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Moradores de um condomínio residencial em Ribeirão das Neves vivem dias de apreensão devido à presença massiva de capivaras nas áreas comuns das moradias. O que inicialmente era visto como um contacto esporádico e harmonioso com a fauna local transformou-se numa "invasão" que levanta sérios questionamentos sobre segurança, higiene e, principalmente, saúde pública.
A maior preocupação relatada pelos residentes é o risco iminente de transmissão da febre maculosa. As capivaras são as principais hospedeiras do carrapato-estrela, vetor da doença. Como os animais circulam livremente por jardins e áreas de lazer onde crianças costumam brincar, o medo de picadas e infecções tornou-se constante. De acordo com a reportagem do Balanço Geral MG, a proximidade com os animais já não é mais vista como um privilégio da natureza, mas como um perigo sanitário.
Além das questões de saúde, o comportamento dos animais tem gerado incidentes. Embora sejam geralmente pacíficos, há registos de comportamentos agressivos quando os grupos possuem filhotes ou quando se sentem acuados por animais domésticos, como cães de estimação.
A segurança rodoviária também é um ponto crítico: a travessia frequente das capivaras pelas vias internas do condomínio e estradas de acesso tem aumentado drasticamente o risco de atropelamentos e colisões, colocando em perigo tanto os condutores quanto a fauna. No aspecto patrimonial, o prejuízo é visível na destruição de projetos de paisagismo e no acúmulo de dejectos em áreas de circulação.
Enquanto os moradores solicitam medidas de manejo urgentes — como o cercamento eficaz das reservas ou a realocação dos grupos —, órgãos ambientais pregam a cautela. As autoridades recomendam a coexistência e o monitoramento, ressaltando que qualquer intervenção direta exige licenças rigorosas e estudos de impacto ambiental. A orientação oficial permanece a mesma: não alimentar e manter distância segura dos animais.
A Prefeitura de Ribeirão das Neves informou que os moradores devem acionar Instituto Estadual de Florestas que é o órgão responsável pelo manejo e controle populacional das capivaras. A Prefeitura disse também que não há registro de casos de febre maculosa no município.

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A cidade de Ribeirão das Neves, pode estar próxima de um importante avanço na área da saúde: a construção de um novo hospital público, com recursos provenientes do Governo Federal, por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), vinculado ao Novo PAC.

Com cerca de 340 mil habitantes e uma das maiores populações da RMBH, Ribeirão das Neves convive com uma rede de saúde pressionada e carente de unidades hospitalares de média e alta complexidade. A construção de um hospital municipal é uma demanda histórica da população e tem sido constantemente pautada em audiências públicas e discussões do orçamento participativo da cidade.

O FIIS, lançado em 2023 como parte do Novo PAC Seleções, é um fundo destinado ao financiamento de obras e projetos voltados às áreas de saúde, educação, cultura e esporte. Segundo informações do Governo Federal, mais de R$ 18 bilhões serão destinados à saúde em todo o país, com foco na construção e ampliação de hospitais, maternidades e centros especializados.
Embora ainda não haja confirmação oficial do repasse específico para Ribeirão das Neves, a expectativa é que o município apresente proposta dentro dos critérios do programa federal. Se aprovado, o projeto poderá garantir à cidade um novo hospital com estrutura moderna e voltado ao atendimento 100% SUS, contribuindo para a redução da sobrecarga em unidades regionais e o fortalecimento do sistema local de saúde.

A proposta reforça o compromisso com a justiça social e o direito à saúde, especialmente em cidades periféricas e com alto índice de vulnerabilidade socioeconômica, como é o caso de Ribeirão das Neves. Entramos em contato com a prefeitura para saber onde será investido o valor, mas não obtivemos retorno. 

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A Prefeitura de Ribeirão das Neves, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, inaugurou a Unidade Básica de Saúde Campos Silveira, ampliando e fortalecendo a atenção básica na região. Localizada na Rua Raimunda Maria, 464, no bairro Campos Silveira, região Central, a nova unidade passa a integrar três Estratégias de Saúde da Família ESF Campos Silveira, ESF Santa Martinha II e ESF Santa Martinha III, garantindo mais acesso, agilidade e qualidade no atendimento à população.

Com a entrada em funcionamento das três equipes, a UBS Campos Silveira terá capacidade para realizar até 13.500 atendimentos por mês, contribuindo para a descentralização dos serviços e para a redução da demanda concentrada em outras unidades da região, como a UBR Dona Clara. A unidade contará com atendimentos médicos e de enfermagem, odontologia, vacinação, sala de curativos, farmácia e sala de coleta de exames laboratoriais, oferecendo um cuidado mais completo e próximo dos moradores.

De acordo com a Prefeitura, a inauguração da UBS também representa um avanço na gestão dos recursos públicos. Com a nova estrutura, a ESF Santa Martinha II deixa de funcionar em imóvel alugado e passa a atender em sede própria, gerando economia aos cofres públicos. Além disso, as equipes Campos Silveira e Santa Martinha III são novas, ampliando a oferta de serviços e fortalecendo a cobertura da atenção primária na região.

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Uma pesquisa abrangente sobre a saúde dos agentes penitenciários brasileiros, realizada entre 2022 e 2024, revela um quadro preocupante de saúde mental entre os profissionais da área.
O levantamento, que entrevistou 22,7 mil servidores em todo o país, apontou que pelo menos 10% dos agentes receberam diagnósticos de depressão.
Os dados, divulgados nesta semana pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, indicam outros transtornos mentais em alta:

20,6% dos entrevistados afirmaram ter transtorno de ansiedade.
4,2% relataram quadros de transtorno de pânico.

Diagnóstico dos "Cenários da Saúde"

Os resultados foram organizados no estudo intitulado Cenários da Saúde Física e Mental dos Servidores do Sistema Penitenciário Brasileiro, que contou com a parceria da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O governo federal ressalta que os mais de 100 mil servidores penitenciários brasileiros desempenham uma função estratégica para a segurança pública, apesar de seu trabalho ser frequentemente invisibilizado.
Os organizadores da pesquisa reconhecem que os resultados evidenciam os grandes desafios vivenciados pelos servidores, diretamente relacionados ao ritmo intenso de trabalho e às exigências emocionais e físicas inerentes à atividade.

Satisfação Profissional e Reconhecimento Social

Apesar das pressões, o levantamento também trouxe dados sobre a satisfação profissional:
15,9% dos servidores se declararam “muito satisfeitos” com o trabalho.
59,3% afirmaram estar “satisfeitos” com as atividades desenvolvidas.

Contudo, o reconhecimento social permanece uma questão central para a categoria. A maioria dos agentes (50,7%) entende que a sociedade poucas vezes reconhece o valor de seu trabalho, enquanto 33% afirmaram que "nunca" se sentem reconhecidos pela sociedade.

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