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Polícia

Júri popular da "Chacina de Ribeirão das Neves", que deixou três mortos no bairro Areias de Baixo, começa no dia 23 de novembro e deve durar cerca de dez dias.
Um dos episódios mais marcantes da história recente da segurança pública em Ribeirão das Neves entra em sua fase decisiva. A Justiça prepara uma estrutura especial para realizar, a partir do dia 23 de novembro, o julgamento popular dos acusados pela tragédia que ficou conhecida como a "Chacina de Ribeirão das Neves".
O crime, ocorrido em 23 de maio de 2024, marcou a comunidade do bairro Areias de Baixo durante a comemoração do aniversário de uma criança de 9 anos. Na ocasião, dois homens armados invadiram a festa e dispararam contra os presentes, deixando três mortos e seis feridos.
Entre as vítimas fatais estavam o pai do aniversariante, Felipe Júnior Moreira Lima, de 26 anos (alvo do ataque, segundo as investigações); o próprio filho, Heitor Felipe Moreira de Oliveira, de 9 anos, atleta das categorias de base do Atlético-MG e do América; e a prima da criança, Layza Manuelly de Oliveira, de 11 anos.

Por que o julgamento foi transferido de Ribeirão das Neves?

Inicialmente previsto para ser julgado no fórum de Ribeirão das Neves em abril deste ano, o processo passou por um procedimento jurídico chamado desaforamento.
A Justiça determinou a transferência da sessão para a comarca de Belo Horizonte com o objetivo de assegurar a imparcialidade do Conselho de Sentença e garantir a segurança de todos os envolvidos, diante da complexidade e do impacto do caso na Região Metropolitana.

Logística e Raio-X do Julgamento

A dimensão do caso exigiu que a Direção do Foro de Belo Horizonte readaptasse um plenário no Fórum Cível e Fazendário, na Avenida Raja Gabaglia, além de montar um esquema ostensivo de segurança, com reforço policial, controle rígido de acesso e possibilidade de depoimentos por videoconferência.

8 réus no banco dos acusados
9 vítimas no total (3 mortos e 6 feridos)
54 testemunhas intimadas para depor
25 advogados de defesa e 4 assistentes de acusação junto ao MPMG
120 cidadãos convocados para a seleção dos 7 jurados do Conselho de Sentença
10 dias de duração estimada para o julgamento

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sustenta a tese de que a motivação do ataque está ligada a disputas pelo tráfico de drogas na região. O processo corre em segredo de Justiça.

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Crime ocorreu em 2023 no bairro San Marino e teria sido motivado por boatos não comprovados contra a vítima.

O homem de 34 anos apontado como mandante do homicídio de um carroceiro foi condenado a 26 anos e seis meses de prisão nessa quinta-feira (24/9). O crime ocorreu em agosto de 2023, no bairro San Marino, em Ribeirão das Neves.

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o homicídio da vítima, de 56 anos, foi premeditado. Na ocasião, o executor disparou 17 vezes contra o homem, atingindo-o pelas costas e na cabeça. O crime chegou a ser gravado pelos executores.

Outros dois homens já haviam sido julgados e condenados em processos desmembrados: o atirador recebeu pena de 13 anos e seis meses de prisão, e o motorista que auxiliou na ação foi condenado a 18 anos de detenção. Segundo a promotora de Justiça Clarissa Gobbo, o motorista recebeu uma pena maior por ser reincidente e por ter filmado a execução para prestar contas ao mandante do crime.

Boatos motivaram a ação criminosa

As investigações do MPMG apontam que o crime foi motivado pela circulação de boatos de que o carroceiro estaria cometendo abusos contra uma adolescente de 16 anos. A acusação, no entanto, nunca foi comprovada. A suspeita sem provas causou a reação de membros do tráfico de drogas local.

O Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi praticado por motivo fútil e com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Na definição da pena do mandante, também foi considerado o seu histórico criminal, que inclui condenações anteriores por tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e outros homicídios.

