No dia 17 de maio (domingo), os portões do CAIC se abrirão para um evento que prova que a ficção científica pode ser o maior motor de transformação social. A CONVEFIC (Convenção de Ficção Científica e Animes) chega a Ribeirão das Neves trazendo não apenas entretenimento, mas a materialização do conceito de "União de Povos" vindo diretamente das estrelas.
Organizada pelo fã-clube oficial de Star Trek, a convenção é inspirada na Federação Unida de Planetas. Na série, diferentes espécies, culturas e religiões coexistem em paz e proteção mútua; na vida real, o evento transforma as salas de aula em espaços de acolhimento para qualquer grupo que queira compartilhar sua paixão.
O grande diferencial da CONVEFIC é a sua abertura total. Sem fins lucrativos e com um espírito colaborativo, o evento cedeu salas para grupos de diversos segmentos, criando um mosaico cultural vibrante. Confira os destaques já confirmados:
Nostalgia Pura: Sala de exposição de games antigos e gibiteca.
Cultura e Arte: Oficina de música medieval e palestras variadas.
Aventura Real: Presença do grupo Pé no Chão, o grupo de caminhada mais antigo de Belo Horizonte.
Entretenimento Geek: Sala de filmes de Star Trek, jogos de mesa (board games) e consoles modernos.
Interatividade: Diversos stands de produtos e áreas de convivência.
Mais do que celebrar a cultura pop, a CONVEFIC tem um compromisso profundo com a comunidade local. Fiel aos valores de "apoiar, respeitar e proteger", o evento não cobra ingresso em dinheiro.
A entrada é solidária: Basta levar 1 kg de alimento não perecível. Todo o montante arrecadado será destinado a instituições de caridade e famílias em situação de vulnerabilidade em Ribeirão das Neves.
É a oportunidade perfeita para os fãs de tecnologia, animes e cinema mostrarem que a empatia é, de fato, a fronteira final.
Serviço
Evento: CONVEFIC (Convenção de Ficção Científica e Animes)
Data: 17 de maio
Local: CAIC – Ribeirão das Neves
Entrada: 1 kg de alimento não perecível
Classificação: Livre para todas as espécies e idades.
Mais informações: (31) 988893488
Moradores de Ribeirão das Neves, voltaram a manifestar indignação com a qualidade do serviço prestado pela linha 6260.
Entre as principais queixas registradas nesta manhã, 24/04, estão o intervalo excessivo entre as viagens, veículos operando acima da capacidade permitida e o estado de conservação dos ônibus.
De acordo com os usuários, o descumprimento do quadro de horários é um problema crônico.
"Esperamos mais de 40 minutos no ponto e, quando o ônibus chega, já está lotado, impedindo que muitos consigam embarcar", relatou um passageiro que preferiu não se identificar.
Principais pontos críticos apontados:
Irregularidade no quadro de horários: Longa espera nos pontos de parada, especialmente em horários de pico.
Superlotação: Inviabilidade de embarque e desconforto térmico devido ao excesso de passageiros.
Manutenção da frota: Relatos de veículos com problemas mecânicos e limpeza precária.
Posicionamento oficial
Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Sertan) informou que monitora a operação da linha e que eventuais atrasos podem ser causados por congestionamentos no itinerário.
Já o DER-MG (Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais), responsável pela fiscalização das linhas metropolitanas, afirmou que realiza vistorias periódicas e orienta que os usuários formalizem as denúncias pelo canal oficial de ouvidoria para que as sanções cabíveis sejam aplicadas às empresas responsáveis.
A regularização fundiária e a integração de políticas públicas para populações vulneráveis, incluindo egressos do sistema carcerário, pautaram a audiência pública realizada nesta quinta-feira (23/04/26) em Ribeirão das Neves. O encontro, promovido pela Comissão Extraordinária de Defesa da Habitação e da Reforma Urbana da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), reuniu moradores, movimentos sociais e autoridades para discutir o futuro urbano da cidade.
Recursos Federais sob vigilância
A deputada Andréia de Jesus (PT), solicitante da audiência, destacou que o município recebeu R$ 307,8 milhões via Novo PAC desde 2023. Entretanto, a parlamentar cobrou maior transparência e mecanismos de fiscalização "a olho nu" para que a população possa acompanhar o andamento das obras.
