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Saúde

Uma nova alternativa de tratamento para o diabetes começou a ser distribuída gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais. A insulina glargina, um medicamento de ação prolongada (basal), promete simplificar a rotina de milhares de pacientes ao reduzir o número de picadas diárias e garantir um controle glicêmico mais estável. A transição para o novo medicamento será gradual e exige avaliação médica.
A substituição da insulina NPH convencional não será feita por mero desejo de troca, mas sim com base no perfil do paciente, seguindo critérios rígidos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. O primeiro grupo contemplado é composto por crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diagnóstico de diabetes tipo 1. O segundo grupo reúne pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2. Essa distinção entre os tipos de diabetes é fundamental, pois o tipo 1 costuma se manifestar na infância ou adolescência e exige o uso diário de insulina, enquanto o tipo 2 está frequentemente associado à resistência insulínica e a fatores como sobrepeso, sedentarismo e hábitos alimentares.

A principal vantagem da insulina glargina é a sua ação prolongada. Enquanto outros esquemas terapêuticos exigem até três aplicações diárias, a glargina necessita de apenas uma aplicação ao dia na maior parte dos casos. De acordo com o Ministério da Saúde, os benefícios incluem um controle glicêmico mais estável, com menor oscilação nos níveis de açúcar no sangue, e uma redução expressiva no risco de hipoglicemia. Para as famílias de crianças e adolescentes, a mudança diminui a sobrecarga de monitoramento constante na escola e durante o sono. Para idosos em condições de fragilidade, a novidade simplifica a administração das doses e traz mais segurança.
O impacto dessa medida é expressivo no estado. Na capital mineira, dados da Prefeitura de Belo Horizonte apontavam cerca de 45 mil pessoas cadastradas para receber insulina em 2020, em um universo estimado de mais de 200 mil adultos com diabetes na cidade.
Para os pacientes que se enquadram nos grupos prioritários, o caminho para garantir o acesso ao medicamento começa na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. O paciente ou responsável deve comparecer ao local portando a receita médica carimbada e atualizada para que a equipe de saúde realize o acolhimento e avalie se a mudança é clinicamente indicada.
Caso o perfil seja elegível para receber o insumo pela Farmácia de Minas, é necessário reunir os documentos pessoais, o Laudo para Solicitação de Medicamentos (LME) preenchido pelo médico, a prescrição vigente, o formulário específico da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e os exames complementares solicitados pelo protocolo. A SES-MG estipula um prazo médio de 30 dias para a análise técnica e liberação do pedido, cujo andamento pode ser acompanhado de forma digital pelo MG App ou pelo Portal MG.
Durante esse processo de transição, os profissionais de saúde recomendam que o paciente não interrompa o uso da insulina NPH por conta própria e mantenha o tratamento atual até que a consulta seja realizada e o novo medicamento seja entregue. Além da insulina, o paciente receberá uma caneta aplicadora reutilizável com validade de três anos e as agulhas necessárias para o uso diário.
O Ministério da Saúde já deu início ao envio dos insumos para os estados, com a previsão de que todo o território nacional seja abastecido até o final de julho. Contudo, a chegada efetiva dos lotes às salas de vacina e farmácias de municípios como Belo Horizonte, Contagem, Betim, Santa Luzia e Ribeirão das Neves depende da logística local, da distribuição regional e do treinamento das equipes de saúde. Em caso de dúvidas sobre onde retirar o medicamento, a orientação é consultar a própria UBS de referência ou a farmácia municipal.

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A Prefeitura de Ribeirão das Neves inaugura, nesta sexta-feira (26), a nova unidade da Estratégia Saúde da Família (ESF) no bairro Viena, na região de Justinópolis. De acordo com a administração municipal, a estrutura foi projetada para atender cerca de 4 mil famílias referenciadas na localidade, atuando na atenção básica de saúde.
A unidade terá capacidade para realizar mais de 6 mil atendimentos mensais. A estrutura conta com consultórios para atendimento médico, consultório odontológico, sala de vacinação, farmácia comunitária e serviços gerais de atenção primária, voltados para consultas de rotina, prevenção e acompanhamento contínuo dos moradores.