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Uma grande ofensiva da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) colocou Ribeirão das Neves na rota das investigações sobre o avanço de facções criminosas interestaduais na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Operação RED CARD, deflagrada nesta quarta-feira (24), visa desarticular uma organização criminosa vinculada ao Comando Vermelho que atuava fortemente no município e em outras cidades polo da Grande BH.
Dos 49 mandados judiciais expedidos — sendo 16 de prisão e 33 de busca e apreensão —, Ribeirão das Neves figurou entre os alvos prioritários das equipes policiais. Ao todo, a ação resultou na prisão de 11 pessoas até o momento (oito homens e três mulheres), além do recolhimento de aparelhos celulares e documentos que podem ajudar a mapear a rede de apoio do grupo na cidade.


A presença da operação em solo nevense reflete o alcance de uma investigação iniciada em maio de 2025. Conforme apurado pela PCMG, o grupo utilizava municípios estratégicos da Região Metropolitana, como Ribeirão das Neves, Betim e Contagem, para dar suporte a um esquema complexo de tráfico interestadual de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de capitais.


A articulação em Neves e nas cidades vizinhas ocorria em alinhamento direto com lideranças regionais conectadas a um integrante da facção foragido no Rio de Janeiro, evidenciando como a logística do crime organizado tentava se consolidar no município.
A ação foi coordenada pelo Departamento Estadual de Operações Especiais (DEOESP) em conjunto com a Diretoria de Inteligência Policial (DIP/SIIP). Os mandados também foram cumpridos nas cidades de Betim, Contagem, Mário Campos, Bicas e em Praia Grande (SP). A Polícia Civil informou que as diligências continuam na tentativa de localizar os demais alvos que permanecem foragidos. O espaço segue aberto para a manifestação da defesa dos citados.

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Um incêndio atingiu, na madrugada desta quinta-feira (24/09), um imóvel utilizado como comitê de campanha por Renato Loffi (PSB), postulante a deputado estadual, no distrito de Justinópolis, em Ribeirão das Neves.


Segundo o boletim de ocorrência registrado junto à Polícia Militar, o fogo se alastrou por três cômodos: a cozinha, uma oficina de confecção de materiais publicitários e o escritório principal, área que concentrou os maiores estragos estruturais.
A origem do fogo ainda não foi oficialmente determinada. O documento policial registra que a equipe do candidato aventou a possibilidade de ato criminoso, embora a perícia técnica da Polícia Civil tenha sido acionada para apurar as causas exatas do incidente e esclarecer se o evento teve motivação intencional, falha elétrica ou outra origem acidental. A eventual transferência da investigação para a Polícia Federal dependerá das conclusões periciais sobre se o episódio guarda ou não relação com o pleito eleitoral.


Registros de câmeras de segurança da região capturaram a movimentação de um indivíduo nas imediações do imóvel por volta de 2h45, momento em que as chamas começaram a se alastrar. A imagem mostra a presença de uma pessoa próxima à janela do comitê antes do surgimento do fogo, mas a identificação e a conduta do suspeito dependem do trabalho dos peritos.
Questionada sobre o andamento dos fatos, a Polícia Civil informou que a ocorrência segue em aberto aguardando os relatórios finais do Corpo de Bombeiros. A Polícia Federal e as autoridades competentes continuam acompanhando o caso para determinar as responsabilidades e a natureza do ocorrido.

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Uma intervenção da Polícia Militar (PMMG) na manhã desta quarta-feira (23) resultou na morte de Gabriel Henrique Esteves Rocha, de 27 anos. A ação policial ocorreu no bairro Sevilha (2ª Seção), em Ribeirão das Neves.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela corporação, Gabriel, que era procurado pelas autoridades desde janeiro deste ano após não retornar do benefício de trabalho externo, teria resistido à abordagem e tentado fugir invadindo imóveis da região. Durante a tentativa de cerco em um dos lotes da localidade, houve disparos e o homem foi atingido. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. A busca e os tiros assustaram moradores da região que filmaram a ação.


Gabriel cumpria pena de 15 anos de prisão decorrente de condenações por homicídio, referente a um fato ocorrido em 2017, e por tráfico de drogas. Investigadores e fontes policiais apontavam ainda a suspeita de sua ligação com a gestão do tráfico de entorpecentes na região da Vila Ferrara, no Barreiro, em Belo Horizonte.

