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Cultura

Com palestra de Malu Tamietti e show de Laura Sette, primeira noite do evento na Casa Semifusa foca na profissionalização da cena cultural de Ribeirão das Neves.
Referência em cultura urbana na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Festival Pá na Pedra inicia sua edição de 2026 na sexta-feira, 8 de maio, com uma proposta que vai além do entretenimento. Realizada pelo Instituto Cultural Semifusa, a abertura do evento ocupa a Casa Semifusa, no bairro Sevilha B, priorizando o debate sobre o mercado fonográfico e o fortalecimento de novos artistas.
A programação começa às 19h com a palestra "Carreira Artística Sustentável", ministrada pela gestora Malu Tamietti. Com experiência consolidada no selo A Quadrilha e atualmente na Selva, Tamietti abordará temas fundamentais para a sobrevivência no setor cultural contemporâneo, como gestão de direitos autorais, burocracias contratuais e estratégias de inserção no mercado.

A iniciativa reforça o compromisso do festival com a democratização do conhecimento técnico, permitindo que artistas locais tenham acesso a ferramentas de gestão que muitas vezes ficam restritas aos grandes centros.
Para encerrar o primeiro dia, o palco da Casa Semifusa recebe a rapper Laura Sette. Considerada um dos grandes destaques da cena mineira atual, a artista traz para Ribeirão das Neves um show marcado pela potência lírica e pela presença de palco, servindo como o pontapé inicial perfeito para as celebrações de artes integradas que definem o festival.
A noite de sexta-feira funciona como o alicerce para a grande celebração que se estende pelo fim de semana. Embora o foco inicial seja a formação e a música autoral em um ambiente mais íntimo, o evento prepara o terreno para o sábado (9), quando a programação se desloca para a Esplanada Ribeirão. No segundo dia, o público poderá conferir diversas atrações, incluindo campeonatos de skate e o show do headliner Djonga, que apresenta sua turnê atual.
Mantendo sua tradição de inclusão, o Festival Pá na Pedra tem entrada gratuita. O projeto é uma realização do Instituto Cultural Semifusa e reafirma Ribeirão das Neves como um polo produtor e consumidor de cultura periférica de alta qualidade.

SERVIÇO: Abertura Festival Pá na Pedra 2026
Quando: Sexta-feira, 8 de maio, a partir das 19h.
Onde: Casa Semifusa (Rua Cataguases, 73, Sevilha B – Ribeirão das Neves).
Atrações: Palestra com Malu Tamietti + Show de Laura Sette.
Entrada: Gratuita (sem necessidade de retirada de ingressos)

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A cultura acessível acaba de ganhar um importante marco em Ribeirão das Neves. A Galeria Raízes, reconhecida como a primeira galeria de arte do município, passa a contar com um Plano de Acessibilidade desenvolvido para orientar práticas inclusivas e ampliar o acesso da população às artes visuais.
O documento foi elaborado pelo Instituto Circula Libras, organização nevense com atuação consolidada na promoção da acessibilidade e inclusão, e surge como uma ferramenta estratégica para a construção de espaços culturais mais diversos, acolhedores e preparados para receber todos os públicos.
Criado especialmente para a Galeria Raízes, o plano apresenta diretrizes voltadas à implementação de acessibilidade em diferentes frentes, incluindo aspectos arquitetônicos, comunicacionais, atitudinais e tecnológicos. A proposta busca garantir que o acesso à arte aconteça de forma mais democrática, fortalecendo o direito à cultura no território nevense.


Instalada como a primeira galeria de arte de Ribeirão das Neves, a Galeria Raízes nasceu com a missão de aproximar a população local das exposições artísticas, evitando a necessidade de deslocamento para outros centros urbanos. O espaço é mantido pelo Instituto Origem, organização social sediada no bairro Vereda e atuante na região do Veneza com projetos nas áreas de arte, cultura, esporte, formação, empreendedorismo e geração de renda.
Mais do que atender às demandas internas da galeria, o plano também se apresenta como referência para outras organizações da sociedade civil, equipamentos culturais e para o poder público, servindo de base para políticas públicas e novas iniciativas de inclusão em Ribeirão das Neves e em outras cidades de Minas Gerais.
A expectativa é que o material impulsione o município no fortalecimento de uma política cultural mais acessível, tornando Ribeirão das Neves uma referência estadual no campo da inclusão e da diversidade humana.


