Faleceu nesta segunda-feira (25), aos 120 anos, Dona Orádia Almeida de Jesus, uma das moradoras mais antigas e ilustres da região metropolitana de Belo Horizonte. A notícia de sua morte foi confirmada por meio de uma nota de pesar divulgada nas redes sociais.
Nascida em 1906, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, Dona Orádia adotou Ribeirão das Neves como lar. Ao longo de mais de um século de existência, ela testemunhou de perto as mais profundas transformações históricas, sociais e culturais do Brasil e do mundo, atravessando gerações com lucidez e alegria.
Mãe de cinco filhos, a centenária construiu uma trajetória pautada pela força, união familiar e transmissão de valores que hoje guiam seus descendentes.
Além de sua devoção à família, Dona Orádia era conhecida pelo bom humor e por um hábito peculiar que sempre despertava sorrisos: ela não escondia de ninguém o gosto por uma boa cachaça. Segundo a própria idosa, tomar uma "cachacinha" era a sua forma favorita de celebrar a vida e o segredo de sua impressionante longevidade.
"Uma trajetória construída com amor, força e união familiar."
A história singular de Dona Orádia já havia cruzado as fronteiras do bairro Rosana, onde morava e era profundamente querida pelos vizinhos. Recentemente, ela foi homenageada pelo projeto Nonagenárias, uma iniciativa que celebra mulheres com mais de 90 anos e resgata suas memórias e histórias de vida.
Com uma idade tão avançada, a mineira estava inscrita no Guinness Book, o Livro dos Recordes, no processo para ser oficialmente reconhecida como a mulher mais velha do Brasil. Ela deixa um legado eterno de fé, resiliência e, acima de tudo, muita alegria de viver.