Entre os investimentos citados, destacam-se:
Justinópolis: R$ 35,7 milhões para urbanização (70% de execução).
Vila Hortinha: R$ 30 milhões destinados à urbanização e realocação de famílias.
Demandas dos Movimentos Sociais
Rosely Augusto, coordenadora do Movimento Direito de Moradia e diretora do CEPI-Neves, alertou para o "inchaço" de regiões como o Vale das Acácias e as dificuldades burocráticas em projetos habitacionais em Areias. As principais reivindicações do setor incluem:
Reativação imediata do Conselho Municipal de Habitação.
Adesão ao programa "Periferia Viva", focado na urbanização de favelas.
Investimento em Lazer e Cultura: Pesquisa do Origem Instituto revelou que 75% dos moradores de bairros como Vereda e San Marino se mudariam da cidade devido à falta de espaços de convivência e cultura.
O olhar das Instituições
A integração entre os governos federal, estadual e municipal foi defendida pela promotora Flávia Ferreira e pela defensora pública Ana Cláudia Storch como o único caminho para solucionar o crescimento desordenado de Neves. Já a delegada Cristiane Gaspari (DEAM) trouxe um dado social relevante: a falta de habitação digna é um dos principais fatores que impedem o rompimento do ciclo de violência doméstica, já que muitas mulheres não têm para onde ir após denunciarem seus agressores.
O Posicionamento da prefeitura
A superintendente de políticas habitacionais, Marina Braga, defendeu o programa Regulariza Neves, afirmando que mais de 60 mil títulos já foram entregues desde 2021. Sobre a Vila Hortinha, a representante esclareceu que a remoção de famílias está sendo reavaliada, priorizando a permanência dos moradores no local por meio de projetos de requalificação, desde que não haja risco geológico.
A prefeitura informou ainda que recursos para novas creches, escolas em tempo integral e a renovação da frota de transporte público já estão em fase de licitação ou execução.
O cenário político da Grande Belo Horizonte ganhou um novo movimento nesta semana. O ex-prefeito de Ribeirão das Neves por dois mandatos e atual secretário-executivo da Casa Civil de Minas Gerais, Junynho Martins, anunciou oficialmente sua pré-candidatura a Deputado Federal. O anúncio marca o retorno do político às urnas após concluir sua gestão municipal em 2024 e consolidar sua sucessão na prefeitura.
A carreira de Junynho Martins é marcada por uma transição do setor educacional e de eventos para a gestão pública. Professor de história de carreira, Martins iniciou sua vida pública com forte atuação como promoter de festas e eventos culturais na região, o que lhe conferiu visibilidade popular inicial.
Sua ascensão política incluiu passagens como:
Vereador e Presidente da Câmara Municipal de Ribeirão das Neves (2009-2012).
Prefeito de Ribeirão das Neves por dois mandatos consecutivos (2017-2024), onde destacou-se por programas de infraestrutura como o "Asfalto Novo" e parcerias público-privadas de iluminação.
Secretário-Adjunto e Executivo da Casa Civil, cargo que assumiu em 2025 a convite do Governo de Minas Gerais, focando na articulação política e gestão estratégica.
Apesar da densidade eleitoral demonstrada nas últimas eleições, a trajetória de Junynho Martins enfrenta o crivo do Poder Judiciário e do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Atualmente, o ex-prefeito é alvo de investigações e processos que podem impactar suas pretensões políticas futuras.
Principais Processos em Curso:
Improbidade Administrativa (2025): O MPMG ajuizou uma ação apontando supostos favorecimentos a empresários em contratos que somam cerca de R$ 3,7 milhões. A acusação sustenta que houve dispensa indevida de licitação e desvio de recursos originalmente destinados à saúde e educação.
Investigação de Crime Eleitoral (2023): A Justiça Eleitoral determinou a abertura de inquérito criminal para apurar suspeitas de falsidade ideológica eleitoral. O Ministério Público Eleitoral investiga se a máquina pública foi utilizada para beneficiar aliados durante o pleito de 2022, citando o uso de eventos institucionais e inaugurações com fins eleitorais.
