Usuários do sistema de transporte público reclamam da falta de infraestrutura e do número insuficiente de veículos para atender a demanda nos horários de pico.
A rotina de quem depende do transporte público em Ribeirão das Neves tem sido marcada por um desafio diário: a superlotação. Passageiros que utilizam a estação de transferência da cidade denunciam o desconforto e a insegurança causados pelo excesso de pessoas em plataformas estreitas e ônibus que já chegam ao local com a capacidade máxima atingida.
O cenário é crítico especialmente entre as 6h e 8h da manhã e no final da tarde. Segundo relatos de moradores, a espera por uma linha específica pode ultrapassar os 40 minutos, resultando em plataformas lotadas onde o distanciamento físico é inexistente.
Para muitos trabalhadores, a superlotação não é apenas uma questão de conforto, mas de dignidade e pontualidade. "É um descaso total. A gente paga caro na passagem e viaja pendurado. Muitas vezes o ônibus nem para porque já está cheio demais", desabafa um usuário que utiliza o terminal diariamente para trabalhar em Belo Horizonte.
Os principais pontos de reclamação incluem:
Intervalos irregulares: Linhas que demoram a passar, gerando acúmulo de passageiros.
Segurança: O medo de furtos e acidentes em meio ao empurra-empurra das plataformas.
Infraestrutura: Falta de assentos e cobertura adequada para proteger os usuários do sol e da chuva durante a espera.
Especialistas em mobilidade apontam que o crescimento populacional de Ribeirão das Neves não foi acompanhado por um ajuste proporcional na frota de ônibus. A dependência do sistema de integração faz com que qualquer atraso em uma linha alimentadora gere um efeito cascata em todo o terminal.
Até o fechamento desta matéria, os órgãos responsáveis pela gestão do transporte na região não haviam se pronunciado sobre planos de expansão da frota ou melhorias na logística da estação para os próximos meses.

