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Segurança

Familiares e fontes internas denunciam uma situação crítica de saúde pública no Presídio Antônio Dutra Ladeira, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Relatos apontam um surto de tuberculose entre os detentos, com a confirmação de ao menos uma morte causada pela doença nas últimas semanas.

Risco iminente de contágio

A tuberculose, doença transmitida pelo ar, encontra em ambientes superlotados e com baixa ventilação o cenário ideal para sua propagação. De acordo com as denúncias, o medo impera entre a população carcerária, uma vez que o isolamento dos infectados e o tratamento médico não estariam sendo realizados de forma adequada ou célere o suficiente para conter o avanço do bacilo.
"A preocupação é muito grande porque a tuberculose é uma doença contagiosa e, dentro de um ambiente fechado como um presídio, o risco de contaminação é ainda maior", afirma um dos relatos recebidos pela reportagem.

Falta de assistência médica

A principal reivindicação é por uma intervenção urgente das autoridades de saúde e do sistema prisional. Além do óbito já registrado, há suspeitas de que outros detentos apresentem sintomas graves sem o devido acompanhamento clínico. A ausência de providências imediatas coloca em risco não apenas a vida dos custodiados, mas também dos agentes penitenciários e demais funcionários que circulam na unidade.

O que dizem as autoridades

Com relação à informação de "surto de Tuberculose no Presídio Antônio Dutra Ladeira", não procede de acordo com a Sejusp.

Ressaltamos que a unidade prisional citada possui, atualmente, oito casos positivos em tratamento. Não há a classificação da situação pelas autoridades como 'surto'.

Sobre o óbito citado na demanda, informamos que custodiado não tinha diagnóstico de Tuberculose, nem apresentava sintomas da doença, constando em sua certidão de óbito a informação de morte por causas naturais.

Em conformidade com a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde dos Indivíduos Privados de Liberdade no Sistema Prisional - PNAISP, regulamentada por meio da Portaria Interministerial nº 1/2014, a qual prevê a assistência à saúde no âmbito da Atenção Primária, tem sido implementado nas unidades prisionais a aplicação dos protocolos de controle da Tuberculose, conforme Manual de Recomendações para Controle de Tuberculose no Brasil, em parceria com os municípios, bem como a divulgação da Nota Informativa da Secretaria de Saúde (SES/SUBVS-SVE-DVANT-CPECT 877/2020), e orientações acerca de transferência de privados de liberdade em tratamento para Tuberculose, visando diminuir a incidência de abandono do tratamento.

Por fim, a unidade prisional conta em seu quadro equipe multidisciplinar de servidores de saúde, com profissional médico, enfermeiras e técnicas de enfermagem aptas a prestar atendimento primário aos presos que, em caso de urgência ou emergência, são encaminhados conforme fluxo de atendimento pré-estabelecido pela rede pública de saúde do município de Ribeirão das Neves.

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A madrugada do último sábado (14) foi marcada por mais um episódio trágico no sistema prisional de Ribeirão das Neves.
Rafael Rodrigues dos Santos, de 28 anos, foi encontrado morto em uma das celas do Presídio Antônio Dutra Ladeira.
Este é o caso mais recente de uma série de óbitos registrados em unidades da Região Metropolitana, somando cinco mortes em menos de 30 dias.
De acordo com informações confirmadas pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) nesta segunda-feira (16), o corpo de Rafael foi localizado por volta de 1h30. Policiais penais foram acionados pelos próprios colegas de cela do detento, que perceberam que ele estava sem sinais vitais.
O Samu chegou a ser chamado ao local, mas apenas pôde constatar o óbito.
A unidade de Ribeirão das Neves, uma das maiores do estado, agora está sob os holofotes da perícia técnica. A Polícia Civil esteve no presídio para coletar vestígios que ajudarão a determinar a causa da morte. Rafael Rodrigues dos Santos possuía passagens pelo sistema prisional desde 2019.
Em nota, a direção do presídio informou que:
"Foi instaurado um procedimento interno para apurar administrativamente as circunstâncias do óbito, enquanto aguarda-se a conclusão do laudo pericial da Polícia Civil."
A recorrência de mortes em unidades prisionais da Grande BH nas últimas semanas tem gerado debates sobre as condições de custódia e a segurança interna dos estabelecimentos penais que compõem o complexo penitenciário de Neves.