Nomeações Irregulares (2020): Uma ação civil pública questionou a nomeação de um antigo opositor político para um cargo de confiança, sob a alegação de "compra de silêncio" e desvio de finalidade.
Sanções e a "Lei da Ficha Limpa"
Caso as investigações resultem em condenações definitivas ou proferidas por órgãos colegiados (segunda instância), Junynho Martins poderá enfrentar sanções severas baseadas na Lei de Improbidade Administrativa e na Lei da Ficha Limpa, tais como:
Inelegibilidade: Impedimento de disputar cargos eletivos por prazos que podem chegar a 8 anos.
Suspensão de Direitos Políticos: Perda do direito de votar e ser votado durante o período da sanção.
Multas e Ressarcimento: Obrigação de devolver valores ao erário público e pagamento de multas civis proporcionais ao dano causado.
A defesa de Junynho Martins tem reiterado, em manifestações anteriores, que todas as contas e atos de sua gestão foram pautados pela legalidade e transparência, confiando na justiça para o esclarecimento dos fatos. A pré-candidatura agora segue para a fase de articulações partidárias, visando a homologação nas convenções que ocorrerão no segundo semestre.
Por Vanessa Camila
“Dos diversos instrumentos inventados pelo homem, o mais assombroso é, sem dúvida, o livro.” A frase de Jorge Luis Borges atravessa o tempo e segue atual, especialmente no dia 23 de abril, quando se celebra o Dia Mundial do Livro. A data foi instituída pela UNESCO em 1995 como o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais, tornando-se um marco internacional de incentivo à leitura e valorização da autoria em diversos países.
No Brasil, a data não decorre de uma lei específica, mas integra o calendário cultural e é mobilizada por políticas públicas, instituições e iniciativas sociais voltadas ao livro e à leitura.
Mais do que uma data simbólica, o momento reforça o debate sobre o papel da leitura na formação crítica, na cidadania e na construção de sentidos coletivos.
O livro é uma das tecnologias mais duradouras da humanidade. Antes das telas, já cumpria funções essenciais de memória, registro e imaginação. Ainda hoje, em meio ao excesso de informações e à aceleração da vida cotidiana, permanece como um espaço de pausa e aprofundamento.
No Brasil, os dados mais recentes da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil reforçam um cenário de alerta. 47% da população brasileira é considerada leitora, enquanto 53% não leu nenhum livro, nem parte dele, nos três meses anteriores à pesquisa. O levantamento também indica que, pela primeira vez na série histórica, o número de não leitores supera o de leitores no país, revelando uma tendência de queda no hábito de leitura.
Esse cenário evidencia um problema estrutural que vai além do acesso ao livro. A leitura no Brasil ainda é profundamente marcada por desigualdades de renda, escolaridade e acesso a equipamentos culturais, o que reforça a necessidade de políticas contínuas de formação de leitores.
Em Minas Gerais, essa realidade também se expressa. Embora existam iniciativas de incentivo à leitura e ampliação do acesso a conteúdos digitais, parte significativa da população ainda não mantém o hábito de leitura de forma regular. Isso reforça que o desafio não está apenas na oferta de livros, mas na construção de vínculos duradouros com a leitura.
É nesse contexto que o município de Ribeirão das Neves se torna central para a compreensão dessas dinâmicas. Falar de leitura na cidade é também falar de invisibilidade. Bibliotecas públicas existem, porém muitas vezes são pouco divulgadas, pouco sinalizadas e ainda pouco integradas ao cotidiano da população. Essa baixa visibilidade limita o reconhecimento desses espaços como equipamentos culturais vivos e acessíveis.
Ainda assim, a leitura não desaparece. Ela se reorganiza no território por meio de iniciativas culturais, ações educativas e práticas comunitárias que aproximam o livro da vida cotidiana.
Coletivos como o Semifusa, do município, são parte fundamental dessa dinâmica. Atuando de forma independente no próprio território, contribuem para ampliar o acesso ao livro por meio da organização de acervos e de ações culturais que colocam a leitura em circulação e fortalecem o vínculo com a comunidade local.
