Apostando em projetos educativos, envolvendo profissionais de saúde e população, Ribeirão das Neves, há três anos, vem se organizando para o controle efetivo da leishmaniose visceral, a forma mais grave das leishmanioses, que pode matar se não for tratada. A doença é transmitida pelo mosquito palha, um inseto que, após picar um cão infectado, pode transmitir a doença para outros cães e para as pessoas.
A leishmaniose visceral, de acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, é classificada como doença transmissível com quadro de persistência, ou seja, o número de casos vem aumentando no país, a partir dos anos 80, e por isso, merece uma atenção especial da Rede Pública de Saúde.
A doença vem aumentado por um processo de urbanização. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), mais da metade dos municípios já notificaram casos da doença. Provavelmente, fatores relacionados ao processos migratório, à ocupação desordenada das periferias urbanas, a presença significativa do reservatório (cão) e do inseto, além das altas densidades populacionais com baixa imunidade à infecção contribuem para a rápida e extensa distribuição das leishmanioses na RMBH. Todos esses fatores são agravados com a baixa qualificação técnica de profissionais de saúde, ressaltando ainda a precariedade de infra-estrutura para o atendimento dos casos da doença. Em Ribeirão das Neves a doença está na agenda de prioridades dos gestores e, por isso, o objetivo da Prefeitura é intensificar as ações de prevenção e controle, mantando a vigilância constante.
Desde 2007, o município trabalha em parceria com a FIOCRUZ num modelo de organização de serviço para a prevenção da leishmaniose visceral, tendo como eixos estruturantes o trabalho correto da doença. Desde o início desse trabalho foi observado um aumento importante no número de casos suspeitos da doença e uma redução no número de casos confirmados, mostrando que os profissionais de saúde estão mais atentos ao diagnóstico.
Na próxima segunda-feira, 23 de novembro, 63 auxiliares de enfermagem que participaram do curso de capacitação receberão o certificado de conclusão do curso. Estes profissionais atuarão como multiplicadores e serão referências para trabalhar prevenção à leishmaniose visceral nas Unidades de Saúde. Os auxiliares receberão materiais informativos (banners, cartilhas, álbuns seriados) para ajudar no trabalho de prevenção com a comunidade.
Miriam Nogueira Barbosa Andrade, médica infectologista, mestre em Ciências pela FIOCRUZ e coordenadora do Programa DST/AIDS, em Ribeirão das Neves, afirma que o controle da doença é complexo e que para ter resultados precisa da integração das ações da Secretaria de Saúde e do apoio das pessoas da comunidade, com medidas simples, como: limpar quintais para evitar acúmulo de folhas e lixo que favorecem a multiplicação do inseto, não jogar lixo em lotes vagos, evitar animais domésticos dentro de casa, manter abrigo de animais limpos, sem restos de fezes. Alerta que o mosquito palha, ao contrário do mosquito da dengue, se reproduz em matéria orgânica como fezes de animais ( esterco), cascas de frutas, legumes, raízes e folhas secas, além disso, chama atenção ao fato de que as aves são ótima fonte alimentar para os insetos, por isso, que tem galinheiro deve mantê-los sempre limpos para evitar a sua proliferação.
A médica explica que os principais sintomas da doença no homem são febre durante muitos dias, perda de apetite, emagrecimento, palidez, fraqueza e também, com o passar do tempo pode haver aumento do volume da barriga devido ao crescimento do baço e do fígado.
O tratamento da leishmaniose visceral é gratuito, as pessoas, aos primeiros sintomas, devem procurar o Serviço de Saúde mais próximo de sua casa.
Segundo Miriam, em Ribeirão das Neves, além da organização dos Serviços de Saúde para o atendimento aos casos da doença e a capacitação dos profissionais de saúde, a Prefeitura tem feito outros investimentos no controle da doença, como a construção do Canil Municipal e obras de infra-estrutura e saneamento em várias áreas de risco.
