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Medida sancionada pelo Decreto nº 170/2026 prevê "Tarifa Zero" em todos os ônibus municipais ao longo deste domingo (4 de outubro) para facilitar o acesso dos eleitores aos locais de votação.

Os moradores de Ribeirão das Neves contarão com passe livre no transporte público municipal no próximo domingo, 4 de outubro, data em que será realizado o primeiro turno das Eleições 2026. A concessão da "Tarifa Zero" foi oficializada pelo Decreto Municipal nº 170/2026.

A gratuidade vale das 00h às 23h59 em toda a rede de transporte coletivo municipal. Além de isentar a tarifa para todos os passageiros, o município determinou que as empresas concessionárias operem com a tabela horária praticada nos dias úteis, garantindo maior frequência de viagens para atender ao fluxo de eleitores ao longo do dia.

Cumprimento a diretrizes do STF e TSE


A implementação do passe livre atende a recomendações do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) e segue diretrizes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As decisões judiciais estabelecem o dever do Poder Público de garantir mobilidade urbana nos dias de pleito para assegurar o exercício do direito ao voto e combater o abstencionismo.

Compensação às concessionárias


As despesas decorrentes da gratuidade serão custeadas pelo Tesouro Municipal por meio de subsídio. A Prefeitura ressarcirá as concessionárias com o valor fixado em R$ 12,50 por quilômetro rodado. Para receber a compensação, as empresas deverão apresentar a medição oficial do Quadro Operacional de Controle (QCO) e os registros do Sistema de Gestão Eletrônica referentes ao dia da votação.

A Secretaria Municipal de Segurança, Trânsito e Transportes será a responsável por supervisionar a operação dos ônibus e expedir normas complementares, se necessário.

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O calorão sufocante dos últimos dias finalmente tem data para acabar em Belo Horizonte e nas cidades vizinhas. Com a chegada de uma frente fria vinda do Sul, impulsionada por um ciclone extratropical, o tempo vai virar bruscamente na Região Metropolitana, trazendo uma queda de até 12°C nas temperaturas em apenas três dias.
A mudança encerra uma sequência de marcas históricas, após os termômetros da capital baterem 36,6°C na última terça-feira (29) e chegarem perto dos 37°C na quarta (30).
A virada ocorre com o avanço de uma massa de ar instável que já começa a formar um verdadeiro corredor de umidade sobre Minas Gerais. Na prática, isso significa mais nuvens, chuva e o tão esperado alívio para a seca e a baixa umidade que vinham castigando a população.

Quando o alívio chega?

O refresco mais pesado começa a ser sentido entre a próxima sexta-feira (2/10) e o sábado (3/10). Nesses dias, a expectativa é de céu bastante encoberto e chuva contínua ao longo do dia, impedindo que a máxima passe dos 25°C em BH e municípios vizinhos.
No domingo (4/10), o sol até pode dar as caras em curtos períodos, mas o tempo continua abafado e instável, com risco de novas pancadas a qualquer momento.
A boa notícia para quem não aguenta mais o abafamento: segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o calorão extremo dá uma trégua prolongada. Pelo menos nos próximos 15 dias, as temperaturas não devem subir de forma exagerada, mantendo-se abaixo dos 30°C até o início da próxima semana.

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Fogo atinge Confins durante alerta vermelho de calor extremo no estado; ação humana e clima seco impulsionam avanço dos focos de incêndio.


Um incêndio de grandes proporções atingiu uma área de vegetação no município de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, neste domingo (27). As chamas se concentraram próximas à Fazenda Fidalgo, na altura do km 9 da rodovia LMG-800, nas imediações do Aeroporto Internacional de Confins. Equipes do Corpo de Bombeiros atuam no combate ao fogo no local. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre as causas do incidente nem sobre o total da extensão queimada.
O caso ocorre simultaneamente ao alerta vermelho emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para 190 cidades mineiras. O aviso de risco máximo indica ondas de calor com temperaturas até 5 °C acima da média por um período superior a cinco dias consecutivos. Na capital, a Defesa Civil de Belo Horizonte decretou alerta de onda de calor forte, marcando o primeiro evento do tipo nesta primavera.

