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O músico nevense Guilherme Barros, expoente do rock autoral e da MPB local, acaba de lançar a faixa "Vilarinho", uma colaboração inédita com o duo de hip hop Praias de Minas (PDM). A música já está disponível em todas as plataformas de streaming e no YouTube.
A parceria não nasceu em estúdio, mas sim nos corredores acadêmicos. Guilherme Barros e Febá (metade do duo Praias de Minas) tornaram-se amigos durante a faculdade de Publicidade. O que era uma afinidade teórica transformou-se em uma "collab" que desafia rótulos de gênero, unindo a sensibilidade do rock de influência britânica com a crueza e o experimentalismo do hip hop.

"Vilarinho" não é apenas um título; é um símbolo geográfico de resistência e cotidiano. A faixa costura as vivências de Guilherme em Ribeirão das Neves com a realidade da dupla Raduan e Febá, vinda de São José da Lapa.

Para Guilherme Barros, a composição mantém a proposta que o acompanha desde o início da carreira em 2017: ser uma voz conectada à realidade da juventude periférica. O artista, que já foi premiado como "Artista Revelação" no UNIBH Festival e figurou como finalista no Festival de Itabirito em 2025, traz para a música influências que vão de Jeff Buckley ao Clube da Esquina.

Sonoridade Autêntica


O duo Praias de Minas traz o tempero experimental para a faixa. Conhecidos por buscarem uma sonoridade que fuja do óbvio, Raduan e Febá utilizam "Vilarinho" para reafirmar o desejo de evidenciar a cultura da RMBH. O resultado é uma faixa que transita entre o orgânico e o digital, o melancólico e o pulsante.

Onde Ouvir


A música pode ser conferida através do videoclipe oficial no YouTube ou pelo link de distribuição digital que reúne as principais plataformas (Spotify, Apple Music, Deezer):

Assista no YouTube: Vilarinho - Guilherme Barros & Praias de Minas

Ouça nas plataformas: Linktree / Streaming

Ficha Técnica:

Voz e Composição: Guilherme Barros, Raduan e Febá.

Gênero: Indie/Hip-Hop/MPB.

Representatividade: Ribeirão das Neves e São José da Lapa (MG).

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Nesta segunda-feira, dia 2 de fevereiro, o município será palco de um momento inédito e simbólico na luta contra a intolerância religiosa: a primeira celebração oficial dos Povos de Terreiro à Rainha das Águas, Iemanjá. O evento será realizado na Praça Central da cidade e reunirá comunidades de matriz africana, lideranças religiosas, representantes do poder público e apoiadores da causa antirracista.

A celebração, marcada para o Dia de Iemanjá, promete ser um marco na valorização das religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda, frequentemente alvo de discriminação e violência. A programação contará com cânticos, rituais sagrados, apresentações culturais e um ato coletivo em defesa da liberdade religiosa. Além das Comunidades de Tradicionais de Terreiros, também estão envolvidos os movimentos socioculturais, da cidade, como Associação da Diversidade, Frente Negra Ribeirão das Neves e Cultura de Ogum.

“Mais do que uma celebração espiritual, este é um ato de afirmação da nossa cultura e resistência diante da intolerância que ainda enfrentamos todos os dias”, afirma Mameto Sindoya, uma das idealizadoras, coordenadora da Conexão Nacional de Mulheres Transexuais de Axé (CONNATT) - MG e dirigente do Bakisse de Mameto Matamba Ynguzo.

"Unir Povos de Axé é um movimento de reconfluência: 'Nossos passos vêm de longe'. As raízes de Matriz Africana maternaram nosso país", sinaliza Sílvia Letícia, psicóloga psicossocial, ativista negra e coordenadora do Projeto Encontro dos Povos de Terreiro de Ribeirão das Neves.

Data: 02/02
Horário: 18h às 21h
Local: Praça Central de Neves

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60 horas de formação, artistas reconhecidas e investimento público para fortalecer a profissionalização na dança

