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Segurança

Reinserir-se no mercado de trabalho e na sociedade após cumprir pena é um dos maiores desafios enfrentados por ex-detentos no Brasil. Diante dessa realidade, um advogado de Belo Horizonte, que viveu na pele o cárcere por 16 anos, decidiu usar sua experiência e formação para mudar o cenário da segurança pública e do acolhimento social com o desenvolvimento de um aplicativo inovador.
A plataforma digital foi desenhada especificamente para atender as demandas de egressos do sistema prisional, oferecendo suporte jurídico, psicossocial e a ponte com oportunidades de emprego e cursos de capacitação profissional.
De acordo com dados sobre o sistema penitenciário brasileiro, a falta de oportunidades e o preconceito são os principais fatores que levam à reincidência criminal. A proposta do novo aplicativo é justamente quebrar esse ciclo, fornecendo uma rede de apoio acessível na palma da mão.

"A educação e o trabalho são as ferramentas mais poderosas para transformar vidas. O aplicativo nasce para ser essa ponte que muitas vezes o Estado e a sociedade não conseguem oferecer de forma imediata", afirma o idealizador do projeto.

Como Funciona a Plataforma

O aplicativo funciona como um ecossistema de apoio dividido em quatro pilares principais:
Orientação Jurídica: Informações claras sobre a regularização de documentos, cumprimento de penas em regime aberto ou condicional e extinção de punibilidade.
Balcão de Empregos: Parcerias com empresas e instituições que disponibilizam vagas afirmativas para egressos.
Capacitação: Acesso a cursos gratuitos e oficinas de formação profissionalizante.
Apoio Psicossocial: Indicação de redes de atendimento psicológico e assistência social voltadas para o fortalecimento dos vínculos familiares.
A iniciativa, desenvolvida na capital mineira, já começa a chamar a atenção de organizações não governamentais e órgãos do Poder Judiciário, que enxergam na tecnologia uma forte aliada para a ressocialização efetiva e a redução da criminalidade.

 

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A Polícia Civil de Minas Gerais busca informações que levem ao paradeiro de Larissa Ellen Dias Mendes, de 29 anos, desaparecida desde o dia 26 de abril. A jovem foi vista pela última vez no bairro Sevilha, em Ribeirão das Neves.

Embora Larissa tivesse o costume de se ausentar por curtos períodos, a família afirma que o silêncio prolongado foge ao seu comportamento habitual, já que ela sempre manteve contato com os parentes. A mãe da jovem relatou que a filha sofre com a dependência química, fator que pode estar relacionado ao seu sumiço, mas a falta de notícias gerou um alerta imediato entre os familiares.

Pista crucial
Uma mensagem enviada por Larissa a um amigo antes de desaparecer tornou-se o foco central das buscas. No texto, ela indicava um endereço específico e pedia que fosse procurada naquele local "caso algo lhe acontecesse". Segundo os familiares, o ponto mencionado é uma região de mata de difícil acesso e conhecida pela periculosidade.

Investigação e apelo
A Polícia Civil já recebeu o registro do desaparecimento e analisa as comunicações eletrônicas da vítima. Familiares e amigos realizam buscas por conta própria e pedem a colaboração da comunidade.

Serviço: Como ajudar

Se você viu Larissa Ellen Dias Mendes ou tem informações sobre sua localização, utilize os canais oficiais. O sigilo é garantido.
Disque-Denúncia: 181 (Geral)
Polícia Civil (Divisão de Desaparecidos): 0800 282 8197
Polícia Militar: 190

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A ocorrência faz parte de um intervalo de 24 horas em que o sistema prisional da Grande BH registrou dois óbitos. Causas em Neves ainda são desconhecidas e serão investigadas.

O sistema penitenciário de Minas Gerais registrou duas mortes de detentos em menos de 24h. Um dos casos ocorreu no Presídio Inspetor José Martinho Drumond, localizado em Ribeirão das Neves. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) neste domingo (10/5).

De acordo com as autoridades, o detento de Ribeirão das Neves foi identificado como Jordan. Ele foi retirado da cela para atendimento médico emergencial pela equipe de saúde da própria unidade, porém já não apresentava sinais vitais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou o óbito no local.