No registro policial, também consta a menção à apreensão de Gabriel em 2015, quando ele tinha 16 anos, no âmbito das investigações de um crime ocorrido no Parque Estadual da Serra do Rola-Moça. Sobre este caso em específico, a família de Gabriel entrou em contato com os veículos de imprensa para esclarecer que ele foi inocentado das acusações relativas àquele episódio.

Em 9 de setembro, duas semanas antes da ocorrência em Ribeirão das Neves, uma operação integrada entre a Polícia Federal e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) tentou efetuar a recaptura de Gabriel. Na ocasião, as equipes policiais recuaram a abordagem para conter riscos operacionais após constatarem a presença de uma criança, filho do investigado, no local da intervenção.

A ocorrência no bairro Sevilha 2ª Seção foi encaminhada para os procedimentos legais padrão de apuração de intervenção com resultado morte junto às autoridades competentes.

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Familiares e amigos de Ana Beatryz Gomes dos Santos, de 21 anos, realizaram uma manifestação em Ribeirão das Neves, em protesto contra a morte da jovem e em cobrança por justiça. O caso aconteceu no bairro Xangri-Lá, no início de setembro, e é investigado como feminicídio.

Ana Beatryz foi encontrada morta na residência do ex-companheiro, Marco Antônio do Nascimento de Souza, de 24 anos, após ter ido ao local para buscar a filha do casal, de um ano. Segundo informações divulgadas à época, a perícia identificou ferimentos na cabeça compatíveis com agressões provocadas por socos e chutes.

Durante o protesto, os participantes levaram cartazes e balões brancos, além de pedir justiça pela morte da jovem. A manifestação ocorreu diante da residência de familiares do suspeito e reuniu pessoas próximas à vítima.

O suspeito chegou a ser procurado pela polícia e, posteriormente, se entregou às autoridades. Ele foi preso e permanece sob investigação pelo crime.

A morte de Ana Beatryz também gerou mobilização em torno da filha do casal. Após a morte da mãe, a criança ficou inicialmente sob os cuidados da família paterna. Em 12 de setembro, uma decisão judicial determinou que a menina fosse entregue aos familiares maternos.

O caso segue em investigação pela Polícia Civil de Minas Gerais.

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Segundo boletim de ocorrência, os militares chegaram a mandar que ele soltasse o armamento pesado, o que não foi obedecido

Um homem, de 42 anos, morreu após ser baleado por militares durante uma ocorrência em Ribeirão das Neves, nesta segunda-feira (21).

De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito estava armado com um fuzil 556. Na ocasião, a corporação havia recebido a informação de que tiros tinham sido disparados em uma rua no bairro Landi 2ª seção.

Ainda segundo os militares, eles chegaram a mandar que o homem soltasse o armamento pesado, o que não foi obedecido. Na sequência, os policiais, atiraram três vezes, sendo que dois tiros acertaram o suspeito.

O homem foi socorrido para a UPA Justinópolis, mas acabou não resistindo aos ferimentos. O corpo do suspeito foi encaminhado para o Instituto Médico Legal de Belo Horizonte.

A Polícia Militar informou que o homem tinha várias passagens, incluindo por ameaça, sequestro, cárcere privado, disparo de arma de fogo, violência contra mulher e agressão.

A perícia da polícia civil foi acionada para o local, e a corregedoria da polícia militar acompanhou o desdobramento da ocorrência.

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A Justiça de Belo Horizonte negou o pedido da defesa de Paola Stefany, acusada de matar um casal de idosos em um apartamento no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital, para substituir a prisão preventiva por prisão domiciliar por razões humanitárias. A decisão foi proferida na sexta-feira (18) pelo juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte.

Paola responde pelo crime de latrocínio, roubo seguido de morte e está presa preventivamente desde 2 de julho. Segundo as informações do processo, ela foi localizada em um hotel enquanto tentava deixar Minas Gerais com o filho em direção ao Espírito Santo.

