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Olá amigos do portal RibeiraoDasNeves.net!

Quem nunca fez esse exercício pessoal? Traçar metas, objetivos, fazer projeções, tirar um tempo para preparação, tudo pensando em um futuro promissor. São ações que parecem simples, mas podem ajudar muito no nosso dia a dia. Contribuir para que tenhamos um direcionamento e sigamos em busca dele.

Esse tipo de atitude também pode ser utilizada quando pensamos na nossa cidade. A população pode, em algum momento, parar para fazer uma avaliação mais criteriosa do cenário municipal e tudo o que o envolve. Você já parou para pensar "Qual a Ribeirão das Neves quer?" e já refletiu "Como é a Neves de hoje?". Questões que se bem analisadas poderão nos ajudar muito nessa missão de planejamento local.

A grande insatisfação popular, recente, com o novo sistema de transporte me fez ampliar esse horizonte para outras áreas, trazendo à tona mais questionamentos importantes. Não seria esse o caminho a tomarmos com relação a outras demandas e áreas sociais?

Como está a situação da saúde em nosso município? Como queríamos que ela fosse? Temos médicos suficientes no hospital, PSFs e Upas?

Também podemos estender essa análise para a área da educação.

Temos creches para todas as crianças? Existem vagas disponíveis para todos os alunos? Os critérios para a escolha de diretores nas escolas são os mais justos?

E sobre as indústrias? Em um país com mais de 13 milhões de desempregados, como tem sido a geração de oportunidades profissionais aos nossos moradores? Estão sendo criadas novas vagas de emprego em Neves?

Sobre a mobilidade urbana, o assunto já foi de certa forma abordado nas últimas colunas, e teve como foco os problemas no novo sistema de transporte. Entretanto, ainda existem uma grande quantidade de questões que afetam diretamente no cotidiano da população.

Assim como traçamos metas para nossas vidas, é importante também fazermos essa avaliação da cidade em que vivemos. Mas não basta apenas avaliar e questionar, cabe ao cidadão pesquisar melhor quais são as principais ferramentas de participação popular. Quanto mais informados e cientes dos seus direitos, maior a capacidade dos moradores de lutarem e conquistarem possíveis soluções para os problemas que envolvem a cidade.

No momento em que os moradores de Ribeirão das Neves se derem conta da real importância que exercem na sociedade e iniciarem essas reflexões, avaliações e estudos, certamente teremos mais pessoas capazes de reivindicar e podermos utilizar dessa força para promover mudanças significativas. Somente dessa forma, teremos condições de enxergar e entender melhor a Neves do passado para planejar e construir uma Neves melhor no futuro!!

Fico por aqui. Volto em breve!! Até a próxima!!

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Olá amigos do portal RibeiraoDasNeves.net!

Há quase um mês estamos vendo e acompanhando a insatisfação popular com relação ao novo modelo de transporte público adotado em Ribeirão das Neves.

Seja nas ruas ou nas redes sociais, o assunto está na boca do povo. O próprio portal RN.net realizou, recentemente, uma pesquisa e mostrou que 76% das pessoas que opinaram não aprovaram o SIT Neves.

O velho sistema era longe de ser bom, com ônibus antigos, sem ar condicionado e Wi-Fi. Às vezes com pouca manutenção e limpeza rodavam pelas ruas esburacadas da cidade. Porém cumpriam, de certa forma, o objetivo de garantir ao cidadão o direito de ir e vir.

O novo modelo tem muitas modificações, veículos com equipamentos modernos, pontos de ônibus com letreiros digitais, porém ainda não conseguiu atender de forma adequada o cidadão. Tanto é que as pessoas tem reclamado muito.

O tempo de percurso é um grande problema. A estação foi improvisada e contém apenas uma grande cobertura, não tem banheiros e espaços adequados para a acomodação dos passageiros.

Em meio a essa discussão sobre o funcionamento do sistema de ônibus no município, sobram críticas e pairam dúvidas sobre quais seriam as soluções adequadas para que o usuário seja bem atendido.

Com esse grande número de insatisfeitos, os movimentos e as comissões tem lutado pela melhoria do transporte e uma prestação adequada desse serviço, que é um direito social, consagrado pelo artigo sexto da Constituição Federal.

