Um relatório enviado pela Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF-MG) ao Tesouro Nacional aponta que Minas Gerais iniciou o ano de 2026 sem recursos em caixa, ocupando a pior posição fiscal entre todas as unidades da federação do país.
De acordo com o documento, que reúne o balanço consolidado das contas públicas de 2025, a disponibilidade de caixa líquida do estado é negativa em mais de R$ 11 bilhões. O indicador considera o dinheiro disponível após o desconto das obrigações financeiras já assumidas pelo governo.
Além disso, o relatório apresenta outros dados relevantes sobre a saúde fiscal de Minas, como despesas com pessoal, dívida consolidada e capacidade de pagamento. Para 2026, o déficit previsto é de aproximadamente R$ 5 bilhões.
Outro fator de pressão é a dívida de Minas Gerais com a União, que chega a R$ 187 bilhões. Com a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), o estado poderá parcelar o débito em até 30 anos, com possibilidade de redução de juros mediante investimentos em áreas estratégicas, como segurança pública e educação.
Em nota, o governo de Minas Gerais afirmou que a indisponibilidade de caixa líquida se refere especificamente aos recursos não vinculados, ou seja, receitas livres, sem destinação obrigatória. O Executivo também destacou que o cálculo considera passivos herdados de gestões anteriores, que foram renegociados e impactam diretamente o indicador fiscal atual.