Impacto cultural, social e simbólico são alguns dos pontos que chamam a atenção no projeto “Para inventar amanhãs dançantes”, Capacitação do Soma Grupo de Dança. Realizada entre 30 de janeiro e 16 de maio de 2026, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a iniciativa lança luz sobre um dos principais desafios da dança no Brasil: a dificuldade de acesso a processos contínuos de formação e profissionalização, especialmente fora dos grandes centros urbanos e dos circuitos tradicionais de ensino.
Viabilizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio de edital da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, o projeto não é aberto ao público externo. A capacitação foi concebida exclusivamente para os integrantes do Soma Grupo de Dança, como forma de fortalecer artisticamente e estruturar a trajetória profissional de um coletivo formado majoritariamente por jovens negros e de baixa renda do município.
A proposta rompe com o modelo tradicional de cursos pontuais e aposta em um processo continuado, estruturado na interseção entre educação somática, improvisação, composição em tempo real, estudos em dança clássica e reflexão crítica sobre produções artísticas. Mais do que ensinar técnicas, o curso busca fortalecer a autoria, a escuta, a presença e a capacidade de criação coletiva.
Para a coordenadora do projeto, Márcia Fabiano Neves, a opção por uma formação direcionada ao grupo não representa fechamento, mas aprofundamento. Segundo ela, o projeto parte do reconhecimento das trajetórias já construídas pelo coletivo. “Este é um projeto que reconhece a história, o esforço e a potência do Soma. A formação foi pensada como um investimento no percurso desses jovens, criando condições reais para que eles sigam inventando futuros possíveis na dança, a partir de suas próprias vivências e contextos”, afirma.
Com mais de uma década de atuação, o Soma Grupo de Dança se consolidou como uma referência cultural em Ribeirão das Neves, apesar das limitações estruturais do município, como a escassez de políticas públicas para a área, a ausência de programação contínua em dança e as dificuldades de deslocamento para outras cidades. Ao longo dos anos, o grupo criou espetáculos, participou de festivais e manteve viva a perspectiva de que a dança pode ser, sim, um campo de trabalho e permanência.
A capacitação reúne um corpo docente de reconhecida trajetória artística e pedagógica, entre elas Irene Ziviani, referência nacional em preparação corporal; Marise Dinis, artista com ampla atuação na cena contemporânea; e Raquel Miranda, fundadora e diretora do Soma, responsável por articular a formação à realidade local do grupo. A atuação conjunta das professoras é um dos diferenciais do projeto, que aposta na troca, na escuta e na construção coletiva de saberes.
Além da formação interna, o projeto prevê uma ação de contrapartida voltada à comunidade de Ribeirão das Neves. Ao final do curso, o Soma apresentará uma proposição cênica aberta ao público, fruto dos processos vivenciados ao longo da capacitação. A iniciativa também contempla o deslocamento do grupo para assistir a espetáculos de dança em Belo Horizonte, ampliando repertórios e estimulando a fruição artística.
Em um cenário em que o acesso à formação em dança ainda é marcado por desigualdades sociais e territoriais, “Para inventar amanhãs dançantes” propõe uma inversão de lógica: investir em quem já resiste, cria e insiste. Um projeto que entende a dança não apenas como expressão artística, mas como direito cultural, perspectiva de futuro e possibilidade concreta de trabalho.
Para quem deseja conhecer mais sobre o Soma Grupo de Dança e acompanhar os desdobramentos do projeto, as informações estão disponíveis no Instagram @somagrupodedanca e @spiralescoladedanca.
E-mail de contato: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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Iniciativa do Instituto Marina e Flávio Guimarães (IMFG) oferece vagas em áreas como beleza, saúde e moda para mulheres a partir de 18 anos.
A Casa Marina, braço social do Grupo Bmg, está com inscrições abertas para novos cursos profissionalizantes gratuitos. Sediado na Cidade dos Meninos São Vicente de Paulo, em Ribeirão das Neves (MG), o projeto foca na qualificação técnica e no fortalecimento da autonomia feminina.
Ao todo, são oferecidas quatro modalidades: Cabeleireira, Manicure e Pedicure, Corte e Costura e Cuidadora de Idosos. Com duração de três meses, as formações contam com turmas reduzidas — até 16 alunas por turno — para garantir a qualidade do aprendizado.

Formação Integral e Autonomia
Além da técnica específica de cada ofício, a grade curricular inclui conteúdos de Educação Financeira e Empreendedorismo. O objetivo é preparar as alunas para o mercado de trabalho e para a gestão do próprio negócio.

Exemplo desse impacto é Mônica Nunes dos Santos, de 49 anos, recém-formada como Cuidadora de Idosos. “Exercer uma profissão e conquistar minha independência financeira reforça meu sentimento de autonomia e orgulho pelo meu esforço”, celebra.

Realizado em colaboração com o Sistema Divina Providência (SDP), o projeto consolida a missão do Instituto Marina e Flávio Guimarães (IMFG). Em 2025, o IMFG impactou mais de 126 mil pessoas através de 48 projetos sociais, mantendo o legado de solidariedade de seus fundadores.

Serviço: Inscrições Abertas
Público: Mulheres (18+)
Documentos: RG, CPF e comprovante de residência.
Início das aulas: 02 de fevereiro.
Horários das aulas: Manhã (7h30 às 11h30) ou Tarde (13h às 17h).

Onde se inscrever:
Endereço: Rua Seicidio Jorge Ricardo, 250 – Bairro Santa Paula (ao lado da Escola CAIC) – Ribeirão das Neves.
Horário de atendimento: 7h30 às 11h | 13h às 16h30.
Informações: (31) 3614-9157.

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