Diante desse quadro, se faz necessária uma grande reflexão sobre o poder que o povo tem em mãos. A possibilidade de transformar e mudar os cenários políticos e sociais.

Foi só a população colocar a boca no mundo que em poucos dias uma reunião foi marcada para discutir e tentar corrigir os problemas no novo sistema de transporte. Também houve uma audiência pública para abordar o tema. São fatos que só aconteceram em função do descontentamento da população. Ou seja, diante da pressão da sociedade as autoridades se mobilizaram rapidamente.

O voto é o principal instrumento do povo. Esse é o poder que está nas mãos de cada cidadão, independente de classe social. Seja rico ou pobre, o voto tem o mesmo valor e poder de decisão nesse momento. É a hora em que os milionários e os humildes se tornam iguais.

O povo precisa se conscientizar que ele tem poder para as mudanças necessárias, mas para que isso aconteça é preciso colocá-lo em prática no dia a dia.

Recentemente (2013), os brasileiros deram um exemplo desse poder com as manifestações realizadas Brasil afora. Depois desses atos, uma série de mudanças aconteceram no país. Em Neves, dois casos emblemáticos mostraram também a força do povo: a retirada da antiga empresa que prestava serviço de transporte e a reprovação quanto a instalação de um aterro sanitário metropolitano.

Mais do que nunca, a população precisa mostrar que está no comando. Com a união dos usuários do transporte, dos movimentos, das associações de bairros, comissões, a população terá uma grande frente capaz de mudar o rumo de diversas situações - não só essa dos ônibus - que não agradam.

Esse poder está não mãos da sociedade e pode ser colocado em prática, hoje, amanhã e depois.

Basta apenas se lembrar que numa democracia o poder emana do povo!!!

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Olá amigos do portal RibeiraoDasNeves.net!

Nesta semana quero falar e discutir alguns aspectos sobre um estigma que Ribeirão das Neves carrega há muito tempo e que interfere diretamente no seu desenvolvimento econômico e social: o de cidade dormitório!

Em algum momento, você que está lendo essa coluna já deve ter ouvido esse termo sendo relacionado com os moradores de Neves, e isso ocorre porque mais da metade da população economicamente ativa, precisa se deslocar todos os dias para outros municípios. Tal fenômeno ocorre na maioria dos casos por necessidade. As pessoas precisam sair para trabalhar/estudar e dependem diretamente do transporte coletivo intermunicipal. Diante desse contexto, as empresas de transporte coletivo acabaram ficando extremamente fortalecidas, e os moradores reféns desse sistema.

Tal situação ocorre há mais de 40 anos, empresa de transporte lucrando e impactando diretamente com a ausência de desenvolvimento industrial no município. Por esse fato, os empresários desse sistema não se interessam nenhum pouco para que isso mude. Para eles, quanto maior o número de passageiros, melhor. Como se não bastasse o alto lucro dessas empresas, historicamente tiveram vários momentos em que elas boicotaram a vinda de indústrias, temendo justamente a redução do número de usuários do transporte coletivo.

Além desse boicote, existe ainda a conivência das autoridades municipais com esse fator, que pode ser explicado de duas formas: a primeira pelo fato de muitos políticos locais terem as campanhas eleitorais financiadas pelas empresas de transporte. O segundo ponto é o mero desinteresse ou falta de visão macroeconômica, que leve em consideração a mudança no cenário econômico municipal a médio e longo prazo.

Enquanto isso continuar ocorrendo, a população e cidade vão sempre ser prejudicadas. O impacto negativo surte efeito também no comércio, já que os moradores que saem daqui todos os dias e acabam gastando dinheiro em outras cidades. Para piorar, como eles só voltam em Neves apenas para dormir, acabam não criando nenhuma relação de pertencimento com o município.

Para que essa situação possa mudar, se faz necessário a aplicação de uma série de medidas, algo que até hoje não foi realizado por nenhum administrador eleito pelo povo. Tais mudanças passam por uma política intensa de industrialização, resultando consequentemente na geração de empregos, renda e a permanência do trabalhador na cidade. A ampliação de cursos e instituições de ensino superior também contribuiria neste processo.

