacional: R$ 12.195,03. O valor fica R$ 3.317,49 abaixo da média nacional da categoria, que é de R$ 15.512,52.
No topo da lista, o estado do Amazonas lidera o ranking de melhores salários para policiais civis.

Comparativo do Salário Médio Bruto - Polícia Civil Região

Região / Estado \ Média Salarial
Média Nacional, "R$ 15.512,52"
Maior Salário (Amazonas),Líder do ranking
Menor Salário (Minas Gerais),"R$ 12.195,03"

Polícia Militar fica na 9ª posição

No quadro da Polícia Militar, o cenário mineiro é mais favorável. Minas Gerais ocupa a 9ª posição nacional, com uma remuneração média bruta de R$ 10.823,41 valor acima da média brasileira para a corporação, fixada em R$ 10.329,61.
O estado de Goiás lidera o ranking de remuneração para policiais militares. Na outra extremidade, o Piauí figura com a menor média salarial do país para a categoria.

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Um jovem de 22 anos foi morto a tiros dentro da própria casa na madrugada desta quinta-feira (6), no bairro Paraíso das Piabas, em Ribeirão das Neves.

De acordo com a Polícia Militar, os militares foram acionados por volta de 0h40 e encontraram a vítima caída em um dos quartos da residência, com várias perfurações provocadas por disparos de arma de fogo. Equipes realizaram manobras de reanimação, mas o jovem sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu no local.

A esposa da vítima, que havia saído para trabalhar, encontrou o marido ferido ao retornar para casa. O filho do casal, de 1 ano e 6 meses, estava dormindo em outro cômodo e não ficou ferido.

Segundo a PM, o jovem havia deixado o sistema prisional há menos de um mês e vinha recebendo ameaças de morte relacionadas a disputas pelo tráfico de drogas na região. Durante os levantamentos, os policiais receberam informações de que um homem apontado como responsável pelo gerenciamento do tráfico no bairro estaria procurando a vítima e mantinha uma rivalidade com ela.

A Polícia Civil realizou a perícia no imóvel, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). O caso será investigado para identificar a autoria e a motivação do crime. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

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Um sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), de folga, foi baleado na face e no armo esquerdo durante uma tentativa de assalto no bairro Fazenda Severina, em Ribeirão das Neves, na noite de segunda-feira (3). Uma operação policial realizada na madrugada desta terça-feira (4) resultou na prisão de um homem de 30 anos e na morte de um comparsa de 21 anos após confronto com os militares.

Segundo a Polícia Militar, o sargento conduzia seu veículo quando foi abordado por dois homens. O policial reagiu e entrou em luta corporal com a dupla, que conseguiu desarmá-lo e efetuar os disparos.

Mesmo ferido, o militar buscou ajuda de uma guarnição que patrulhava a área e foi socorrido para o Hospital Risoleta Tolentino Neves, na capital. A corporação informou que seu estado de saúde é estável e que ele não corre risco de morte.

Após o crime, equipes de inteligência e patrulhamento iniciaram buscas na região e prenderam o primeiro suspeito, de 30 anos.

Nas diligências seguintes, o segundo envolvido, de 21 anos, foi localizado. De acordo com o registro policial, o jovem desobedeceu às ordens de parada, resistiu à abordagem e trocou tiros com a equipe. Atingido no confronto, ele foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Justinópolis, mas não resistiu aos ferimentos.

Durante a intervenção, a polícia apreendeu uma pistola calibre .380 com numeração raspada. A arma funcional do sargento, roubada no momento da abordagem, ainda não foi recuperada.

O suspeito detido e a arma apreendida foram encaminhados à Polícia Civil de Minas Gerais, que conduzirá as investigações.

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