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Cultura

O município de Ribeirão das Neves, tornou-se ponto central nas investigações do duplo latrocínio que chocou o estado. A principal suspeita de assassinar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e sua esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, morava no bairro Veneza, na cidade.
Nesta quarta-feira (1º), em entrevista exclusiva à reportagem da Itatiaia concedida diretamente do bairro nevense, a tia da investigada quebrou o silêncio. Emocionada, ela fez um apelo público para que a sobrinha se entregue às autoridades e esclareça o caso.
A familiar enfatizou que os parentes em Ribeirão das Neves não compactuam com o crime e expressou profunda preocupação com o paradeiro e a integridade física da suspeita e do filho dela, Nicolas:
"O nosso maior medo é que ela faça uma loucura com ela ou com o menino. Minha filha, se não foi você, prova para a Justiça. Esclarece que não foi você. No fundo do nosso coração, como família, ainda pedimos a Deus que exista um vestígio de que não seja ela. Onde você estiver, nós, da família, temos pena de você. Não temos ódio. Mas a Justiça tem que ser feita."
De acordo com os relatos da tia, após o crime ocorrido no bairro São Pedro, na região Centro-Sul da capital, a suspeita retornou para Ribeirão das Neves, mas por pouco tempo.

Ação da PM: Policiais militares chegaram a ir até a residência da mulher, no bairro Veneza, logo após a identificação do seu envolvimento no caso.
A Fuga: A investigada já havia deixado o imóvel na manhã seguinte ao crime. Ela recolheu os seus pertences e os do filho, informando a familiares que pretendia ir para um hotel ou fugir em direção ao estado do Espírito Santo.

A mulher é apontada pelas investigações como a última pessoa a deixar o apartamento dos idosos em Belo Horizonte. Imagens de câmeras de segurança a flagraram saindo do local com duas sacolas grandes — uma delas reconhecida pelo filho das vítimas. Celulares e semijoias do casal foram roubados.
A Polícia Civil de Minas Gerais segue investigando o caso e realizando buscas para localizar a suspeita, que agora é considerada foragida.

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Evento gratuito no dia 27 de junho reúne oficinas, exposição artística, apresentações culturais e rodas de conversa sobre juventude e território em Ribeirão das Neves.

No próximo dia 27 de junho, a Casa Semifusa será o epicentro de uma intensa movimentação cultural e social com a realização de um evento especial idealizado pelo Coletivo Caixa Alta. Com uma programação que se estende das 9h às 21h, a iniciativa busca integrar a comunidade local por meio de oficinas formativas, debates sobre políticas públicas e apresentações artísticas que celebram a diversidade da região.

O evento é totalmente gratuito e aberto ao público, com atividades pensadas para diferentes idades e interesses. Para os interessados em participar das atividades formativas, as inscrições já estão abertas e podem ser realizadas online através do formulário oficial (https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdnbaFOfsN0eZDdGGuPak1GSaP2B4K-KO_cbSxEmrM5hOMXYQ/viewform) ou acompanhadas pelo perfil do grupo no Instagram (@coletivocaixaalta).

Uma imersão nas artes visuais e na memória urbana

As atividades começam logo cedo, às 9h, com a abertura de uma Exposição Artística que ficará disponível durante todo o dia. A mostra reúne obras de artistas locais de variados estilos, idades e poéticas expressivas, oferecendo um panorama rico da produção visual da cidade.

Simultaneamente, às 9h, acontece a Oficina de Desenho: Técnicas Híbridas, ministrada por Yuri Lara. A proposta é proporcionar uma experiência criativa diferenciada, explorando novos materiais e possibilidades de construção visual para os participantes.

Na parte da tarde, a baixa das 15h, a programação artística ganha um viés interdisciplinar com a Oficina de Fotoperformance: Rastros da Memória Urbana. A atividade será conduzida por Morgana Martins, artista interdisciplinar, doutora em Artes Cênicas e professora de Artes do IFRJ. A oficina propõe a criação e o registro fotográfico de ações performáticas e materiais poéticos diretamente no espaço urbano.

Espaço para convivência, debate e voz social

Além das oficinas práticas, o evento destaca-se como um espaço de articulação política e social. Após um Lanche Coletivo programado para o meio-dia — pensado como um momento essencial de convivência e partilha —, os holofotes se voltam para o debate.

Às 13h, terá início a roda de conversa Território em VOZ ALTA. O encontro promoverá trocas e diálogos urgentes sobre a juventude local, inclusão, vivências na cidade e políticas públicas. O debate contará com a presença de Gilberth Santos, Listhiane Pereira Ribeiro e Marcela Menezes, referências que prometem trazer reflexões profundas sobre a realidade do município.