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A precariedade estrutural e o deficit de pessoal marcam o cotidiano dos cerca de 350 policiais penais do Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves.
Em visita técnica realizada na manhã desta quinta-feira (12/03), a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), liderada pelo deputado Sargento Rodrigues (PL), constatou um cenário de abandono que compromete tanto a segurança quanto a saúde dos servidores.

Colapso Estrutural e Segurança Perimetral

A fiscalização apontou que as dez guaritas responsáveis pela segurança externa estão sucateadas. O relatório preliminar descreve:
Degradação: Janelas e banheiros danificados, rachaduras severas e desabamento de partes da alvenaria dos muros.
Vulnerabilidade: No momento da visita, apenas duas das dez guaritas estavam ocupadas. A falta de policiamento no perímetro expõe a unidade a riscos externos e tentativas de fuga.

Superlotação Extrema: 250% da Capacidade

A situação dos detentos reflete diretamente na carga de trabalho dos policiais. Atualmente, o presídio opera com uma superlotação crítica:
Capacidade: Celas projetadas para seis detentos abrigam, hoje, 28 pessoas.
Proporção: A unidade vigia 2.290 presos com um efetivo total de aproximadamente 350 servidores, que se dividem em turnos. Segundo os próprios policiais, seriam necessários, no mínimo, 450 profissionais para garantir a operacionalidade básica.

Condições de Trabalho Degradantes

Acompanhado pelo presidente do Sindppen-MG, Jean Carlos Otoni Rocha, o parlamentar percorreu setores como o Anexo I e II, Núcleo Jurídico e Portaria. A inspeção revelou que as áreas de suporte aos servidores — essenciais para quem cumpre regime de plantão — estão em estado crítico:
"O que se viu atesta que os policiais penais foram abandonados pelo Estado. Alojamentos, banheiros e cozinhas estão em condições que dificultam o suporte às longas horas de vigilância", afirmou Sargento Rodrigues.
Os piores problemas foram encontrados no Anexo II, onde a combinação de estrutura física debilitada e higiene precária é mais evidente.

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Usuárias do aplicativo Uber em Belo Horizonte agora contam com um recurso voltado para aumentar a segurança e o conforto em suas viagens: a possibilidade de priorizar corridas com motoristas mulheres. A iniciativa, que vem sendo expandida gradualmente para capitais brasileiras, visa conectar passageiras e condutoras que se sintam mais à vontade compartilhando o trajeto com o mesmo gênero.

Como funciona o recurso
Diferente de uma categoria fixa (como o UberX ou Comfort), a funcionalidade atua como um filtro de preferência. Confira os detalhes de como ela opera na prática:

Prioridade, não exclusividade: O sistema busca primeiramente por condutoras mulheres nas proximidades. Caso não haja nenhuma disponível no momento, o aplicativo questiona se a usuária deseja aguardar mais tempo ou seguir com a busca padrão (que inclui motoristas homens).

Ativação via Perfil: A configuração deve ser feita diretamente nos ajustes de conta da passageira, sinalizando a preferência pelo público feminino em categorias como UberX.

Disponibilidade Gradual: A ferramenta está sendo liberada em fases. Portanto, a visualização do recurso depende da atualização da conta de cada usuária e da densidade de motoristas mulheres na região de Belo Horizonte.

O Programa U-Elas

Essa expansão faz parte do programa U-Elas, lançado originalmente para permitir que as motoristas escolham levar apenas passageiras mulheres. Agora, a via de mão dupla busca equilibrar a plataforma, oferecendo o mesmo senso de escolha para quem solicita a viagem.
Vale lembrar que, por questões de logística e oferta, o tempo de espera pode ser superior ao de uma corrida convencional, já que a frota feminina ainda é minoritária na plataforma.

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A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG) reforçou o sistema de fiscalização e assistência penal no estado. Por meio de um convênio entre a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça, e as diretorias de Gestão de Vagas (SGVC) e Monitoramento Eletrônico (DME), 14 novos profissionais foram incorporados à equipe multidisciplinar responsável pelo acompanhamento de indivíduos sob monitoração eletrônica.

