A interrupção do serviço de transporte escolar para estudantes de Ribeirão das Neves, incluindo alunos com deficiência, será tema de audiência pública na Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia de Minas Gerais. O evento, marcado para esta sexta-feira (04/04), às 10h, busca discutir os impactos da suspensão do serviço, que ocorre desde o início do ano letivo de 2025.
A iniciativa da audiência partiu da deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), presidente da comissão, após receber relatos de pais e responsáveis pelos estudantes, bem como um pedido da vereadora de Ribeirão das Neves, Marcela Menezes (PT).
Impactos da Interrupção:
A ausência do transporte escolar afeta principalmente os estudantes com deficiência, que enfrentam dificuldades para se locomover até as escolas.Relatos indicam que alguns alunos são obrigados a percorrer longas distâncias em cadeiras de rodas por ruas sem asfalto, enquanto outros estão deixando de frequentar as aulas.
A interrupção do serviço também impactou a rotina dos pais, que precisam levar os filhos às escolas.
Pais e responsáveis reclamam que os ônibus comuns não são adaptados para pessoas com deficiência.
Há uma demanda por transporte escolar adaptado, que atenda às necessidades dos estudantes.
A audiência pública tem como objetivo debater a situação e buscar soluções para garantir o acesso à educação dos estudantes de Ribeirão das Neves.
Na quarta-feira, dia 2 de abril, a Câmara Municipal de Contagem foi palco de uma audiência pública que reuniu moradores e representantes de diversas cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), incluindo Ribeirão das Neves, para discutir a retomada do trem de passageiros. O serviço, desativado há quase 30 anos, é visto como uma alternativa crucial para melhorar a mobilidade urbana na região. A audiência contou com a presença de vereadores, especialistas, membros de movimentos sociais e representantes do governo federal, que debateram a situação da linha férrea, atualmente sob concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), da VLI Multimodal S.A.
Um dos principais pontos de discussão foi o término da concessão da FCA, previsto para 2026, o que abre uma janela de oportunidade para pressionar pela reativação do transporte de passageiros. Durante o evento, foi apresentado um manifesto que exige o cancelamento da renovação automática da concessão e a reabertura do debate com a participação da sociedade civil, para garantir que a linha férrea volte a ser utilizada para o transporte de pessoas. Além disso, o documento propõe a criação de um Fundo Nacional Ferroviário, com recursos provenientes das obrigações financeiras das concessionárias, para investir no transporte de passageiros.
Os participantes da audiência destacaram os impactos positivos que a volta do trem de passageiros teria na vida dos trabalhadores de BH e região metropolitana, com a redução do tempo de deslocamento e a melhoria da qualidade de vida. Os vereadores ressaltaram que grande parte da população de sua cidade se desloca diariamente para Belo Horizonte e outras cidades da RMBH para trabalhar, estudar ou buscar serviços de saúde. A audiência também contou com a participação de moradores, como a aposentada Cléa das Graças, que compartilhou suas memórias de quando o trem era um meio de transporte acessível e eficiente. A audiência pública representa um passo importante na discussão sobre a retomada do trem de passageiros na RMBH, com potencial para impactar significativamente a mobilidade urbana na região, incluindo Ribeirão das Neves.
Embora o IPVA seja uma realidade bem conhecida no Brasil, outros países possuem impostos semelhantes ou alternativas para a tributação de veículos
O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é um tributo anual que faz parte da rotina de muitos motoristas brasileiros. O imposto, que varia de acordo com o estado e o valor do veículo, é utilizado para financiar serviços públicos e infraestrutura.
No entanto, a dúvida que muitos têm é se esse tipo de imposto também existe em outros países. A resposta é que, embora não haja um equivalente exato em todas as nações, a tributação sobre veículos é uma prática comum, com variações significativas dependendo do local.
Em muitos países ao redor do mundo, a taxa de propriedade de veículos é aplicada de maneiras diferentes, seja por meio de impostos anuais, taxas de registro ou encargos ligados ao uso de automóveis.
IPVA no Brasil
No Brasil, o IPVA é um imposto estadual pago anualmente pelos proprietários de veículos. O valor do imposto é calculado com base no valor venal do veículo, ou seja, o preço estimado do bem no mercado. Além do IPVA, o motorista deve pagar outras taxas, como o licenciamento.