Histórico e procedimentos
Jordan havia sido admitido na unidade de Ribeirão das Neves em 24 de setembro de 2023, possuindo passagens pelo sistema prisional que remontavam a novembro de 2016. Ao contrário da outra morte registrada no mesmo período (no Ceresp Betim, onde a causa foi identificada como infarto), o motivo do falecimento no presídio de Neves ainda não foi divulgado.

Medidas investigativas
Diante do ocorrido, a direção do Presídio Inspetor José Martinho Drumond adotou os protocolos padrão para casos de óbito sob custódia do Estado:

Conselho Disciplinar: Os detentos que dividiam a cela com a vítima serão ouvidos para prestar esclarecimentos.

Investigação Criminal: O caso foi repassado à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que conduzirá o inquérito para apurar se houve morte natural, acidente ou indícios de crime.

Procedimento Administrativo: A Sejusp instaurou um procedimento interno para apurar as circunstâncias da morte no âmbito administrativo.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames que devem apontar a causa exata da morte.

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A manhã desta quarta-feira, 6 de maio de 2026, foi marcada por uma forte movimentação policial em Ribeirão das Neves. O município integra a lista das 13 cidades mineiras onde o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Militar (PMMG) deflagraram a segunda fase da Operação Vulcano, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa especializada na venda ilegal de armamento pesado e munições.
A ofensiva busca sufocar o fornecimento de instrumentos bélicos para o tráfico de drogas e para a prática de crimes violentos na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Embora o balanço individualizado por município ainda não tenha sido divulgado pelas autoridades, Ribeirão das Neves foi listada como ponto estratégico para o cumprimento dos 56 mandados de busca e apreensão expedidos nesta fase. A operação mobilizou um contingente expressivo, contando com:

250 Policiais Militares;
Promotores de Justiça e servidores do Gaeco;
Policiais Penais e corregedoria da Sejusp.

Até o momento, os dados parciais em toda a região indicam a prisão de 11 pessoas (sendo 10 com passagens criminais prévias) e a apreensão de um arsenal que inclui pistolas, revólveres, rifles e cerca de 1.400 munições de diversos calibres. Além do material bélico, os agentes apreenderam crack, cocaína, maconha e aproximadamente R$ 33 mil em espécie.

As investigações, que tiveram início no primeiro semestre de 2025, revelaram um esquema sofisticado e alarmante. O "fio da meada" foi a identificação de um indivíduo com registro de Caçador, Atirador e Colecionador (CAC). Aproveitando-se de sua condição legal, ele desviava munições do comércio regular para abastecer facções criminosas.
A investigação apurou ainda fatos graves:

Desvio de munição de alta potência: Milhares de cartuchos para fuzis 5.56 e 7.62 estavam sendo comercializados ilegalmente.
Receptação na Polícia Civil: Parte das armas vendidas pela organização (pistolas e revólveres) era desviada da 1ª Delegacia da Polícia Civil do Barreiro, em Belo Horizonte.

Histórico da Operação

A Operação Vulcano já havia desferido um golpe contra o grupo em dezembro de 2025, quando 17 pessoas foram presas e mais de 7 mil munições foram retiradas de circulação. Com as provas colhidas em celulares, interceptações e movimentações bancárias dos alvos, esta segunda fase visa encerrar as atividades da rede que utiliza cidades como Ribeirão das Neves como pontos de logística ou esconderijo para o material ilícito.
"A retirada dessas armas e munições das ruas de Neves e municípios vizinhos é um passo crucial para a redução dos índices de homicídios e crimes patrimoniais violentos que assolam a nossa região," destacou uma fonte ligada à operação.
Cidades Alvo nesta quarta-feira (06/05): Belo Horizonte, Ribeirão das Neves, Betim, Contagem, Santa Luzia, Ibirité, Sarzedo, São Joaquim de Bicas, Pompéu, Januária, Mário Campos, Capelinha e Montes Claros.

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Em meio ao debate sobre o fortalecimento da segurança pública municipal, Ribeirão das Neves consolida sua posição institucional ao figurar na lista oficial da Polícia Federal (PF) de cidades com o Termo de Adesão (TAD) em vigor. O documento é o pilar jurídico que autoriza o porte de arma funcional para os integrantes da Guarda Civil Municipal (GCM), garantindo que a corporação atue dentro dos mais rigorosos padrões de fiscalização federal.