Clima seco e ação humana

Embora as altas temperaturas e os baixos índices de umidade contribuam para a rápida propagação das chamas, especialistas destacam que o fator meteorológico não é o único responsável. Entre junho e julho deste ano, as ocorrências de queimadas atendidas pelo Corpo de Bombeiros em Minas Gerais registraram um salto de 48%, passando de 1.577 para 2.334 chamados.
No mesmo período, mais de 60% dos municípios mineiros (543 cidades) registraram umidade relativa do ar entre 20% e 30% no período da tarde — níveis severamente abaixo dos 60% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Segundo a meteorologista Anete Fernandes, práticas como a queimada para limpeza de terrenos continuam sendo o principal gatilho para os focos de incêndio, demonstrando a forte influência da intervenção humana no cenário.

Recorrência de queimadas na Grande BH

O episódio em Confins reforça uma sequência de ocorrências registradas ao longo do ano na Região Metropolitana. Em 31 de julho, um incêndio de grande alcance na Serra do Curral mobilizou 21 militares e exigiu cerca de seis horas de trabalho para ser controlado. Apenas naquele dia, a corporação atendeu a 40 chamados de incêndio em vegetação em todo o território mineiro.
Para conter o avanço dos focos no estado, o governo de Minas Gerais anunciou em junho um plano de investimentos da ordem de R$ 440 milhões, com ações de combate a incêndios florestais previstas até 2031.

Desafios no combate aos focos

Apesar do anúncio do aporte financeiro, os dados operacionais do mês seguinte mostraram avanço no total de ocorrências. Resta avaliar a velocidade de aplicação dos recursos nas frentes de trabalho locais e a efetividade das medidas de prevenção para a contenção dos focos até o encerramento do período de maior estiagem, previsto para o mês de outubro.

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Usuários do transporte público metropolitano voltam a denunciar o sucateamento da frota, apontando falta de ar-condicionado e falhas mecânicas graves nos veículos que atendem o município.

A rotina de quem depende do transporte coletivo metropolitano em Ribeirão das Neves ganhou novos capítulos de indignação e revolta nesta semana. Passageiros que utilizam a linha 524R voltaram a registrar quebras do mesmo veículo em um intervalo de apenas 24 horas, acendendo o alerta para as condições precárias e os riscos à segurança de quem circula pela Região Metropolitana de Belo Horizonte.
As queixas ganharam força nas redes sociais após usuários publicarem relatos e vídeos mostrando o veículo parado no itinerário, impedido de seguir viagem. "O mesmo ônibus de ontem, sem ar e sem freio, estragou novamente", desabafou um dos passageiros em publicação que gerou forte repercussão entre os moradores do município.
A repetição do problema escancara uma realidade enfrentada diariamente pela população nevesense: atrasos frequentes, veículos superlotados e falta de manutenção básica. Segundo os relatos, além do desconforto causado pela ausência de sistema de ventilação ou ar-condicionado, a menção a problemas no sistema de freios gera preocupação redobrada quanto à integridade física dos passageiros e trabalhadores do sistema.
A quebra em dias consecutivos obriga os usuários a desembarcar na via pública e aguardar sem previsão a chegada de um veículo reserva ou de uma nova opção de transporte, resultando em atrasos recorrentes no deslocamento para o trabalho, escola e compromissos de saúde.

A indignação com o serviço prestado no transporte metropolitano motivou uma enxurrada de comentários e cobranças direcionadas às autoridades responsáveis e à concessionária que opera a linha. Moradores exigem fiscalização rigorosa, vistorias técnicas na frota em circulação e a substituição imediata dos veículos que apresentam falhas operacionais repetidas.

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Os condutores que trafegam pela rodovia LMG-806, no sentido Ribeirão das Neves, devem dobrar a atenção ao passarem pela altura do número 612, no trecho situado ao lado dos prédios e pouco antes da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Justinópolis.
A fiscalização eletrônica no local, que anteriormente operava com o limite máximo permitido de 50 km/h, teve a velocidade reduzida para 40 km/h, de acordo com denúncia feita por moradores.