Parcelar o IPVA ou pagar à vista é uma decisão do proprietário, e o imposto é utilizado principalmente para financiar o orçamento de cada estado e custear diversos serviços públicos, incluindo a manutenção de rodovias e outros investimentos em infraestrutura.
Esse sistema de cobrança anual é uma prática comum em países com sistemas tributários mais complexos e descentralizados, como o Brasil, onde as diferentes unidades federativas (estados) têm autonomia para instituir seus próprios tributos. Mas como funciona a tributação sobre veículos em outros lugares do mundo?
Estados Unidos: taxas e impostos variáveis
Nos Estados Unidos, a tributação de veículos é descentralizada, semelhante ao Brasil. O imposto mais comum é o "Vehicle Property Tax", cujo valor varia conforme o estado e até o município. Em estados como Califórnia e Nova York, o cálculo é baseado no valor de mercado do veículo, enquanto no Alasca e Havaí a cobrança é fixa.
Além disso, motoristas devem pagar taxas de registro e licenciamento, essenciais para a circulação legal do veículo. Embora não tenham a mesma função do IPVA, esses encargos funcionam como uma alternativa local à tributação sobre a propriedade.
Reino Unido: impostos sobre emissões e circulação
No Reino Unido, a tributação combina impostos sobre propriedade e uso de veículos. A "Road Tax" é paga anualmente e varia conforme o modelo do carro e suas emissões de CO₂, incentivando veículos menos poluentes.
O país também cobra o "Vehicle Excise Duty" (VED), taxa de licenciamento calculada com base no valor e características ambientais do veículo. Embora semelhante ao IPVA, o VED prioriza o impacto ambiental na definição dos valores.
Alemanha: taxa de propriedade e incentivos ecológicos
Na Alemanha, o imposto anual "Kfz-Steuer" é calculado conforme o tipo de veículo, cilindrada e emissões de CO₂. Carros mais antigos e poluentes pagam taxas mais altas, enquanto modelos ecológicos recebem incentivos.
Os motoristas também devem arcar com taxas de registro e licenciamento, cobradas na compra e renovação do veículo.
Japão: Impostos sobre propriedade e registro
O Japão adota o "Jidōsha-zei", imposto anual calculado com base no tamanho do motor e peso do veículo. Em áreas urbanas, há cobranças adicionais para reduzir a frota em cidades congestionadas.
Além disso, há uma taxa de licenciamento obrigatória para circulação, similar aos encargos de registro em outros países.
Variações em cada país
Embora o IPVA seja um imposto típico do Brasil, diversos países ao redor do mundo adotam formas semelhantes de tributar a propriedade de veículos, mas com características próprias. Nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Japão, as taxas de propriedade e registro de veículos variam, e muitas vezes são associadas ao impacto ambiental ou ao tipo de uso do automóvel.
No entanto, o objetivo comum é o mesmo: garantir a manutenção das infraestruturas e promover a responsabilidade no uso dos veículos. Como o sistema de tributação varia conforme as necessidades e características de cada país, os motoristas precisam estar atentos às leis locais para evitar surpresas ao longo do ano.
A cidade de Ribeirão das Neves recebeu, nesta quarta-feira (2), 78 novos ônibus para integrar a frota do transporte metropolitano. A entrega faz parte do acordo firmado em setembro de 2024 entre o Governo de Minas Gerais, o Ministério Público de Minas Gerais e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG). A Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), a Controladoria-Geral do Estado (CGE-MG) e a Advocacia-Geral do Estado (AGE-MG) também participaram da intermediação do acordo.
Renovação da Frota: Os novos ônibus visam renovar a frota existente e reduzir a idade média dos veículos em circulação.
Melhoria Potencial no Serviço: A introdução de novos veículos pode impactar o conforto e a segurança dos passageiros.
Possível Redução no Tempo de Espera: O aumento da frota pode influenciar a frequência dos ônibus e, consequentemente, o tempo de espera nos pontos de ônibus.
A implementação desses novos ônibus representa uma alteração no sistema de transporte público de Ribeirão das Neves, com potencial para modificar a experiência dos usuários do transporte metropolitano.
O governador Romeu Zema anunciou na terça-feira (1º) que Minas Gerais não irá prosseguir com o aumento da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre produtos importados. A medida, que havia sido previamente publicada no Diário Oficial e previa um aumento de 17% para 20% em compras internacionais de até US$ 3 mil, como as realizadas em sites como Shein e AliExpress, foi suspensa.
