O município de Ribeirão das Neves, tornou-se ponto central nas investigações do duplo latrocínio que chocou o estado. A principal suspeita de assassinar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e sua esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, morava no bairro Veneza, na cidade.
Nesta quarta-feira (1º), em entrevista exclusiva à reportagem da Itatiaia concedida diretamente do bairro nevense, a tia da investigada quebrou o silêncio. Emocionada, ela fez um apelo público para que a sobrinha se entregue às autoridades e esclareça o caso.
A familiar enfatizou que os parentes em Ribeirão das Neves não compactuam com o crime e expressou profunda preocupação com o paradeiro e a integridade física da suspeita e do filho dela, Nicolas:
"O nosso maior medo é que ela faça uma loucura com ela ou com o menino. Minha filha, se não foi você, prova para a Justiça. Esclarece que não foi você. No fundo do nosso coração, como família, ainda pedimos a Deus que exista um vestígio de que não seja ela. Onde você estiver, nós, da família, temos pena de você. Não temos ódio. Mas a Justiça tem que ser feita."
De acordo com os relatos da tia, após o crime ocorrido no bairro São Pedro, na região Centro-Sul da capital, a suspeita retornou para Ribeirão das Neves, mas por pouco tempo.
Ação da PM: Policiais militares chegaram a ir até a residência da mulher, no bairro Veneza, logo após a identificação do seu envolvimento no caso.
A Fuga: A investigada já havia deixado o imóvel na manhã seguinte ao crime. Ela recolheu os seus pertences e os do filho, informando a familiares que pretendia ir para um hotel ou fugir em direção ao estado do Espírito Santo.
A mulher é apontada pelas investigações como a última pessoa a deixar o apartamento dos idosos em Belo Horizonte. Imagens de câmeras de segurança a flagraram saindo do local com duas sacolas grandes — uma delas reconhecida pelo filho das vítimas. Celulares e semijoias do casal foram roubados.
A Polícia Civil de Minas Gerais segue investigando o caso e realizando buscas para localizar a suspeita, que agora é considerada foragida.

