Um detento do regime semiaberto do sistema prisional de Minas Gerais morreu, nesta terça-feira (31), por suspeita de contaminação por coronavírus. Ele era matriculado no Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, o homem apresentava síndrome respiratória aguda grave e o hospital aguardava o resultado do exame. Já o governo do estado disse que ele possuía um quadro de hipoglicemia e que a Covid-19 foi descartada por exame na Funed em parceria com o IML.
O detento, de 45 anos, estava internado no Hospital do Barreiro, quando veio a óbito no último domingo (29).
Nesta segunda-feira (23), Ribeirão das Neves chegou à marca de 80 casos suspeitos de Coronavírus. O número foi revelado pelo médico Ailton Alves, especialista em pneumologia sanitária no município, durante transmissão ao vivo nas redes sociais da Prefeitura de Ribeirão das Neves.
De acordo com o médico, nenhum das situações foi confirmada até o momento. "Não temos casos confirmados ainda em Ribeirão das Neves. Temos cerca de 80 suspeitos", disse.
Dr. Ailton também reforçou o pedido para que as pessoas mantenham, na medida do possível, o isolamento social e, caso apresentem os sintomas da doença, só procurem as unidades de saúde nos casos graves.
Números
No Brasil, o total de casos confirmados subiu para 1.891, segundo balanço do Ministério da Saúde. O número de mortes também aumentou para 34 mortes. Em Minas Gerais, foram notificados 8.149 casos de infecção humana - destes casos, 7.766 estão em investigação como suspeitos e 128 casos foram confirmados.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a influenza começa nesta segunda-feira (23) dividida em três fases. A campanha tem como objetivo auxiliar os profissionais de Saúde a descartarem a influenza na triagem de casos para o Coronavírus, acelerando o diagnóstico e minimizando o impacto nos serviços prestados. A meta, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) é imunizar 90% do público prioritário da campanha, composto por aproximadamente 7 milhões de pessoas em Minas Gerais.
De acordo com a SES, vacinar primeiro os idosos e os trabalhadores da Saúde faz parte das estratégias de proteção do grupo que está mais suscetível ao vírus da influenza, cujos sintomas são semelhantes aos do coronavírus. A segunda fase da campanha começa no dia 16 de abril e tem como foco os professores das escolas públicas e privadas, profissionais das forças de segurança e salvamento e portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais. Já na terceira fase, entre os dias 9 e 22 de maio e, deverão receber a vacina crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, puérperas, povos indígenas, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e adultos de 55 a 59 anos de idade.
Segundo a SES, o público da campanha está maior neste ano, abarcando os adultos de 55 a 59 anos, que não recebiam a vacina nos anos anteriores. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% nas doenças relacionadas à influenza.
Em Ribeirão das Neves, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirmou que a campanha de vacinação contra a Influenza seguirá calendário definido pelo Ministério da Saúde. "Informamos que serão seguidos todos os critérios e datas de grupos prioritários e a vacinação ocorrerá com orientações de segurança para a população" disse a SMS, em nota.
O prefeito Junynho Martins (PSC) assinou, nesta sexta-feira (20), o Decreto nº 028/2020, determinando a suspensão temporária dos Alvarás de Localização e Funcionamento, autorizações e permissões emitidos para realização de atividades com potencial de aglomeração de pessoas, para enfrentamento da situação de emergência pública causada pelo Coronavírus.
O decreto tem validade de 15 dias úteis, a partir deste sábado (21), e vale, especialmente, para casas de shows e espetáculos de qualquer natureza; boates, danceterias, salões de dança; casas de festas e eventos; feiras, exposições, congressos e seminários; centros de comércio e galerias de lojas; cinemas, teatros e locais de apresentações artísticas; clubes de serviço e de lazer; academias, centro de ginástica e estabelecimentos de condicionamento físico; clínicas de estética e salões de beleza; parques em geral; bares, restaurantes e lanchonetes; Templos de qualquer natureza; e Velórios públicos e privados.
A suspensão não se aplica aos supermercados, postos de combustíveis, farmácias, laboratórios, clínicas, hospitais e demais serviços de saúde.
De acordo com o texto do documento, os estabelecimentos que tiverem estrutura e logística adequadas, poderão efetuar entrega em domicílio e disponibilizar a retirada no local de alimentos prontos e embalados para consumo fora do estabelecimento, desde que adotadas as medidas estabelecidas pelas autoridades de saúde de prevenção ao contágio e contenção da propagação de infecção viral.
Ainda conforme o decreto, o prazo poderá ser prorrogado automaticamente, por igual período, enquanto perdurar a situação de emergência.
A Secretaria de Estado de Saúde divulgou, nesta quinta-feira (19), um boletim epidemiológico sobre o Coronavírus em toda Minas Gerais. De acordo com a pasta, Ribeirão das Neves tem 7 casos suspeitos de contaminação, nenhum até agora confirmado.
Até o momento, foram notificados 2.273 casos de infecção humana pelo COVID-19, conforme a SES. Destes casos, 104 foram descartados, 2.140 estão em investigação como suspeitos e vinte e nove (29) casos foram confirmados.
Informe Epidemiológico Coronavírus 19/03/2020 - Secretaria de Estado de Saúde
Ainda segundo a pasta, foram notificados casos nos municípios de Belo Horizonte (18 casos), Coronel Fabriciano (1), Divinópolis (1), Ipatinga (1), Juiz de Fora (2), Nova Lima (2), Patrocínio (1), Sete Lagoas (1) e Uberlândia (2).
Nos casos de Belo Horizonte, a transmissão foi do tipo comunitária, que é a incapacidade de relacionar casos confirmados através de cadeias de transmissão para um grande número de casos ou pelo aumento de testes positivos através de amostras. Em Juiz de Fora, a transmissão foi local, ou seja, a identificação do caso suspeito ou confirmado em que a fonte de infecção seja conhecida ou até a 4ª geração de transmissão. Nos demais municípios, são todos casos importados, que são pessoas que se infectaram em outro país.
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