Encerramento com diversidade no palco

Para coroar o dia de atividades, a partir das 18h, a Casa Semifusa recebe as Apresentações Artísticas: Diversidade e Expressão. O palco será tomado por uma pluralidade de linguagens, corpos e vozes, evidenciando o talento e a potência dos artistas de Ribeirão das Neves.

O evento surge como uma oportunidade ímpar de fortalecer a cena cultural independente e dar visibilidade às demandas e produções da juventude periférica.

Serviço:

Evento: Programação Cultural - Coletivo Caixa Alta
Data: 27 de junho
Horário: Das 9h às 21h
Local: CASA SEMIFUSA
Endereço: Rua Cataguases, 73 - Sevilha B, Ribeirão das Neves - MG
Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdnbaFOfsN0eZDdGGuPak1GSaP2B4K-KO_cbSxEmrM5hOMXYQ/viewform
Mais informações: Instagram @coletivocaixaalta

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Iniciativa busca registrar práticas tradicionais de cura, fortalecer a memória coletiva e valorizar mulheres guardiãs de conhecimentos populares


Um projeto desenvolvido em Ribeirão das Neves pretende preservar conhecimentos tradicionais de cura que atravessam gerações e fazem parte da identidade cultural de diversas comunidades. Batizada de "Meninas do Rezo e Unguentos", a iniciativa irá identificar, registrar e valorizar a atuação de benzedeiras, raizeiras e erveiras que mantêm vivos saberes ancestrais relacionados ao uso medicinal de plantas, rezas, benzeções e tratamentos populares.

Contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, por meio do Edital nº 08/2024 de Minas Gerais, o projeto realizará um levantamento etnográfico para mapear mulheres que preservam essas práticas tradicionais no município. O objetivo é documentar um importante patrimônio cultural imaterial que, apesar de sua relevância social, enfrenta processos históricos de invisibilização e corre o risco de desaparecer com o passar do tempo.

Presentes em diferentes regiões do Brasil, as benzedeiras e raizeiras desempenham papel fundamental no cuidado comunitário. Seus conhecimentos, influenciados por matrizes indígenas, africanas e populares, unem espiritualidade, saúde, acolhimento e fortalecimento dos vínculos sociais.

De acordo com as idealizadoras do projeto, Crisângela Elen e Magna Oliveira, muitas dessas guardiãs dos saberes ancestrais já são idosas, o que torna urgente a realização de ações de registro e reconhecimento. A proposta busca identificar as ervas medicinais utilizadas nos processos de cura, compreender como esses conhecimentos são transmitidos entre gerações e registrar as experiências narradas pelas próprias protagonistas.

Além da pesquisa de campo, o projeto prevê a realização de cinco encontros de troca de saberes e oficinas práticas voltadas à produção de unguentos, tinturas, águas florais e sabão artesanal. As atividades têm como objetivo promover o intercâmbio entre gerações, fortalecer práticas de autocuidado e ampliar o reconhecimento da medicina popular como patrimônio cultural.

Todo o processo será registrado em uma cartilha construída coletivamente pelas participantes. O material reunirá relatos, fotografias, desenhos, receitas tradicionais e informações sobre folhas, raízes e seus usos terapêuticos. Ao todo, serão impressos 50 exemplares, que serão distribuídos entre as participantes, órgãos públicos e iniciativas ligadas à agricultura urbana e comunitária.

A proposta também dialoga com temas contemporâneos como sustentabilidade, biodiversidade e valorização dos conhecimentos tradicionais. Ribeirão das Neves está situada em uma área de transição do bioma Cerrado, reconhecido pela grande diversidade de espécies com potencial medicinal e frequentemente chamado por pesquisadores e comunidades tradicionais de "farmácia viva".

O público diretamente beneficiado será composto por cerca de 35 mulheres em situação de vulnerabilidade social, incluindo idosas, desempregadas e vítimas de violência doméstica que participam do coletivo Mulheres de Areias. Além desse grupo, a expectativa é alcançar aproximadamente 100 pessoas de forma indireta por meio das ações formativas e da circulação da cartilha.

Para as organizadoras, registrar a atuação das benzedeiras e raizeiras significa reconhecer trajetórias historicamente invisibilizadas e fortalecer práticas que continuam sendo referência de cuidado em diversas comunidades. Em um período marcado por crises ambientais, transformações sociais e desafios coletivos, a valorização dos saberes ancestrais surge como estratégia de preservação da identidade cultural, promoção da saúde comunitária e resistência dos modos tradicionais de viver, cuidar e compartilhar conhecimento. É ou conhece alguma benzedeira e/ou raizeira em Ribeirão das Neves?