A partir dessa mesma realidade, outras iniciativas na cidade também ajudam a compor esse cenário cultural mais amplo. Exemplos como o Centro Cultural Poesia de Status e o Espaço Cultural Amargem apontam para a presença de práticas culturais e educativas que dialogam com a leitura no território. Em muitos casos, essas experiências operam de forma autônoma e com baixa institucionalização, encontrando nas redes sociais um dos principais meios de divulgação e articulação.
Ao lado dessas iniciativas, projetos educativos e práticas comunitárias de circulação de livros ajudam a sustentar o acesso à literatura em territórios onde a presença do poder público ainda é limitada ou pouco contínua. Nesse sentido, torna-se fundamental que a gestão municipal amplie a divulgação das bibliotecas comunitárias existentes, reconhecendo sua relevância e incorporando essas experiências às políticas culturais e educacionais do município, fortalecendo sua integração com a rede pública.
As bibliotecas comunitárias, nesse cenário, assumem papel estratégico. Muitas vezes construídas com poucos recursos, mas com forte mobilização social, funcionam como espaços de encontro, formação e pertencimento. Mais do que pontos de empréstimo, tornam-se territórios vivos de mediação cultural.
O contraste é evidente. De um lado, bibliotecas públicas ainda pouco difundidas ou subutilizadas. De outro, iniciativas comunitárias que mantêm a leitura em circulação por meio da criatividade e da resistência. Isso não substitui o papel do Estado, mas evidencia a necessidade de reconhecimento, visibilidade e fortalecimento dessas práticas.
Neste Dia Mundial do Livro, a reflexão que se impõe vai além do ato de ler. Ela passa pelas condições que tornam a leitura possível. Em territórios como o município de Ribeirão das Neves, ler é muitas vezes um gesto coletivo, atravessado por vínculos comunitários e por formas de resistência.
Em um tempo marcado pelo excesso de informação e pela disputa constante por atenção, o livro segue como um convite raro. Ele chama ao silêncio, à escuta e à imaginação de outros mundos possíveis. E, nas periferias, também se torna uma ferramenta para construí-los.
Mais do que isso, o fortalecimento da leitura passa necessariamente pelo compromisso do poder público com políticas consistentes de acesso ao livro, valorização das bibliotecas e incentivo à formação de leitores nos territórios. Em municípios como o de Ribeirão das Neves, isso significa não apenas ampliar estruturas, mas também dar visibilidade às iniciativas já existentes e integrá-las de forma contínua às políticas culturais e educacionais.
Ao mesmo tempo, há um desafio coletivo que ultrapassa instituições: a retomada do hábito de leitura como prática cotidiana. Incorporar o livro à vida, seja por meio de bibliotecas, projetos comunitários ou iniciativas individuais, é também uma forma de ampliar repertórios, fortalecer o pensamento crítico e construir novas formas de participação social.
Neste Dia Mundial do Livro, a reflexão se amplia: ler não é apenas um ato individual, mas uma escolha cultural e política que precisa ser estimulada, apoiada e compartilhada.
A cidade de Ribeirão das Neves terá uma representante de peso na disputa por um dos títulos mais tradicionais do circuito sertanejo mineiro.
Edith Valverde Sodré Silva foi anunciada oficialmente como uma das 12 finalistas do concurso Rainha do Pedro Leopoldo Rodeio Show 2026, consolidando sua posição em uma seletiva que reuniu candidatas de diversas localidades.
Agora, ela integra o grupo seleto que disputará não apenas a coroa de Rainha, mas também os postos de Princesa e Madrinha da festa, que é considerada uma das maiores do Brasil.
Nas redes sociais, a torcida pela candidata ganha força à medida que a etapa decisiva se aproxima, ressaltando o orgulho da representatividade nevense no concurso.
A partir de agora, Edith e as demais finalistas iniciam uma agenda intensiva de preparação, que inclui sessões de fotos, treinamentos de passarela e presença em eventos oficiais da organização. O resultado final será definido por um corpo de jurados em um evento de gala, onde serão escolhidas as soberanas que abrirão as porteiras da edição de 2026 do Pedro Leopoldo Rodeio Show. Acompanhe a trajetória nas redes sociais @dithvalverde.
Ribeirão das Neves será palco, no próximo dia 25 de abril, do Encontro dos Povos de Terreiro de Ribeirão das Neves – EU VOU!, iniciativa que reúne lideranças, praticantes e apoiadores das religiões de matriz africana para um dia de diálogo, articulação e fortalecimento cultural.