Para manter o armamento de seu efetivo, o município de Ribeirão das Neves precisa cumprir uma série de exigências estabelecidas pelo Estatuto do Desarmamento e pelo Decreto nº 11.615/2023. A Polícia Federal atua como órgão regulador, sendo responsável por:

Auditoria de Treinamento: Validar se os guardas nevenses possuem aptidão psicológica e técnica atualizadas.

Fiscalização de Logística: Garantir que o armazenamento de armas e munições na cidade siga normas rígidas de segurança para evitar extravios.

Controle Funcional: Emitir e renovar o porte de arma apenas para servidores com vínculo ativo e conduta ilibada.

Estrutura Independente
Um dos requisitos fundamentais que colocam Ribeirão das Neves nesta lista é a manutenção de órgãos de controle interno. Conforme a Lei nº 13.022/2014, o município deve manter Corregedoria e Ouvidoria próprias e independentes, assegurando que qualquer desvio de conduta seja apurado com autonomia, sem interferência política direta.

Autonomia e Investimento Municipal
É importante destacar que a presença no grupo de cidades autorizadas pela PF exige investimento constante da Prefeitura. Diferente das forças estaduais, o custeio de armamento, munição, logística e, principalmente, o treinamento continuado do efetivo nevense é de responsabilidade integral do tesouro municipal.

Panorama Regional
Ribeirão das Neves faz parte de um grupo de apenas 22 municípios mineiros (dentre os 853 do estado) que possuem o termo de adesão ativo. Na Região Metropolitana, a cidade compartilha este status com vizinhos como Belo Horizonte, Contagem, Betim e Santa Luzia, o que reforça a integração das guardas da Grande BH sob o mesmo padrão de exigência técnica.

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A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) publicou a Resolução nº 712, que estabelece critérios mais rigorosos para a custódia e o monitoramento em unidades prisionais de segurança máxima no estado. Alinhada ao Pacote Anticrime federal, a norma foca no isolamento de lideranças de organizações criminosas e no controle absoluto da rotina carcerária.

Confira os pontos centrais da nova regulamentação:

1. Custódia Estratégica e Segurança Máxima
Detentos identificados como integrantes de facções criminosas, de altíssima periculosidade ou que estejam sob o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) deverão, obrigatoriamente, ser transferidos para unidades de nível IV e V. O objetivo é desarticular comandos internos e isolar indivíduos que ofereçam risco à ordem pública.

2. Assistência Material Exclusiva pelo Estado
Uma das mudanças mais impactantes é a proibição total do recebimento de gêneros (alimentação, vestuário ou itens de higiene) enviados por familiares.

Responsabilidade Pública: Toda a alimentação e itens básicos serão fornecidos exclusivamente pela unidade prisional, via empresas contratadas.

Fim do "Jumbo": A medida visa impedir a entrada de materiais ilícitos camuflados em mantimentos enviados de fora.

3. Vigilância e Monitoramento Audiovisual
O controle será intensificado por meio de tecnologia:

Ambientes: Áreas comuns e parlatórios terão monitoramento audiovisual ininterrupto.

Comunicações: Todas as correspondências escritas passarão por análise.

Interno: Unidades de nível IV e V contarão com monitoração eletrônica dos pátios e corredores.

4. Novas Regras para Visitas e Advogados
O contato externo sofreu restrições severas para garantir a segurança:

Visitas Virtuais: Terão prioridade presos que não receberam visitas presenciais no mês anterior.

Relação entre Detentos: Encontros entre presos só ocorrem em caso de parentesco de primeiro grau, sob rigorosa autorização.
Atendimento Jurídico: Advogados ficam impedidos de portar dispositivos eletrônicos ou materiais no parlatório. Além disso, anotações não podem ser exibidas diretamente ao detento, visando coibir a troca de mensagens codificadas.

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Os artigos publicados são de inteira responsabilidade de seus autores. As opiniões neles emitidas não exprimem, necessariamente, o ponto de vista do RibeiraoDasNeves.net.

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