Estamos diante de um verdadeiro colapso mental.
Não sabemos onde estamos, e o mais grave ainda é não termos a mínima ideia de para onde
iremos.
Somos moldados por influências que vem de dentro, ou que vêm de fora.
Desde a década de 80 quando começaram as mudanças de comportamento das famílias, onde
os recém-casados passaram a decidir não ter filhos, ou ter no máximo dois para que a mulher
também pudesse ser provedora, que as gerações nascidas a partir desta época, foram
perdendo a essência do convívio familiar.
Daí em diante, aos três anos de idade, a criança já iria para uma creche, pois os pais não
tinham alternativas, pois ambos trabalhavam. E já nesta idade estas crianças já começaram a
receber influências “vindas de fora”.
Ao atingir os cinco anos, como forma de compensar ausências, e ao mesmo tempo por
competição com o entorno, estas crianças além da escola, eram levadas para Ballet, judô,
Inglês, futebol etc.
Perderam o protagonismo, e aprenderam a seguir determinações impostas pelas vontades dos
pais, e com isto não aprenderam a decidir seu próprio destino, e vivem a maioria, sobre tudo
do que lhes é imposto.
Talvez seja esta a explicação de conteúdos serem expostos na mídia, sem nenhuma
informação que possa elevar nossos conhecimentos, receberem milhões de seguidores.
A partir desta década, modelos de “existência?” passaram a ser incutidos nas mentes destes
jovens de cima para baixo, através das mídias e toda forma de comunicação, sobre tudo nas
escolas. E já acostumados a “seguir”, com pouca disposição ou sem o hábito de discernir,
foram acatando a imposição. Conquistar para a maioria destes, não tem significado.
Hoje, jovens com menos de 40 anos, em sua maioria não tem a destreza de se conectar com a
família, mesmo vivendo debaixo do mesmo teto.
São jovens muito críticos, exigentes, mas sem autonomia. Tendo como refúgio os psicólogos,
psiquiatras e os celulares.
Mas na minha humilde visão, não podemos culpa-los por isso. São vitimas do que lhes foi
imposto desde de sempre. Cresceram aprendendo o que lhes ensinaram, são frutos do que
foram preparados para ser.
Eu que sou pai de jovens enquadrados nestas gerações, me incluo na lista dos desavisados que
caíram na influência vinda de fora, e gastaram suas energias usando seus filhos para torna-los
iguais aos filhos dos outros, quando deveríamos gastar estas energias para torna-los únicos,
autônomos, capacitados, família, mas de acordo com suas aptidões e habilidades.
De modo que já não adianta mais a caça dos culpados. Resta-nos com este aprendizado,
revitalizar a essência chamada família, e através dos nossos netos, resgatar a importância da
influência vinda de dentro, e não as que vêm de fora,
Na verdade, não somos culpados. Somos vitimas do sistema!