A decisão de Zema acompanha a incerteza observada em outros estados brasileiros, onde apenas 10 unidades federativas haviam confirmado a implementação do aumento, que estava previsto para entrar em vigor hoje. O governador justificou a mudança de posição afirmando que, diante da não implementação completa do acordo nacional, Minas Gerais optou por não seguir adiante com o reajuste.
A manutenção da alíquota de 17% do ICMS sobre importados representa um alívio para os consumidores de Ribeirão das Neves, que continuarão a ter acesso a produtos internacionais com preços mais acessíveis. A medida também beneficia pequenos e médios empresários locais que revendem produtos importados, mantendo a competitividade de seus negócios.
O que esperar nos próximos dias?
Apesar do anúncio do governador, o decreto que estabelece o aumento da alíquota ainda não foi oficialmente revogado. A expectativa é que o governo de Minas Gerais publique nos próximos dias um novo decreto revogando a medida anterior, oficializando a decisão e garantindo a manutenção da alíquota atual.
A indefinição em relação ao aumento do ICMS sobre importados em outros estados pode gerar um debate nacional sobre a necessidade de uma padronização da alíquota em todo o país. A decisão de Minas Gerais de recuar do aumento pode influenciar outros estados a tomarem a mesma decisão, mantendo a competitividade do mercado de importados no Brasil.
A Prefeitura de Ribeirão das Neves, em parceria com o Ministério da Saúde, inicia na próxima segunda-feira, dia 7 de abril, a Campanha de Vacinação contra a Gripe. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Estratégias de Saúde da Família (ESFs) do município já estão preparadas para receber você e sua família.
Nesta primeira fase, a vacinação é destinada aos grupos prioritários, que são mais vulneráveis ao vírus da influenza. Confira se você se encaixa em algum deles:
Idosos com 60 anos ou mais
Crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 30 dias
Gestantes e puérperas
Pessoas com doenças crônicas (com comprovação médica)
Pessoas com deficiência permanente
Pessoas em situação de rua
Profissionais da educação (básica e superior)
Trabalhadores da saúde
Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo
Funcionários dos Correios e portuários
Forças de segurança e salvamento, e forças armadas
Funcionários do sistema prisional e socioeducativo
População indígena
Documentos necessários:
Pessoas com doenças crônicas: apresentar documento que comprove a condição.
Profissionais dos grupos prioritários: apresentar crachá, contracheque ou outro comprovante de vínculo empregatício.
Todos: levar cartão de vacina e documento com foto.
Onde se vacinar em Ribeirão das Neves:
As UBSs funcionam de segunda a sexta, das 8h às 18h, e as ESFs, das 8h às 17h. Confira os endereços:
Região Central:
UBR Arlete (UBS Dona Clara): Rua Antônio Faustino, 61 - Rosana
ESF Santa Martinha II: Rua Jorge Eustáquio da Silva, 235 - Santa Martinha
UBS Sevilha BI: Rua Monte Carmelo, 311 - Sevilha B
UBS Barcelona: Rua Cláudio Daniel, 220 - Barcelona
Região do Veneza:
UBR Raimundo Firmo (Veneza): Rua Pedrolina Amâncio, 484 - Veneza
ESF San Genaro: Rua Venina Pereira Veiga, 234 - San Genaro
ESF Vereda: Rua Padre Geraldo Magela, 21 - Vereda
ESF Florença II: Rua 21, 502 - Florença
Região de Justinópolis:
ESF Pedra Branca I: Rua Vinte e Nove, 55 - Pedra Branca
ESF Pedra Branca II: Rua Quarenta e dois, 23 - Pedra Branca
UBR Alarico Modesto: Rua Laranjeiras, 190 - Cerejeiras
ESF Menezes: Rua Tancredo de Almeida Neves, 1061 - Menezes
ESF Areias I: Rua São Lucas, 173 - Areias
UBR Expedito Monteiro (Jardim de Alá): Rua Suaçuí, 358 - Jardim de Alá
ESF São José 1: Rua Rosângela, 197 - São José
ESF Nova Pampulha I: Rua Hum, 577 - Conjunto Nova Pampulha
PSF Luar da Pampulha: Rua São Mateus, 257 - Luar da Pampulha
A vacina é segura, eficaz e fundamental para proteger você e sua família contra complicações da gripe.
