Jovem faz uso de remédios controlados; mulher afirmou esperar que ele fique internado
O adolescente de 16 anos que fez uma mulher refém em um ônibus da linha 119 (Veneza/Apoio Mineiro), na quarta-feira (14), na altura do número 83 da Rua Etelvina de Souza, Centro de Ribeirão das Neves, na Grande BH, saiu de casa para ir à psicóloga. A informação é da mãe do rapaz, em entrevista concedida à Itatiaia na sexta-feira (16).
“Primeiro ele falou que ia conversar com as psicólogas dele, que estava precisando muito desabafar com elas. Eu estava lavando roupa e falei que não ia com ele. Ele estava meio estranho, mas eu achei que estava bem”, revelou.
Segundo a mulher, o adolescente foi diagnosticado com esquizofrenia e que isso causa alterações em seu comportamento.
“Fico pelejando com ele de um lado e para o outro. Quero trabalhar, mas não posso, eu tenho que olhar ele. A minha vida é muito complicada. Aonde eu vou ele tem que ir, nas consultas dele, até fazer 18 anos”, desabafou ela.
Ela contou que no dia do crime ele aparentava estar mais nervoso que o comum, porém não desconfiou que ele pudesse atacar alguém e nem o viu pegando a faca utilizada no sequestro. Essa foi a segunda vez que ele faz uma pessoa de refém em um ônibus. A mãe do garoto afirma que se sentiria mais tranquila se ele fosse internado.
“Espero que eles procurassem um, um hospital, internasse ele lá até ver o quadro dele, como que fica. Ele já ficou internado em 2023 quando tinha 13 anos. Ficou uns 6 meses e voltou bem demais. O tratamento continuou até hoje. Agora diminuiu o remédio dele, porque tem um que ele toma, que deixa ele todo entortado”, contou a mulher.
“Não é fácil não. Eu só tô pedindo a Deus que ele tenha cura. Eu não quero que ele faça nada com ninguém, nem com a gente aqui dentro de casa”, confidenciou.
Segundo a Polícia Militar (PM), o autor estaria em surto psicótico quando cometeu o crime. Ele estava armado com uma faca e, após negociações, abandonou o objeto e se rendeu.
A ação foi comandada pelo Capitão Machado, supervisor do 40º Batalhão da PM. Várias viaturas da corporação foram deslocadas para a ocorrência e o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foi acionado.
Em entrevista à Itatiaia, o Tenente Helerson, Comando Tático do 40º Batalhão da PM, contou que a vítima ficou muito abalada com a situação.

