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Vanessa de Almeida

Durante a pandemia, muitas pessoas têm sentido dificuldade em organizar a rotina, conviver com familiares e lidar com as emoções que o momento demanda. Toda mudança exige de nós seres humanos uma capacidade de adaptação e resiliência mediante, principalmente, a uma situação inesperada que nos é imposta.

O caso da pandemia nos convida a refletir acerca de nossa estruturação emocional para lidar com mudanças ou situações que provoquem frustração. Mas a que chamo estruturação emocional? 

Nesta reflexão, é toda a sua forma de ser e agir diante de situações que pode envolver imposição, frustração, mudanças. Porém, na pandemia você responde de uma maneira inadequada emocionalmente, podendo prejudicar suas relações familiares e desenvolver conflitos que podem culminar em ansiedade, depressão e emoções negativas. 

Há pessoas que estão conseguindo se adaptar bem, mas outras não, apresentando diversas maneiras de lidar com a situação: algumas estão agindo como se nada estivesse acontecendo; por estar isolado sem poder sair, discute com familiares, pois a proximidade, neste momento, está em evidência; sente-se deprimido; menos produtivo; com raiva ou triste. Cada um reagirá de modo diferente.

Dentre várias teorias da psicologia para tentar compreender o que se passa com as pessoas, convido você a refletir sobre o que está sentindo e a relação desses sentimentos com a sua infância. 

Pense na pandemia vivida por você hoje e nomeie a primeira emoção que você sente. Em seguida se pergunte: por que eu sinto esta emoção? Esta é a sua defesa emocional, é a emoção superficial que esconde um sentimento mais  profundo que está lá na infância. Aprofundemos mais um pouco no assunto.

Agora, reflita um pouco sobre quando era criança e como você lidava com situações de imposição ou frustração. Tente estabelecer uma conexão entre o que está acontecendo hoje na pandemia em seu universo emocional e algo similar que aconteceu na infância que tenha despertado o mesmo sentimento e se pergunte: por que eu sinto esse sentimento? 

O sentimento que vier é como você aprendeu a se sentir diante dessas situações, seja de imposição ou frustração. Geralmente a raiva e a tristeza são alguns dos sentimentos e emoções que vêm à tona. 

Toda vez que você é colocado em situações, no caso a pandemia, que pode remeter a sentimentos conectados a situações similares às da infância, é disparada uma defesa emocional, que é a emoção superficial que esconde o sentimento mais profundo que é individual à história de cada pessoa.

Caso a sua forma de sentir esteja sendo disfuncional, procure auxílio psicológico para aprofundar o conhecimento sobre si mesmo e compreender as motivações envolvidas na formação de seu comportamento. Ressalto que a reflexão aqui proposta é apenas uma das leituras do comportamento e emoções humanas, não é possível generalizar que todos sentem da mesma forma.

Mais bem estar emocional, melhor interação interpessoal e até mesmo economia financeira (tem pessoas que gastam dinheiro em compras desnecessárias para amenizar dores emocionais) podem ser benefícios alcançados ao procurar ajuda psicológica.

Seguem algumas dicas para manter a saúde emocional em tempos de pandemia:

  • Se informe sobre os fatos em fontes seguras e dose a quantidade de informação.
  • Excesso ou falta de informação pode deixar você ansioso, portanto, a melhor saída é o equilíbrio; 
  • Exercite-se sem exageros;
  • Converse com amigos e família, mantenha contato social através das plataformas de videoconferência, pois somos seres sociais por excelência e o contato humano, mesmo virtual, é prazeroso e ativa hormônios benéficos em nosso organismo; 
  • Desenvolva uma rotina. Isso organiza o seu dia e produz senso de responsabilidade e autonomia no tempo e espaço; e 
  • Se possível, medite. O contato com o silêncio e as técnicas de respiração da meditação ajudam a manter o equilíbrio entre mente e corpo.

 

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Casos suspeitos: 18.871

Casos confirmados: 5.692

Casos em presídios: 386

TOTAL DE CASOS: 6.078

Óbitos confirmados p/ Covid-19: 169

Casos curados: 5.245

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de
Ribeirão das Neves 
Última atualização: 30/12/2020

 

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