De acordo com reportagem do Jornal O Tempo, a família de Ana Beatriz Gomes dos Santos, espancada até a morte pelo ex-companheiro, ainda não tem informações sobre o paradeiro da filha da vítima, de apenas 1 ano.
A criança estava na casa do pai e teria presenciado o crime. O feminicídio aconteceu na noite de segunda-feira (7/9), no bairro Xangrilá, em Ribeirão das Neves, após uma briga motivada pelo fim do relacionamento e pela disputa da guarda da menina. O suspeito do crime já foi identificado, mas é procurado pelas autoridades policiais.
Reginaldo Gomes Carneiro, tio de Ana Beatriz, conta que no dia em que a sobrinha foi morta, chegou a ir até o local e pedir para poder levar a criança para os avós maternos. No entanto, a Polícia Militar não permitiu já que ela estava aos cuidados de outros familiares.
“A gente não tem notícia nenhuma de onde ela está, não sabemos se tá com o pai, se tá com com a família dele, a gente não tem notícia nenhuma”, lamenta Carneiro.
Ana Beatriz foi velada nesta quarta-feira (9/9), no Cemitério da Paz, na região Noroeste, de BH. O sepultamento foi no mesmo local. Ana Beatriz e o suspeito terminaram o relacionamento há cerca de três meses. Os dois ficaram juntos por quatro anos.
De acordo com Reginaldo, a família ainda está assimilando o que aconteceu. Ele conta que seu irmão, pai de Ana Beatriz, está desolado. “Meu irmão está desolado, velando a filha dele sem poder nem ver o rosto da criança dele. É muito triste para um pai passar por uma situação dessa”.
No dia do crime, uma testemunha contou à PMMG que levou a vítima até a casa do ex para buscar a criança, após um pedido da tia da mulher. O homem contou que chegou ao local por volta de 21h20 e aguardou a mulher por cerca de 20 minutos. Contudo, diante da demora, ele ligou para a familiar da mulher, que pediu que ele retornasse ao trabalho e disse que, posteriormente, iria pedir um carro por aplicativo para a sobrinha.
De acordo com o relato, a tia da vítima tinha conhecimento dos atritos entre o ex-casal, que, segundo ela, aconteciam porque o suspeito não aceitava o fim do relacionamento. O boletim de ocorrência não informa a localização da criança, filha do casal. A PMMG fez buscas à procura do suspeito, mas ele não foi localizado. O caso é investigado pela PCMG.
Relembre o crime
De acordo com o registro da ocorrência, o primo do suspeito, que reside na casa ao lado, contou que estava preparando o jantar para os avós quando ouviu uma discussão entre o casal. O familiar contou que as brigas eram frequentes devido à dificuldade de ambos em seguir com a vida após o fim do relacionamento e também diante da disputa pela guarda da filha do casal, de apenas um ano. Por isso, ao ouvir a discussão, ele não teria ido até a casa do primo.
Entretanto, alguns minutos depois, ao perceber que a briga teria acabado e um silêncio tomou conta do local, ele foi até a residência e encontrou a vítima caída. O suspeito já havia fugido do local. O homem, então, acionou o Samu e a Polícia Militar (PMMG).
Os médicos do Samu confirmaram o óbito da vítima, que apresentava sinais de espancamento. A perícia da Polícia Civil (PCMG) foi acionada e identificou que a causa da morte teria sido uma série de lesões na cabeça, compatíveis com socos e chutes. Não foram encontrados no local objetos que poderiam ter sido usados no crime.