A inauguração faz parte do cronograma de entregas da Secretaria Municipal de Saúde para descentralizar o atendimento na região. Nos últimos meses, o município também abriu as Unidades Básicas de Referência (UBRs) Campos Silveira, João Francisco Torres e Raimundo Firmo, além da Policlínica Digital e da Clínica da Mulher.
O evento oficial de entrega da nova ESF acontece a partir das 18h30.

Serviço

Evento: Inauguração da ESF Viena
Data: Sexta-feira, 26 de junho de 2026
Horário: 18h30
Local: Avenida João Luis Pinto, 746, Bairro Viena – Justinópolis, Ribeirão das Neves

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O mês de junho é mundialmente marcado pela campanha de conscientização e combate à violência contra a pessoa idosa. No entanto, para além das campanhas institucionais, a realidade vivida por muitos cidadãos da terceira idade em Ribeirão das Neves evidencia um cenário de extrema vulnerabilidade e a urgência por políticas públicas que funcionem na prática. Recentemente, um caso no bairro Sevilha B comoveu a comunidade e acendeu o alerta para a necessidade de fiscalização e suporte efetivo por parte dos órgãos competentes.

Uma denúncia trazida por uma internauta e especialista em saúde do idoso expõe a situação de Cláudio, um homem de apenas 62 anos que, após receber alta hospitalar devido a um quadro de desidratação, desnutrição e epilepsia, foi deixado acamado e sem assistência familiar em sua residência.

Diante do abandono familiar, a sobrevivência e os cuidados básicos de Cláudio têm dependido exclusivamente da mobilização e do revezamento de vizinhos e amigos. São eles que se dividem para oferecer alimentação, banho e higiene pessoal. Contudo, os moradores relatam que a rede de apoio comunitário chegou ao limite, visto que a maioria trabalha em tempo integral e o idoso necessita de monitoramento contínuo e administração de medicamentos cujas receitas não foram localizadas.

"O que a gente quer é que o poder público chegue até ele para retirar ele daqui e levar para um lar onde possa ser cuidado", desabafou uma das vizinhas que lidera a corrente de cuidados.

A comunidade relata ter acionado os canais de denúncia, como o Disque 100 e o 181, além de buscar orientação junto à assistência social, evidenciando o sentimento de desamparo institucional que atinge não apenas este caso, mas diversas famílias em situação semelhante no município.

Especialistas cobram ações contínuas e estruturadas

O cenário caminha lado a lado com as preocupações levantadas por profissionais de gerontologia que atuam em Ribeirão das Neves. Segundo especialistas locais, quando existem ações voltadas para a terceira idade no município, elas costumam ser pontuais ou recreativas, falhando em estruturar uma rede de proteção contínua capaz de absorver demandas de alta complexidade, como o abrigamento de longa permanência, o suporte domiciliar de saúde e o acompanhamento célere de denúncias encaminhadas ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).

O envelhecimento da população nevense impõe novos desafios logísticos e orçamentários. O combate à violência contra o idoso não se restringe apenas à agressão física; ele engloba a negligência, a violência patrimonial, o abandono e a ausência de dignidade no acesso à saúde e ao bem-estar.

O que dizem as autoridades

Procurada para se posicionar sobre a situação relatada no bairro Sevilha B, a Prefeitura de Ribeirão das Neves informou, por meio de nota da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania, que não havia recebido uma notificação formal anterior sobre o caso específico. Contudo, a pasta garantiu que uma visita técnica será realizada de forma imediata para verificar as condições do idoso e avaliar as providências cabíveis no âmbito da assistência social.