A iniciativa visa consolidar a política de fiscalização em Minas e viabilizar um projeto-piloto na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). O foco está na ampliação do suporte técnico, no atendimento integrado aos monitorados e no fortalecimento da rede de proteção às vítimas amparadas por medidas protetivas.

Integração e Capacitação
Entre os dias 5 e 6 de março, os novos servidores — psicólogos, analistas técnico-jurídicos e assistentes sociais — participaram de uma recepção institucional e capacitação na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. A diretora-geral da DME, Denia Samione, conduziu a apresentação sobre os fluxos de trabalho e destacou a importância da atuação conjunta dessas áreas para a humanização do sistema.

Durante o evento, os Analistas Técnicos Jurídicos (ATJ) receberam treinamento específico ministrado pela diretora Juliana Galo, com orientações sobre os procedimentos jurídicos necessários para a execução rigorosa das medidas.

"O trabalho integrado entre as áreas social, psicológica e jurídica garante um atendimento contínuo e humanizado, contribuindo tanto para a efetividade das decisões judiciais quanto para a segurança das vítimas que dependem da rede de apoio", afirmou Denia Samione.

Os profissionais realizarão atendimentos individuais, fornecerão orientações técnicas e farão encaminhamentos para a rede de assistência social. O objetivo é garantir que o monitorado receba o suporte necessário para o cumprimento da pena, ao mesmo tempo em que se assegura que as restrições judiciais em favor das vítimas sejam respeitadas.

Com a nova estrutura, a DME passa a oferecer atendimento qualificado todos os dias da semana, assegurando prontidão na gestão dos casos.

Projeto-Piloto na RMBH
O novo modelo implementado na Grande BH busca aprimorar o processo de admissão e o acompanhamento técnico ao longo de toda a medida judicial. Atualmente, Minas Gerais possui 11.062 monitorados ativos, sendo que quase metade (4.880) concentra-se na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Com este investimento, a Sejusp reafirma seu compromisso com a modernização da execução penal, unindo tecnologia de vigilância a um acompanhamento psicossocial robusto e contínuo.

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Homem saiu de Ribeirão das Neves, segundo a PM, após afirmar que iria “resolver a situação” com a ex-companheira; abordagem encontrou pistola com numeração suprimida.

Na tarde de terça-feira (24), dois homens foram presos pela Polícia Militar por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e ameaça em Serra Azul de Minas, no Leste do estado. A corporação informou que um dos detidos teria viajado de Ribeirão das Neves até a cidade após reiterar ameaças de morte contra a ex-companheira.

Segundo a PM, a mulher relatou que vinha sendo ameaçada continuamente desde o fim do relacionamento. Ela afirmou que o ex-companheiro não aceitava a separação e que ele teria dito que iria ao município para “resolver a situação”, citando também o atual namorado dela.

Com a denúncia, equipes da Polícia Militar montaram um cerco para localizar o carro usado pelos suspeitos. O veículo foi interceptado quando chegava à cidade.

Durante a busca, os policiais encontraram uma pistola calibre 9 mm, com numeração suprimida, carregada com 11 munições intactas.

O ex-companheiro da vítima e o homem que o acompanhava foram detidos. A arma e as munições foram entregues na Delegacia de Polícia Civil, responsável pelo andamento das investigações.

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Um desentendimento entre vizinhos terminou em tragédia na noite deste domingo (7), no bairro Lídice. Miguel Gomes da Costa, de 65 anos, foi morto a facadas dentro de sua própria residência. O suspeito do crime, José Luiz da Silva, de 69 anos, foi preso em flagrante.


Ao chegarem ao local, policiais militares encontraram o suspeito com as mãos e roupas sujas de sangue. De acordo com o boletim de ocorrência, José Luiz apresentava sinais visíveis de embriaguez no momento da abordagem. A arma utilizada no crime, uma faca, foi apreendida.


A Polícia Militar informou que o conflito teria sido motivado por danos que a vítima supostamente causou a pertences do autor. Incomodado com a situação, o suspeito teria invadido a casa de Miguel e desferido os golpes fatais.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e o suspeito levado à Delegacia de Plantão de Ribeirão das Neves. José Luiz permanece à disposição da Justiça e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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Uma operação da Polícia Militar resultou, neste domingo (1º), na prisão de um dos criminosos mais procurados do estado. O homem de 52 anos, condenado a quase um século de reclusão, foi localizado no bairro Quintas São José, encerrando uma fuga que já durava quase duas décadas.

