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Segurança

Com aulas práticas e certificação, detentos saem da unidade prisional qualificados para ingressar no mercado de trabalho formal como produtores de mel.

O Presídio José Abranches Gonçalves, em Ribeirão das Neves, deu mais um passo em sua estratégia de ressocialização de detentos por meio do trabalho, do contato com a natureza e de práticas sustentáveis. A unidade iniciou nesta semana o segundo módulo de seu projeto de agroecologia, desta vez dedicado ao cultivo de abelhas nativas sem ferrão: a meliponicultura.

Em parceria com o Conselho da Comunidade de Ribeirão das Neves, o projeto terá um ano de duração, dividido em quatro módulos. O módulo atual, que é o segundo, foi iniciado na terça-feira (2/9) e terá três meses de duração, com foco em ensinar os fundamentos da agricultura sustentável por meio do cultivo de abelhas sem ferrão.

As aulas, realizadas às terças-feiras dentro da própria unidade prisional, mesclam teoria e prática. Elas são ministradas pelo agroecólogo Bernardo Serqueira, do Conselho da Comunidade, e contam atualmente com a participação de nove custodiados.

Para o diretor-geral da unidade prisional, Luiz Henrique Rosa, a iniciativa representa muito mais que um aprendizado técnico. “É uma importante oportunidade de ressocialização, de contato com a natureza e de prática sustentável”, avalia.

Produção

Durante o módulo atual, o aprendizado será aplicado de forma prática, possibilitando a produção de mel e outros derivados pelos detentos que participam da atividade. As produções realizadas ao longo do projeto serão destinadas a instituições filantrópicas, parceiras da unidade prisional.

Próximos módulos

O projeto é composto por quatro módulos. O primeiro, já concluído, abordou os princípios básicos da agroecologia, o cultivo de hortas em sistema agroflorestal e a implantação de linhas e mudas. Com a finalização do segundo módulo (o atual), terá início o terceiro, dedicado à agricultura sintrópica e seus cinco pilares: alta densidade, alta biodiversidade, cobertura do solo com matéria orgânica, sucessão natural e estratificação. No quarto e último módulo, os participantes serão desafiados a projetar e desenvolver sua própria unidade agroflorestal.

O diretor regional da 2ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp), Renato Rabelo, cuja sede fica em Ribeirão das Neves, reforça que iniciativas como essa são uma prioridade na unidade. “O trabalho dos custodiados é fundamental para consolidar a ressocialização. Ele oferece qualificação profissional e amplia significativamente as chances de geração de renda após o cumprimento da pena”, afirma.

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O Governo de Minas anunciou a conclusão da reforma do Pavilhão III do Presídio Antônio Dutra Ladeira, localizado em Ribeirão das Neves.
Com a entrega, a capacidade da ala foi ampliada de 85 para 170 vagas, em uma iniciativa que faz parte do plano estadual de reestruturação do sistema prisional do Governo de Minas.
A reforma inclui mudanças estruturais como nova rede elétrica (sem pontos de energia nas celas), sistema hidráulico externo, melhorias na ventilação, impermeabilização, instalação de beliches e construção de três celas para visitas íntimas.
A proposta, segundo o governo, é oferecer maior controle e segurança dentro da unidade.
“A ampliação não é apenas sobre número de vagas, mas sobre garantir mais controle e disciplina no sistema”, declarou o secretário de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco
As obras começaram em 2022 e, segundo a Sejusp, a nova ala já pode ser ocupada, ajudando a redistribuir detentos e reduzir a pressão sobre outras unidades. No entanto, entidades de direitos humanos vêm apontando que o foco em ampliação de vagas, sem um debate mais profundo sobre políticas de desencarceramento e ressocialização, reforça a lógica do encarceramento em massa.
Ainda segundo o governo, há previsão de reforma dos Pavilhões I e II do mesmo presídio, com mais 170 vagas previstas até 2026.