O encontro acontece das 9h às 17h, no Instituto Federal de Minas Gerais – Campus Ribeirão das Neves, localizado na Rua Vera Lúcia de Oliveira Andrade, 800, no bairro Vila Esplanada.
A programação busca promover a valorização dos povos de terreiro, além de ampliar o debate sobre direitos, enfrentamento à intolerância religiosa e reconhecimento dessas tradições como parte fundamental da cultura brasileira.
Na oportunidade, o Encontro dos Povos de Terreiro de Ribeirão das Neves será palco do lançamento oficial do projeto de Emplacamento de Espaço Sagrado Protegido. A ação visa identificar e proteger territórios das comunidades tradicionais de Matriz Africana da cidade, reafirmando o compromisso local com a liberdade religiosa.
A atividade integra ações viabilizadas pelo Termo de Fomento nº 1271000510/2025, com apoio da deputada Andréia de Jesus, em parceria com o Instituto Cultural Semifusa. A coordenação executiva do projeto é de Sílvia Letícia.
Aberto ao público, o encontro convida toda a comunidade a participar. Os interessados podem confirmar presença por meio de formulário online: https://forms.gle/MCsda3wax6n977pa7
Serviço
📍 Encontro dos Povos de Terreiro de Ribeirão das Neves – EU VOU!
📆 25 de abril de 2026
🕘 9h às 17h
📌 IFMG – Campus Ribeirão das Neves
📍 Rua Vera Lúcia de Oliveira Andrade, 800 – Vila Esplanada
Por Lucimar de Souza
Produção em stop motion mostra como estudantes transformam projetos acadêmicos em experiências formativas e reconhecimento fora do país
Entre o sonho de um personagem que deseja ser astronauta e a realidade de um estudante que aprende fazendo, nasce “Laranjinha”, um curta-metragem de animação produzido na Escola de Belas Artes da UFMG.
Mais do que uma produção audiovisual, o projeto evidencia como o processo criativo pode se tornar um caminho de formação — marcado por desafios, descobertas e desenvolvimento de habilidades que vão além da sala de aula.
O projeto surgiu em 2019, durante uma disciplina de roteiro visual. “A criação foi lenta, assim como o aprendizado”, relata o diretor.
Graduando em Cinema de Animação e Artes Digitais pela Escola de Belas Artes da UFMG, ele transformou o curta em um espaço de aprendizagem prática, desenvolvendo autonomia, organização e visão de projeto.
Para tirar “Laranjinha” do papel, buscou formação em assistência de produção, animação em stop motion, criação de bonecos e edição. “Para a ideia, a sensibilidade é fundamental. Mas para executar, é técnica, concentração e muito trabalho”, explica.
Com poucos recursos, a equipe recorreu à criatividade e à adaptação, características marcantes da produção independente no Brasil.
O filme foi desenvolvido de forma colaborativa, com participação de Ramona Visconti, Gabriel Freneda, Maira Alencar e Ryan Paiva, além do apoio de Alexandre Martins, Jéssica Souza e Gilliano Silva.
Em 2025, o diretor também ilustrou o livro infantil “Rimando o nome de Fulano”, da escritora Bárbara Vee, fundadora da Biblioteca Poesia de Status, onde também desenvolveu oficinas de artes.
O filme acompanha um personagem que sonha em ser astronauta, mesmo vivendo uma realidade simples, convidando o público à reflexão.
Com estética inspirada no universo infantil, o curta reforça o papel da imaginação no processo educativo. “A escola é um lugar onde podemos aprender e colocar em prática histórias que talvez não surgiriam fora dela”, afirma.
O projeto já participou de festivais no Brasil e no exterior, como FIDA Chile (2025), ARUCAD Cinematic Seeds Festival (Turquia, 2026), AnimaVerso 2026 e Chilemonos 2026.
Para quem deseja começar, o conselho é direto: “Você não precisa de muito. Papel, lápis ou um celular já são suficientes”.
“Laranjinha” mostra que aprender vai além da teoria — e que o processo pode abrir caminhos reais para o futuro.
