Taxa recuou em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2025; população ocupada chegou a 103,3 milhões de brasileiros.
A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, apontam dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa o menor patamar de desemprego para um trimestre terminado em julho desde o início da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.
O resultado aponta um recuo de 0,5 ponto percentual em comparação com o trimestre móvel anterior (fevereiro a abril), quando a taxa figurava em 5,8%.
Queda na contingência de desempregados
Com o recuo da taxa, o contingente de pessoas em busca de ocupação no país caiu para 5,8 milhões no período. O número representa uma redução de 8% (cerca de 500 mil pessoas a menos) em relação ao trimestre encerrado em abril, quando o total de desocupados era de 6,3 milhões.
Na comparação anual com o mesmo trimestre de 2025, o contingente de desempregados recuou 4,9%, o que corresponde a uma diminuição de 299 mil pessoas procurando trabalho.
População ocupada atinge nível recorde
A pesquisa também revelou que o contingente de pessoas ocupadas alcançou 103,3 milhões — o maior contingente já registrado na série histórica do IBGE. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o acréscimo foi de 1 milhão de trabalhadores inseridos no mercado de trabalho (alta de 1%). Em comparação com o mesmo período do ano anterior, a expansão foi de 0,9%.
Com o avanço das contratações, o nível de ocupação — percentual de pessoas em idade de trabalhar que efetivamente estão empregadas — subiu para 58,9%, superando os 58,4% apurados no trimestre móvel encerrado em abril.

