Um ano após a acidente que tirou a vida do jovem Carlos Gabriel Ferreira da Silva no bairro Menezes, em Ribeirão das Neves, a dor da perda dá lugar à cobrança por justiça. Familiares da vítima voltaram a se mobilizar para exigir a responsabilização dos envolvidos e o avanço dos processos nas esferas cível e criminal.
O atropelamento ocorreu no cruzamento entre as avenidas Presidente Castelo Branco, Canadá e Costa e Silva. A família recusa a ideia de mera fatalidade e defende que as sanções legais sejam aplicadas à empresa de transporte e ao motorista do coletivo.
Em nota publicada nas redes sociais, os parentes reafirmaram o compromisso de preservar a memória do jovem e manter a cobrança junto às autoridades:
"Sua vida não pode ser reduzida a mais uma estatística."
Dinâmica do acidente
Segundo relatos da família, Gabriel trafegava pela Avenida Canadá em uma motocicleta, acompanhado de um passageiro na garupa. Ao ingressar na rotatória no cruzamento com a Avenida Costa e Silva trecho onde tinha a preferência legal de passagem, o jovem foi surpreendido por um ônibus da empresa RODAP.
O coletivo teria adentrado a interseção sem respeitar a sinalização de parada obrigatória. Ao avançar, o veículo atingiu a motocicleta no início da rotatória. Com o impacto, Gabriel e a moto foram arrastados por cerca de seis metros. O jovem não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Acolhimento e desdobramentos
Além do luto provocado pela imprudência no trânsito, os pais de Gabriel relatam que não receberam qualquer assistência ou suporte por parte da concessionária de transporte desde a data do ocorrido.
Até a publicação desta reportagem, não foram divulgados novos desdobramentos oficiais sobre o andamento do inquérito policial ou do processo judicial.
O espaço permanece aberto para manifestações da empresa RODAP, da defesa do condutor e das autoridades responsáveis pelas investigações.