Rotinas preventivas, capacitação e monitoramento técnico contribuem para manter equipamentos em funcionamento contínuo
A manutenção de empilhadeiras tem impacto direto na produtividade de operações logísticas e industriais. Em ambientes onde a movimentação de cargas depende desses equipamentos, falhas inesperadas podem causar interrupções, atrasos e aumento de custos. Para evitar esse tipo de situação, empresas têm adotado práticas mais estruturadas de manutenção, com foco na prevenção e no acompanhamento contínuo do desempenho das máquinas.
A experiência do setor mostra que grande parte das paradas poderia ser evitada com cuidados básicos e planejamento. Ao integrar rotinas de inspeção, revisões periódicas e capacitação de operadores, é possível reduzir riscos e prolongar a vida útil dos equipamentos.
1. Inspeções diárias e checklists operacionais
Uma das práticas mais recomendadas é a realização de inspeções antes do início das atividades. Operadores devem verificar itens como freios, pneus, níveis de fluidos, funcionamento do sistema hidráulico e condições gerais da empilhadeira.
O uso de checklists padronizados ajuda a garantir que nenhum ponto importante seja negligenciado. Esse processo permite identificar sinais iniciais de desgaste ou falhas, possibilitando intervenções rápidas antes que o problema se agrave.
Além disso, o registro dessas inspeções cria um histórico útil para o acompanhamento do equipamento ao longo do tempo.
2. Manutenção preventiva programada
A manutenção preventiva consiste em revisões periódicas realizadas de acordo com orientações técnicas ou tempo de uso do equipamento. Nessa etapa, são feitas substituições de peças desgastadas, ajustes e verificações mais detalhadas.
Embora represente um custo recorrente, essa prática tende a evitar despesas maiores com reparos emergenciais. Quando uma empilhadeira apresenta falha durante a operação, o impacto vai além do conserto, afetando toda a dinâmica do trabalho.
Seguir um cronograma de manutenção ajuda a manter o equipamento em condições adequadas e reduz a probabilidade de paradas inesperadas.
3. Treinamento e boas práticas de operação
O modo como a empilhadeira é utilizada influencia diretamente sua durabilidade. Operações inadequadas, como excesso de carga, manobras bruscas ou uso em condições não recomendadas, aceleram o desgaste dos componentes.
Por isso, investir na capacitação dos operadores é uma medida importante. Profissionais treinados tendem a conduzir os equipamentos com mais precisão, respeitando limites e adotando práticas seguras.
Além do treinamento inicial, reciclagens periódicas ajudam a reforçar orientações e atualizar os operadores sobre novos procedimentos ou tecnologias.
4. Monitoramento e uso de tecnologia
O uso de tecnologias de monitoramento tem se tornado mais comum na gestão de empilhadeiras. Sensores e sistemas digitais permitem acompanhar indicadores como tempo de uso, desempenho e necessidade de manutenção.
Essas ferramentas ajudam a identificar padrões que podem indicar falhas futuras, permitindo ações preventivas mais precisas. O monitoramento também facilita o planejamento das revisões, evitando interrupções inesperadas na operação.
Além disso, sistemas de gestão contribuem para organizar informações, registrar intervenções e melhorar o controle sobre a frota.
5. Gestão de peças e suporte técnico
A disponibilidade de peças de reposição e o acesso a assistência técnica são fatores que influenciam diretamente o tempo de resposta em caso de necessidade de reparo.
Empresas que mantêm estoque básico de componentes e contam com fornecedores confiáveis conseguem reduzir o tempo de inatividade dos equipamentos. A escolha de peças adequadas também impacta no desempenho e na durabilidade das empilhadeiras.
Ter um suporte técnico ágil e qualificado garante que intervenções sejam realizadas de forma correta, evitando retrabalho e novos problemas.
A adoção dessas práticas mostra que a manutenção em empilhadeiras vai além de ações pontuais e depende de uma abordagem contínua e organizada. Ao combinar inspeções, planejamento, capacitação e tecnologia, empresas conseguem reduzir custos, evitar falhas e manter a operação em funcionamento. Em ambientes onde o tempo e a eficiência são determinantes, a prevenção se torna o principal caminho para garantir estabilidade e segurança nas atividades.


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