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Saúde

Moradores de um condomínio residencial em Ribeirão das Neves vivem dias de apreensão devido à presença massiva de capivaras nas áreas comuns das moradias. O que inicialmente era visto como um contacto esporádico e harmonioso com a fauna local transformou-se numa "invasão" que levanta sérios questionamentos sobre segurança, higiene e, principalmente, saúde pública.
A maior preocupação relatada pelos residentes é o risco iminente de transmissão da febre maculosa. As capivaras são as principais hospedeiras do carrapato-estrela, vetor da doença. Como os animais circulam livremente por jardins e áreas de lazer onde crianças costumam brincar, o medo de picadas e infecções tornou-se constante. De acordo com a reportagem do Balanço Geral MG, a proximidade com os animais já não é mais vista como um privilégio da natureza, mas como um perigo sanitário.
Além das questões de saúde, o comportamento dos animais tem gerado incidentes. Embora sejam geralmente pacíficos, há registos de comportamentos agressivos quando os grupos possuem filhotes ou quando se sentem acuados por animais domésticos, como cães de estimação.
A segurança rodoviária também é um ponto crítico: a travessia frequente das capivaras pelas vias internas do condomínio e estradas de acesso tem aumentado drasticamente o risco de atropelamentos e colisões, colocando em perigo tanto os condutores quanto a fauna. No aspecto patrimonial, o prejuízo é visível na destruição de projetos de paisagismo e no acúmulo de dejectos em áreas de circulação.
Enquanto os moradores solicitam medidas de manejo urgentes — como o cercamento eficaz das reservas ou a realocação dos grupos —, órgãos ambientais pregam a cautela. As autoridades recomendam a coexistência e o monitoramento, ressaltando que qualquer intervenção direta exige licenças rigorosas e estudos de impacto ambiental. A orientação oficial permanece a mesma: não alimentar e manter distância segura dos animais.
A Prefeitura de Ribeirão das Neves informou que os moradores devem acionar Instituto Estadual de Florestas que é o órgão responsável pelo manejo e controle populacional das capivaras. A Prefeitura disse também que não há registro de casos de febre maculosa no município.

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Ribeirão das Neves já aplicou mais de 270 doses da vacina contra a bronquiolite logo na primeira semana de imunização. O município recebeu 1.085 doses enviadas pelo Governo do Estado para abastecer as 17 salas de vacina distribuídas nas três regiões da cidade: Centro, Justinópolis e Veneza.
Neves foi uma das primeiras cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte a receber os imunizantes, que estão disponíveis nas unidades de saúde desde o dia 5 de dezembro.
A vacina é aplicada em dose única e indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gestação. Os anticorpos produzidos pelo organismo da mãe são transferidos para o bebê ainda durante a gestação, oferecendo proteção desde os primeiros dias de vida, especialmente nos meses de maior circulação do vírus.
O objetivo é reduzir casos graves e hospitalizações por bronquiolite, doença que preocupa pediatras e famílias, principalmente nos primeiros meses de vida.
A imunização está sendo realizada nas salas de vacina distribuídas por toda a cidade. As Unidades Básicas de Referência (UBRs) funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e as unidades da Estratégia Saúde da Família (ESFs), também de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Para receber a dose, a gestante deve apresentar documento que comprove a idade gestacional, como cartão da gestante ou cartão de pré-natal, além de documento de identificação com foto.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância da imunização como forma de garantir mais proteção às gestantes e aos recém-nascidos.

Confira os endereços das salas de vacina nas três regiões de Ribeirão das Neves:

Região Central

• UBR Arlete – Rua Antônio Faustino, 61 – Bairro Rosana (Unidade Básica de Saúde Dona Clara)

• ESF Santa Martinha II – Rua Jorge Eustáquio da Silva, 235 – Santa Martinha

• UBS Sevilha B – Rua Monte Carmelo, 311 – Sevilha B

• UBS Barcelona – Rua Cláudio Daniel, 220 – Barcelona

Região do Veneza

• UBR Raimundo Firmo (Veneza) – Rua Pedrolina Amâncio, 484 – Veneza

• ESF San Genaro – Rua Venina Pereira Veiga, 234 – San Genaro

• ESF Vereda – Rua Padre Geraldo Magela, 21 – Vereda

• ESF Florença II – Rua 21, 502 – Florença

Região de Justinópolis

• ESF Pedra Branca I – Rua Vinte e Nove, 55 – Pedra Branca

• ESF Pedra Branca II – Rua Quarenta e Dois, 23 – Pedra Branca

• UBR Alarico Modesto – Rua Laranjeiras, 190 – Cerejeiras

• ESF Menezes – Rua Tancredo de Almeida Neves, 1061 – Menezes

• ESF Areias I – Rua São Lucas, 173 – Areias

• UBR Expedito Monteiro (Jardim de Alá) – Rua Suaçuí, 358 – Jardim de Alá

• ESF São José I – Rua Rosângela, 197 – São José

• ESF Nova Pampulha I – Rua Hum, 577 – Conjunto Nova Pampulha

• PSF Luar da Pampulha – Rua São Mateus, 257 – Luar da Pampulha

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Profissionais que atuam como agentes de endemias em Ribeirão das Neves denunciam que estão há cerca de três anos sem receber o adicional de insalubridade, benefício garantido por lei a trabalhadores expostos a riscos à saúde. Segundo os relatos, a cidade é uma das poucas do país a não realizar esse pagamento.


