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Segurança

Um jovem de 22 anos foi morto a tiros dentro da própria casa na madrugada desta quinta-feira (6), no bairro Paraíso das Piabas, em Ribeirão das Neves.

De acordo com a Polícia Militar, os militares foram acionados por volta de 0h40 e encontraram a vítima caída em um dos quartos da residência, com várias perfurações provocadas por disparos de arma de fogo. Equipes realizaram manobras de reanimação, mas o jovem sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu no local.

A esposa da vítima, que havia saído para trabalhar, encontrou o marido ferido ao retornar para casa. O filho do casal, de 1 ano e 6 meses, estava dormindo em outro cômodo e não ficou ferido.

Segundo a PM, o jovem havia deixado o sistema prisional há menos de um mês e vinha recebendo ameaças de morte relacionadas a disputas pelo tráfico de drogas na região. Durante os levantamentos, os policiais receberam informações de que um homem apontado como responsável pelo gerenciamento do tráfico no bairro estaria procurando a vítima e mantinha uma rivalidade com ela.

A Polícia Civil realizou a perícia no imóvel, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). O caso será investigado para identificar a autoria e a motivação do crime. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que autoriza a comercialização, aquisição e posse de spray de pimenta para a defesa pessoal feminina em todo o território nacional. A promulgação da nova regra foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (24).

Pela legislação, mulheres com 18 anos ou mais passam a ter permissão para comprar e portar o aerossol. Adolescentes na faixa dos 16 aos 18 anos também poderão adquirir o dispositivo, desde que apresentem autorização expressa de seus responsáveis legais.

Para garantir a rastreabilidade do equipamento e viabilizar eventuais fiscalizações, os estabelecimentos comerciais deverão manter um registro simplificado dos compradores pelo período de cinco anos, contendo a identificação das adquirentes.

Funcionamento e restrições
O dispositivo liberado utiliza a oleoresina de capsicum, extrato natural de pimenta que provoca ardência intensa nos olhos, pele e mucosas, incapacitando o agressor por tempo determinado. Anteriormente, a comercialização e o manuseio desse tipo de substância eram de uso exclusivo das Forças Armadas e das forças de segurança pública.

A proposta tramitou em regime de urgência no Senado, onde foi aprovada no dia 30 de junho, após aval prévio da Câmara dos Deputados. O dispositivo legal visa expandir os recursos de proteção às mulheres em resposta aos altos índices de violência de gênero, além de prever punições para a utilização indevida do equipamento.

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Embora registre uma das maiores taxas de homicídios de Minas Gerais, Ribeirão das Neves não figura nos rankings nacionais de maior letalidade do país. É o que apontam os dados do Atlas da Violência e do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que também alertam para o avanço da violência doméstica e dos golpes virtuais na região.
Segundo os levantamentos, o município apresenta uma taxa estimada de 42,3 homicídios por 100 mil habitantes. O índice coloca a cidade na terceira posição entre os municípios mineiros com mais de 100 mil residentes, ficando atrás apenas de Araguari e de Governador Valadares esta última liderando o estado, com 45,8 mortes violentas por 100 mil pessoas.

No cenário nacional, contudo, as estatísticas locais permanecem distantes das áreas de maior letalidade do Brasil, concentradas sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, onde os índices ultrapassam 60 e chegam a superar 100 assassinatos por 100 mil habitantes. O diagnóstico contrapõe a estigmatização historicamente associada ao município.
Além dos números de mortes violentas, o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública revela uma transformação na dinâmica criminal em todo o país. Enquanto os deliberações patrimoniais cometidas com violência apresentaram queda, as fraudes eletrônicas e os golpes aplicados no ambiente digital ganharam protagonismo.

Em âmbito nacional, o relatório aponta reduções expressivas em modalidades tradicionais:

Roubos de veículos: queda de 20,6%
Roubos a pedestres: redução de 23,4%
Invasões a residências: recuo de 19,9%

Em contrapartida, a expansão dos estelionatos virtuais exige cada vez mais investimentos em inteligência policial, perícia financeira e campanhas educativas para orientar a população.