Me recordo vividamente, da notória palestra ministrada pelo Sr. Salvador Thomé da Silva, figura emblemática da Penitenciária José Maria Alkimin - PJMA, ele que começou a trabalhar na unidade em 1959. Em palavras memoráveis discursava sobre o processo de implementação da “Colônia Agrícola” sob a imensidão territorial da Fazenda Mato Grosso: “... Me alegro de ter convivido em uma época em que os presos cultivavam lavoura, criavam gado e eram operários de fábricas de calçados, uniformes, brinquedos e tijolos – tudo instalado dentro dos muros da prisão.”
PJMA – Patrimônio histórico e cultural de Ribeirão das Neves
A história da PJMA é indissociável a história da cidade. Inaugurada em 1938 como modelo de ressocialização, a unidade acompanhou as transformações sociais, políticas e econômicas em meios as últimas décadas.
Em 2007, o Conselho de Patrimônio Histórico e Cultural de Ribeirão das Neves reconheceu importância histórica e cultural da PJMA ao aprovar o tombamento do referido conjunto arquitetônico, valorizando o seu papel da unidade prisional no desenvolvimento socioeconômico municipal. (Fonte: https://www.ipatrimonio.org/ )
Contribuições para o desenvolvimento local
A construção da PJMA impulsionou o crescimento demográfico e econômico de Ribeirão das Neves, empregando trabalhadores da construção civil, funcionários administrativos e carcereiros, além de ampliar o comércio e a prestação de serviços locais.
A busca por um novo destino em meio à crise do sistema prisional
O movimento "Desativa PJMA" propõe transformar a penitenciária em um campus da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) ou de modo alternativo: um espaço destinado a preservação da memória nevense.
ANALISANDO ALGUMAS DAS POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS EM CASO DE DESATIVAÇÃO:
Exemplo de requalificação patrimonial
A antiga cadeia de Fortaleza-CE, foi adaptada como Centro de Turismo do Estado, acomodando lojas de artesanatos e um museu de artesãos populares, o espaço oferece visitas guiadas, possibilitando que os turistas conheçam a fundo, sua história, curiosidades e, bem como, a sua relevância no contexto cultural.
Transformação social e educacional
Se no terreno for construído um centro educacional, universidade, faculdade ou escola técnica, geraria novas oportunidades de qualificação profissional e novas vagas de empregos diretos e indiretos.
Valorização cultural e histórica
A instalação de um espaço de memória e cultura preservaria a história da PJMA e da cidade, fazendo com que Ribeirão das Neves fosse incluída nos roteiros turísticos mineiros, atraindo estudantes, pesquisadores e historiadores, o que impulsionaria o fluxo hoteleiro, o comercio e a gastronomia local.
Pelo fim da estigmatização
A desativação da penitenciária contribuiria para a redução dos estigmas associados à região que enfrenta dificuldades para atrair investidores e fomentar o desenvolvimento de novos negócios.
Alivio no sistema municipal de saúde
Com a redução do quantitativo de IPL’s (internos) na cidade, carretaria na redução de escoltas e internações hospitalares, desafogando consideravelmente o fluxo de atendimentos no sistema de saúde municipal.
Valorização imobiliária
A conversão de prédios penitenciários para usos residenciais ou comerciais resultaria em uma possível valorização imobiliária na região, beneficiando tanto proprietários de imóveis, quanto investidores.
Agilidade e eficiência nos processos penais
Com a redução do quantitativo de IPL’s no município, ocorreria uma melhoria significativa no fluxo de processos penais sob responsabilidade da Comarca local, permitindo uma análise mais célere dos pedidos de progressão de regime, livramento condicional e outros benefícios previstos na Lei de Execução Penal (LEP).
Construção de novas unidades para além de Ribeirão das Neves
Para garantir uma distribuição mais justa da população carcerária em Minas Gerais, a desativação de uma unidade de grande porte como a PJMA deve ser condicionada à construção de novas unidades prisionais e vagas em outros municípios do estado.
Realocação de servidores públicos em unidades prisionais da mesma regional
A desativação da PJMA possibilitaria a alocação dos policiais penais nas unidades vizinhas, suprindo o déficit de servidores e preenchendo postos ociosos. Essa medida evitaria o comprometimento da segurança e da manutenção da ordem nas demais unidades prisionais.
