A família de Brenda Larissa Maia, que faleceu após buscar atendimento na UPA de Justinópolis, contesta a versão da prefeitura sobre as condições da unidade de saúde. As declarações foram feitas pelo advogado da família, Rodrigo Braga, nesta quarta-feira (10 de junho), logo após a mãe e o irmão da vítima prestarem depoimento à Polícia Civil.
De acordo com a defesa, o principal objetivo dos familiares é esclarecer as circunstâncias do óbito e apurar possíveis falhas na assistência médica prestada no último sábado (6 de junho). "Queremos que seja apurado se houve negligência, omissão ou qualquer outra irregularidade. Se for comprovado crime, que os responsáveis sejam punidos", afirmou Braga.
Vídeos e estrutura precária
O advogado questionou os comunicados oficiais do município, que asseguravam o pleno funcionamento da UPA e um quadro completo de profissionais. Segundo ele, relatos dos parentes e vídeos gravados pela própria paciente antes de morrer revelam um cenário contraditório, com paredes danificadas, salas improvisadas e demora no atendimento. “A prefeitura informou que a unidade funcionava adequadamente. A realidade vista pela família foi outra. Se a estrutura estivesse correta, talvez o desfecho não fosse esse”, declarou.
Investigação e necropsia
A família também recusou a certidão de óbito inicial, que apontava embolia pulmonar, por ter sido emitida sem exames complementares detalhados. Por isso, foi solicitada a intervenção do Instituto Médico Legal (IML) para a realização de uma necropsia, procedimento essencial para determinar a real causa do falecimento.
A investigação da Polícia Civil deverá mapear todo o histórico do atendimento, desde o diagnóstico inicial até a conduta adotada pela equipe de plantão durante o período em que Brenda esteve internada.