A alteração pegou diversos motoristas e moradores da região de surpresa. Segundo relatos de quem passa diariamente pelo trecho, a mudança recente ainda é desconhecida por grande parte dos condutores, o que tem gerado receio de autuações e multas por falta de um aviso prévio mais amplo.

A medida visa reforçar a segurança viária na rodovia, especialmente por se tratar de um trecho com fluxo intenso e próximo a equipamentos de saúde e áreas residenciais. No entanto, permanece a dúvida entre os usuários da via se o radar já está aplicando penalidades ou se haverá um período educativo de adaptação para a adequação dos motoristas.
Fica o alerta para que os condutores reduzam a velocidade ao se aproximarem do trecho e compartilhem a informação.

A Prefeitura de Ribeirão das Neves, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes, informa que o equipamento de controle eletrônico de velocidade passará por uma readequação do limite de velocidade, que será reduzido de 50 km/h para 40 km/h.

O equipamento encontra-se em fase de instalação e testes, sem aplicação de multas. A administração municipal esclarece que a data para o início da fiscalização e operação do equipamento será informada previamente à população. Faixas informativas serão instaladas ao longo da própria avenida, comunicando aos motoristas sobre a mudança e o início efetivo da fiscalização. (Matéria atualizada às 17h28 no dia 30/09).

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Intervenção busca solucionar problemas históricos de alagamento e garantir o acesso permanente entre o bairro e o centro do município.

A Prefeitura de Ribeirão das Neves deu início às obras de construção de uma nova ponte sobre o Córrego do Serrote, localizada no bairro Paraíso das Piabas. Com a assinatura da ordem de serviço, o projeto começa a sair do papel para resolver um gargalo antigo de mobilidade urbana na região, que sofre com frequentes alagamentos nos períodos chuvosos.
A estrutura está sendo implantada em um trecho estratégico, utilizado rotineiramente por moradores e motoristas no deslocamento entre o Paraíso das Piabas e o Centro da cidade. Durante os momentos de tempestade, as enchentes na travessia chegam a interromper totalmente o tráfego de veículos e a circulação de pedestres.

O secretário municipal de Planejamento e Urbanismo, Marcílio Rodrigues de Sousa, destacou durante o ato de início da ordem de serviço que a obra foi planejada justamente para acabar com o isolamento do bairro nos períodos críticos. Segundo ele, os alagamentos recorrentes comprometem a ligação vital entre o Paraíso das Piabas e a região central, e a nova ponte garantirá uma passagem segura e adequada.

Transtornos históricos e expectativa da comunidade

Moradores e produtores rurais da região convivem há anos com os prejuízos causados pela estrutura atual. O produtor rural Eduardo Guimarães Menezes relata que a passagem existente é extremamente estreita e facilita a retenção de galhos e entulhos trazidos pela chuva, o que dificulta o escoamento da água e agrava as enchentes.
Para Menezes, a ampliação do espaço e a nova estrutura viária trarão alívio para quem depende do trajeto diariamente, reduzindo os transtornos e permitindo o transporte contínuo da produção local e o deslocamento da comunidade, mesmo nos dias de tempestade.
A nova ponte integra o pacote de intervenções de infraestrutura do município focadas em mobilidade urbana e drenagem, e a evolução dos trabalhos será acompanhada de perto pela população local.

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Homem viu momento em que vítima se afogou e acionou o Corpo de Bombeiros

Um homem morreu após se afogar em uma lagoa na tarde deste sábado (26/9), no bairro Rosaneves, em Ribeirão das Neves.
O corpo da vítima foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros.

Segundo os militares, um homem acionou a corporação e afirmou ter visto a vítima se afogando em uma lagoa na rua Camélias, por volta das 17h15, mas não conseguiu realizar o salvamento.

Os bombeiros iniciaram as buscas e localizaram o corpo da vítima a aproximadamente 5 metros de profundidade. A perícia da Polícia Civil (PCMG) foi acionada, e o corpo foi removido para o Instituto Médico-Legal (IML).