O portal continuará acompanhando o desfecho deste caso e trazendo debates sobre a implementação de políticas públicas voltadas à proteção e à garantia dos direitos da pessoa idosa em nossa cidade.

Como denunciar:

Casos de violência, negligência ou abandono contra idosos podem e devem ser denunciados anonimamente pelo Disque 100 (Direitos Humanos), pelo 181 (Disque Denúncia) ou diretamente nos canais de atendimento do CREAS do município.

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A família de Brenda Larissa Maia, que faleceu após buscar atendimento na UPA de Justinópolis, contesta a versão da prefeitura sobre as condições da unidade de saúde. As declarações foram feitas pelo advogado da família, Rodrigo Braga, nesta quarta-feira (10 de junho), logo após a mãe e o irmão da vítima prestarem depoimento à Polícia Civil.

De acordo com a defesa, o principal objetivo dos familiares é esclarecer as circunstâncias do óbito e apurar possíveis falhas na assistência médica prestada no último sábado (6 de junho). "Queremos que seja apurado se houve negligência, omissão ou qualquer outra irregularidade. Se for comprovado crime, que os responsáveis sejam punidos", afirmou Braga.

Vídeos e estrutura precária
O advogado questionou os comunicados oficiais do município, que asseguravam o pleno funcionamento da UPA e um quadro completo de profissionais. Segundo ele, relatos dos parentes e vídeos gravados pela própria paciente antes de morrer revelam um cenário contraditório, com paredes danificadas, salas improvisadas e demora no atendimento. “A prefeitura informou que a unidade funcionava adequadamente. A realidade vista pela família foi outra. Se a estrutura estivesse correta, talvez o desfecho não fosse esse”, declarou.

Investigação e necropsia
A família também recusou a certidão de óbito inicial, que apontava embolia pulmonar, por ter sido emitida sem exames complementares detalhados. Por isso, foi solicitada a intervenção do Instituto Médico Legal (IML) para a realização de uma necropsia, procedimento essencial para determinar a real causa do falecimento.

A investigação da Polícia Civil deverá mapear todo o histórico do atendimento, desde o diagnóstico inicial até a conduta adotada pela equipe de plantão durante o período em que Brenda esteve internada.

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A Prefeitura de Ribeirão das Neves emitiu um posicionamento oficial para contestar as denúncias de falta de profissionais na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Justinópolis. O esclarecimento ocorre após a morte de Brenda Larissa Maia, de 32 anos, que faleceu na unidade de saúde após registrar vídeos em que apontava consultórios vazios e criticava a lentidão no atendimento.

O caso, que gerou forte repercussão, está sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais e gerou a abertura de uma sindicância interna por parte da administração municipal para apurar os fatos.

Versão da Paciente e Manifestação de Familiares
Na madrugada anterior ao óbito, Brenda Larissa, que possuía histórico de cardiopatia e fibromialgia, utilizou o próprio telefone celular para registrar as condições de atendimento na UPA. Nas imagens enviadas a familiares e publicadas em redes sociais, a paciente percorre os corredores da unidade e bate à porta de quatro consultórios que se encontravam sem profissionais no momento da gravação.

De acordo com relatos de testemunhas e familiares, pouco após realizar os registros em vídeo, a paciente sofreu uma piora súbita em seu quadro clínico, vindo a falecer na sequência. A família registrou um boletim de ocorrência e suspeita de negligência médica e omissão de socorro, alegando que a gravidade do estado de saúde da paciente não foi devidamente assistida a tempo.

Resposta Oficial do Município e Investigação
Em nota oficial enviada à imprensa, a Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão das Neves lamentou profundamente o falecimento da paciente, mas rechaçou a hipótese de desfalque na escala de funcionários. Segundo o Executivo municipal, a UPA opera com um quadro completo composto por dez médicos por plantão, assegurando que "não há defasagem de profissionais na unidade".

