A manhã desta quarta-feira, 6 de maio de 2026, foi marcada por uma forte movimentação policial em Ribeirão das Neves. O município integra a lista das 13 cidades mineiras onde o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Militar (PMMG) deflagraram a segunda fase da Operação Vulcano, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa especializada na venda ilegal de armamento pesado e munições.
A ofensiva busca sufocar o fornecimento de instrumentos bélicos para o tráfico de drogas e para a prática de crimes violentos na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Embora o balanço individualizado por município ainda não tenha sido divulgado pelas autoridades, Ribeirão das Neves foi listada como ponto estratégico para o cumprimento dos 56 mandados de busca e apreensão expedidos nesta fase. A operação mobilizou um contingente expressivo, contando com:
250 Policiais Militares;
Promotores de Justiça e servidores do Gaeco;
Policiais Penais e corregedoria da Sejusp.
Até o momento, os dados parciais em toda a região indicam a prisão de 11 pessoas (sendo 10 com passagens criminais prévias) e a apreensão de um arsenal que inclui pistolas, revólveres, rifles e cerca de 1.400 munições de diversos calibres. Além do material bélico, os agentes apreenderam crack, cocaína, maconha e aproximadamente R$ 33 mil em espécie.
As investigações, que tiveram início no primeiro semestre de 2025, revelaram um esquema sofisticado e alarmante. O "fio da meada" foi a identificação de um indivíduo com registro de Caçador, Atirador e Colecionador (CAC). Aproveitando-se de sua condição legal, ele desviava munições do comércio regular para abastecer facções criminosas.
A investigação apurou ainda fatos graves:
Desvio de munição de alta potência: Milhares de cartuchos para fuzis 5.56 e 7.62 estavam sendo comercializados ilegalmente.
Receptação na Polícia Civil: Parte das armas vendidas pela organização (pistolas e revólveres) era desviada da 1ª Delegacia da Polícia Civil do Barreiro, em Belo Horizonte.
Histórico da Operação
A Operação Vulcano já havia desferido um golpe contra o grupo em dezembro de 2025, quando 17 pessoas foram presas e mais de 7 mil munições foram retiradas de circulação. Com as provas colhidas em celulares, interceptações e movimentações bancárias dos alvos, esta segunda fase visa encerrar as atividades da rede que utiliza cidades como Ribeirão das Neves como pontos de logística ou esconderijo para o material ilícito.
"A retirada dessas armas e munições das ruas de Neves e municípios vizinhos é um passo crucial para a redução dos índices de homicídios e crimes patrimoniais violentos que assolam a nossa região," destacou uma fonte ligada à operação.
Cidades Alvo nesta quarta-feira (06/05): Belo Horizonte, Ribeirão das Neves, Betim, Contagem, Santa Luzia, Ibirité, Sarzedo, São Joaquim de Bicas, Pompéu, Januária, Mário Campos, Capelinha e Montes Claros.

