Estudantes que participam do programa Poupança Jovem em Ribeirão das Neves permanecem e são mais aprovados no ensino médio de escolas da rede pública estadual. A avaliação por amostragem de turmas do programa em Ribeirão das Neves, em 2007 e 2008, e Ibirité, também na RMBH, em 2008, mostrou queda de 20% na repetência e de 55% na evasão, quando comparadas com turmas de escolas estaduais de municípios vizinhos.
A avaliação da primeira turma de Ribeirão das Neves, que iniciou o programa em 2007, mostra uma queda de 22% na repetência e de 11% na evasão em relação a alunos de escolas estaduais em Belo Horizonte, Esmeraldas e Pedro Leopoldo. Esses são os resultados preliminares da pesquisa realizada pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese).
Em Ribeirão das Neves, a pesquisa de campo teve início em 2007 e foi aplicada ao longo dos anos por amostragem, como explica o professor de Demografia do Cedeplar e coordenador do estudo, Eduardo Rios Neto. No primeiro estudo foram entrevistados 1302 jovens atendidos pelo programa em Ribeirão das Neves e 1554 estudantes de escolas estaduais nos municípios vizinhos. A definição das escolas levou em conta a similaridade com as instituições de ensino do programa e foi feita por sorteio. Os dados completos estão sendo consolidados.
No caso da primeira turma de Ribeirão das Neves, a avaliação mostrou uma queda estatisticamente significante no comportamento de risco, medido a partir de um indicador cumulativo associado ao consumo de bebidas, ao fumo, uso de drogas e envolvimento com gangues. O indicador construído foi menor entre os alunos atendidos pelo programa em comparação com os não atendidos.
Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Ana Lúcia Gazzola, o programa tem proporcionado avanços significativos no desempenho dos estudantes e a pesquisa comprova esse cenário. “O Poupança Jovem é um programa de caráter estratégico, implantado em cidades especificas. O objetivo é manter o aluno na escola e melhorar seu desempenho a partir das diversas atividades complementares aos estudos. Os indicadores que comprovam a redução na repetência, na evasão escolar e nos comportamentos de riscos entre os jovens que participam do Poupança Jovem indicam que os objetivos estão sendo alcançados”, afirma.
Vestibular
A pesquisa revelou também que 50% dos alunos do ensino médio em geral gostariam de fazer o vestibular, entrar na universidade e concluir um curso superior. “Sob o ponto de vista de aspiração desses jovens é muito importante observar que a metade dos estudantes entrevistados quer fazer o curso superior”, afirma Eduardo Rios Neto. Essa vontade é demonstrada pelos alunos em geral da rede estadual do ensino médio, ocorrendo também na vizinhança de Ribeirão das Neves, que não sofreu a intervenção do programa.
“O problema da audiência no ensino médio está certamente nas condições que antecedem a entrada nessa etapa de escolaridade. Ao entrar no médio, grande parte tende a concluir e o programa Poupança Jovem reforça esta tendência ao reduzir a repetência e a evasão”, avalia o pesquisador.
Acompanhamento contínuo
Enquanto os dados da pesquisa estão sendo consolidados, outros estudantes do Poupança Jovem e de escolas estaduais já estão sendo avaliados em Ribeirão das Neves, Ibirité, Governador Valadares e cidades vizinhas. Essa avaliação terá ainda um novo desafio: “A ideia é ver como o Poupança Jovem impacta no mercado de trabalho. A partir do próximo ano, vamos acompanhar os alunos que concluíram o programa”, informa o pesquisador.
Agência Minas
Alunos do 6º ano da Escola Estadual José Joaquim Lages, em Ribeirão das Neves, visitaram o Museu do Brinquedo, em Belo Horizonte, nesta sexta-feira (1º). Objetos raros como um gramofone de 1890, uma bonequinha de 1915, uma vitrola a corda de 1930 e uma caixinha de música de 1945. Neste espaço, é possível reviver o passado, mesmo que a pessoa não tenha feito parte dele.
Vai bem longe o tempo em que a voz, o quadro-negro e o giz eram as únicas ferramentas de trabalho do professor. Imagens, objetos, jogos, livros, filmes, músicas, tudo o que possa ser usado a favor da aprendizagem é bem-vindo e ganha importância ainda maior nos novos tempos da escola inclusiva. Afinal, além de proporcionar as aulas mais estimulantes, diversificar recursos é uma maneira de torná-las também mais acessíveis a todas as crianças - tenham elas deficiência ou não.
O Insituto Federal de Minas Gerais, IFMG, abre concurso público para o preenchimento de vagas em diversas áreas de atuação e também em vários dos seus campi, inclusive o de Ribeirão das Neves. Serão oferecidas 14 vagas para a função de Professor de ensino superior para atuar nas cidades de Ribeirão das Neves e Sabará. Os salários variam entre R$ 3.061,64 e R$ 6.359,01.

