A diarista Paola Stefany Neto Cirino, acusada de matar um casal de idosos em Belo Horizonte, passa nesta segunda-feira (14) por uma perícia psiquiátrica para avaliar sua condição mental na época do crime. Entre os elementos considerados pela Justiça está o histórico de atendimento da acusada no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Ribeirão das Neves.
O exame faz parte do incidente de insanidade mental instaurado pela Justiça de Minas Gerais. A avaliação busca determinar se Paola tinha capacidade de compreender o caráter ilícito dos atos e de se autodeterminar no momento do crime. A perícia foi determinada após o juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte, apontar a existência de dúvida sobre a saúde mental da acusada.
Segundo a decisão, familiares relataram um histórico de instabilidade emocional e a mulher já havia recebido atendimento psiquiátrico de urgência no Hospital André Luiz e no CAPS de Ribeirão das Neves. Documentos anexados ao processo também apontam que ela fazia uso contínuo de medicamentos controlados, como clonazepam e quetiapina.
A defesa havia solicitado a realização do exame. O pedido foi acolhido pela Justiça em agosto. Com a instauração do incidente, o processo principal fica suspenso até a conclusão da avaliação, sem impedir a realização de diligências que possam ser prejudicadas pela espera.

