Um morador de Justinópolis, em Ribeirão das Neves, utilizou as redes sociais para manifestar sua indignação com os valores do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) referentes ao exercício de 2026. Em vídeo que circula em grupos de moradores, o contribuinte Getúlio Gomes da Silva exibe a guia de pagamento e aponta discrepâncias significativas tanto no valor final quanto nas dimensões do seu imóvel registradas pela prefeitura.
Segundo o relato, o valor do imposto saltou de aproximadamente R$ 400,00 em anos anteriores para R$ 1.128,74 em 2026 – um aumento superior a 180%. O morador questiona os critérios utilizados para o reajuste, classificando a cobrança como abusiva.
Divergência na metragem
Além do aumento financeiro, o vídeo destaca um possível erro cadastral na Secretaria de Fazenda. O contribuinte afirma que seu lote possui 360 m², porém, na notificação enviada pela Prefeitura de Ribeirão das Neves, a área total do terreno consta como 429,06 m². A guia também registra uma área construída de 427,57 m², dados que o morador contesta veementemente.
"Não tem cabimento um negócio desses. Olha o quanto veio o IPTU para quem pagava R$ 400", desabafa o morador no vídeo, enquanto mostra os detalhes do documento.
Como contestar
A própria guia de IPTU exibida no vídeo informa que os contribuintes que discordarem dos valores lançados ou identificarem erros nos dados cadastrais do imóvel têm prazo para contestação ou revisão até o dia 15 de junho de 2026.
O procedimento deve ser realizado preferencialmente de forma online, através do portal oficial da prefeitura (ribeiraodasneves.mg.gov.br/portal-fazenda). Para aqueles que optarem pelo pagamento à vista (cota única), a prefeitura oferece um desconto de 10%, conforme indicado no boleto.
A reportagem buscou contato com a Prefeitura de Ribeirão das Neves para entender os motivos da revisão cadastral que gerou o aumento nos valores e se houve uma atualização por geoprocessamento no município, mas ainda aguarda retorno oficial.