A administração municipal informou ainda que:

A paciente deu entrada na unidade, passou pela triagem técnica de risco e recebeu o primeiro atendimento médico;

O óbito decorreu de uma parada cardiorrespiratória e, de acordo com o relatório da equipe, foram realizados todos os protocolos técnicos de reanimação, sem sucesso;

Imagens do circuito interno de segurança, prontuários de atendimento e depoimentos do corpo clínico que estava de plantão estão sendo levantados para esclarecer a cronologia dos fatos.

A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais emitidos pelo Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa exata da morte e verificar se houve falha ou omissão na conduta dos profissionais envolvidos.

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Paciente teria ouvido inicialmente que estava apenas com dor muscular

A família da autônoma Brenda Maia, de 32 anos, que morreu após procurar atendimento nesse sábado (6/6) na UPA Justinópolis, em Ribeirão das Neves, questiona as circunstâncias da morte e cobra esclarecimentos sobre o atendimento prestado à paciente. A mulher chegou a gravar um vídeo denunciando a falta de médicos no local horas antes de falecer.

Segundo o irmão dela, em entrevista para o Portal O Tempo, o empresário Hudson Maia, de 39 anos, Brenda tinha histórico de problemas cardíacos e procurou a unidade após sentir dores no peito. Ele relata que a irmã foi atendida inicialmente após a triagem, realizou um eletrocardiograma e permaneceu em observação.

"A médica perguntou o que ela estava sentindo e ela relatou dores no lado esquerdo do peito. Minha irmã explicou que era cardiopata e também tinha fibromialgia. Segundo ela contou para nossa mãe, a médica teria dito que se tratava de uma dor muscular, mas ela insistia que não era isso e que estava sentindo fisgadas no peito", afirmou.

Ainda conforme Hudson, durante a noite o quadro de saúde da irmã teria piorado. Por volta das 22h45, ela precisou receber oxigênio. A família também recebeu mensagens enviadas por Brenda enquanto ela permanecia na unidade.

"Ela mandou mensagem para nossa mãe dizendo que não estava passando bem. Em uma das mensagens, agradeceu por tudo", contou.

Na madrugada deste domingo (7/6), a família foi chamada à unidade de saúde e recebeu a informação de que Brenda havia morrido. Inicialmente, segundo Hudson, um médico informou que a suspeita era de embolia pulmonar e apresentou a documentação para emissão do atestado de óbito.

No entanto, após tomar conhecimento do vídeo gravado pela irmã dentro da UPA denunciando a falta de médicos, Hudson decidiu solicitar que o corpo fosse encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para apuração da causa da morte.
"Eu já estava para assinar os documentos quando minha esposa me ligou falando sobre o vídeo. Então pedi que chamassem o IML para sabermos a real causa da morte", disse.

O irmão afirma ainda ter recebido relatos de pessoas que estavam na unidade sobre os momentos que antecederam a morte. Segundo ele, houve informações desencontradas sobre onde Brenda estava quando passou mal.

Abalada, a família aguarda o resultado dos exames periciais. Para Hudson, o sentimento é de tristeza e revolta.

"Estávamos planejando uma viagem juntos. É uma dor muito grande. Ela deixa uma filha de 5 anos, que é autista. Nós tentamos conversar com ela, mas ela ainda não entendeu o que aconteceu com a mãe", afirmou.

Em nota enviada à reportagem, a Prefeitura de Ribeirão das Neves informou, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que lamenta o ocorrido e determinou a apuração do caso. Porém, não informou a causa da morte da paciente.

"Foi determinada pela Secretaria a apuração rigorosa do caso, com o levantamento de todas as informações necessárias para o completo esclarecimento das circunstâncias da ocorrência. Após a apuração será dado encaminhamento nas medidas técnicas e jurídicas cabíveis", informou a administração municipal.

A reportagem procurou a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Até a publicação desta matéria, a instituição não havia retornado o contato.

 

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