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Em resposta à onda de mortes no Presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) iniciou uma investigação para apurar as circunstâncias dos óbitos registrados este ano. A unidade, com capacidade para 1.047 detentos, atualmente opera com mais do que o dobro de sua ocupação, abrigando mais de 2.200 presos.

Representantes de sindicatos que reúnem policiais penais e servidores técnicos expressaram profunda preocupação. Eles temem que a falta de infraestrutura e o déficit de profissionais possam culminar em uma nova "ciranda da morte", referindo-se a um evento trágico de 1985, quando 33 presos foram mortos em um protesto por superlotação. A carência de médicos, psicólogos e assistentes sociais, aliada às condições precárias das celas, estaria comprometendo a segurança e a saúde de todos, tanto dos internos quanto dos funcionários.

O Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) divulgou dados que mostram que, das 17 mortes de detentos neste ano, nove ocorreram dentro do presídio e oito em hospitais. O Depen-MG esclareceu que apenas uma das mortes em hospitais teve relação com agressões sofridas na unidade. No presídio, cinco das mortes foram classificadas como homicídios.

O Departamento ainda ressaltou que o crescimento de 10% na população carcerária do estado no primeiro semestre de 2025, saltando de 61 mil para 66.436 presos, agrava a crise do sistema prisional e intensifica a pressão sobre as unidades.

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Euler Oliveira Pereira Rocha foi assassinado enquanto fazia escolta sozinho no Hospital Luxemburgo, em BH; suspeito fugiu usando farda. Serviço deveria ser feito por dois agentes, segundo Sejusp.

O policial penal que deveria fazer dupla com Euler Oliveira Pereira Rocha, agente assassinado por um detento durante uma escolta no Hospital Luxemburgo, em Belo Horizonte, se apresentou à Corregedoria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) nesta terça-feira (5).

O servidor, de 44 anos, é efetivo desde 2014. O nome dele não foi informado. Ele prestou depoimento para a investigação que apura as circunstâncias do crime e a possível negligência no cumprimento do procedimento. Segundo a Sejusp, a escolta hospitalar deve ser feita por dois agentes, conforme o protocolo interno.

O homem permanece com os direitos funcionais, como salário e vínculo com o cargo, já que o caso ainda está sendo apurado. Em nota, a secretaria reforçou que é responsável apenas pelas investigações administrativas, e que, no âmbito criminal, as investigações são de responsabilidade da Polícia Civil.

De acordo com a Sejusp, fiscalizações feitas no sábado (2) confirmaram a presença de dois policiais às 8h50 e às 20h30. Porém, segundo a secretaria, após a última verificação, um dos agentes teria deixado o posto sem aviso prévio.

A Corregedoria da Sejusp informou que apura o caso e que todas as providências administrativas estão sendo adotadas. A secretaria também lamentou a morte do servidor e afirmou se solidarizar com familiares e colegas da vítima.

O presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Minas Gerais (Sindppen-MG), Jean Ottoni, criticou as condições das escoltas hospitalares e apontou a precariedade das condições de trabalho enfrentadas pelos agentes durante esse tipo de missão.
"O sindicato vem acompanhando essas escoltas hospitalares, porque em muitas das vezes falta um local adequado para o policial trocar de roupa, tomar um banho. Já denunciamos isso. Nós não temos o quarto de hora, como a Polícia Militar e o Exército têm", contou.


Com informações do G1

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Um detento de 43 anos foi encontrado morto, na manhã desta quarta-feira (6), dentro de uma cela do Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com informações da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), o interno, identificado como Wanderson Reis dos Santos, não apresentava sinais aparentes de violência. Ele foi localizado deitado em sua cama e não respondia aos chamados dos policiais penais.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou o óbito. Wanderson havia sido transferido para a unidade prisional há apenas quatro dias, na última sexta-feira (2), e estava sob acompanhamento de saúde da equipe multidisciplinar do presídio.

Segundo a Sejusp, o detento tinha passagens pelo sistema prisional desde 2009. A direção da unidade instaurou um procedimento administrativo interno para apurar o caso, e o Conselho Disciplinar deve ouvir os detentos que dividiam a cela com ele.