No pedido, os advogados afirmaram que a acusada possui ludopatia e transtorno afetivo bipolar em episódio maníaco com sintomas psicóticos. A defesa também alegou que ela apresentaria risco elevado de suicídio e que a unidade prisional não seria adequada para o tratamento necessário.

Os diagnósticos foram apresentados por meio de um parecer psiquiátrico-forense e de uma avaliação psicológica particulares. A defesa também relatou que Paola teria sido agredida fisicamente por outras detentas dentro da cela.

Ao analisar o pedido, o magistrado afirmou que a concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias exige comprovação inequívoca de que a pessoa presa esteja “extremamente debilitada por motivo de doença grave”. Segundo ele, também é necessário demonstrar que o sistema prisional não dispõe de condições para oferecer o tratamento adequado.

Na decisão, o juiz destacou ainda a existência de uma avaliação realizada no âmbito do Incidente de Insanidade Mental, conduzida por peritos do Instituto Médico-Legal (IML).

De acordo com o laudo citado pelo magistrado, Paola apresentava, na época do crime, capacidade para compreender o caráter de seus atos. Os peritos também teriam apontado que determinados comportamentos apresentados pela acusada durante o exame foram considerados “teatralizados” e afastaram a hipótese de sintomas psicóticos genuínos.

O juiz considerou que os documentos apresentados pela defesa, produzidos por profissionais particulares contratados pela acusada, não eram suficientes para justificar a substituição da prisão preventiva pela modalidade domiciliar.

Com a decisão, Paola Stefany permanece presa preventivamente enquanto responde ao processo pelo crime de latrocínio.

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O laudo de sanidade mental de Paola Stefany Neto Cirino concluiu que a diarista não sofreu delírios, alucinações ou alterações graves de humor quando matou um casal de idosos em Belo Horizonte. A perícia, finalizada nesta quinta-feira (17), teve seus documentos obtidos pela Rádio Itatiaia, embora o processo corra sob sigilo judicial.

O crime ocorreu em 29 de junho de 2024, no apartamento das vítimas, no bairro São Pedro, Região Centro-Sul da capital. Paola confessou a autoria do latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76.

A ré passou pelos exames na última segunda-feira (14), após o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) acolher o pedido de instauração do incidente de insanidade mental. Durante a entrevista, Paola alegou ter ouvido vozes e visto vultos que a teriam induzido a cometer o duplo homicídio e a fugir em seguida.

Conclusão da perícia médica

Os peritos afirmaram que, à época dos fatos, Paola tinha plena capacidade de compreender o caráter criminoso de suas ações. O laudo registrou apenas que ela apresentava quadro de uso nocivo de medicamentos, transtorno do jogo patológico e acentuação de traços de personalidade.

"Não foram identificados elementos clínicos que preencham critérios diagnósticos operacionais para transtornos psicóticos (esquizofrenia, transtorno delirante ou transtorno esquizoafetivo) ou mesmo transtorno do humor com sintomas psicóticos", apontaram os médicos.

A equipe responsável pela avaliação destacou ainda que a ré se comportou "de forma teatralizada e inconsistente no relato de sua patologia". Segundo os especialistas, durante as duas horas de entrevista, o estado mental da ré demonstrou "completa organização psíquica, com coerência lógica das ideias e ausência de qualquer alteração sensoperceptiva verdadeira".

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A diarista Paola Stefany Neto Cirino, acusada de matar um casal de idosos em Belo Horizonte, passa nesta segunda-feira (14) por uma perícia psiquiátrica para avaliar sua condição mental na época do crime. Entre os elementos considerados pela Justiça está o histórico de atendimento da acusada no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Ribeirão das Neves.


O exame faz parte do incidente de insanidade mental instaurado pela Justiça de Minas Gerais. A avaliação busca determinar se Paola tinha capacidade de compreender o caráter ilícito dos atos e de se autodeterminar no momento do crime. A perícia foi determinada após o juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte, apontar a existência de dúvida sobre a saúde mental da acusada.
Segundo a decisão, familiares relataram um histórico de instabilidade emocional e a mulher já havia recebido atendimento psiquiátrico de urgência no Hospital André Luiz e no CAPS de Ribeirão das Neves. Documentos anexados ao processo também apontam que ela fazia uso contínuo de medicamentos controlados, como clonazepam e quetiapina.

