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FRAUDES

  • Fraudes na compra e venda de celulares causam prejuízo de R$ 2,1 Milhões em Minas Gerais


    Um levantamento da OLX revelou que os mineiros sofreram um prejuízo de cerca de R$ 2,1 milhões em golpes digitais envolvendo a compra e venda de celulares entre janeiro e junho deste ano. O montante coloca Minas Gerais como o terceiro estado com a maior perda financeira no país por este tipo de fraude, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.
    O estudo analisou dados de plataformas online no primeiro semestre de 2024 e 2025, em um universo de 20 milhões de contas. Em Minas, a capital Belo Horizonte concentrou 40% das ocorrências, seguida por Contagem, Uberlândia, Varginha e Ribeirão das Neves.

    Apesar do valor elevado, a pesquisa aponta uma redução significativa no prejuízo no estado: uma queda de 61% em relação ao ano anterior. Segundo Camila Braga, gerente de produto da OLX, essa diminuição reflete o avanço dos mecanismos de segurança das plataformas e um comportamento mais cauteloso dos usuários.
    As modalidades de fraude mais frequentes foram o falso pagamento e a invasão de conta, ambas representando 44% dos casos. Os anúncios falsos corresponderam a 10% das ocorrências.

    Modalidade de Fraude/ Percentual dos Casos/ Descrição
    Falso Pagamento,44%
    O golpista envia um comprovante fraudulento para convencer o vendedor a liberar o produto antes da confirmação bancária.
    Invasão de Conta
    44%,"Criminosos usam credenciais vazadas para assumir perfis em plataformas, aplicando golpes como compradores ou vendedores."
    Anúncio Falso
    10%,Ofertas com preços muito abaixo do mercado são publicadas para induzir pagamentos antecipados.

    O iPhone é o aparelho mais visado pelos golpistas em Minas Gerais, presente em 81% dos casos registrados. Os modelos da Samsung e da Xiaomi vêm na sequência, respondendo por 15% e 2% das ocorrências, respectivamente.
    Para mitigar os riscos, a OLX reforça a importância de práticas de segurança:

    - Vendedores: Entregar o produto somente após a confirmação efetiva do depósito bancário e manter a negociação dentro dos canais oficiais da plataforma.
    - Compradores: Verificar a autenticidade de sites e e-mails e pesquisar a reputação de lojas desconhecidas.
    - Todos os usuários: Utilizar senhas fortes e ativar a verificação em duas etapas.

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  • Golpe do falso entregador ganha novas estratégias e usa selfie para tentar burlar sistemas bancários


    Criminosos têm sofisticado o golpe do falso entregador, que deixou de envolver apenas cobranças indevidas em maquininhas de cartão. Agora, a fraude também pode incluir engenharia social, pedidos de selfie e tentativas de exploração do reconhecimento facial para acessar contas e realizar operações financeiras.

    A prática ocorre, principalmente, durante entregas de alimentos, presentes e outros produtos. O criminoso se apresenta como entregador e cria uma situação de urgência para convencer a vítima a fornecer informações, realizar pagamentos ou permitir algum tipo de validação.

    Uma das estratégias mais recentes envolve o pedido para que o cliente faça uma foto do rosto ou uma selfie no momento da entrega. O criminoso pode alegar que a imagem é necessária para confirmar o recebimento do pedido ou concluir um procedimento no aplicativo.

    A orientação, no entanto, é não realizar esse tipo de procedimento quando ele não estiver previsto no aplicativo oficial. Imagens do rosto são dados pessoais e podem ser exploradas em tentativas de fraude envolvendo sistemas de reconhecimento facial.

    Outra tática comum é o contato com o cliente por WhatsApp ou ligação, fora dos canais oficiais da plataforma. O falso entregador afirma que houve algum problema com a entrega ou que é necessário pagar uma taxa adicional.

    A cobrança pode ser feita por Pix ou cartão, utilizando uma maquininha. Em situações de fraude, o equipamento pode apresentar problemas no visor ou dificultar a visualização do valor antes da confirmação da operação.

    Também há casos em que o criminoso tenta cancelar o pedido dentro do aplicativo e, posteriormente, continuar a negociação diretamente com o consumidor. Com isso, a vítima pode perder parte das proteções oferecidas pela plataforma.

    Para evitar cair no golpe, especialistas em segurança digital recomendam:

    Não pague taxas extras solicitadas pelo entregador fora do aplicativo;
    Confira o valor exibido na maquininha antes de aproximar, inserir ou passar o cartão;
    Evite realizar pagamentos por Pix para chaves fornecidas fora dos canais oficiais;
    Não forneça senhas, códigos de autenticação ou dados bancários ao entregador;
    Não faça selfies ou validações faciais solicitadas de maneira inesperada;
    Confirme no aplicativo se o pedido e o entregador correspondem à entrega realizada;
    Desconfie de situações de urgência ou de pedidos para resolver problemas diretamente pelo WhatsApp;
    Em caso de suspeita, interrompa a negociação e procure o suporte oficial da plataforma.

    As plataformas de delivery, em geral, orientam os usuários a manter pagamentos e comunicações dentro dos canais oficiais. Nenhuma cobrança ou procedimento de segurança deve ser realizado de maneira improvisada na porta do consumidor.

    Além do prejuízo financeiro, o uso indevido de dados pessoais e biométricos pode aumentar os riscos para a vítima. Por isso, a principal recomendação é não ceder à pressão do suposto entregador e confirmar qualquer solicitação diretamente no aplicativo utilizado para fazer o pedido.

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