Analisando o atual cenário, podemos perceber que potencial não falta ao município para colocar isso em prática. Estamos em um ponto estratégico, ligado à diversas cidades industrializadas como é o caso de Belo Horizonte, Contagem e Sete Lagoas. Além disso, estamos às margens da BR040, uma das principais rodovias para escoamento da produção de mercadorias produzidas nos municípios. Também temos muitos terrenos disponíveis e ainda não sofremos com a saturação de empresas, ou seja, temos tudo para atingir um rápido desenvolvimento industrial.

Com a implantação dessas medidas, o impacto das empresas de transporte coletivo na vida dos nevenses iria diminuir a longo prazo. Na contratação desse cenário, a geração de emprego, educação e renda iriam alavancar em uma melhor qualidade de vida para os moradores da cidade.

De qualquer forma, para que a teoria vire prática é necessário empenho e força de vontade do gestor municipal. Não há mais desculpas, a cidade agora possui uma avenida com enorme potencial e espaço, a recém inaugurada Eduardo Brandão, que liga a LMG-806 a BR 040. Se ela for utilizada com inteligência poderá se tornar nossa maior passarela industrial.

Chegou o momento e é agora! Ribeirão das Neves precisa de soluções inteligentes, oportunidades de empregos, vagas educacionais e transporte digno, tudo em prol de novos tempos em que deixaremos finalmente de ser cidade dormitório.

Fico por aqui. Volto em breve!! Até a próxima!!!

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Olá amigos do portal RibeiraoDasNeves.net!

Hoje venho falar sobre o transporte público em Ribeirão das Neves, que vai passar por uma grande mudança nessa semana. Depois de décadas, as linhas de ônibus que operam na cidade, os tradicionais "verdinhos", irão se integrar a um novo sistema de circulação interna.

Como é conhecimento de todos, milhares de pessoas dependem diretamente do transporte público municipal. Por isso, a novidade vai afetar diretamente na vida da população, que ainda sem entender muito sobre as alterações, apenas acompanha as notícias e aguarda com receio o início dessa integração no sistema.

Sempre que ocorrem alterações drásticas no cotidiano do cidadão, é muito importante que - bem antes disso - seja feito um diálogo com a sociedade sobre o assunto. Porém, prestes a vivenciar na prática essas mudanças, os nevenses mais uma vez não foram consultados. Ou seja, estamos falando de uma imposição, já que o povo não pôde opinar e contribuir na construção desse novo modelo de transporte público.

O ideal para que a comunidade pudesse participar de forma efetiva na implantação desse sistema, seria a realização prévia de pelo menos uma audiência pública nas três principais regiões da cidade, com intuito principal de ouvir a opinião dos moradores.

Mesmo sabendo que a maioria dos cidadãos nevenses serão afetados, por incrível que pareça, nenhum vereador se preocupou em zelar por aqueles que lhes elegeram e até então não avaliaram com cuidado como o novo sistema de transporte vai impactar de forma positiva ou negativa na vida dos usuários. Se algum vereador se manifestou, foi de forma muito discreta e não surtiu o efeito desejado para que provocasse uma ampla discussão em toda a cidade no que se refere a consultar os principais interessados pelo assunto.

Como vivemos em um regime democrático de direito, a voz do cidadão tem sempre que ser ouvida. Se suas observações/sugestões não são nem cogitadas, alguns problemas não se resolvem e poderemos ter em pouco tempo de novo sistema uma chuva de reclamações. É só lembrar do que ocorreu recentemente em Belo Horizonte, quando a população não aceitou que as empresas retirassem os trocadores de ônibus das linhas municipais, a mobilização foi enorme e resultou na intervenção do poder público, para exigir dos empresários que acatassem ao clamor popular e voltassem com os cobradores.

Além do caráter democrático, verdade seja dita, quem paga a passagem diariamente é o usuário do sistema de transporte e seria, no mínimo, um ato de respeito ouvir o que tem a dizer aqueles que verdadeiramente mantém e sustentam a lucratividade das empresas de ônibus. Além disso, temos outra questão relevante nessa implantação do novo sistema: a necessidade da aquisição de um cartão para utilização na integração. Caso contrário, será necessário pagar duas passagens para se deslocar dentro da cidade.