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Famílias residentes no bairro Santinho, em Ribeirão das Neves, expressam apreensão diante das obras de infraestrutura realizadas pela Prefeitura na região. De acordo com informações apuradas e divulgadas pelo Portal Impactto, as intervenções viárias estão canalizando o fluxo das águas da chuva diretamente para o quintal de um imóvel que abriga cinco moradias familiares.
Desde o início dos trabalhos na via, os moradores relatam que buscaram esclarecimentos junto ao Poder Executivo sobre o projeto de drenagem pluvial. O temor de enxurradas se intensificou à medida que as obras avançavam em direção ao lote, sem a apresentação de um plano de tubulação que direcionasse o volume para um ponto neutro de escoamento.

Falta de laudo técnico e justificativas contestadas

Conforme a apuração do Portal Impactto, os moradores informaram que, após procurarem reiteradamente os setores responsáveis e a Secretaria de Obras, foram comunicados na última segunda-feira de que a água seria efetivamente despejada no terreno. Na ocasião, uma engenheira do município teria alegado que o volume pluviométrico esperado para o local não era significativo.
A administração municipal sustentou ainda que o lote em questão consistiria em uma área verde. No entanto, os residentes contestam a alegação e apontam a ausência de laudos ambientais, plantas urbanísticas ou documentos formais que comprovem essa classificação e atestem a capacidade de absorção do solo sem riscos às edificações.

Riscos estruturais, esgoto e entraves de mobilidade

Além do receio de alagamentos e desabamentos durante o período chuvoso, a comunidade aponta outros prejuízos decorrentes das alterações na rua:
Despejo de efluentes: O sistema implantado estaria canalizando não apenas águas pluviais, mas também o descarte de águas cinzas e servidas vindo de outros imóveis da vizinhança.
Prejuízo ao acesso: As intervenções na via comprometeram a entrada e a saída dos moradores do imóvel atingido.
Incerteza e prazos: A despeito da visita de representantes da Prefeitura ao local na última sexta-feira (18), nenhuma solução definitiva ou cronograma de adequação foram apresentados às famílias.

O Portal Impactto entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Ribeirão das Neves questionando os pareceres técnicos da obra, a confirmação do status do terreno e as medidas mitigatórias previstas. Até o momento do fechamento da reportagem, o município não havia emitido posicionamento oficial. O espaço segue aberto para os devidos esclarecimentos da municipalidade.

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Veículo estacionado em rua íngrime desceu desgovernado e atingiu homem de 60 anos, que sofreu traumatismo cranioencefálico.

Um acidente grave assustou os moradores do bairro Maracanã, em Ribeirão das Neves, na manhã desta quarta-feira (23). Um homem de 60 anos ficou gravemente ferido após ser atropelado por um carro que desceu desgovernado e sem motorista no cruzamento da Estrada de Areias com a rua Luciano Nunes de Souza.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o veículo estava estacionado em uma via íngrime e, provavelmente por estar desengrenado, perdeu a sustentação, desceu o morro e atingiu o idoso que passava pelo local.

Com o impacto, a vítima sofreu traumatismo cranioencefálico (TCE) e apresentou sangramento intenso pelas vias aéreas. Equipes de resgate do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas para prestar os primeiros socorros e encaminhar o homem para atendimento hospitalar de urgência.

O caso acende um alerta sobre os cuidados ao estacionar veículos em vias inclinadas, especialmente em bairros com topografia acentuada como os de Ribeirão das Neves, reforçando a importância do uso do freio de mão adequado e do engrenamento das marchas.

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Projeto que previa monitoramento de trecho nas rodovias BR-040, BR-050, BR-381 e BR-116 foi interrompido para ajustes na sinalização e na comunicação com os motoristas.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu suspender os testes para a implementação dos radares de velocidade média em rodovias federais que cortam o estado de Minas Gerais. O projeto-piloto abrange trechos estratégicos de quatro importantes vias do estado: as BRs 040, 050, 381 e 116.

