Suspeito saiu da prisão dias antes do crime; vítima foi atingida por diversos disparos
Um homem de 31 anos foi morto a tiros na rua Radialista Carlos Lott, no bairro Céu Azul, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira (16/3). O suspeito do crime — que pode ter sido motivado por uma rivalidade envolvendo o tráfico de drogas em Ribeirão das Neves, — é um homem de 25 anos, que saiu da prisão na última sexta-feira (13/3) e estava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica.De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), moradores da região relataram que duas motocicletas chegaram ao local com dois ocupantes cada. A vítima estava em frente a um lava-jato quando um dos suspeitos desceu do veículo e se aproximou. Antes de atirar, o homem teria dito: “você sabia que estava devendo, que eu ia te pegar.” Em seguida, efetuou diversos disparos. A vítima tentou fugir correndo, mas caiu no chão poucos metros depois. Após o crime, os suspeitos fugiram em direção ignorada.Conforme o registro policial, o possível autor do assassinato possui diversas passagens pela polícia, incluindo tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e tentativa de homicídio.
Possível ligação com o tráfico
Testemunhas relataram aos policiais militares que a vítima já teve envolvimento com o tráfico de drogas na região conhecida como “Rua de Terra”, no bairro Luar da Pampulha, em Ribeirão das Neves, onde teria atuado como gerente de uma boca de fumo. No entanto, segundo pessoas próximas, ele estaria há cerca de três anos afastado do crime.
Porém, o homem executado teria comentado que estava sendo ameaçado nos dias que antecederam o crime.
Proximidade com o ‘chefe’ teria despertado ciúmes
Segundo outros relatos obtidos pelos militares, a vítima seria 'mais querido' pelo chefe da boca de fumo na Rua de Terra, o que teria despertado ciúmes e desentendimentos com o suspeito do crime.
Há ainda a suspeita de que a vítima teria prometido vingar a morte de um aliado, o que pode ter intensificado o conflito entre os envolvidos. Apesar de dizer aos familiares que trabalhava como motorista de aplicativo, uma pessoa próxima afirmou à polícia que ele poderia ter retomado atividades ligadas ao tráfico.
Vários disparos
A perícia da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) foi acionada e constatou cinco perfurações no corpo da vítima, nas regiões da cabeça, pescoço, costas e braços. No local também foram recolhidos dois cartuchos deflagrados de calibre 9 mm.
O corpo foi removido pelo rabecão da Polícia Civil e encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). Outros suspeitos envolvidos no homicídio ainda não foram identificados. O caso será investigado pela PCMG.