O Plano de Acessibilidade é uma realização do Instituto Circula Libras, com apoio da Prefeitura de Ribeirão das Neves, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo, em parceria com a Galeria Raízes e o Instituto Origem. A iniciativa foi viabilizada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, do Governo Federal, em articulação com o Governo de Minas Gerais.


Clique no link e confira: https://drive.google.com/file/d/140EaafNIcstbNTokELPGeD6GEFIlGuw_/view?usp=sharing

 

 

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Em uma decisão histórica para a preservação da ancestralidade mineira, foi aprovado de forma definitiva o projeto de lei que reconhece o Quilombo Nossa Senhora do Rosário, localizado no distrito de Justinópolis, como de relevante interesse cultural. O reconhecimento estende-se também às suas tradicionais festividades, pilares da identidade da comunidade.
O Quilombo Nossa Senhora do Rosário é um dos símbolos mais antigos de resistência de Ribeirão das Neves. Há gerações, a comunidade mantém ritos, culinária e manifestações religiosas que remontam à história do povo negro. Com a aprovação definitiva, o Estado e o Município ganham novos mecanismos para a proteção dessas tradições. Na prática, o título de "Relevante Interesse Cultural" facilita:

Acesso a editais: Maior pontuação e prioridade em leis de incentivo à cultura.
Proteção do Patrimônio: Salvaguarda contra a descaracterização de seus festejos e espaços.
Turismo de Base Comunitária: Fortalecimento da visibilidade da região como polo de cultura afro-brasileira.

O ponto alto do calendário do Quilombo é o ciclo de celebrações em honra a Nossa Senhora do Rosário. As festas, que reúnem guardas de congado, moçambique e outras expressões de fé, deixam de ser apenas eventos locais para serem tratadas como patrimônio vivo da cultura mineira.

A aprovação ocorre em um momento em que as políticas de reparação histórica e valorização de comunidades tradicionais ganham força na agenda pública. Para Ribeirão das Neves, a medida coloca a cidade em destaque no mapa cultural do estado, reforçando que a riqueza do município vai muito além do seu perímetro urbano, residindo na força de seu povo e de suas raízes.

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Iniciativa visa combater a intolerância religiosa e consolidar a proteção territorial de comunidades tradicionais de terreiro.

Nesta quarta-feira, 8 de abril, Ribeirão das Neves dá um passo decisivo para a proteção de sua diversidade cultural. A prefeitura, em conjunto com lideranças civis e religiosas, inicia a primeira etapa do emplacamento de Espaços Sagrados Protegidos.
O projeto consiste na instalação de placas institucionais que identificam formalmente os terreiros como áreas de preservação espiritual, histórica e social.
A solenidade de lançamento contará com a presença de Makota Celinha (CENARAB-MG), da deputada estadual Andreia de Jesus, além dos secretários municipais de Esporte e Cultura (Adalberto Alves) e de Segurança e Trânsito (Lenilson Marques).
Representantes da Polícia Militar e da Guarda Municipal também participarão, reforçando o caráter institucional da segurança nesses locais.
A medida é um desdobramento direto do Mapeamento de Casas de Axé (2025/2026), realizado para subsidiar o Encontro dos Povos de Terreiro de Ribeirão das Neves, agendado para o próximo dia 25 de abril.
Para além do simbolismo, o emplacamento é um instrumento de combate à intolerância. Ao conferir visibilidade oficial a territórios historicamente marginalizados, o poder público reconhece a legitimidade das tradições afroindígenas e sua contribuição para a rede de assistência social e cuidado comunitário da cidade.
Embora celebrada, a iniciativa é vista como um ponto de partida. Sílvia Letícia, psicóloga e coordenadora do projeto Encontro dos Povos de Terreiro, ressalta que o reconhecimento formal precisa estar atrelado a ações estruturais.
"A iniciativa deve vir acompanhada de outras políticas públicas, como regularização fundiária, acesso a serviços básicos e inclusão em programas culturais. Sem essas garantias, o reconhecimento pode se limitar ao campo simbólico", pontua a liderança do Frente Negra Ribeirão das Neves.