Violência de gênero e políticas públicas

A violência contra a mulher permanece como outro gargalo crítico da segurança pública. Ocorrências como ameaças, lesões corporais, descumprimentos de medidas protetivas e feminicídios continuam exigindo atuação prioritária das forças policiais e da rede assistencial.
Especialistas enfatizam que o enfrentamento dessas vulnerabilidades em Ribeirão das Neves passa por ações estruturais, tais como:
Fortalecimento de políticas voltadas à juventude;
Expansão da iluminação pública e melhorias na infraestrutura urbana;
Intensificação do patrulhamento preventivo;
Ampliação da rede de acolhimento às vítimas de violência doméstica.

Embora o município ainda enfrente gargalos históricos na área de segurança, os indicadores oficiais desmistificam a antiga percepção de que a cidade figuraria entre as mais violentas do país. A realidade atual exige estratégias integradas para combater tanto a criminalidade de gênero quanto os novos crimes operados no ambiente cibernético.

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A Prefeitura de Ribeirão das Neves iniciou o processo de contratação de uma empresa especializada para realizar avaliações psicológicas nos agentes da Guarda Municipal. O procedimento, regulamentado pelo Edital de Dispensa Eletrônica Nº 51/2026, é indispensável para a concessão e renovação do porte de arma de fogo do efetivo.

As propostas das empresas interessadas serão recebidas em sessão pública no dia 28 de julho de 2026, às 9h, por meio do sistema de dispensa eletrônica do município.

Exigência legal e manutenção do convênio

A avaliação atende às exigências do Estatuto do Desarmamento e do Estatuto Geral das Guardas Municipais (Lei Federal nº 13.022/2014). Para manter o convênio de armamento institucional ativo, a legislação exige que os agentes passem por exames periódicos conduzidos por psicólogos credenciados na Polícia Federal, atestando a aptidão para o uso do equipamento em patrulhamentos e operações.

Ficha técnica do processo

Órgão: Gerência de Licitação – Prefeitura de Ribeirão das Neves/MG
Processo: Edital de Dispensa Eletrônica Nº 51/2026 (Código D9623858)
Objeto: Avaliação psicológica para porte de arma de fogo (Padrão PF)
Data da sessão: 28 de julho de 2026, às 9h
Edital completo: ribeiraodasneves.mg.gov.br

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Três episódios de violência praticados por companheiros em menos de 24 horas, em Belo Horizonte, reacenderam o alerta para a violência de gênero no estado. Em um dos casos, registrado na manhã de terça-feira (21/7) no bairro Jonas Veiga, uma mulher sobreviveu após ser arremessada do terceiro andar de um prédio pelo companheiro.

Longe de serem episódios isolados, os casos refletem uma realidade frequente. Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), contabilizados pela Polícia Civil, mostram que Minas Gerais registrou 148 casos de feminicídio (entre consumados e tentados) de janeiro a maio deste ano número praticamente idêntico ao do mesmo período do ano passado (149).

Embora as mortes consumadas tenham caído de 70 para 63, as tentativas subiram de 79 para 85. Na prática, a média permanece em quase 13 mulheres mortas por mês no estado.

O ciclo de violência se reflete também nos registros gerais: nos primeiros cinco meses do ano, 70.036 mulheres denunciaram ameaças, agressões físicas, violência psicológica ou perseguição enquadradas na Lei Maria da Penha em Minas Gerais um aumento de quase 5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para a presidente da Comissão de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da OAB-MG, Isabel Araújo Rodrigues, o feminicídio é o ponto final de um ciclo que começa em agressões cotidianas muitas vezes ignoradas.

“As pequenas violências cotidianas precisam da nossa atenção, porque vão se agravar com o tempo. O feminicídio é um crime evitável, desde que a gente consiga enfrentar essas agressões iniciais”, afirma.

A especialista aponta ainda que o enfrentamento do problema exige a reconstrução de políticas públicas e mais investimentos em abrigos, redes de acolhimento e delegacias especializadas no estado.