A defesa havia solicitado a realização do exame. O pedido foi acolhido pela Justiça em agosto. Com a instauração do incidente, o processo principal fica suspenso até a conclusão da avaliação, sem impedir a realização de diligências que possam ser prejudicadas pela espera.

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Vítima, de 21 anos, foi assassinada na última segunda-feira (7) no bairro Xangrilá, em Ribeirão das Neves; suspeito, de 24 anos, foi preso na sexta-feira (11)

Foi concedida à família materna, neste sábado (12/9), a guarda provisória da filha de 1 ano de Ana Beatriz Gomes dos Santos, espancada até a morte pelo ex-companheiro em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Desde o crime, ocorrido na última segunda-feira (7), a criança estava com a família do suspeito de feminicídio, de 24 anos, que foi preso na tarde da última sexta-feira (11).
A informação foi confirmada a O TEMPO pelo advogado da família, Fabiano Lopes. Imagens obtidas pela reportagem mostram o momento em que a criança é recebida pelos parentes de Ana, chegando acompanhada de um oficial de Justiça.
Fabiano Lopes, advogado contratado pela família da vítima, conta que uma ação de busca e apreensão e guarda provisória da criança foi ajuizada na sexta-feira pela manhã. "Despachamos com o juiz da Família de Contagem e conseguimos que fosse realizada a busca e apreensão e, graças a Deus, a criança está com a família da Ana Beatriz, a guarda provisória vai ficar com eles", comemorou.
O advogado afirmou ainda que, agora, a família seguirá persistindo na Justiça para que a guarda fique de forma definitiva com os parentes da vítima de feminicídio. "Eles já perderam a filha, mais do que justo que a criança, que é uma extensão da filha deles, fique com a família. Agora, vamos vamos continuar a auxiliar a Polícia Civil e a família para que o Marco Antônio vá ao júri e que ele tenha uma pena condizente com o tamanho da violência que ele cometeu", concluiu Lopes.
Até dois dias após o feminicídio, os parentes da vítima ainda não sabiam o paradeiro da criança. A guarda da filha seria um dos motivos para a briga que terminou com o suspeito espancando a mulher.


Procurado, o advogado do homem, Bruno Correa Lemos, informou por nota que, assim que a família do suspeito tomou conhecimento da medida liminar, proferida pela Vara das Famílias, a entrega da criança foi providenciada "de imediato", "sem qualquer tipo de resistência".
Ainda segundo o advogado, na próxima semana, a defesa providenciará a "devida habilitação nos autos", passando a acompanhar formalmente o feito e a adotar as medidas cabíveis.
"Importante destacar que a família do autor participará ativamente do processo de guarda, sempre pautando sua atuação pelo melhor interesse da criança e pela preservação de seu bem-estar, ao mesmo tempo em que serão asseguradas todas as garantias legais inerentes aos núcleos familiares e, sobretudo, à própria criança", concluiu Lemos.

Relembre o crime

De acordo com o registro da ocorrência, o primo do suspeito, que reside na casa ao lado, contou que estava preparando o jantar para os avós quando ouviu uma discussão entre o casal. O familiar contou que as brigas eram frequentes, devido à dificuldade de ambos em seguir com a vida após o fim do relacionamento e, também, diante da disputa pela guarda da filha do casal, de apenas um ano. Por isso, ao ouvir a discussão, ele não teria ido até a casa do primo.
Entretanto, alguns minutos depois, ao perceber que a briga teria acabado e um silêncio tomou conta do local, ele foi até a residência e encontrou a vítima caída. O suspeito já havia fugido do local. O homem, então, acionou o Samu e a Polícia Militar (PMMG).
Os médicos do Samu confirmaram o óbito da vítima, que apresentava sinais de espancamento. A perícia da Polícia Civil (PCMG) foi acionada e identificou que a causa da morte teria sido uma série de lesões na cabeça, compatíveis com socos e chutes. Não foram encontrados no local objetos que poderiam ter sido usados no crime.

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