O fotolivro faz parte de um projeto de inventário e revela como crianças e adolescentes do Quilombo Justinópolis ocupam o papel de guardiões da tradição. Através de imagens e textos sensíveis, a obra demonstra que o aprendizado no quilombo acontece nas práticas do dia a dia.
Diferente de uma visão estática da cultura, “Griots do Amanhã” mostra jovens que transitam com naturalidade entre a tradição e a contemporaneidade. “As imagens revelam histórias em continuidade. São crianças que habitam o presente, conectadas ao passado e comprometidas com o futuro”, destaca o texto de apresentação da obra.
O projeto enfatiza que, no Quilombo, a identidade não é um conceito abstrato, mas uma experiência cotidiana de pertencimento. Em um mundo que frequentemente silencia a infância negra, o Quilombo se afirma como um espaço de liberdade, autoestima e reconhecimento, onde o som do tambor orienta a experiência coletiva e ensina sem a necessidade de palavras.
O livro também presta homenagem aos mais velhos, figuras centrais na formação das novas gerações. A relação intergeracional, marcada pelo respeito e pelo afeto, garante que o passado se mantenha presente. Ao tocar um instrumento ou participar de atividades, cada jovem reforça um elo com os ancestrais e garante a permanência da cultura local.
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