Aspectos Legais

A ação reforça o cumprimento da Lei 14.532/2023, que equiparou o crime de injúria racial ao de racismo. No Brasil, o racismo religioso é crime inafiançável e imprescritível. Ataques a locais de culto ou discriminação de crença podem resultar em penas de 2 a 5 anos de reclusão, com agravantes caso o crime seja praticado em redes sociais.

Serviço:

O quê: Reunião de consolidação do emplacamento de Espaços Sagrados.
Quando: 08/04/2026.
Denúncias de Intolerância: Disque 100 (Serviço nacional gratuito).

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Evento ministrado pelo dançarino Lieezou acontece no dia 11 de abril e busca fortalecer a identidade das periferias mineiras através da dança.

O movimento cultural que transformou as ruas de Belo Horizonte em palcos de expressão e resistência ganha um novo capítulo no próximo dia 11 de abril. O bairro Sevilha (2ª Seção) será sede do Workshop de Passinho de BH, uma iniciativa voltada para quem deseja mergulhar nos fundamentos, na ginga e na história dessa dança que conquistou o Brasil.
O workshop será ministrado por Lieezou, MC e dançarino com quatro anos de trajetória e figura central em coletivos de peso como o União dos Crias e Os Faixas Pretas. Com experiência tanto na linha de frente artística quanto na gestão da cena oficial, Lieezou trará uma visão completa do movimento, que é tratado pelos organizadores como muito mais que coreografia: é um símbolo de identidade e criatividade periférica.
Serviço e Inscrições
O evento é totalmente gratuito e faz parte de um projeto viabilizado com o apoio do Governo de Minas Gerais, via Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, e do Governo Federal, através do Ministério da Cultura e da Lei Aldir Blanc.
As vagas são limitadas e os interessados devem realizar a inscrição através do link disponível aqui: https://forms.gle/Dut89n6e5bqs6KUt7

Informações Importantes:

Data: 11 de abril de 2026
Horário: Das 16:00 às 18:30
Local: R. Cataguases, 73 – Sevilha (2ª Seção), Ribeirão das Neves.
Investimento: Gratuito

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No último dia 30, Ribeirão das Neves deu mais um importante passo para garantir que a Lei 10.639/03 (Lei que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana em todas as escolas públicas e privadas de ensino fundamental e médio) seja efetivamente cumprida em nossa cidade!

O Quilombo Irmandade Nossa Senhora do Rosário de Justinópolis, junto ao Frente Negra Riberão das Neves, esteve reunido com a Secretaria de Educação do município, para reforçar a urgência de uma educação antirracista que reconheça e valorize a História negra do nosso país.

O projeto denominado "Educação Quilombola Já!", idealizado e desenvolvido pela professora quilombola nevense, Natany Louise, foi discutido e sua implementação pleiteada. Alguns dos encaminhamentos foram: a construção de um formulário para quantificar e notificar a quantidade de estudantes quilombolas no município e a construção e aprovação de uma cartilha antirracista, a ser e distribuída, nas escolas, ainda no mês de abril de 2026. "O Quilombo está na educação, na saúde, na cultura, no coletivo, em todo lugar! De modo ancestral, e muito eficaz, ele aprende, educa, ensina... Por isso, a necessidade de se oficializar a sabedoria ancestral de meu povo!", afirma Natany Louise.

A educação quilombola emerge como uma prática essencial, visto que fortalece saberes ancestrais, vínculos comunitários e reorganiza pactos civilizatórios de Bem Viver. Desenvolvida a partir das vivências dos territórios tradicionais, essa modalidade de ensino respeita cultura e identidades, garantindo protagonismo às populações quilombolas e promovendo equidade no acesso ao conhecimento.

Dessa forma, práticas educativas que não contam “uma história única” (Chimamanda Adichie), constituem estratégias de enfrentamento ao racismo, uma vez que combatem estereótipos, desconstroem narrativas excludentes e fomentam consciência crítica desde a infância.

Ao valorizar histórias invisibilizadas e reconhecer heranças culturais africanas e afro-ameríndias, as escolas tornam-se espaços de transformação e justiça social.

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