Cidadania participativa
É fundamental envolver a comunidade local no debate sobre o futuro uso do espaço desativado, garantindo que ele atenda às suas necessidades e expectativas. Promova a participação pública e o debate aberto em torno deste tema.
Reflexão sobre o futuro da PJMA
A desativação da PJMA representa um cenário complexo, repleto de desafios e implicações sociais, trazendo à tona, uma eventual ressignificação do espaço histórico a fim de impulsionar o desenvolvimento sustentável de Ribeirão das Neves. Esta reflexão visa estimular o envolvimento ativo e democrático da comunidade no processo de identificar alternativas que promovam o desenvolvimento social e econômico local de forma integrada e sustentável.
Ribeirão das Neves não é somente uma cidade, é um conjunto de histórias não publicizadas, um lugar onde cada bairro guarda uma narrativa que por vezes os livros ignoram. Oficialmente, nomes como Jacintho Vieira da Costa e o Padre José Maria de Andrade se destacam. E os outros? Os que ergueram a cidade com as mãos, os que encontraram abrigo no quilombo, as mulheres que lutaram por melhorias em seus bairros, pessoas que hoje resistem para não virar somente estatística nos mapas da desigualdade. A história da cidade foi contada por aqueles que detinha o poder: os senhores da terra, os políticos e a elite local.
A mídia repete o rótulo de "cidade dos presídios", mas não mostra os coletivos culturais que transformam espaços abandonados em centros de arte, os jovens que convertem muros em telas de graffiti, nem os educadores populares que reinventam a pedagogia nas periferias, muito menos as lideranças comunitárias que estabelecem redes de solidariedade nos lugares mais esquecidos.
Enquanto as manchetes destacam os números da violência (que não são baixos), ignoram saraus literários que surgem nas escolas públicas, grupo de teatro que encena histórias da comunidade, o artesanato, o congado e as rodas de capoeira que mantêm viva a ancestralidade na cidade. A verdadeira cidade, com sua diversidade, com seus desafios e também possibilidades, pulsa a todo instante em espaços que a mídia não vê, ou escolhe não mostrar.
Então, qual história queremos contar? Quem merece estar nas páginas do que será lembrado? Ribeirão das Neves não é só feita de grandes nomes, mas de gente comum que faz a cidade ser o que é. Líderes comunitários que lutam por melhorias, mestres da cultura popular que preservam tradições, coletivos que transformam as dificuldades em potência.
Não se trata de apagar ninguém da história, mas de ampliar o olhar. Porque uma cidade não se constrói só com engenheiros, mas também com pedreiros. Não apenas com políticos, mas com aqueles que organizam a vida nas periferias. Não só com os nomes que estão nas placas das ruas, mas com os rostos anônimos que as percorrem todos os dias.
Ribeirão das Neves é muito mais do que contaram até agora!
Observação: este artigo é fruto de uma pesquisa viabilizada pela Lei 195/2022 Paulo Gustavo de Ribeirão das Neves.
No próximo sábado, 22 de março de 2025, a Casa Semifusa, em Ribeirão das Neves, será palco de um show especial com o músico Igor Cruz. O artista, que reside na cidade, apresentará o espetáculo "Faça sua música", a partir das 19h.
O show promete uma mistura pulsante e hipnótica de rock instrumental, com influências de jazz, fusion e música brasileira. Igor Cruz, que iniciou sua trajetória musical em um projeto da prefeitura de Ribeirão das Neves em 2010, tem como referências nomes como Jimi Hendrix e a bossa nova, criando melodias e arranjos únicos em suas composições.
Sobre o artista:
Nascido em Belo Horizonte e morador de Ribeirão das Neves, Igor Cruz iniciou sua jornada na música em 2010, em um projeto da prefeitura. A partir daí, sua paixão pelo instrumental o levou a explorar diversas influências, resultando em um estilo musical autêntico e envolvente.
Serviço:
Evento: Show "Faça sua música" com Igor Cruz
Data: 22 de março de 2025 (sábado)
Horário: 19h
Local: Casa Semifusa - Rua Cataguases, 73, Ribeirão das Neves
Instagram do músico: igor.mcruuz
Não perca essa oportunidade de prestigiar o talento local e se encantar com a música de Igor Cruz!
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