Além disso, os agentes afirmam que também não recebem abonos enviados pelo governo federal, destinados ao fortalecimento da categoria em todo o Brasil. "Realizamos as mesmas funções que agentes de outros municípios e não estamos recebendo o que é de direito", relatou um dos trabalhadores.

O grupo cobra visibilidade para a pauta, destacando que a categoria tem ganhado atenção no cenário nacional com projetos em tramitação no Senado. Eles acreditam que uma mobilização local pode ajudar a pressionar por mudanças na gestão municipal.

A reivindicação dos agentes reforça o debate sobre valorização profissional, condições de trabalho e o cumprimento de direitos trabalhistas no setor da saúde pública.

Em nota, a Prefeitura respondeu: 

"A Prefeitura de Ribeirão das Neves, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, explica que o pagamento do adicional de insalubridade aos agentes de combate a endemias depende de laudo técnico específico, conforme previsto na legislação federal e nas normas de segurança do trabalho. No momento, está em andamento uma avaliação técnica para verificar a viabilidade jurídica da concessão do benefício.

A Prefeitura reforça seu compromisso com a transparência e a valorização dos servidores, mantendo diálogo permanente com a categoria e garantindo que todas as etapas sejam conduzidas de acordo com a legislação e os critérios técnicos estabelecidos."

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O Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais de Minas Gerais (Sinfito/MG), por meio de seu presidente, Eder Luciano, denunciou o descumprimento da Lei Municipal nº 4.450/2024, que institui o novo plano de cargos e salários da saúde em Ribeirão das Neves.

Apesar de a legislação ter sido aprovada e sancionada no início do ano, os reajustes salariais previstos não estão sendo aplicados aos fisioterapeutas do município.

“É uma lei que saiu do papel só no Diário Oficial. Na prática, nada foi cumprido. Os profissionais estão há quase um ano sem receber o reajuste”, afirma Eder Luciano.

O sindicato relatou ter encaminhado ofícios e participado de reuniões com a Prefeitura para tratar do assunto. Um primeiro encontro com representantes do Executivo, incluindo o procurador do município e a secretária de Saúde, gerou expectativa de resolução, mas, desde então, não houve avanço.

A ausência de resposta efetiva levou diversos profissionais a acionarem a ouvidoria municipal, também sem sucesso.

Diante da falta de diálogo e da inércia do Executivo, o Sinfito/MG recorreu ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que atualmente analisa o caso.
A categoria expressa receio de que a demora na aplicação da lei acarrete em prejuízos acumulados e na desvalorização dos profissionais de saúde na cidade.
Procurada a Prefeitura não respondeu nossos questionamentos.

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Ribeirão das Neves marcou presença no Simpósio Brasileiro sobre Doença Falciforme, organizado pela FEDERAÇÃO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DE PESSOAS COM DOENÇA FALCIFORME (FENAFAL) e Ministério da Saúde, um evento crucial em Brasília, realizado nos dias 17, 18 e 19 de novembro de 2025, que reuniu profissionais e gestores de saúde para debater a atualização e o fortalecimento das políticas públicas relativas à doença.
A participação do município de Ribeirão das Neves tem como intuito reforçar o compromisso com a saúde da população e, em especial, com as ações de equidade racial no SUS, já que a Doença Falciforme é uma das enfermidades hereditárias mais comuns no Brasil, atingindo majoritariamente a população negra. A cidade tem cerca de 300 pacientes com a doença na cidade.
Profissionais da área da saúde de Neves acompanharam ativamente as discussões no simpósio, buscando atualização técnica e aprimoramento na rede de cuidados do município.
As mesas e atividades do simpósio cobriram uma vasta gama de tópicos diretamente relevantes para o cuidado integral dos pacientes em Neves, incluindo:
Cenários Globais e Novos Caminhos: Foram discutidas recomendações internacionais e o impacto da tecnologia, incluindo o uso de Inteligência Artificial (IA), no acompanhamento e monitoramento dos pacientes.
Gestão e Integralidade do Cuidado: O evento abordou desafios no diagnóstico para garantir a integralidade e a equidade do tratamento no país.
Avanços Terapêuticos: Houve discussões sobre as perspectivas de Transplante de Medula Óssea e a relevância da Hemorrede na organização do cuidado em saúde.
Complicações e Manejo: Profissionais de Neves puderam acompanhar o debate sobre o manejo de complicações crônicas, como úlceras, alterações orais e complicações neurológicas e cardiovasculares.
Cuidado Integral da Infância à Maturidade: Mesas específicas focaram na Saúde da Criança, a transição do cuidado para a adolescência/adulto, o manejo da dor e a importância da saúde mental para as pessoas com Doença Falciforme.

Além da atualização clínica, a presença de Ribeirão das Neves no Simpósio demonstrou um esforço para:
Ampliar a rede de cuidados no município, visando o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado.
Fortalecer políticas inclusivas e colocar o município no centro das discussões sobre saúde, justiça social e combate ao racismo estrutural.

O simpósio também dedicou espaço para a participação cidadã e o Controle Social, com a discussão do papel dos usuários na construção da política de atenção à Doença Falciforme e a reflexão sobre os 20 anos da Política Nacional. 

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Os artigos publicados são de inteira responsabilidade de seus autores. As opiniões neles emitidas não exprimem, necessariamente, o ponto de vista do RibeiraoDasNeves.net.

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