A Polícia Civil de Minas Gerais ficará responsável pela investigação das circunstâncias da morte.

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A Secretaria de Segurança Pública do Estado de Minas Gerais (Sejusp) informou, nessa segunda-feira (4), que o policial penal morto durante uma escolta, em um hospital de Belo Horizonte, estava acompanhado por outro agente momentos antes do crime. Em nota, a secretaria informou que a escolta hospitalar de presos é sempre realizada por dois policias penais e que “equipes volantes fiscalizam regularmente o cumprimento desses procedimentos”.

De acordo com a Sejusp, o policial Euler Pereira Rocha, de 42 anos, estava, sim, acompanhado por outro servidor, mas este teria abandonado o posto de trabalho sem qualquer comunicação prévia ao Departamento Penitenciário (Depen-MG). Após isso, o detento Shaylon Cristian Ferreira Moreira, de 24 anos, teria se aproveitado de um momento de descuido de Euler e entrado em luta corporal com ele. Durante a briga, o preso conseguiu pegar uma arma do agente e o matou com dois tiros.

A secretaria destaca que, no sábado (2), uma equipe do Depen-MG esteve no Hospital Luxemburgo, onde ocorreu o crime, e confirmou a presença dos dois servidores escalados pela escolta. “Tais passagens ocorreram às 8h50 e às 20h30. Contudo, após essa última verificação, um dos policiais teria abandonado o posto de trabalho”, diz o comunicado. Ainda segundo a Sejusp, o servidor está sendo formalmente investigado, mas, até o momento, não retornou ao trabalho e não se apresentou para prestar esclarecimentos.

‘Perdeu, perdeu’

Uma funcionária do hospital relatou à Polícia Militar que estava em um corredor próximo quando ouviu gritos de “perdeu, perdeu”. Ela disse que tentou abrir a porta do quarto, mas que alguém a impediu pelo lado de dentro, dizendo para “aguardar”.

Em seguida, o autor vestiu a farda do policial e roubou a bolsa dele. O detento saiu do quarto se passando pelo agente e informou à funcionária que “estava tudo tranquilo”. A testemunha, no entanto, contou que viu respingos de sangue no chão e o preso lavando as mãos ensanguentadas na pia.

Estranhando a situação, uma equipe do hospital entrou no quarto e encontrou o policial caído ao chão. Eles deram início às manobras de reanimação, mas o agente não resistiu aos ferimentos e morreu.

Fuga
Já do lado de fora do hospital, o detento solicitou ajuda a uma mulher para chamar um carro de aplicativo. Ele disse que estava com a mãe passando mal e que não tinha telefone. Achando se tratar de um policial penal, a mulher atendeu ao pedido do autor.

Durante a fuga do detento em um carro de aplicativo, a Polícia Militar foi informada sobre o ocorrido. Os policiais deram início à perseguição e conseguiram localizar o veículo e o autor. Como o suspeito estava com um corte na testa, ele foi encaminhado para o Hospital João XXIII.

Sindicato exige melhores condições
O presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Minas Gerais (Sindppen), Jean Otoni, afirmou ao BHAZ que a Secretária de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) não fornece “condições dignas” aos agentes. A declaração foi feita após homicídio do policial penal Euler Pereira Rocha.

“Faltam estruturas básicas: os policiais não têm sequer um espaço para guardar seus pertences ou tomar banho. Os policiais penais permanecem por mais de 12 horas seguidas em hospitais, muitas vezes em condições extremamente difíceis”. Segundo ele, agentes de outras corporações possuem benefícios que os policiais não têm, como o chamado “quarto de hora”, em que a cada duas horas é feito um rodízio na escolta.

“Já denunciamos a falta de cautela fixa para os policiais penais. Em muitas situações, eles precisam trocar de armamento no próprio corredor do hospital. O sindicato tem acompanhado de perto toda essa situação e está tomando todas as medidas cabíveis”, destacou Otoni.

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