O que deveria ser um canteiro de esperança para centenas de famílias no Bairro Florença transformou-se em um símbolo de descaso público.
A interrupção das obras de ampliação da rede municipal de ensino — que engloba a Escola Carlos Drummond e a expansão da Creche Ana Sapori — tem mobilizado mães e lideranças comunitárias que exigem respostas sobre o destino do dinheiro público e o futuro educacional de seus filhos.
O projeto, iniciado durante a gestão de Junynho Martins, surgiu com a promessa de desafogar a alta demanda por vagas na região.
Atualmente, a Creche Ana Sapori, embora reconhecida pelo trabalho de excelência, opera no limite de sua capacidade física, deixando muitas crianças da comunidade sem assistência.
Segundo relatos de moradores, o cronograma da obra seguia em ritmo acelerado e constante. No entanto, o cenário mudou drasticamente após mudanças na gestão responsável pelo projeto. Hoje, o silêncio das máquinas e a ausência de operários confirmam o que a comunidade mais temia: a paralisia total das atividades.
Para as mães do Bairro Florença, a obra parada não é apenas uma questão estética ou logística, mas um obstáculo direto ao desenvolvimento das crianças e à rotina de trabalho das famílias.
"Nós pagamos nossos impostos e o que recebemos em troca é uma construção abandonada. Nossos filhos precisam de escola perto de casa, é um direito básico que está sendo negado", desabafa uma das moradoras que lidera o movimento por transparência.
Além do impacto social, a paralisação levanta o alerta para o desperdício de recursos. Construções paradas tendem a sofrer com a ação do tempo, vandalismo e degradação dos materiais já instalados, o que pode elevar drasticamente o custo de uma futura retomada.
Solicitamos uma resposta da Prefeitura, mas ainda não obtivemos respostas.

