O sistema prisional mineiro concentrou, em 2025, mais de oito em cada dez denúncias de violações de direitos humanos recebidas pelo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos de Minas Gerais (Conedh-MG). Os dados, que constam no relatório anual de atividades do órgão, acendem o alerta em Ribeirão das Neves, município que abriga um dos maiores complexos penitenciários do estado.
Ao todo, o Conedh-MG recebeu 1.161 registros ao longo do ano passado, dos quais 968 estavam diretamente relacionados a presídios e penitenciárias de Minas Gerais — o equivalente a aproximadamente 83% do total. Os números evidenciam a gravidade da situação enfrentada pelas pessoas privadas de liberdade e repercutem diretamente na realidade local, dado o peso do sistema prisional na dinâmica de Ribeirão das Neves.
Canais de atendimento e desdobramentos
As denúncias chegaram ao conselho por meio de múltiplos canais de comunicação, incluindo e-mail, telefone, formulários online, atendimento presencial e encaminhamentos do Sistema Integrado de Monitoramento e Avaliação em Direitos Humanos (Sima).
O volume de relatos resultou em desdobramentos administrativos para apuração dos fatos:
1.161 denúncias totais recebidas pelo Conedh-MG.
968 queixas específicas sobre o sistema prisional.
493 processos administrativos abertos para acompanhamento e encaminhamento aos órgãos competentes.
A alta concentração de registros envolvendo o ambiente carcerário reflete os desafios estruturais e humanitários que o estado enfrenta na gestão de suas unidades. Para Ribeirão das Neves, onde o impacto do sistema prisional é central para a comunidade, os dados do relatório reforçam a urgência de debates e ações voltadas para a fiscalização, assistência e garantia dos direitos fundamentais no cumprimento das penas.