Fica o alerta e temor pela implantação desse novo sistema sem a devida consulta popular. Quem utiliza o MOVE em Justinópolis e no centro de Belo Horizonte nos horários de pico sabe como é uma tortura ir e voltar para casa. O cidadão já lida com muitas mazelas e merece pelo menos um pouco de dignidade quando está se deslocando e utilizando esse serviço de caráter essencial no dia a dia.

Volto em breve! Um abraço e até a próxima!

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Olá amigos do portal RibeiraoDasNeves.net!

Estamos apenas no início de 2019. E como tem sido pesado esse ano para nós brasileiros. Há 15 dias estávamos aqui falando de uma tragédia sem precedentes que acabara de ocorrer em Brumadinho. O mar de lama que devastou a cidade ainda está na memória da população. Mais de 165 pessoas morreram (até o fechamento dessa coluna) e centenas de desaparecidos ainda causam dor e comoção para familiares que aguardam sem saber quando esse crime terá um desfecho.

Como se não bastasse, nem pouco absorvemos o caso de Brumadinho e mais duas tragédias ocorreram. Dessa vez, no Rio de Janeiro. A primeira delas após uma forte chuva que derrubou árvores, levou carros e, infelizmente, provocou a morte de sete pessoas. A segunda, o incêndio no alojamento onde estavam os adolescentes que treinavam nas categorias de base do Flamengo. Com todo futuro pela frente, 10 jovens tiveram os sonhos interrompidos e morreram precocemente. Mas o que podemos tirar de lição nesse momento entristecedor?

Mais triste do que que falar e relatar isso em um espaço de tempo tão curto, é saber que provavelmente em todos os três casos houve negligência das autoridades e dos responsáveis pela manutenção dos locais.

No caso de Brumadinho, existem fortes indícios de que o risco de rompimento da barragem era iminente e nenhuma medida de evacuação foi tomada pela empresa.

Já no Rio de Janeiro, há em um dos casos flagrante de negligência do poder público, pois não existem nas cidades brasileiras políticas de prevenção às fortes chuvas, mesmo sabendo que isso ocorre anualmente. É só lembrar do que aconteceu no último ano em BH e em Ribeirão das Neves há dois anos. Foram registradas mortes na Vilarinho - em Venda Nova - e na LMG-806, que faz a ligação entre a região central de Neves e Justinópolis.

No caso do alojamento do Flamengo, as informações preliminares - antes mesmo de um laudo oficial da polícia - mostram que houve improvisação do clube sem autorização do poder público. Os garotos estavam dormindo em um local impróprio, que tinha liberação para que funcionasse um estacionamento. Mesmo após 30 notificações da prefeitura sobre ausência de alvará, a regularização da situação não foi tomada pela agremiação de futebol.

A cultura do brasileiro, desde a época colonial, convive com a política do "homem cordial", na qual tudo se dá um jeito para burlar a burocracia. O famoso "jeitinho brasileiro" para que as coisas funcionem no improviso. A combinação entre ausência de ações de prevenção e infraestrutura são pilares nesses cenários que culminaram com a morte prematura de tantas pessoas. Faltam fiscalizações, verificações mais aprofundadas, um cuidado mais atencioso com essas situações. Às vezes, ações simples no ponto de vista social.

A verdade é que não aprendemos com Mariana, não aprendemos com a boate Kiss, não aprendemos com as tragédias das chuvas de fim de ano, e pelo visto - mesmo com tantos fatos negativos - estamos longe de aprender alguma coisa.

Lamentamos muito, mas não vemos no Brasil atitudes capazes de evitar esses acontecimentos. Indenizações nunca irão reparar vidas que foram interrompidas nessas recentes tragédias.

O que se espera no mínimo é que ocorram mais cobranças da imprensa, autoridades e população, para que o rigor com segurança e prevenção sejam criteriosamente exigidos e não tenhamos que ficar lamentando a morte precoce de tanta gente.

Que Deus ajude o povo brasileiro! Até a próxima!!

P.S: Em tempo, quando finalizava esse texto, recebi a notícia de outra tragédia: a morte do jornalista Ricardo Boechat após um acidente de helicóptero. Exemplo de profissional, tinha opinião forte e desprendimento de cunho ideológico ou político. Sempre fez um jornalismo isento, tendo a admiração de muitos brasileiros. Perde o jornalismo e a população. Que descanse em paz!

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