A ação foi coordenada por militares da 203ª Companhia do 40º Batalhão. O alvo era um integrante de uma quadrilha responsável por um dos crimes mais violentos da história recente de Minas Gerais, ocorrido em São Gotardo, no Alto Paranaíba.

O histórico do crime
O detido participou de um assalto coordenado em 2007, que visou agências bancárias e o comércio local. Na ocasião, o bando sitiou a cidade e utilizou autoridades como escudos humanos, incluindo um juiz de direito e sete policiais militares. O confronto terminou em tragédia, com a morte de um cabo da PM e outro militar ferido.

Desfecho em Neves
Apesar de os crimes terem ocorrido no interior do estado, o foragido utilizava a Região Metropolitana de Belo Horizonte como esconderijo.

Local da prisão: Bairro Quintas São José, Ribeirão das Neves.

Pena a cumprir: Aproximadamente 100 anos de detenção.

Próximos passos: Após o registro na delegacia de plantão do município, o condenado foi transferido para o sistema prisional, onde iniciará o cumprimento imediato da sentença.

A prisão reforça o monitoramento de inteligência na cidade, que tem sido palco de operações para retirar de circulação indivíduos com mandados de prisão em aberto por crimes de alta complexidade.

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Pelo terceiro ano consecutivo, os detentos do sistema prisional de Minas Gerais não terão direito à saída temporária durante o período carnavalesco. O anúncio foi feito pelo Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Rogério Greco, nesta terça-feira (27/1), durante o lançamento do programa Carnaval da Liberdade 2026.

A restrição, adotada pela Sejusp desde 2024, baseia-se no argumento de que o ambiente festivo desvirtua a finalidade do benefício.

"A saída temporária não é para o preso se divertir, ficar embriagado ou pular Carnaval. A função é completamente diferente: visa à visita familiar e ao convívio em sociedade. Este período não é apropriado para a saída", afirmou Greco.

Entenda o benefício
A saída temporária é um direito previsto na Lei de Execução Penal, aplicado pelo Poder Judiciário a detentos que cumprem requisitos específicos de bom comportamento e regime semiaberto. O benefício soma 35 dias anuais, divididos em cinco períodos de sete dias, geralmente em datas que favorecem a ressocialização.

Decisões judiciais
Embora a suspensão seja uma diretriz da Sejusp em conjunto com órgãos de Justiça, a medida não é absoluta. Por ser uma concessão do Poder Judiciário, decisões individuais de juízes ou comarcas específicas ainda podem autorizar a saída de detentos em datas que coincidam com a folia, prevalecendo a ordem judicial sobre a orientação do Estado.

 

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A Polícia Civil de Minas Gerais deu início às investigações sobre a morte de um detento ocorrida no último sábado (17/1) dentro da Penitenciária José Maria Alkimin, a unidade prisional mais antiga de Ribeirão das Neves.

O detento, identificado como Alex Willian de Paula, de 31 anos, foi encontrado inconsciente pelos policiais penais durante a noite de sábado. De acordo com informações da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado imediatamente, mas os médicos apenas puderam confirmar o óbito no local.

Alex Willian tinha registros no sistema prisional desde 2014 e havia sido transferido para a Penitenciária José Maria Alkimin recentemente, em novembro de 2024.

A direção da unidade agiu prontamente para isolar o local e instaurou um procedimento administrativo interno para apurar as circunstâncias do ocorrido e verificar se houve qualquer falha nos protocolos de segurança ou monitoramento da cela.

Diferente de casos onde há flagrante de violência, as causas da morte de Alex ainda dependem de laudos técnicos.

Perícia: O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames complementares.

Investigação: A Polícia Civil aguarda o laudo de necropsia para determinar se a morte foi de causas naturais ou se há indícios de criminalidade.

A comunidade carcerária e os familiares aguardam o posicionamento oficial da perícia, que deve sair nos próximos 30 dias. O caso segue sob responsabilidade da delegacia local.

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