Entre em contato com as responsáveis:

* 31 98762-4408 (Crisângela Elen)
* 31 98456-4640 (Magna Oliveira)

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Ribeirão das Neves recebe, no próximo domingo (21), a grande final do Festival Nevense de Rimas, iniciativa que tem fortalecido a cultura Hip Hop e as batalhas de MCs no município. O evento será realizado a partir das 15h, na Black House MMA, no bairro Sevilha B, com entrada gratuita.
Após meses de disputas classificatórias em diferentes regiões da cidade, 16 MCs garantiram vaga na etapa decisiva da primeira edição do festival. Ao longo do projeto, artistas, coletivos culturais, produtores e jovens participaram das seletivas, contribuindo para o fortalecimento da cena local e a integração entre diferentes territórios do município.
Além da competição, o festival busca valorizar a cultura periférica, incentivar o protagonismo juvenil e ampliar o acesso às manifestações artísticas urbanas. A proposta é utilizar o Hip Hop como ferramenta de expressão, inclusão social e fortalecimento dos laços comunitários.
A programação contará ainda com apresentações musicais, performances de dança urbana por meio do Cypher Dance, intervenções de grafite, participação de DJs convidados, rua de lazer para crianças e famílias, além de praça de alimentação.
A expectativa da organização é reunir moradores de diversos bairros de Ribeirão das Neves e cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte em uma celebração da arte urbana, marcada pela troca de experiências, criatividade e valorização dos talentos locais.

Serviço

Grande Final do Festival Nevense de Rimas

📅 Data: 21 de junho (domingo)
🕒 Horário: A partir das 15h
📍 Local: Black House MMA – Rua Alagoas, 401, bairro Sevilha B, Ribeirão das Neves

🎟️ Entrada gratuita

Programação:

Final das batalhas de MCs
Pocket shows
Cypher Dance
DJs convidados
Intervenções de grafite
Rua de lazer
Praça de alimentação
Atividades culturais para toda a comunidade

Informações:
(31) 98443-4897

Organização:
Festival Nevense de Rimas

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A Casa Semifusa anunciou a abertura de vagas remanescentes para as suas oficinas gratuitas de Teatro e Moda. De acordo com a organização, as turmas têm início imediato e são voltadas para moradores da região que buscam qualificação cultural e artística. Para garantir a participação, os interessados devem acessar as redes sociais oficiais dos organizadores para preencher o formulário de inscrição.

Teatro, ancestralidade e território
A oficina de Teatro propõe uma imersão prática que vai além das técnicas tradicionais de atuação. O curso é desenhado para quem deseja explorar a riqueza das tradições orais afro-brasileiras, incentivando os participantes a fortalecerem suas conexões com seus territórios de origem e aprofundarem suas noções de identidade e pertencimento. O cronograma das aulas inclui jogos de contação de histórias, práticas de transmissão de oralidade e improvisação teatral, sempre às segundas-feiras, na sede da Casa Semifusa.

As aulas serão ministradas por Nayara Leite. Natural de Ribeirão das Neves, Nayara iniciou sua trajetória artística no programa Valores de Minas em 2014. Hoje, acumula experiência como atriz, arte-educadora, dramaturga, contadora de histórias e produtora. Possui formação técnica pelo Teatro Universitário (TU) e licenciatura em Teatro pela UFMG, com especialização transversal em Relações Étnico-Raciais, História da África e Cultura Afro-Brasileira.

Do planejamento às passarelas: Oficina de Moda
Para quem tem interesse no mercado da confecção e do estilo, a oficina de Moda oferece uma introdução completa ao universo do design, planejamento e produção de coleções. Alternando entre aulas teóricas e dinâmicas práticas, o curso capacita os alunos a compreenderem todas as etapas da cadeia produtiva, além de desenvolver habilidades manuais essenciais para atuação em qualquer nicho do mercado fashion.

A formação fica a cargo do estilista Junio Ramos. Com 19 anos de experiência consolidada no mercado da moda, Ramos atualmente se dedica ao design e à confecção de sua marca própria. O profissional traz na bagagem o reconhecimento do setor, tendo vencido três importantes concursos de estilismo, sendo dois de alcance regional e um nacional.

Como se inscrever
As inscrições devem ser realizadas de forma virtual. Os links com os formulários estão disponíveis nas biografias dos perfis oficiais no Instagram: @casasemifusa e @coletivosemifusa. Por se tratar de vagas remanescentes e com início imediato, a organização orienta que os candidatos façam o cadastro o quanto antes, já que as vagas são limitadas.

SERVIÇO
O que: Vagas remanescentes para oficinas gratuitas de Teatro e Moda

Onde: Casa Semifusa

Início: Imediato

Inscrições: Via direct ou link na bio dos perfis @casasemifusa e @coletivosemifusa no Instagram.

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