Diferente dos radares tradicionais, que registram a velocidade do veículo apenas no momento exato em que ele passa pelo equipamento, a tecnologia de velocidade média calcula o tempo que o motorista leva para percorrer um trecho entre dois pontos. Se o trajeto for concluído em tempo inferior ao estipulado para a velocidade máxima da via, fica subentendido que o condutor trafegou acima do limite permitido.

De acordo com o órgão regulador, a interrupção nos testes foi necessária para que sejam realizados ajustes técnicos e operacionais, com foco principal na melhoria da sinalização das vias e no aprimoramento da comunicação com os usuários. O objetivo é garantir que os motoristas sejam devidamente informados sobre o funcionamento da nova tecnologia e a localização dos trechos monitorados antes que o sistema entre em fase definitiva ou passe a aplicar penalidades.

A implementação dessa fiscalização busca reduzir os índices de acidentes e conscientizar os motoristas sobre a importância de manter uma velocidade constante e segura ao longo de todo o percurso, evitando a prática comum de desacelerar apenas nos pontos onde existem radares fixos.

Ainda não foi divulgada uma nova data para a retomada dos testes ou para o início da fiscalização efetiva. A ANTT deve emitir novos comunicados assim que as adequações na sinalização e na divulgação do projeto forem concluídas.

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A antiga fábrica de semicondutores Unitec, instalada em Ribeirão das Neves, terá 262 máquinas e equipamentos colocados em leilão no dia 24 de setembro. Os ativos pertencentes ao empreendimento serão ofertados pela internet, com lances iniciais que, somados, chegam a aproximadamente R$ 83,1 milhões.

A informação foi divulgada pelo Click Petróleo e Gás. O valor, no entanto, não representa uma arrecadação já garantida: trata-se da soma dos preços mínimos estabelecidos para os lotes, e o resultado final dependerá das propostas apresentadas pelos interessados.

Entre os equipamentos estão máquinas de fabricantes conhecidos mundialmente na indústria de semicondutores, como ASML, Mühlbauer, ESEC e Lam Kiyo System. Os itens são destinados a diferentes etapas da cadeia de produção de chips, além de processos relacionados a identificação por radiofrequência (RFID), montagem e encapsulamento.

Um dos lotes reúne uma linha de equipamentos para produção e personalização de dispositivos RFID, com lance inicial de R$ 2 milhões. Já três máquinas do tipo die bonder, utilizadas na montagem de componentes, têm valor mínimo conjunto de cerca de R$ 965,4 mil. Equipamentos de encapsulamento partem de aproximadamente R$ 989,1 mil.
Também fazem parte do catálogo cinco grupos geradores Caterpillar, com lances iniciais que somam cerca de R$ 6,14 milhões.

A Unitec foi criada com a proposta de desenvolver uma estrutura nacional para a produção de semicondutores. O empreendimento recebeu investimentos públicos e privados próximos de R$ 1 bilhão, mas não chegou a alcançar a operação industrial plena planejada.

A unidade de Ribeirão das Neves passou por dificuldades financeiras, atrasos e problemas para consolidar sua operação comercial. O empreendimento acabou entrando em um processo prolongado de crise, enquanto parte dos equipamentos permaneceu parada ou subutilizada.

Segundo informações divulgadas sobre o processo, os equipamentos agora leiloados foram assumidos por credores após a execução de garantias vinculadas ao empreendimento.

O leilão coloca no mercado um conjunto de máquinas de alto valor que estava ligado a um dos principais projetos de semicondutores implantados em Minas Gerais.

A venda também ocorre em um momento em que o Brasil busca ampliar sua participação na indústria de chips e reduzir a dependência de componentes importados. Dependendo dos compradores e das condições dos equipamentos, parte do maquinário poderá ser destinada a empresas, universidades, centros de pesquisa ou outros projetos industriais.

Para Ribeirão das Neves, o leilão representa mais uma etapa do desfecho de um empreendimento que, durante anos, foi apresentado como uma possibilidade de inserção do município em um setor tecnológico estratégico.

O leilão dos equipamentos da antiga Unitec está previsto para 24 de setembro de 2026, em formato on-line.

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