Prefeitura Municipal de Ribeirão das Neves
Em parceria com os gestores municipais de DST/Aids de 21 municípios mineiros, a Coordenação de Ações de Saúde para a Pessoa em Privação de Liberdade da Secretaria de Estado de Saúde (SES) discutiu, nesta quinta-feira (22), em Belo Horizonte, estratégias de capacitação para as equipes de saúde prisionais do estado. O evento realizado no espaço Helium abordou a ampliação das ações de DST/Aids para a saúde prisional em Minas e realizou uma contextualização da atual situação no estado.
A Farmácia Popular é uma parceria da Prefeitura Municipal de Ribeirão das Neves com o Governo Federal e foi implantada com o objetivo de levar à população medicamentos com preços a baixo custo. São mais de 96 tipos de remédios com descontos de até 90%, entre eles estão medicamentos para hipertensão, diabetes, colesterol alto, anticoncepcionais, antibióticos, dentre outros.
A gravidez indesejada, aos poucos, deixa de ser um problema enfrentado pelos jovens mineiros. Os adolescentes estão mais responsáveis em relação ao sexo. Pelo menos é o que indica a pesquisa do Ministério da Saúde (MS), divulgada em setembro. Em Minas Gerais, o número de partos realizados em meninas entre 10 e 19 anos reduziu 33,2% nos últimos dez anos. Uma queda superior à média nacional, que foi de 30,6%. Entre as razões para esse cenário está o acesso dos jovens às políticas públicas de orientação sexual.
Para nortear prefeitos e secretários municipais acerca das ações e demandas na área da saúde nos municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), foi realizada nesta terça-feira (15), em Esmeraldas, reunião itinerante da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Granbel). Durante o encontro foi apresentada uma série de prioridades pelos secretários municipais de saúde.
A Fundação Hemominas convida doadores voluntários de sangue, principalmente com Rh Negativo (O Negativo, A Negativo, B Negativo e AB Negativo), a comparecerem em suas unidades na capital e no interior. Nos últimos dias, a diminuição crítica dos tipos de sangue negativos foi registrada pela Hemominas em toda a sua rede, com uma baixa de cerca de 30% no comparecimento de doadores com esse Rh. Na maior unidade em Belo Horizonte – Alameda Ezequiel Dias, 321 - foi registrado o comparecimento desses doadores 50% menor que o movimento usual. Não foi identificada uma causa específica para esse refluxo dos doadores com Rh Negativo.
O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude (Seej), lançou nesta quarta-feira (5) o projeto “Pode Crê!”, que desenvolverá ações voltadas para a educação sexual de 330 jovens moradores de áreas carentes de Belo Horizonte. As aulas serão dadas por jovens integrantes de uma ONG formada por soropositivos, que irão relatar as próprias experiências e orientar os jovens sobre a prevenção da Aids.
O Hospital Municipal São Judas Tadeu recebeu uma unidade da Brinquedoteca Móvel, que consiste em dois grandes cubos sobrepostos e articulados, equipados com 96 itens entre bonecas, carrinhos e outros brinquedos, além de livros, lápis, jogos, DVDs, TVs, MP4 e fones de ouvidos. O brinquedo possui 1,40m de altura e 60 cm de profundidade e dispõe de rodas podendo ser usada em diversos ambientes. As bandejas móveis servem de suporte para as crianças brincarem no leito do hospital. O valor do equipamento é estimado em R$ 8 mil.
A Fundação Hospitalar São Judas Tadeu, em Ribeirão das Neves, está passando por uma reforma para adequar a estrutura interna e externa, visando o conforto dos pacientes e melhores condições de trabalho dos funcionários. Através do convênio firmado entre a Prefeitura de Ribeirão das Neves e o PRO-HOSP (Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais), todas as enfermarias da clínica médica estão recebendo pisos e pinturas novas, além de mobiliários como cama de pacientes, cadeira para acompanhantes e armários.
Minas Gerais registrou redução de 10,4% no número de casos de dengue nas primeiras 23 semanas de 2009, em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar da queda dos números, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) alerta que é necessário manter a vigilância. 