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Relatos contundentes de familiares de detentos apontam para um cenário de grave crise e descaso no processo de visitação de unidade prisional Inspetor José Martinho Drummond do município no último final de semana. As denúncias envolvem desde falhas severas na infraestrutura e na higiene até episódios de risco iminente à vida dos visitantes, que planejam formalizar uma ação coletiva junto aos órgãos de fiscalização.


De acordo com os depoimentos, o processo de entrada no complexo foi marcado por um tratamento considerado desumano. Muitos visitantes relataram ter chegado à unidade por volta das 6h da manhã, mas só conseguiram acessar a área de espera interna às 9h30. O tempo de permanência em pé, sob sol forte, estendeu-se por horas; em casos mais extremos, houve quem conseguisse entrar no pátio apenas às 15h40 para uma visita de curta duração. Devido ao calor intenso e à demora na triagem, as sacolas de alimentação levadas para os detentos precisaram ser protegidas do sol pelos próprios familiares para evitar que estragassem.
Além do desgaste físico extremo, a falta de manutenção do entorno do presídio gerou pânico. Foi relatada a presença de uma cobra coral em meio ao mato alto nas proximidades da fila de espera. Segundo as testemunhas, o animal peçonhento quase picou uma criança que aguardava no local.

No interior do pátio de visitas, a situação descrita também é alarmante. Os familiares denunciaram condições de higiene severamente comprometidas, caracterizadas pelo acúmulo de sujeira, restos de comida estragada com forte odor e intensa proliferação de mosquitos. Diante do quadro, os próprios visitantes e detentos precisaram improvisar a limpeza do espaço utilizando vassouras e panos velhos para garantir condições mínimas de salubridade para o consumo das refeições.
A insatisfação se estende à rotina interna dos detentos. Há queixas recorrentes a respeito da qualidade da alimentação servida aos sábados, com relatos de almoço entregue já azedo, além de episódios de barulho excessivo nos galpões que estariam impedindo o descanso dos custodiados.


Outro ponto de forte contestação é o suposto sumiço de materiais enviados por canais oficiais. Uma das familiares denunciou que, apesar de encaminhar kits completos via Correios, os mantimentos e itens de necessidade básica chegam incompletos ou simplesmente não são entregues. Em um dos casos citados, o detento estaria há dois ciclos sem receber os pertences enviados pela família.


Diante do cenário de descaso, o grupo de familiares estuda formalizar uma denúncia coletiva perante os órgãos de defesa dos direitos humanos. Entre as medidas propostas estão o acionamento da Defensoria Pública de Ribeirão das Neves e o envio de uma representação à Vara de Execuções Penais do Fórum local. O objetivo é mobilizar o Poder Judiciário para que realize vistorias técnicas imediatas na unidade e exija a regularização da gestão prisional.

Em nota, a Sejusp respondeu que as informações relatadas não procedem.
"Informamos que os procedimentos de revista e controle de acesso nas unidades prisionais do estado são necessários para garantir a segurança dos servidores, dos próprios detentos, bem como de seus familiares. A ação é necessária devido à recorrência de casos envolvendo apreensão de materiais ilícitos, além de materiais lícitos não autorizados pelas atuais normas vigentes.
Pequenos atrasos podem ocorrer, sem prejuízo aos familiares. O tempo de atraso é compensado ao final.
Em relação ao calor, informamos que é destinado aos familiares o “Espaço Família”, que conta com área coberta.
Sobre a conservação externa e manejo ambiental, informamos que a unidade realiza manutenção e capina periódicas. A presença de animais peçonhentos não é situação corriqueira. Além disso, a limpeza e organização dos pátios de visitação ocorrem também de maneira programada e contínua, antes e depois das visitas.
Sobre o recebimento, inspeção e entrega de sedex (kits), informamos que todos os objetos passam por um processo de revista visando coibir a entrada de ilícitos. Casos isolados de não entrega devem-se, exclusivamente, à identificação de materiais ilícitos durante a inspeção ou em desacordo com as normas vigentes."

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